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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - X

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Mas livrai-nos do mal. Amém.

88. — Nos pedidos precedentes, o Senhor nos ensina a implorar o perdão dos pecados e nos mostra como escapar das tentações. Aqui nos ensina a pedir que sejamos preservados do mal.

Este é um pedido geral. Segundo Santo Agostinho, visa as diferentes espécies de males: pecados, doenças, aflições. Já falamos do pecado e da tentação; resta-nos tratar das outras categorias de males: todas as adversidades e aflições deste mundo. Deus nos livra delas de quatro maneiras.
89. — Em primeiro lugar, Deus livra o homem das aflições, afastando-as dele; o que faz raramente. Neste mundo, os santos são afligidos. Todos os que quiserem viver piamente em Cristo Jesus, padecerão perseguição, diz São Paulo. (2 Tm 3, 12).

No entanto, às vezes, Deus concede a alguns não serem afligidos. Quando Deus sabe que uma pessoa não suporta a prova, age como um médico que evita dar remédios violentos a um doente muito mal. Eis, diz o Senhor, (Ap 3,8) que pus diante de ti uma porta aberta que ninguém pode fechar.

Na pátria celeste é lei geral que ninguém seja afligido. Está no Apocalipse: (7, 16-17) Já não terão fome nem sede, nem cairá sobre eles o sol nem calor algum. Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os guardará e os levará às fontes das águas da vida, e Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - IX

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

E não nos deixeis cair em tentação

64. — Encontramos homens de grande sabedoria e força, mas quem confia em sua própria força não trabalha com sabedoria nem conduz até o final aquilo que se propusera fazer. Parecem ignorar que os conselhos dão força às reflexões. Como ensinam os Provérbios (20, 18).

Mas notemos que o Espírito Santo que dá a força, dá também o conselho; pois qualquer bom conselho relativo à salvação do homem só pode vir do Espírito Santo.

O conselho é necessário ao homem, quando este sofre tribulações, assim como o conselho do médico, quando se está doente. Quando um homem está espiritualmente doente pelo pecado, deve pedir conselho. E Daniel mostra que o conselho é necessário ao pecador, quando diz ao rei Nabucodonosor (Dn 4, 24): Segue, ó rei, o conselho que te dou, redime os teus pecados com esmolas.

O conselho de dar esmolas e ser misericordioso é excelente para apagar os pecados. Por isso o Espírito Santo ensina aos pecadores esta oração pedindo: Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - VIII

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores

64. — Encontramos homens de grande sabedoria e força, mas quem confia em sua própria força não trabalha com sabedoria nem conduz até o final aquilo que se propusera fazer. Parecem ignorar que os conselhos dão força às reflexões. Como ensinam os Provérbios (20, 18).

Mas notemos que o Espírito Santo que dá a força, dá também o conselho; pois qualquer bom conselho relativo à salvação do homem só pode vir do Espírito Santo.

O conselho é necessário ao homem, quando este sofre tribulações, assim como o conselho do médico, quando se está doente. Quando um homem está espiritualmente doente pelo pecado, deve pedir conselho. E Daniel mostra que o conselho é necessário ao pecador, quando diz ao rei Nabucodonosor (Dn 4, 24): Segue, ó rei, o conselho que te dou, redime os teus pecados com esmolas.

O conselho de dar esmolas e ser misericordioso é excelente para apagar os pecados. Por isso o Espírito Santo ensina aos pecadores esta oração pedindo: Perdoai as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.

sábado, 31 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - VII

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

O Pão Nosso de cada dia nos dai hoje

53. — Muitas vezes, a grandeza da ciência e da sabedoria tornam o homem tímido, e então é preciso ter força no coração, para que o homem não desanime diante das necessidades.

O Senhor, diz Isaías (40, 29), dá força aos cansados e vigor aos que são fracos. E Ezequiel (2, 2) também diz: Entrou em,mim o Espírito, e me firmou sobre os meus pés.

O Espírito Santo, de um lado, dá força para impedir que o homem desfaleça com o medo de não ter o necessário, e por outro lado, para que o homem creia firmemente que Deus o proverá de tudo que precisar.

Assim o Espírito Santo, dispensador desta força, nos ensina a dizer: O pão nosso de cada dia nos dai hoje. E o chamamos Espírito de força.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - VI

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no Céu

43. — O Espírito Santo produz em vós um terceiro dom, chamado dom de Ciência.

O Espírito Santo não produz nos bons somente o dom do Temor e o dom da Piedade que, como vimos atrás (n° 34), é um amor delicado por Deus. O Espírito Santo torna o homem sábio.

Davi pedia o dom da ciência no Salmo 118, 66, dizendo: Ensinai-me a bondade, a doutrina e a ciência. E é esta ciência do bem viver, que nos ensina o Espírito Santo.

Entre as disposições que contribuem para a ciência e a sabedoria do homem, a mais importante é aquela que faz com que o homem não se apóie em si mesmo. Não te estribes em tua prudência, recomenda o livro dos Provérbios (3, 5). Com efeito, os que confiam em seu próprio julgamento, a ponto de não se fiarem senão em si mesmos e não nos outros, são considerados como insensatos, e verdadeiramente o são. Declara o livro dos Provérbios (26, 12): Mais se deve esperar de um ignorante do que de um homem que é sábio a seus próprios olhos.

Um homem não confia em seu próprio julgamento se é humilde, pois, ensinam os Provérbios (11, 2): onde há humildade, aí há igualmente sabedoria. Os orgulhosos ao contrário, põem em si toda confiança.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - V

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Venha a Nós o Vosso Reino

34. — Como foi dito, o Espírito Santo nos faz amar, desejar e pedir retamente o que nos convém amar, desejar e pedir (no. 3). Este Espírito produz em nós, primeiro, o temor que nos leva a procurar a santificação do nome de Deus, para, em seguida, nos dar o dom da piedade. A piedade é, propriamente, uma afeição terna e devotada por um pai e também por um homem caído na miséria.

Como Deus é nosso Pai, devemos não somente venerá-lo e temê-lo, mas também alimentarmos uma terna e delicada afeição por Ele. É esta afeição que nos faz pedir a vinda do reino de Deus. São Paulo declara em Tito, 2, 11-13: A graça de Deus apareceu a todos os homens, ensinando-nos que vivamos neste mundo sóbria, justa e piamente, aguardando a esperança bem-aventurada e a vinda gloriosa de nosso grande Deus.

35. — Mas podemos perguntar: Se o reino de Deus sempre existiu, porque pedimos a sua vinda?

Devemos responder a esta pergunta de três maneiras:

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - IV

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Santificado seja o Vosso Nome

27. — Este é o primeiro pedido, no qual pedimos que o nome de Deus seja manifestado em nós e por nós proclamado.

Ora, o nome de Deus é antes de tudo, admirável, porque em todas as criaturas opera obras maravilhosas. O Senhor declara no Evangelho (Mc 16,17): Em meu nome, expulsarão os demônios, falarão novas línguas, e se beberem algum veneno mortal, este não lhes fará mal algum.

28. — Em segundo lugar, o nome de Deus é amável. “Não existe debaixo do céu, diz São Pedro (At 4, 12) nenhum outro nome, entre os que foram dados aos homens, que possa salvar-nos”. E a salvação deve ser buscada por todos. Santo Inácio dá-nos o exemplo do quanto devemos amar o nome de Cristo. Quando o imperador Trajano exigiu que ele negasse o nome de Cristo, Santo Inácio respondeu: “Não podereis arrancá-lo de minha boca”. O tirano ameaçou cortar-lhe a cabeça e assim tirar o nome de Cristo de seus lábios; replicou o bem-aventurado: “Não o arrancarás jamais de meu coração, pois é lá que está gravado, por isto não posso deixar de invocá-lo”. Ouvindo estas palavras, Trajano, desejoso de verificar-lhes a exatidão, mandou cortar a cabeça do servidor de Deus e extrair-lhe o coração. E no coração encontrou gravado, com letras de ouro o nome de Cristo. O santo possuía este nome como um selo em seu coracão.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - III

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Que estais no Céu

17. — Entre as disposições necessárias àquele que reza, a confiança tem uma importância considerável. Quem pede alguma coisa a Deus, diz São Tiago, (1,6) faça-o com confiança e sem hesitação.

O Senhor, no princípio da Oração que nos ensinou, expõe os motivos que fazem nascer a confiança.

Primeiro, a complacência do Pai: Pai Nosso. Depois, diz o Senhor (Lc 11, 13): Vós que sais maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos; quanto mais dará vosso Pai celeste, do alto dos céus, àqueles que lhe pedem, seu bom Espírito.

Um outro motivo de confiança é a grandeza e o poder do Pai, o que nos faz dizer ao Senhor não apenas Pai nosso, mas Pai nosso que estais no céu. O Salmista também diz: (Sl 122, 1) Elevei meus olhos para vós que habitais nos céus.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - II

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Pai Nosso

11. — Perguntamos: como é que Deus é Pai? E quais são nossas obrigações para com Ele devido à sua paternidade?

Chamamo-lo Pai, por causa do modo especial com que nos criou. Criou-nos à sua imagem e semelhança, imagem e semelhanças estas, que não imprimiu em nenhuma outra criatura inferior ao homem. Não é ele teu Pai, teu Criador que te estabeleceu? (Dt 32, 6).

Deus merece também o nome de Pai, por causa da solicitude particular que tem para com os homens no governo do universo. Nada escapa ao seu governo, sendo este exercido de modo diferente em relação a nós e em relação às criaturas inferiores a nós. Os seres inferiores são governados como escravos e nós como senhores. Ó Pai, diz o livro da Sabedoria (14, 3), vossa providência rege e conduz todas as coisas; e (12, 18) a nós governa com indulgência.

Deus, enfim, tem direito ao nome de Pai, porque nos adotou. Enquanto não deu, às outras criaturas, senão pequenas dádivas, a nós fez o dom de sua herança, e isso porque somos seus filhos. São Paulo diz (Rm 8, 17): Porque somos seus filhos, somos também seus herdeiros, e ainda (vers. 15): Vós não recebestes um espírito de servidão, para recairdes no temor, mas recebestes um espírito de adoção, que nos faz clamar: Abba, Pai.

domingo, 25 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - I

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino, protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
1. Introdução
2. A Oração Dominical
3. A saudação angélica



Introdução

Conforme o testemunho de seus contemporâneos, entre os quais se contam muitos de seus irmãos de ordem, sabemos que um ano antes de sua morte, isto é, desde o Domingo da Sexagésima, 12 de fevereiro de 1273, até o dia da Páscoa, 9. de abril, Santo Tomás se consagrou, com todo o cuidado, à instrução dos fiéis, na igreja conventual de São Domingos, em Nápoles.

Fez ali sermões, sucessivamente sobre o Símbolo dos Apóstolos, a Oração Dominical, a Saudação Angélica, sobre os dois preceitos gerais da caridade e os dez mandamentos da lei.

Não se vê, à primeira vista, o que une esses diferentes assuntos, mas o santo Doutor teve o cuidado de mostrá-lo aos seus ouvintes: 

“Três coisas são necessárias ao homem para a sua salvação. A primeira é o conhecimento daquilo que se deve crer; a segunda, conhecer o que se deve desejar e a terceira, conhecer o que se deve realizar. O homem tem o primeiro desses conhecimentos no Símbolo dos Apóstolos; a Oração Dominical o instrui sobre o que se deve desejar; e os dois preceitos da caridade e os dez mandamentos da lei mostram o que se deve pôr em prática”.

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