Apresentamos a nossos leitores mais um trabalho de Francisco Lafayette de Moraes escrito pensando em todos os católicos que, tendo tomado conhecimento da Missa de São Pio V, passaram (ou voltaram) a frequentá-la, a estudá-la e a fazer do Santo Sacrifício da Missa uma fonte de vida espiritual.
Como o Modernismo instalado na Igreja deturpa as almas com seus erros, com seus ritos heretizantes, parece necessário devolver a elas a base que já não recebem mais no Catecismo. Por isso, o autor apresenta, de modo sucinto, o essencial sobre a Santa Missa, frisando seu duplo caráter, de verdadeiro sacrifício e de sacramento instituído para a nossa salvação.
APRESENTAÇÃO
Este trabalho é a ordenação de trechos de várias obras, de vários autores (ver Bibliografia abaixo), que mostraram e provaram que a Missa, enquanto sacrifício, estava predita desde o Antigo Testamento, e, ainda, que Jesus anunciou, prometeu e instituiu o sacrifício-sacramento, tendo os Santos Padres da Igreja, desde os primórdios do Cristianismo, sempre ensinado aquilo que hoje é dogma de fé: Missa é sacrifício com a presença real (física) da Sagrada Vítima.
Se os dogmas relativos à Missa — isto é, o de ser a Missa um verdadeiro sacrifício, o da presença real, e o relativo ao sacerdócio ministerial — só foram formulados pelo Concílio de Trento, isto não significa que aquele Concílio do século XVI formulou uma doutrina nova, mas que tornou explícita a doutrina que até então havia sido sempre tacitamente aceita, e o fez em função da heresia protestante que negou, como ainda hoje nega, que a Missa seja sacrifício, querendo eles que seja um simples memorial do Senhor; negam, ainda, os protestantes a “presença real” e o “sacerdócio ministerial”.
Hoje, depois doConcílio Vaticano II, quando muitos prelados da Igreja Católica, e até mesmo altos prelados, por terem assimilado a heresia protestante, apresentam a Missa como um memorial da Ceia do Senhor, entendi ser proveitoso compilar, para ajudar a combater a heresia progressista, o que outros autores, com sabedoria e profundidade, já haviam escrito para demonstrar que a Missa, enquanto sacrifício, está inserida no Deposito da Fé católica, estando predita no Velho Testamento e confirmada no Novo Testamento.
Rio de Janeiro, no ano de 1992.
Francisco Lafayette de Moraes
01 — EUCARISTIA: SACRIFÍCIO E SACRAMENTO
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Nosso Senhor Jesus Cristo, na Última Ceia, ao instituir a Eucaristia, transubstanciou o pão em seu Corpo e o vinho em seu Sangue, um separado do outro, e ofereceu ali o mesmo sacrifício que realizaria na Cruz, onde o seu Sangue foi separado do seu Corpo, derramado por nós, em remissão dos pecados. Depois de ter-Se imolado na Santa Ceia, Ele se deu a Si mesmo aos Apóstolos ao levá-los a participar da consumação do seu Corpo e do seu Sangue. A Eucaristia é, assim, ao mesmo tempo, sacrifício e sacramento.
EUCARISTIA ENQUANTO SACRIFÍCIO[1]
Enquanto sacrifício, a Eucaristia é o Sacrifício da Missa, o sacrifício da Nova Lei no qual Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo ministério do sacerdote, se oferece a Si mesmo a Deus, de maneira incruenta, sob as aparências do pão e do vinho.[2]
EUCARISTIA ENQUANTO SACRAMENTO
Enquanto sacramento, a Eucaristia é o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo[3], que é dado àqueles que O querem — e podem — receber como alimento espiritual.[4]
Como o Modernismo instalado na Igreja deturpa as almas com seus erros, com seus ritos heretizantes, parece necessário devolver a elas a base que já não recebem mais no Catecismo. Por isso, o autor apresenta, de modo sucinto, o essencial sobre a Santa Missa, frisando seu duplo caráter, de verdadeiro sacrifício e de sacramento instituído para a nossa salvação.
O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA
PELAS ORIGENS DA SANTA MISSA
Francisco Lafayette de Moraes
APRESENTAÇÃO
Este trabalho é a ordenação de trechos de várias obras, de vários autores (ver Bibliografia abaixo), que mostraram e provaram que a Missa, enquanto sacrifício, estava predita desde o Antigo Testamento, e, ainda, que Jesus anunciou, prometeu e instituiu o sacrifício-sacramento, tendo os Santos Padres da Igreja, desde os primórdios do Cristianismo, sempre ensinado aquilo que hoje é dogma de fé: Missa é sacrifício com a presença real (física) da Sagrada Vítima.
Se os dogmas relativos à Missa — isto é, o de ser a Missa um verdadeiro sacrifício, o da presença real, e o relativo ao sacerdócio ministerial — só foram formulados pelo Concílio de Trento, isto não significa que aquele Concílio do século XVI formulou uma doutrina nova, mas que tornou explícita a doutrina que até então havia sido sempre tacitamente aceita, e o fez em função da heresia protestante que negou, como ainda hoje nega, que a Missa seja sacrifício, querendo eles que seja um simples memorial do Senhor; negam, ainda, os protestantes a “presença real” e o “sacerdócio ministerial”.
Hoje, depois do
Rio de Janeiro, no ano de 1992.
Francisco Lafayette de Moraes
01 — EUCARISTIA: SACRIFÍCIO E SACRAMENTO
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| Mons. Lefebvre rezando a Santa Missa |
EUCARISTIA ENQUANTO SACRIFÍCIO[1]
Enquanto sacrifício, a Eucaristia é o Sacrifício da Missa, o sacrifício da Nova Lei no qual Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo ministério do sacerdote, se oferece a Si mesmo a Deus, de maneira incruenta, sob as aparências do pão e do vinho.[2]
EUCARISTIA ENQUANTO SACRAMENTO
Enquanto sacramento, a Eucaristia é o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo[3], que é dado àqueles que O querem — e podem — receber como alimento espiritual.[4]


