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terça-feira, 8 de setembro de 2015

IUCUNDA SEMPER EXPECTATIONE - Encíclica sobre o Rosário de Nossa Senhora - 1894

CARTA ENCÍCLICA DE SUA SANTIDADE O PAPA LEÃO XIII 



IUCUNDA SEMPER EXPECTATIONE

A TODOS OS NOSSOS VENERÁVEIS IRMÃOS, OS PATRIARCAS, PRIMAZES, ARCEBISPOS E BISPOS DO ORBE CATÓLICO, EM GRAÇA E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA 

SOBRE O ROSÁRIO DE NOSSA SENHORA

[COMO REZAR O ROSÁRIO
 
125º aniversário da Encíclica em 2019


Veneráveis Irmãos,

Saúde e Bênção Apostólica.

Viva confiança no Rosário


1. Com alegre expectativa e com renovada confiança, olhamos sempre a volta do mês de Outubro; porque, desde quando começamos a exortar os fiéis a consagrarem este mês à beatíssima Virgem, ele tem acarretado, em toda parte, uma poderosa floração do Rosário entre os católicos. Qual tenha sido o motivo de Nossas exortações, já mais de uma vez o expusemos. Visto que os tempos, prenunciadores de desgraças para a Igreja e para a sociedade, exigiam o auxílio poderoso de Deus, Nós achamos dever implorá-lo justamente mediante a intercessão de sua Mãe, e sobretudo com essa fórmula de oração cuja salutar eficácia o povo cristão pôde sempre experimentar.

Experimentou-a, com efeito, desde as origens do Rosário mariano, quer na defesa da santa fé contra os nefastos ataques dos hereges, quer no repor em honra aquelas virtudes que haviam sido sufocadas pela corrupção do mundo. Experimentou-a por uma série ininterrupta de benefícios, privados e públicos, cuja lembrança por toda parte foi imortalizada até mesmo com insignes instituições e monumentos. E também nos nossos tempos, trabalhados por múltiplas crises, folgamos de reconhecer que justamente do Rosário têm provindo frutos salutares. Todavia, olhando em volta, Veneráveis Irmãos, vós mesmos vedes que ainda permanecem, e em parte agravados, os motivos para convidarmos, ainda este ano, os vossos fiéis a reavivarem o fervor das suas súplicas para com a Rainha do Céu.

2. Além disto, quanto mais fixamos o pensamento na íntima natureza do Rosário, tanto mais claramente se nos manifesta a sua excelência e utilidade. E por isto cresce em Nós o desejo e a esperança de que a Nossa recomendação seja tão eficaz que dê o mais amplo desenvolvimento a esta santíssima oração, difundindo-lhe sempre mais o conhecimento e a prática.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

PIO XII: ENCÍCLICA HAURIETIS AQUAS - 1956

CARTA ENCÍCLICA DE SS. PAPA PIO XII


HAURIETIS AQUAS

SOBRE O CULTO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
 



Aos veneráveis irmãos Patriarcas, Primazes,
Arcebispos, Bispos e demais Ordinários locais
em paz e comunhão com a Sé Apostólica


INTRODUÇÃO

ADMIRÁVEL DESENVOLVIMENTO
DO CULTO DO CORAÇÃO SACRATÍSSIMO
DE JESUS NOS TEMPOS MODERNOS



1. “Haurireis águas com gáudio das fontes do Salvador” (Is 12,3). Essas palavras, com que o profeta Isaías prefigurava os múltiplos e abundantes bens que os tempos cristãos haveriam de trazer, acodem-nos espontaneamente ao espírito ao completar-se a primeira centúria desde que o nosso predecessor de imperecível memória Pio IX, correspondendo aos desejos do orbe católico, ordenou que se celebrasse na Igreja universal a festa do Sacratíssimo Coração de Jesus.

2. Inumeráveis são as riquezas celestiais que nas almas dos fiéis infunde o culto tributado ao Sagrado Coração, purificando-os, enchendo-os de consolações sobrenaturais, e excitando-os a alcançar toda sorte de virtudes. Portanto, tendo presentes as palavras do apóstolo são Tiago. “Toda dádiva preciosa e todo dom perfeito vem do alto e desce do Pai das luzes” (Tg 1,17), neste culto, que cada vez mais se incende e se estende por toda parte, com toda razão, podemos considerar o inapreciável dom que o Verbo encarnado e salvador nosso, como único mediador da graça e da verdade entre o Pai celestial e o gênero humano, concedeu à sua mística esposa nestes últimos séculos, em que ela teve de suportar tantos trabalhos e dificuldades. Assim, pois, gozando deste inestimável dom, pode a Igreja manifestar mais amplamente o seu amor ao divino Fundador, e cumprir mais fielmente a exortação que o evangelista São João põe na boca do próprio Jesus Cristo: “No último dia da festa, que é o mais solene, Jesus pôs-se em pé, e em voz alta dizia: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba quem crê em mim. Do seu seio, como diz a Escritura, manarão rios de água viva. Isto o disse pelo Espírito que haveriam de receber os que nele cressem” (Jo 7,37-39). Ora, aos que escutavam essas palavras de Jesus, pelas quais ele prometia que do seu seio haveria de manar uma fonte “de água viva”, certamente não lhes era difícil relacioná-las com os vaticínios com que Isaías, Ezequiel e Zacarias profetizavam o reino do Messias, e com a simbólica pedra que, golpeada por Moisés, de maneira milagrosa haveria de jorrar água (cf. Is 12,3; Ez 47,1-12; Zc 13,1; Ex 17,1-7; Nm 20,7-13;1Cor 10,4; Ap 7,17; 22,1).

segunda-feira, 16 de março de 2015

QUANTA CURA - SOBRE OS ERROS MODERNOS

ENCÍCLICA DO SANTO PADRE PIO IX

QUANTA CURA

SOBRE OS ERROS MODERNOS 


AOS VENERÁVEIS IRMÃOS, PATRIARCAS,
PRIMAZES, ARCEBISPOS, BISPOS,
E OUTROS ORDINÁRIOS LOCAIS
EM PAZ E COMUNHÃO COM A APOSTÓLICA SÉ 



VENERÁVEIS IRMÃOS, SAUDAÇÕES E APOSTÓLICA BÊNÇÃO



Com quanto cuidado e pastoral vigilância cumpriram em todo tempo os Romanos Pontífices, Nossos Predecessores, a missão a eles confiada pelo próprio Cristo Nosso Senhor, na pessoa de São Pedro, Príncipe dos Apóstolos - com o encargo de apascentar as ovelhas e os cordeiros, já nutrindo a toda a grei do Senhor com os ensinamentos da fé, já imbuindo-a com doutrinas sadias e apartando-a dos pastos envenenados -, de todos, mas muito especialmente de vós, Veneráveis Irmãos, é perfeitamente conhecido e sabido. Porque, na verdade, Nossos Predecessores, defensores e vindicadores da sacrossanta religião católica, da verdade e da justiça, plenos de solicitude pelo bem das almas de modo extraordinário, nada cuidaram tanto como descobrir e condenar com suas Cartas e Constituições, plenas de sabedoria, todas as heresias e erros que, contrários a nossa fé divina, a doutrina da Igreja católica, a honestidade dos costumes e a eterna salvação dos homens, levantaram com freqüência graves tormentas, e trouxeram lamentáveis ruínas sobre a Igreja como também sobre a própria sociedade civil. Por isso, Nossos Predecessores, com apostólica fortaleza resistiram sem cessar às iníquas maquinações dos malvados que, lançando como as ondas do feroz mar a espuma de suas conclusões, e prometendo liberdade, quando na realidade eram escravos do mal, trataram com suas enganosas opiniões e com seus escritos perniciosos de destruir os fundamentos da ordem religiosa e da ordem social, de retirar do meio toda virtude e justiça, de perverter todas as almas, de separar os incautos - e, sobre tudo, a inexperiente juventude - da reta norma dos costumes sadios, corrompendo-a miseravelmente, para enredá-la nas armadilhas do erro e, por último, arrancá-la do seio da Igreja católica.


Encíclica Quamquam Pluries: Patrocínio de São José


ENCÍCLICA DO SANTO PADRE LEÃO XIII


QUAMQUAM PLURIES



sobre a necessidade de se recorrer ao Patrocínio de São José,  junto ao da Virgem Mãe de Deus, nas dificuldades dos tempos atuais


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Aos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispose outros Ordinários locais que estão em paz e comunhão com a Sé Apostólica.

Ainda que por diversas vezes já tenhamos suplicado que se fizessem em todo o mundo orações especiais e se recomendassem vivamente a Deus os interesses da Igreja, todavia ninguém fique admirado se de novo sentimos a necessidade de inculcar o mesmo dever.

Em tempos difíceis, especialmente quando o poder das trevas parece tentar de tudo em dano da cristandade, a Igreja costuma invocar humildemente a Deus, seu autor e protetor, com novo fervor e maior perseverança, bem como solicitar a mediação dos santos em cujo patrocínio tem mais confiança de encontrar socorro, em primeiro lugar a bem-aventurada Virgem Mãe de Deus, bem sabendo que os frutos desta piedosa oração e desta esperança cedo ou tarde aparecerão.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

BENTO XV: SACRA PROPEDIEM - 1921

CARTA ENCÍCLICA DO SANTO PADRE BENTO XV


SACRA PROPEDIEM


Por ocasião do Sétimo Centenário da fundação da Terceira Ordem Franciscana





AOS PATRIARCAS, PRIMAZES,
ARCEBISPOS, BISPOS
E AOS OUTROS ORDINÁRIOS LOCAIS
QUE TEM PAZ E COMUNHÃO
COM A SÉ APOSTÓLICA,




Veneráveis Irmãos,
Saudações e Apostólica Bênção.

Nós entendemos muito oportuna a próxima celebração do sétimo centenário da Ordem Terceira da Penitência[1]. A certeza de que ela será de grande vantagem para o povo cristão nos leva, antes de tudo, a recomendá-la a todo o mundo católico, com a Nossa autoridade apostólica, mas há também algo que Nos diz respeito pessoalmente. De fato, no ano de 1882, quando, entre os comovidos aplausos dos bons, foi celebrado solenemente o centenário do nascimento do Santo de Assis, lembramo-Nos com satisfação que Nós também quisemos ser inscritos entre os discípulos do grande Patriarca, e na insigne basílica de Santa Maria in Aracoeli[2], oficiada pelos Frades Menores, vestimos regularmente o hábito dos Terciários Franciscanos. Portanto, agora que, pela vontade divina, fomos elevados à cátedra do Príncipe dos Apóstolos, de bom grado, até mesmo pela Nossa devoção a São Francisco, aproveitamos o ensejo que Nos é oferecido para exortar os fiéis da Igreja de todo o mundo a se inscreverem expressamente — ou, se já inscritos, a trabalhar com empenho — nesta instituição do santíssimo homem, a qual ainda hoje responde maravilhosamente às necessidades da sociedade.


domingo, 14 de dezembro de 2014

GREGÓRIO XVI: MIRARI VOS -

Carta Encíclica do Santo Padre Papa Gregório XVI 

Mirari Vos

Sobre os principais erros de seu tempo


Carta Encíclica a todos os Patriarcas, Primazes, Arcebispos e Bispos do Orbe Católico: sobre os principais erros de seu tempo.

Veneráveis irmãos,
Saúde e Bênção Apostólica.

A Rebelião dos ímpios, causa de seu silêncio

1. Creio-vos admirados, porque desde que sobre Nós pesa o cuidado da Igreja universal, ainda não vos dirigimos Nossas cartas, como o costume arraigado da Igreja e Nossa benevolência para convosco o reclamam. Mui veemente era, em verdade, o desejo de abrir-vos Nosso coração e, ao comunicar-vos Nossa palavra, fazer-vos ouvir aquela mesma voz, pela qual Nos foi ordenado, na pessoa de Pedro, confirmar nossos irmãos (Lc 22,23). Mas bem sabeis que a procela de males e aflições que nos combateu desde os primeiros momentos de Nosso pontificado, ergueu-se, subitamente, qual vagalhão tão impetuoso que, se não Nos deplorais qual náufrago da terrível conspiração dos ímpios é mercê de um esforço da onipotência divina. Com o coração alanceado pela tristíssima consideração de tantos males, não se tem ânimo para relembrar tamanha amargura; preferimos, pois, bendizer ao Pai de toda consolação que, humilhando os perversos, Nos livro do presente perigo e, acalmando a turbulenta tempestade, Nos permitiu respirar. Então Nos propusemos a dar-vos conselhos para pensar as chagas de Israel, mas o grande número de cuidados que pesou sobre Nós, enquanto conciliávamos o restabelecimento da ordem pública, foi causa de mais tardança. A insolência dos ímpios que tentaram, de novo, arvorar a bandeira da rebelião, foi novo motivo de Nosso silêncio. E Nós, ainda que com tristeza indizível, vimo-Nos obrigado a reprimir, com pulso firme, (1 Cor 4,21), a contumácia daqueles homens, cujo furor se exaltava de mais a mais, longe de se abrandar pela constante impunidade e pela Nossa clemência. E desde então podeis muito bem deduzir que Nossos cuidados se tornaram mais constantes.

domingo, 5 de outubro de 2014

DO MATRIMÔNIO CRISTÃO - a resposta à sociedade em crise

CARTA ENCÍCLICA DO SANTO PADRE PAPA PIO XI

CASTI CONNUBII


ACERCA DO MATRIMÔNIO CRISTÃO

Aos Veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos a outros Ordinários em paz e comunhão com a Sé Apostólica: acerca do Matrimônio Cristão em face das atuais condições, exigências, erros e vícios da família e da sociedade.


Veneráveis Irmãos:

Saudação e bênção apostólica.

1. Quão grande seja a dignidade da casta união conjugal, podemos principalmente reconhecê-lo, Veneráveis Irmãos, pelo fato de Cristo, Nosso Senhor, Filho do Pai Eterno, tendo tornado a carne do homem decaído, não só ter incluído, de forma particular, o matrimônio — princípio e fundamento da sociedade doméstica e até de toda a sociedade humana — naquele desígnio de amor por que realizou a universal restauração do gênero humano; mas, depois de o ter reintegrado na pureza primitiva de sua divina instituição, tê-lo elevado à dignidade de verdadeiro e “grande” (Ef 5, 32) sacramento da Nova Lei, confiando, por isso, toda a sua disciplina e cuidado à Igreja, Sua Esposa.

2. Para que, todavia, esta renovação do matrimônio produza, em todos os povos do mundo inteiro e de todos os tempos, os seus desejados frutos, é preciso, primeiro, que as inteligências humanas se esclareçam acerca da verdadeira doutrina de Cristo a respeito do matrimônio; e convém ainda que os esposos cristãos, fortificada a fraqueza da sua vontade pela graça interior de Deus, façam concordar todo o seu modo de pensar e de proceder com essa puríssima lei de Cristo, pela qual assegurarão a si próprios e à sua família a verdadeira felicidade a paz.

sábado, 4 de outubro de 2014

SÃO PIO X: E Supremi Apostolatus - 1903

ENCÍCLICA DO SANTO PADRE PIO X

E supremi Apostolatus


sobre a Restauração de tudo em Cristo


Aos veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e outros Ordinários em paz e comunhão com a Sé Apostólica.

Veneráveis Irmãos, Saudação e Benção Apostólica.

Sua elevação ao Pontificado.

1. No momento de vos dirigir pela primeira vez a palavra do alto desta cátedra apostólica a que fomos elevado por um impenetrável conselho de Deus, inútil é lembrar-vos com que lágrimas e com que ardentes preces Nos esforçamos por desviar de nós o múnus tão pesado do Pontificado supremo. Mau grado a desproporção absoluta dos méritos, parece-nos podermo-nos apropriar das queixas de S. Anselmo quando, a despeito das suas oposições e das suas repugnâncias, se viu forçado a aceitar a honra do episcopado. Os testemunhos de tristeza que ele então deu, Nós podemos produzi-los por Nossa vez, para mostrarmos em que disposições de alma e de vontade aceitamos a missão tão temível de pastor do rebanho de Jesus Cristo. As lágrimas dos meus olhos me são testemunhas, escrevia ele (Ep. 1.III,1), assim como os gritos e, por assim dizer, os rugidos que meu coração soltava na sua angústia profunda. Eles foram tais que não me lembro de haver deixado escapar semelhantes em nenhuma dor antes do dia em que essa calamidade do arcebispado de Cantuária veio desabar sobre mim. Não puderam ignorá-lo aqueles que, naquele dia, viram de perto o meu rosto. Mais semelhante a um cadáver do que a um homem vivo, eu estava pálido de consternação e de dor. A essa eleição, ou, antes, a essa violência, resisti até agora, digo-o em verdade, tanto quanto me foi possível. Mas agora, a gosto ou a contragosto, eis-me forçado a reconhecer cada vez mais claramente que os desígnios de Deus são contrários aos meus esforços, de tal sorte que nenhum meio me resta de lhes escapar. Vencido menos pela violência dos homens do que pela violência de Deus, contra quem prudência alguma poderia prevalecer, depois de fazer todos os esforços em meu poder para que esse cálice se afaste de mim sem que eu o beba, não vejo outra determinação a tomar senão a de renunciar ao meu senso próprio, à minha vontade, e entregar-me inteiramente ao juízo e a vontade de Deus.



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Papa Pio XI - Encíclica Quas Primas, sobre a Festa de Cristo Rei

ENCÍCLICA DO SANTO PADRE PIO XI

QUAS PRIMAS

sobre a Festa de Cristo Rei 


Aos Veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e Outros Ordinários em paz e comunhão com a Sé Apostólica: sobre Cristo Rei.

Veneráveis Irmãos, saúde e bênção apostólica.

INTRODUÇÃO.

1. Na primeira Encíclica, dirigida, em princípios do nosso Pontificado, aos Bispos do mundo inteiro, indagamos a causa íntima das calamidades que, ante os nossos olhos, avassalam o gênero humano. Ora, lembra-nos haver abertamente declarado duas coisas: uma — que esta aluvião de males sobre o universo provém de terem a maior parte dos homens removido, assim da vida particular como da vida pública, Jesus Cristo e sua lei sacrossanta; a outra — que baldado era esperar paz duradoura entre os povos, enquanto os indivíduos e as nações recusassem reconhecer e proclamar a Soberania de Nosso Salvador. E por isso, depois de afirmarmos que se deve procurar "a paz de Cristo no reino de Cristo", manifestamos que era intenção nossa trabalhar para este fim, na medida de nossas forças. "No reino de Cristo", — dizíamos; porque, para restabelecer e confirmar a paz, outro meio mais eficiente não deparávamos, do que reconhecer a Soberania de Nosso Senhor. Com o correr do tempo, claramente pressentimos o raiar de dias melhores, quando vimos o zelo dos povos em acudir, — uns pela primeira vez, outros com renovado ardor, — a Cristo e à sua Igreja, única dispensadora da salvação: sinal manifesto de que muitos homens, até o presente como que desterrados do reino do Redentor, por desprezarem sua autoridade, preparam, ainda bem, e levam a efeito sua volta à obediência.


PREPARAÇÃO PROVIDENCIAL DA NOVA FESTA. O ANO SANTO.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

SÃO PIO X: PASCENDI DOMINI GREGIS - 1907

CARTA ENCÍCLICA DO SANTO PADRE SÃO PIO X

PASCENDI DOMINICI GREGIS


Sobre as Doutrinas Modernistas



Aos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos
e outros Ordinários em paz e comunhão com a Sé Apostólica
Veneráveis Irmãos, saúde e benção apostólica


INTRODUÇÃO



.
A missão, que nos foi divinamente confiada, de apascentar o rebanho do Senhor, entre os principais deveres impostos por Cristo, conta o de guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganadora. E, na verdade, esta providência do Supremo Pastor foi em todo o tempo necessária à Igreja Católica; porquanto, devido ao inimigo do gênero humano nunca faltaram homens de perverso dizer (At 20,30), vaníloquos e sedutores (Tit 1,10), que caídos eles em erro arrastam os mais ao erro (2 Tim 3,13). Contudo, há mister confessar que nestes últimos tempos cresceu sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos.

E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.

sábado, 31 de maio de 2014

PIO XII: ENCÍCLICA AD CAELI REGINAM - 1954

CARTA ENCÍCLICA DO SANTO PADRE PIO XII

AD CAELI REGINAM



SOBRE A REALEZA DE MARIA 
E A INSTITUIÇÃO DA SUA FESTA





AOS VENERÁVEIS IRMÃOS
PATRIARCAS, PRIMAZES,
ARCEBISPOS E BISPOS
E OUTROS ORDINÁRIOS DO LUGAR
EM PAZ E COMUNHÃO
COM A SÉ APOSTÓLICA


INTRODUÇÃO

1. Desde os primeiros séculos da Igreja católica, elevou o povo cristão orações e cânticos de louvor e de devoção à Rainha do céu tanto nos momentos de alegria, como sobretudo quando se via ameaçado por graves perigos; e nunca foi frustrada a esperança posta na Mãe do Rei divino, Jesus Cristo, nem se enfraqueceu a fé, que nos ensina reinar com materno coração no universo inteiro a Virgem Maria, Mãe de Deus, assim como está coroada de glória na bem-aventurança celeste. 

2. Ora, depois das grandes calamidades que, mesmo à nossa vista, destruíram horrivelmente florescentes cidades, vilas e aldeias; diante do doloroso espetáculo de tantos e tão grandes males morais, que transbordam em temeroso aluvião; quando vacila às vezes a justiça e triunfa com freqüência a corrupção; neste incerto e temeroso estado de coisas, sentimos nós a maior dor; mas ao mesmo tempo recorremos confiantes à nossa rainha, Maria santíssima, e patenteamos-lhe não só os nossos devotos sentimentos mas também os de todos os fiéis cristãos. 

domingo, 25 de maio de 2014

PAPA LEÃO XIII: ANNUM SACRUM - 1899

ENCÍCLICA DO SANTO PADRE LEÃO XIII

ANNUM SACRUM

sobre o Sagrado Coração





A TODOS OS NOSSOS VENERÁVEIS IRMÃOS, OS PATRIARCAS,PRIMAZES, ARCEBISPOS E BISPOS DO ORBE CATÓLICO, EM GRAÇA E COMUNHÃO COM A SÉ APOSTÓLICA

Veneráveis Irmãos, Saúde e Bênção Apostólica. 

1. Com nossa carta apostólica promulgamos recentemente, como bem sabeis, o ano santo, o qual, segundo a tradição, será dentro em breve celebrado nesta alma cidade de Roma. Hoje, na esperança e na intenção de tornar mais santa esta grande solenidade religiosa, propomos e recomendamos um outro ato verdadeiramente solene. E temos todos os motivos, se ele for cumprido por todos com sinceridade de coração e com unânime e espontânea vontade, de esperar frutos extraordinários e duradouros em vantagem da religião cristã e de todo o gênero humano.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

LEÃO XIII: Humanum Genus - sobre a Maçonaria

CARTA ENCÍCLICA DO SANTO PADRE LEÃO XIII

HUMANUM GENUS

sobre a Maçonaria


A todos os Veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes,
Arcebispos, Bispos do Orbe Católico
em graça e comunhão com a Sé Apostólica, 


Veneráveis Irmãos, Saúde e Bênção Apostólica.


1. O Gênero Humano, após sua miserável queda de Deus, o Criador e Doador dos dons celestes, “pela inveja do demônio,” separou-se em duas partes diferentes e opostas, das quais uma resolutamente luta pela verdade e virtude, e a outra por aquelas coisas que são contrárias à virtude e à verdade. Uma é o reino de Deus na terra, especificamente, a verdadeira Igreja de Jesus Cristo; e aqueles que desejam em seus corações estar unidos a ela, de modo a receber a salvação, devem necessariamente servir a Deus e Seu único Filho com toda a sua mente e com um desejo completo. A outra é o reino de Satanás, em cuja possessão e controle estão todos e quaisquer que sigam o exemplo fatal de seu líder e de nossos primeiros pais, aqueles que se recusam a obedecer à lei divina e eterna, e que têm muitos objetivos próprios em desprezo a Deus, e também muitos objetivos contra Deus.

2. Este reino dividido Sto. Agostinho penetrantemente discerniu e descreveu ao modo de duas cidades, contrárias em suas leis porque lutando por objetivos contrários; e com sutil brevidade ele expressou a causa eficiente de cada uma nessas palavras: “Dois amores formaram duas cidades: o amor de si mesmo, atingindo até o desprezo de Deus, uma cidade terrena; e o amor de Deus, atingindo até o desprezo de si mesmo, uma cidade celestial”[1]. Em cada período do tempo uma tem estado em conflito com a outra, com uma variedade e multiplicidade de armas e de batalhas, embora nem sempre com igual ardor e assalto. Nesta época, entretanto, os partisans (guerrilheiros) do mal parecem estar se reunindo, e estar combatendo com veemência unida, liderados ou auxiliados por aquela sociedade fortemente organizada e difundida chamada os Maçons. Não mais fazendo qualquer segredo de seus propósitos, eles estão agora abruptamente levantando-se contra o próprio Deus. Eles estão planejando a destruição da santa Igreja publicamente e abertamente, e isso com o propósito estabelecido de despojar completamente as nações da Cristandade, se isso fosse possível, das bênçãos obtidas para nós através de Jesus Cristo nosso Salvador. Lamentando estes males, Nós somos constrangidos pela caridade que urge Nosso coração a clamar frequentemente a Deus: “Ó Deus, eis que Teus inimigos se agitam; e os que Te odeiam levantaram as suas cabeças. Eles tramam um plano contra Teu povo, e conspiram contra Teus santos. Eles disseram: vinde, destruamo-nos, de modo que eles não sejam uma nação”[2].

terça-feira, 22 de abril de 2014

PAPA PIO XII: COMMUNIUM INTERPRETES DOLORUM

CARTA ENCÍCLICA


COMMUNIUM INTERPRETES DOLORUM 

.
para pedir orações públicas para a paz entre os povos


PIO XII


Aos Patriarcas, Primazes, Arcebispos e Bispos,
e a todos os Ordinários que estão em comunhão com a Sé Apostólica.

1. Intérpretes das dores comuns, das quais quase todos os povos há longo tempo estão amargamente oprimidos, nada entendemos descuidar que objetive manter – ou de algum modo abrandar –, a imensidão das misérias tendo em vista apressar o fim do terrível conflito. Mas bem sabemos que as reservas humanas são insuficientes para remediar essas desventuras; bem sabemos que a sagacidade humana, especialmente quando cegada pelo ódio e pela revanche, dificilmente atinge a uma justa e equitativa composição e a uma fraterna concórdia. É necessário, portanto, elevar frequentes orações ao Pai das luzes e da misericórdia (cf. Tg 1,17; 2Cor 1,3). Somente ele pode, em tão grave perturbação e agitação de espírito, tornar ciente a todos que já são muitas as ruínas e desmedido o acúmulo de desgraças, excessivas as lágrimas, bem como o sangue derramado. De modo que as exigências divinas e humanas impõem que cesse o mais rápido possível esse espantoso flagelo.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

PIO XII: Fidei Donum - sobre a situação das missões Católicas

CARTA ENCÍCLICA DO SANTO PADRE PIO XII

FIDEI DONUM

sobre a situação das missões Católicas particularmente da África 



Aos veneráveis irmãos, Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e outros Ordinários do lugar, em paz e comunhão com a Sé Apostólica

1. O dom da fé que, pela liberalidade de Deus, traz as almas dos fiéis incomparáveis riquezas, pede que, sem cessar, demonstremos nossa gratidão a seu divino Autor. Com efeito, é a fé que nos introduz nos elevados mistérios da vida divina; nela se funda nossa esperança da bem-aventurança celeste; nela se firma e consolida, nesta vida transitória, o vínculo da comunidade cristã, conforme a palavra do apóstolo: "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo" (Ef 4,5). É por excelência o dom divino que faz brotar naturalmente o testemunho de nossa gratidão: "Que retribuirei ao Senhor por tudo quanto me concedeu?" (Sl 115,12). Por essa divina liberalidade, haverá algo de mais agradável a oferecer a Deus, depois da devida submissão do espírito, do que levar sempre mais longe, entre os homens, o facho da verdade trazida por Cristo? Lembrados de tão grandes benefícios, devem, portanto, responder os homens, de modo particular, com grande zelo pelo desenvolvimento das sagradas missões, que são alimentadas pela chama da caridade cristã, pois, partilhando assim, do melhor modo possível, o dom da fé com os outros, darão provas de seu reconhecimento para com a celeste Divindade.

2. Considerando, de um lado, a imensa multidão de nossos filhos que, principalmente nas regiões possuidoras há muito do nome cristão, participam dos benefícios da fé divina; por outro, porém, reconhecendo ser incomparavelmente maior o número dos que, até hoje, aguardam o mensageiro da salvação, desejamos ardentemente, veneráveis irmãos, exortar-vos sempre mais a sustentar com todo empenho a causa santíssima que tem por fim a propagação, por todo o orbe da terra, da Igreja de Deus. Façam nossas exortações que o espírito de apostolado missionário surja e floresça com maior ardor nas almas dos sacerdote e, por seu ministério, infunda-se em todos os fiéis!

PAPA LEÃO XIII: INSCRUTABILI DEI CONSILIO - sobre o Modernismo

CARTA ENCÍCLICA

INSCRUTABILI DEI CONSILIO 

sobre os males da sociedade moderna, suas causas e seus remédios

LEÃO XIII


A todos os Nossos Veneráveis Irmãos Patriarcas,
Primazes, Arcebispos e Bispos do orbe católico,
em graça e comunhão com a Sé Apostólica


Veneráveis Irmãos, Saudação e Benção Apostólica.


INTRODUÇÃO

1. Apenas elevado, por um impenetrável desígnio de Deus, e sem o merecer, ao fastígio da Dignidade Apostólica, sentimo-Nos impelido por um vivo desejo e por uma espécie de necessidade a dirigir-Nos a Vós por carta, não somente para vos manifestar os sentimentos da Nossa profunda afeição, mas ainda para cumprir junto a Vós, chamados que fostes a compartilhar a Nossa solicitude, os deveres do cargo que Deus nos confiou, animando-vos a sustentar conosco os combates dos tempos atuais pela Igreja de Deus e pela salvação das almas.

I. OS MALES DA SOCIEDADE
2. Efetivamente, desde os primeiros instantes do Nosso Pontificado, o que se oferece aos Nossos olhares é o triste espetáculo dos males que de todas as partes acabrunham o gênero humano: é essa subversão geral das verdades supremas que são como que os fundamentos em que se apóia o estado da sociedade humana; é essa audácia dos espíritos que não podem suportar nenhuma autoridade legítima; é essa causa perpétua de dissensões de onde nascem as querelas intestinas e as guerras cruéis e sangrentas; é o desprezo das leis que regulam os costumes e protegem a justiça; é a insaciável cupidez das coisas que passam e o esquecimento das coisas eternas, levados ambos até esse furor insensato que por toda parte induz tantos infelizes a levarem sobre si mesmos, sem tremerem, mãos violentas; é a administração inconsiderada da fortuna pública, o esbanjamento, a malversação, como também a impudência dos que, cometendo as maiores espertezas, se esforçam por dar-se a aparência de defensores da pátria, da liberdade e de todos os direitos; é, enfim, essa espécie de peste mortal que, insinuando-se nos membros da sociedade humana, não deixa a esta repouso e lhe prepara novas revoluções e funestas catástrofes.

terça-feira, 25 de março de 2014

PAPA PIO XII: SACRA VIRGINITAS - 1954

ENCÍCLICA

SACRA VIRGINITAS

sobre a Sagrada Virgindade


PIO XII


Aos veneráveis irmãos Patriarcas, Primazes,
Arcebispos e Bispos e outros Ordinários locais,
em paz e união com a Sé Apostólica 

INTRODUÇÃO 


Virgindade e castidade perfeita são o mais belo florão da Igreja

1. A sagrada virgindade e a perfeita castidade consagrada ao serviço de Deus contam-se sem dúvida entre os mais preciosos tesouros deixados como herança à Igreja pelo seu Fundador.

2. Por isso, os santos padres observam que a virgindade perpétua é um bem excelso nascido da religião cristã. Com razão notam que os pagãos da antigüidade não exigiram das vestais tal estado de vida senão por certo tempo;(1) e mandando o Antigo Testamento conservar e praticar a virgindade, fazia-o só como exigência prévia do matrimônio (cf. Ex 22,16-17; Dt 22,23-29; Eclo 42,9); além disso, como escreve santo Ambrósio;(2) "Lemos de fato que havia virgens no templo de Jerusalém. Mas que diz delas o apóstolo? 'Todas estas coisas lhes aconteciam em figura' (1Cor 10,11), para serem indícios dos tempos futuros".

quarta-feira, 19 de março de 2014

PAPA PIO XI: DIVINI REDEMPTORIS - Sobre o comunismo ateu

ENCÍCLICA DO SANTO PADRE PIO XI

DIVINI REDEMPTORIS


Sobre o comunismo ateu


 
INTRODUÇÃO

1. A promessa dum Redentor divino ilumina a primeira página da história da humanidade; e assim a firmíssima esperança de melhores dias, assim como suavizou a dor causada pela perda do paraíso de delícias, assim foi acompanhando os homens através do seu caminho de amarguras e inquietações, até que enfim, quando chegou a plenitude do tempo, o nosso Salvador, vindo à terra, cumulou as ânsias dessa tão longa expectação da humanidade e inaugurou para todos os povos uma nova civilização cristã, que vence e quase imensamente supera a que algumas nações mais privilegiadas atingiram, à custa dos maiores esforços e trabalhos.

2. Depois da miserável queda de Adão, como consequência dessa mácula hereditária, começou a travar-se o duro combate da virtude contra os estímulos dos vícios; e jamais cessou aquele antigo e astuto tentador de enganar a sociedade com promessas falazes. É por isso que, pelos séculos afora, as perturbações se têm sucedido umas às outras até à revolução dos nossos dias, a qual ou já surge furiosa ou pavorosamente ameaçada atear-se em todo o universo e parece ultrapassar em violência e amplitude todas as perseguições que a Igreja tem padecido; a tal ponto que povos inteiros correm perigo de recair em barbárie, muito mais horrorosa do que aquela em que jazia a maior parte do mundo antes da vinda do divino Redentor.


3. Vós, sem dúvida, Veneráveis Irmãos, já percebestes de que perigo ameaçador falamos: é do comunismo, denominado bolchevista e ateu, que se propõe como fim peculiar revolucionar radicalmente a ordem social e subverter os próprios fundamentos da civilização cristã.


I - ATITUDE DA IGREJA PERANTE O COMUNISMO

quarta-feira, 12 de março de 2014

PAPA PIO XII: ANNI SACRI - 1950

CARTA ENCÍCLICA

ANNI SACRI 

orações para a renovação cristã e a concórdia entre os povos*


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PIO XII



Aos veneráveis irmãos Patriarcas, Primazes,
Arcebispos, Bispos e outros Ordinários de lugar,
em paz e comunhão com a Sé Apostólica

1. O Ano santo, em curso, já nos trouxe mais do que um motivo de alegria e consolação. De todas as partes do mundo vimos afluir multidões de fiéis a Roma, de onde se irradia inalterada, desde as origens da Igreja, a luz do ensinamento evangélico. Vieram à sé de Pedro não só para resgatar as suas culpas na penitência mas também para expiar os pecados do mundo e implorar a volta da sociedade a Deus, do qual somente pode nascer a verdadeira paz do coração, a concórdia civil e o bem-estar das nações. E sabemos que estes primeiros grupos de peregrinos são como que a vanguarda dos que chegarão mais numerosos durante a boa estação. É lícito, portanto, esperar disso frutos mais abundantes e salutares.

2. Porém se esses espetáculos nos deram consolações suavíssimas, não faltaram motivos de ânsia e de angústia para entristecer o nosso coração paterno. Primeiramente, mesmo que a guerra tenha acabado em todos os lugares, ainda não chegou a paz desejada, aquela paz estável e segura que possa conciliar felizmente os muitos e sempre crescentes motivos de discórdia. Muitas nações desconfiam mutuamente e, ao faltar a confiança, correm para os armamentos, deixando temerosos e duvidosos os ânimos de todos.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Sobre o dever de todo católico de refutar o erro

21. Nesse enorme e geral delírio de opiniões que vai grassando, o cuidado de proteger a verdade e extirpar o erro dos entendimentos é missão da Igreja e missão de todo o tempo e de todo o empenho, como que à sua tutela foram confiadas a honra de Deus e a salvação dos homens. Mas quando a necessidade é tanta, já não são somente os prelados que hão de velar pela integridade da Fé, uma vez que: "cada um tem obrigação de propalar a todos a sua fé, seja para instruir e animar os outros fiéis, seja para reprimir a audácia dos que não são"(Summa II II, q3, a2, ad 2).

23. A primeira aplicação desse dever é professar, clara e constantemente a Doutrina Católica e propagá-la o mais que puder... Por conseguinte, sendo necessária a fé para a salvação, segue-se que é inteiramente indispensável a pregação da palavra de Cristo... É certo que esse encargo de pregar ou de ensinar pertence por direito divino aos doutores, isto é, aos bispos que o Espírito Santo constituiu para governar a Igreja de Deus (At 20, 28) e de um modo especial ao pontífice romano, vigário de Cristo, preposto com poder supremo à Igreja Universal como mestre de quanto se há de crer e praticar. Mas não pense ninguém que ficou por isso proibido aos particulares cooperar com alguma diligencia nesse ministério, principalmente aos homens a quem Deus concedeu dotes de inteligência juntos com o desejo de serem úteis ao próximo.

24. Esses, em caso de necessidade, podem muito bem, não já afetar a missão de doutores, mas comunicar aos outros o que eles mesmos aprenderam, e ser em certo modo o eco dos mestres. Até mesmo essa cooperação dos particulares pareceu aos Padres do Concilio Vaticano I tão oportuna e frutuosa, que não hesitaram em reclama-la nos termos seguintes: "A todos os fiéis cristãos, principalmente àqueles que tem superioridade e obrigação de ensino, suplicamos pelas entranhas de Jesus Cristo, e em virtude da autoridade deste mesmo Senhor e Salvador nosso lhes ordenamos, que apliquem todo o seu zelo e trabalho em desviar esses erros e elimina-los da luta da Igreja, e difundir a luz puríssima da nossa Fé" (Const. Dei Fillius ad fin).

25. Desse modo nos deveres que nos ligam a Deus e com a Igreja está em primeiro lugar o zelo com que cada qual deve trabalhar segundo as suas forças em propagar a Doutrina Cristã e refutar os erros.

Leão XIII – Sapientiae Christianae, 10 de Janeiro de 1890.

Fonte: http://downloadcatolico.blogspot.com.br/2011/08/sobre-o-dever-de-todo-catolico-de.html.
 

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