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Feminismo: o maior inimigo da mulher
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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

DESENHANDO o motivo por que não pode haver milagres na missa nova!

Estava me preparando para rezar o terço, hoje pela manhã, e meu Anjo me iluminou com uma ideia clara de como se pode explicar, aos mais recalcitrantes, que não é possível haver milagres na missa nova.  




É de se enfatizar que, na verdade, já foram oferecidos sólidos argumentos doutrinários e do Magistério da Igreja... mas, sabem como é, há pessoas que são obtusas e outras que teriam que ter uma certa humildade para reconhecer o erro e dar a mão à palmatória. Enfim... 

Um dos argumentos já apresentados é o de que um milagre na missa nova incentivaria as pessoas a ficarem na Igreja conciliar. O outro lado, cheio de teólogos de fim-de-semana, manipulou até mesmo São Tomás de Aquino para defender absurdamente o ponto absurdamente contrário, de que um milagre na missa nova não as incentivaria a ficar na igreja conciliar... kkkkk São uns pândegos! 

Então, vamos ao desenho de hoje.  





Veio-me à mente a tragédia que aconteceu em Rouen, na França, na qual o Padre Jacques Hamel foi degolado por um muçulmano (aqui) e içado a mártir, inclusive por muitos “tradicionalistas”. 

E, como o Padre Cardozo teve oportunidade de dizer em alguns sermões e na entrevista que logo publicaremos, só pode ser mártir quem morre por ódio à Fé Católica. Mas tem que ser católico!!!  

Óbvio, não?  

Bom, é claro que todos nós desejamos vivamente que, nos últimos momentos, Deus tenha dado a esse pobre homem a graça da conversão, para poder morrer católico e ganhar a coroa de mártir. Mas, se nos basearmos apenas em desejos e anseios... até mesmo de Lutero deveríamos dizer o mesmo. Contudo, és-nos lícito pensar que não, o Padre Jaques não é mártir. Sobretudo por causa da vida pregressa da desafortunada vítima da sanha islâmica. O pobre, provavelmente inspirado e encorajado pelo ecumenismo/interreligiosidade pregados pelo CVII, abrigava essas cobras no peito, a ponto de lhes doar, há uns dezesseis anos, um terreno para construírem uma mesquita. Pois bem, minha mãe dizia que “quem dorme com criança, acorda molhado”... Dito e feito: foi sacrificado ao ídolo islâmico, sem dó nem piedade. 

Formando, assim, o pensamento correto, podemos dizer, sem medo de errar, que o padre não morreu mártir

Mas o ponto que quero salientar não é este, e, sim, a enxurrada de conversões que esse “martírio” provocou, inclusive por parte de pessoas supostamente islâmicas, como o jornalista iraniano Sohrab Ahmari, que declarou publicamente sua conversão ao “Catolicismo Romano”, por causa da morte do Padre Jaques (aqui). 

Vemos, assim, na prática, que todo milagre ou martírio na Igreja conciliar leva a querer ser daquela Igreja, e não a fugir dela. E isso é... LÓGICO! Como 2+2 é igual a 4. 

Assim, amiguinhos, deixem de tonterias, e gastem seu tempo estudando o catecismo (como este), ou lendo qualquer bom livro católico, e parem de perder tempo e fé com leituras blasfemas, heréticas e eróticas, aconselhadas por pessoas que disseminam confusão e trevas, ao invés de confirmar o rebanho na Fé. 

Fora da Igreja não há salvação, não há milagres, não há martírio. Refutem isso! 

Fiquem com Deus e Nossa Senhora. 

Giulia d'Amore 


 

domingo, 13 de julho de 2014

A “Bela Primavera” descansou em Deus e, agora, o Vietnã desperta para a Fé!

Notícia antiga (2011), a primeira, mas que merece ser conhecida e que abre uma janela de esperança sobre um País comunista (2ª notícia).

Aos puristas que torcem o nariz porque, evidentemente, se trata da igreja conciliar, gostaria de lembrar que nem todos - creio que 90% - dos que são Tradição hoje são tradicionalistas de berço!!! É preciso compaixão no combate, e manter a porta aberta. Apenas os sectários - e hipócritas - do alto de um imaginário púlpito, batem no peito e condenam essas conversões. Para mim, são o primeiro passo para chegar à verdadeira conversão. Seria ideal se todos se convertessem, de cara, à Igreja Católica, mas como é possível em lugares onde é quase impossível ser cristão e tudo o que eles têm é a Igreja oficial? De grão em grão, a galinha enche o papo: de passo em passo as boas almas voltam à Casa Paterna. 

Grifos nossos.

A “bela primavera” descansou em Deus.
Oriunda de estirpes de alta linhagem e célebre pela ferrenha oposição que ofereceu ao Comunismo no Vietnã, aos 86 anos faleceu piedosamente em Roma a indômita Madame Ngô Đình Nhu, cujo nome de solteira – Tran Xuan – significa “bela primavera”. Ela contava 86 anos. Era Domingo da Páscoa, na bela primavera europeia.

Convertida em 1943, Madame Nhu [na foto, de véu assistindo uma Missa] manteve-se militante católica até os últimos anos de sua vida, só saindo de casa para ir à Missa. Esta boa católica incutia tanto medo aos comunistas do Vietnã que estes a chamavam de “Madame Dragão”.

Seus pais – Tran Van Chuong e Nam-Tran Chuong – eram budistas e renunciaram aos postos de embaixador nos EUA e de observadora permanente junto à ONU em protesto pela orientação católica e anticomunista do governo sul-vietnamita de Ngô Đình Diệm (
Jean-Baptiste Ngô Đình Diệm), junto ao qual a filha exercia grande influência.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Uma caridade para um casal de Samaritanos

A história infeliz, sofrida e macabra de Bernardo estampa todos os jornais brasileiros, não vou repeti-la aqui, porque provoca em mim sentimentos nada caridosos em relação a todos os envolvidos, não apenas em relação aos assassinos imediatos, movidos por ganancia, ciúme, inveja e maldade, mas a toda uma comunidade – vizinhos, professores, padre(s), amigos e colegas de escola, moradores em geral da cidade de Três Passos, autoridades públicas – que simplesmente olhou para o outro lado para não ver o sofrimento desse menino e se tornou cúmplice de um crime que brada aos Céus. 

Hoje quero falar de um ato prático de caridade cristã protagonizado por... samaritanos.

Em 4 de novembro de 2013, Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos de idade, recebeu a Primeira Comunhão, em uma paroquia de Três Passos, RS. Mas esta graça de receber o Sacramento da Eucaristia só foi possível pela generosidade de um casal de protestantes, Carlos e Juçara Petry, que fazia as vezes dos pais de Bernardo no dia a dia, e que são parte do lado bom da vida desse pequeno sofredor, que perdeu cedo a mãe, Odilaine, que supostamente teria se matado em 2010, coincidente e convenientemente um dia antes de assinar um divórcio cujos termos a beneficiariam; ela teria dado um tiro em sua boca, no consultório do ex-marido. Suicídio? Bom, há gente que crê mesmo na existência do coelhinho da Páscoa... Espero que a Justiça não falhe desta vez com Bernardo e reabra esse escandaloso caso encerrado convenientemente como um suicídio.



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Histórias de conversão XI: a Fé sobre o gelo - Stella Kim Yu-na

Stella Kim Yu-na
Mais um HISTÓRIAS DE CONVERSÃO: a de Stella Kim Yu-na, a patinadora no gelo sul-coreana que ganhou a medalha de ouro de patinação artística em Sochi, na Rússia, este ano. 

“No momento do Batismo, senti uma enorme consolação em meu coração. Compreendi imediatamente que era o amor de Deus, e Lhe prometi que continuaria sempre a rezar-Lhe”.

Antes de vencer um ouro olímpico nas Olimpíadas de inverno de Vancouver, em 2010, o primeiro de seu país, ela fez em silêncio o sinal da cruz. E desde então, aquele sinal da cruz a acompanha sempre. A patinadora sobre o gelo Stella Kim Yu-na se tornou, sem querer, um símbolo da Igreja Católica da Coreia do Sul.

Yu-na nasceu em 5 de setembro de 1990, em Bucheon, na província sul-coreana de Gyeonggi, e se mudou para Gunpo quando tinha seis anos de idade. Em um primeiro momento, treinava em seu país natal, mas depois se transferiu para Toronto, no Canada, em maio de 2007. Viveu quatro anos em Ontario, e atualmente treina em Seoul e em Los Angeles. Em 2009, se inscreveu na faculdade de Educação Física da Korea University.



A APRESENTAÇÃO EM VANCOUVER 2010:



A correta transliteração de seu nome do coreano seria Kim Yeona. Mas, quando a patinadora requereu seu passaporte o funcionário errou e escreveu Yu-na. Em seu perfil ISU, consta Yuna Kim. 


Vancouver 2010: ouro olímpico

 Stella começou a patinar com a mãe, aos cinco anos, quase que de brincadeira. Aos 12 anos, vence os campeonatos sul-coreanos de patinação artística. Dois anos depois, debuta internacionalmente e se classifica em segundo lugar em diversas competições a nível mundial. A mídia sul-coreana começa a se interessar por ela. Mas neste ponto, segundo conta seu médico pessoal, Cho Seong-yeon, “começa também um tipo de isolamento de seus coetâneos. Tantos treinos, tanta tentação e tanta atenção podem ser um problema sério para uma adolescente” (entrevista à revista “A Sua Immagine”, 8 fevereiro 2014). 


o Batismo, em 24 de maio de 2008: nasce Stella para a Fé

Por meio do dr. Cho, um católico devoto que dirige uma clínica privada em Seoul, Yu-na entra em contato com as irmãs que prestam serviço voluntário aos doentes. Junto com a mãe, que a acompanhará não apenas nas pistas, mas também no catecumenato, ficam impressionadas com o trabalho das religiosas. 




o primeiro anel

O caminho de conversão começa em 2005, quando um sério problema no joelho e no pé a obrigam a parar por um período de cuidados. Na estação seguinte, por causa de uma dor nas costas se retira dos Campeonatos nacionais: em janeiro de 2007, o dr. Cho lhe diagnostica uma hérnia de disco que, potencialmente, poderia por uma pá de cal à sua carreira esportiva.


O choro emocionado em Sochi revela o novo anel-terço dela

Continua, assim, a frequentar a clínica, sem saber se iria se operar ou não; faz amizade com as freiras que lhe dão uma medalhinha abençoada da Virgem. Os cuidados médicos parecem funcionar e volta sobre o gelo: chega em terceiro lugar nacional. Presa ao uniforme está a medalha abençoada.  


A jovem escolheu como nome de batismo justamente Stella, para honrar a Stella Matutina, a Virgem, e no dedo leva, desde o começo da conversão, um anel com as contas do Rosário. À mídia, Stella explicou que a Fé Católica lhe deu uma nova paz: “No momento do Batismo, senti uma enorme consolação em meu coração. Compreendi imediatamente que era o amor de Deus, e Lhe prometi que continuaria sempre a rezar-Lhe”.


O OURO EM SOCHI 2014:



Fontes: 

http://www.aleteia.org/it/stile-di-vita/articolo/stella-kim-pattino-pregando-la-vergine-5209009149706240
http://stlouiscatholic.blogspot.com.br/2010/03/olympic-gold-medalist-kim-yu-na.html 
http://www.catholicnewsagency.com/news/olympic-figure-skating-star-hailed-as-example-for-catholics/ 
http://www.heraldmalaysia.com/news/Korean-Olympics-star-endorses-the-rosary-6852-10-1.html 
http://yunaforum.com/forum/index.php?showtopic=406 - Este é um fórum de fãs dela.

Tradução: Giulia d'Amore
 
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

História de Conversão X: Uma menina católica converte protestantes com sua fé no Terço

Gloria Marie Elizabeth Rose Strauss
Seattle, 10 Ago. 2009 / 09:02 am (ACI)

A breve vida de uma menina devota católica em Seattle, Washington, permitiu o retorno à Igreja de muitos católicos e a conversão de pelo menos dez americanos. O testemunho de fé que deu ao lutar contra um doloroso câncer deu numerosos frutos e inclusive permitiu a fundação de uma organização dedicada a apoiar a famílias com membros doentes.

Gloria Marie Elizabeth Rose Strauss nasceu em 1996, tinha seis irmãos e levou uma vida completamente normal até cumprir os 7 anos de idade. Era amável, alegre, carinhosa e muito piedosa. Gostava muito da oração do Terço.

Em uma entrevista à CatholicNewsAgency.com, seu pai Doug Strauss, recordou que, no ano de 2003, Glória recebeu um acidental golpe de bola no rosto e quando a lesão desapareceu ficou um vulto suspeito.

Os médicos lhe diagnosticaram um câncer avançado conhecido como neuroblastoma e lhe deram entre três meses e três anos de vida. Glória foi submetida a uma cirurgia e recebeu tratamentos de quimioterapia.

sábado, 9 de novembro de 2013

História de Conversão IX: Mais um muçulmano que se converte ao Catolicismo

A fantástica história de um Imã que se converteu ao Catolicismo 

Fonte: Aleteia - Tradução: Annales Historiae - Mario Joseph era imã aos 18 anos, ele se tornou cristão e seu pai tentou matá-lo. Hoje, ele é pregador católico na Índia. Um caso único no mundo! Ele é o primeiro dignitário muçulmano que abraçou o cristianismo, o que acarretou sua condenação à morte.

No cemitério indiano de seu vilarejo, há uma lápide com seu nome e, embaixo, um ataúde com uma escultura em argila do seu tamanho. Seu pai lhe disse: "Se você quer ser cristão, devo te matar".

Mas o túmulo está vazio. E Mario José está bem vivo. Lartaun de Azumendi pôde entrevistá-lo na rádio espanhola Cope:


Mario Joseph, você tinha 18 anos e era um religioso muçulmano. O que aconteceu para que teu olhar mudasse assim?

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Histórias de conversão VIII: Megan Hodder, a moça ateia inglesa que caiu de joelhos diante do catolicismo

Megan Hodder era uma moça padrão. Segundo ela, “a religião era irrelevante na minha vida pessoal”.

Devorava livros de ateus e evolucionistas como Dawkins, Harris e Hitchens, “cujas ideias eram tão parecidas com as minhas que eu empurrava quaisquer dúvidas para o fundo da minha mente”, informa reportagem do jornal “The Catholic Herald”.

Mas ficando um pouco mais culta percebeu que precisava sair da bobice, e começou então a pesquisar as ideias daqueles que ela achava serem os piores inimigos da razão: os católicos. “Foi aqui, ironicamente, que os problemas começaram”.

Quais problemas?

“Eu fiquei colocada diante de um Deus que é o parâmetro de bondade e verdade objetiva e para o qual nossa razão se dirige e no qual ela se completa. Uma entidade que é a fonte de nossa percepção moral, que requer desenvolvimento e formação por meio do exercício consciente do livre arbítrio”.

sábado, 11 de maio de 2013

História de Conversão VII: A Virgem Maria converte um protestante que morre no meio de anjos

A Virgem Maria converte um protestante que morre no meio de anjos


A História das fundações da Companhia de Jesus no reino de Nápoles conta-nos de um jovem fidalgo escocês, chamado Guilherme Eltinstônio. Era ele parente do rei Jaime e protestante desde o nascimento. Mas, iluminado pela graça divina que lhe fez conhecer os erros de sua seita, foi à França e aí, ajudado de um bom padre jesuíta, também escocês, e mais com a intercessão da bem-aventurada Virgem, reconheceu a verdade e fez-se católico.

Passou-se depois a Roma, onde mais ainda se afervorou na devoção à Mãe de Deus, escolhendo-a por sua única Mãe. Inspirou-lhe a Virgem a resolução de ser religioso, de que fez voto. Mas, achando-se doente, veio a Nápoles, porém, quis o Senhor que ele morresse e morresse religioso. Pouco depois de sua chegada adoeceu gravemente, correndo perigo sua vida. À custa de muitas lágrimas e rogos obteve dos superiores a graça de ser recebido na Companhia. Pelo que na presença do Santíssimo Sacramento, quando recebeu o Viático, fez os votos, e foi declarado religioso da Companhia.

Depois disto a todos enternecia com os fervorosos afetos, com que dava graças a Maria, sua amada Mãe, por tê-lo arrancado da heresia, e conduzido para morrer na casa de Deus entre seus irmãos religiosos. Por isso exclamava: Oh! como é glorioso morrer no meio de tantos anjos! Exortam-no a que procure repousar, e ele: Ah! agora que já chega o fim da minha vida, não é tempo de repousar.

Antes de expirar, disse aos assistentes: Irmãos, não vedes os anjos do céu que me assistem? E havendo um daqueles religiosos percebido que ele proferia entre os dentes algumas palavras, lhe perguntou o que dizia. Respondeu que seu anjo da guarda lhe tinha revelado que pouco tempo havia de estar no purgatório, e que logo depois passaria para o paraíso. Recomeçou em seguida os colóquios com Maria, sua doce Mãe, repetindo: Minha Mãe, minha Mãe! E assim expirou placidamente, como uma criança que se entrega aos braços da mãe, para neles repousar. Pouco depois foi revelado a um devoto religioso, que ele já estava ao Paraíso.

sábado, 20 de abril de 2013

História de conversão VI: A Nossa Senhora do hebreu Ratisbonne

20 de janeiro 1842: aparição de Nossa Senhora do Milagre ao hebreu Ratisbonne. A felicidade da despretensão, da pureza e da admiração


Igreja onde aconteceu o milagre
A poucas quadras da famosa Piazza di Spagna, bem no centro históirco de Roma, e ao lado da sede da Congregação para a Evangelização dos Povos, encontra-se a igreja Sant'Andrea delle Frate.
Neste santuário deu-se um fato extraordinário: Nossa Senhora apareceu a um rico e famoso judeu, Afonso Ratisbonne, o qual portava uma Medalha Milagrosa não por devoção, convertendo-o a Cristo.

No altar em que a Virgem Santíssima (la Madonna) lhe apareceu, havia um quadro de São Miguel Arcanjo golpeando o demônio, que pode ser apreciado ainda hoje, mas em outro local da igreja.

Foi neste mesmo altar da Aparição que São Maximiliano Kolbe, falecido no tristemente famoso campo de concentração nazista de Auschwitz, celebrou sua primeira Missa no dia 29-4-1919.

O quadro da Madonna del Miracolo (Nossa Senhora do Milagre) aparece com a fronte encimada por uma coroa e por um resplendor em forma de círculo de 12 estrelas.


Nossa Senhora do Milagre, igreja de Sant'Andrea delle Frate, Roma, detalhe
Nossa Senhora do Milagre,
igreja de Sant'Andrea delle Frate, Roma

A fisionomia é discretamente sorridente, com o olhar voltado para quem estiver ajoelhado diante d’Ela. Muito afável, mas ao mesmo tempo muito régia.

Pelo porte, dá impressão de uma pessoa alta, esguia sem ser magra, muito bem proporcionada e com algo de imponderável da consciência de sua própria dignidade.

Veja vídeo
VIDEO: Na. Sra. do Milagre
Tem-se a impressão de uma rainha, muito menos pela coroa do que pelo todo d’Ela, pelo misto de grandeza e de misericórdia.

A pessoa que a contempla tende a ficar apaziguada, serenada, tranqüilizada, como quem sente acalmadas as suas más paixões em agitação.


A meu ver o elemento mais tocante desta imagem é este aspecto apaziguador. Como se Ela dissesse:


“Meu filho, Eu arranjo tudo, não se atormente, estou aqui ouvindo a você que precisa de tudo, mas Eu posso tudo, e o Meu desejo é de dar-lhe tudo. Portanto, não tenha dúvida, espere mais um pouco, mas atendê-lo-ei abundantemente. Eu para você não tenho reservas, não tenho recusas, não tenho nem recriminações pelos seus pecados. Eu lhe estou olhando num estado de alma, numa disposição de ânimo, por onde você de Mim consegue tudo o que você pedir, e muito mais ainda”.

A pintura tem um certo ar de mistério, mas um mistério suave e diáfano. Seria como o mistério de um dia com um céu muito azul, em que se pergunta o que haverá para além do azul.

Mas não é um mistério carregado, é um mistério que fica por detrás do azul e não por detrás das nuvens. Um mistério como quem diz o seguinte:


Imagem do arcanjo São Miguel que estava no altar do milagre
Imagem do arcanjo São Miguel
que estava no altar do milagre
“Se você conhecesse o dom de Deus, se você soubesse quanta coisa Eu tenho para lhe dar, e que maravilhas há em Mim, aí é que você compreenderia. Eu estou notando essas maravilhas e transbordo do desejo de as dar a você. Como você compreenderia bem o que Eu sou se você quisesse abrir os olhos para essas maravilhas”.

E esse apaziguamento que Ela comunica é uma espécie de primeiro passo para a pessoa que queira se deixar maravilhar, para a pessoa, recebendo esta misteriosa ação da graça, começar a admirar e procurar perguntar o que há nEla, o que Ela está exprimindo, o que Ela diz.

Diante deste altar ocorreu, no dia 20 de janeiro de 1842, a miraculosa conversão ao catolicismo do judeu Afonso Ratisbonne

Notem a impressão de pureza que o quadro transmite. Ele comunica algo do prazer de ser puro, fazendo compreender que a felicidade não está na impureza, ao invés do que muita gente pensa. É o contrário.

Possuindo verdadeiramente a pureza, compreende-se a inefável felicidade que ela concede, perto da qual toda a pseudo felicidade da impureza é lixo, tormento e aflição.

Notem também a humildade. Ela revela uma atitude de rainha, mas fazendo abstração de toda superioridade sobre a pessoa que reza diante d’Ela.

Trata a pessoa como se tivesse proporção com Ela; quando nenhum de nós tem essa proporção, nem mesmo os santos.

Entretanto, se aparecesse Nosso Senhor Jesus Cristo, Ela ajoelhar-se-ia para adorar Aquele que é infinitamente mais. Ela tem a felicidade inefável da despretensão e da pureza.

Diante de um mundo que o demônio vai arrastando para o mal, pelo prazer da impureza e do orgulho, a Madonna del Miracolo comunica-nos esse prazer da despretensão e da pureza.

É um chamar a Si suavissimamente, sem pito nem recriminação, mas como quem diz:


“Meu filho, você se lembra dos tempos primitivos de sua inocência? Você não se lembra antes de você ter pecado como você era? Você não se lembra que havia coisas dessas em você? Eu lhe ofereço isso. Eu o restauro! Abra-se para Mim, olhe para Mim. Eu lhe dou isso. Venha! No caminho que conduz a Mim só existe perdão, bondade e atração. Venha logo!”

Não é difícil a gente estabelecer uma relação desses traços apresentados aqui não no aspecto militante de Nossa Senhora enquanto esmaga a cabeça da serpente, mas no seu aspecto materno, enquanto Ela procura tirar – pelo sorriso – das garras da impiedade, aqueles que o materialismo e a sensualidade moderna vão vitimando.

E, dessa maneira, fazendo uma altíssima obra de em entido contrário, i. é, de conversão para a Igreja Católica em toda sua beleza hierárquica e sacral.

É ou não é verdade que o espírito que se deixa impressionar por essa imagem, que se deixa influenciar por essa imagem, fica sumamente propício à admiração?
Busto do ebreo Ratisbonne, convertido e tornado sacerdote
Busto do ebreo Ratisbonne,
convertido e tornado sacerdote

Fica sumamente propício a admirar a hierarquia das coisas mais altas sobre ele, sumamente propício – pela sua própria dignidade – a querer que todas as coisas abaixo dele estejam em hierarquia também?

Debaixo desse ponto de vista,o quadro é de altíssima expressão quanto a um dos aspectos de Nossa Senhora: sua permanente ação contra a revolta igualitária e sensual, até chegar o fim do mundo.

Isso seria um pouco de comentários com alguma vantagem para nossas almas.

Pelo menos, talvez essa: explicar um pouco aos mais jovens como analisar uma imagem, o que procurar quando se vê uma imagem, qual é o bom efeito que ela pode produzir em nós, e o estado de alma que uma imagem – simplesmente por existir – pode comunicar às nossas almas.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 20 de janeiro de 1976. Sem revisão do autor. pliniocorreadeoliveira.info)


Video: a igreja da aparição






Visto em: http://luzesdeesperanca.blogspot.com.br/2013/01/20-de-janeiro-1842-aparicao-de-nossa.html

VIDE TAMBÉM: Histórias de Conversão I: Afonso Maria Ratisbonne 


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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Histórias de conversão V: Um indiferente em Notre-Dame de Paris

A conversão de Paul Claudel


Louis Charles Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper foi um importante escritor católico e também um diplomata, dramaturgo e poeta francês, membro da Academia Francesa de Letras, a quem foi conferida a “Grã-Cruz da Legião de Honra”.

Nascido em Villeneuve-sur-Fère (Aisne, França), a 6 de agosto de 1868, em uma família indiferente em matéria religiosa, Louis Charles, mais conhecido pelo pseudônimo de Paul Claudel, desde cedo se deixou envolver pelo materialismo, em voga na época em que viveu. Em 1881, seus pais se mudaram para Paris, onde Paul e sua irmã, a escultora Camille Claudel, passaram a viver, em uma casa de classe média.

O primeiro choque ocorreu quando lhe caíram nas mãos as “Illuminations” e, alguns meses depois, “Une saison en enfer” de Rimbaud.

Em 1886, Paul Claudel, que tinha 18 anos e até então era ateu, converteu-se subitamente ao catolicismo, no Natal, ao ouvir o coro da catedral de Notre-Dame de Paris Ele se emocionou ao ver que todos tinham fé e rezavam para um Deus que até então ele não queria conhecer, e viu que poderia contar com a ajuda do poder invisível, do amor ao Criador.

Claudel tinha entrado na catedral para encontrar motivos artísticos para as suas composições literárias e parara do lado direito, ao fundo, junto da segunda coluna, onde se pôs a observar as pessoas. Subitamente teve fé, acreditando em um Deus pessoal, transcendente, afável e paternal. Vinha ao encontro de Claudel esse Deus que ele conhecera quando criança e na mocidade desvairada nunca mais recordara. Este choque, maior que o de Rimbaud, havia de repercutir em sua vida inteira.

Apesar de ter pensado em dedicar-se à vida monástica, com os monges beneditinos, ele acabou entrando para o corpo diplomático da França, em que serviu de 1893 a 1936. Foi vice-cônsul em Nova Iorque, em Boston, Praga, Frankfurt am Main e Hamburgo. Foi cônsul na China (1895-1909).

Em março de 1906, casou-se com Reine Sainte-Marie Perrin e teve filhos com ela, em um casamento feliz.

Foi Ministro Plenipotenciário no Rio de Janeiro (1916) e em Copenhagen. Foi embaixador em Tóquio, Washington e Bruxelas. O período de sua missão no Brasil coincidiu com a Primeira Guerra Mundial, e ele supervisionou o envio de alimentos da América do Sul para a França.

Ao se retirar da vida pública em 1936, recolhido no seu castelo de Brangues (Isère, França), intensificou os seus escritos. Morreu aos 86 anos, aos 23 de fevereiro de 1955 em Paris.

Sua obra, profundamente marcada pela sua repentina conversão ao Catolicismo, muitas vezes gira em torno de um dos principais temas do Cristianismo: “a ação da graça e a correspondência humana”. Toda a sua obra testemunha um Catolicismo ardente: na sua coletânea “Art poétique” (Arte Poética), em versos livres, recria e torna perceptível o universo, palco em que se joga o destino da alma humana. O seu génio dramático está patente em “L'Annonce faite à Marie” (A Anunciação, 1912), “L'Otage” (O Refém, 1911), “le Pain dur” (O Pão Duro, 1918) e “Le Soulier de satin”, obra composta no Japão em 1929.


A conversão de Paul Claudel narrada por ele mesmo…


Nasci a 6 de Agosto de 1868. A minha conversão realizou-se a 25 de Dezembro de 1886. Tinha, portanto, 18 anos de idade. Mas, nesta altura, já a minha personalidade estava muito desenvolvida.

Ainda que os meus antepassados, em ambos os ramos, tinham sido crentes, dando à Igreja vários sacerdotes, os meus pais eram indiferentes em matéria religiosa. E, depois de termos mudado para Paris, afastaram-se completamente da fé. A minha primeira Comunhão, anterior à mudança, tinha sido boa. Mas foi, como para a maior parte da juventude, a coroação e, ao mesmo tempo, o termo da minha prática religiosa.

A princípio fui educado, ou antes, instruído, por um professor particular; depois, em escolas laicas da província, e, finalmente, no Liceu Luís-o-Grande. Com a entrada neste estabelecimento de ensino, acabei de perder a fé, que me parecia incompatível com a pluralidade dos mundos (!!!). A leitura da “Vida de Jesus”, de Renan, forneceu-me novos pretextos para esta mudança de convicções, que, de resto, tudo quanto via à minha volta facilitava ou animava.

Recordemo-nos daqueles tristes anos à volta de 1880, quando estava em todo o apogeu a literatura naturalista. Jamais o jugo da matéria pareceu mais forte. Quem possuía um nome na arte, nas ciências ou na literatura, era descrente. Todos os pretensos homens iminentes daquele século que declinava se distinguiram particularmente pela sua hostilidade contra a Igreja. Renan imperava. Na última distribuição de prémios a que assisti no Liceu Luís-o-Grande, ocupava ele a presidência, e creio que recebi o prémio das suas mãos. Vítor Hugo acabava de desaparecer numa auréola de glória.


Aos 18 anos

Aos 18 anos, acreditava eu naquilo em que a maior parte das chamadas pessoas cultas daquela época acreditava. O forte sentimento do individual e do concreto obscurecera-se em mim. Aceitei a hipótese monista e mecanista em toda a sua extensão. Acreditava que tudo estava subordinado a leis”, e que este mundo era um íntimo encadeamento de causas e efeitos, que a ciência não tardaria a esclarecer plenamente. Além disso, tudo isto me parecia cheio de tristeza e de tédio. A ideia kantiana do dever, tal como no-la expôs o Sr. Burdeau, nosso professor de filosofia, nunca pude digeri-la.

Para mais, vivia sem o freio da moral e ia caindo, pouco a pouco, num estado de desespero. A morte de meu avô, cuja agonia durou meses inteiros, devida a um cancro no estômago, a que eu assisti, inspirara-me um pavor terrível, e à ideia da morte não me abandonou mais. Esquecera completamente a religião e, com respeito a ela, a minha ignorância era tão grande como a de um selvagem.


O primeiro brilho da verdade

O primeiro brilho da verdade surgiu-me do encontro com os livros de um grande poeta, a quem devo eterna gratidão e que tomou parte preponderante na formação do meu pensamento: Artur Rimbaud. A leitura das “Illuminations” e, alguns meses depois, “Une saison en Enfer” é um dos acontecimentos capitais da minha vida. Estes livros rasgaram a primeira brecha no meu cárcere materialista, e deram-me uma impressão viva, quase física do sobrenatural. Mas o meu estado habitual de ansiedade e desespero continuou a ser o mesmo.


A noite de Natal do dia 25 de Dezembro de 1886

Assim se passavam as coisas com aquele pobre rapaz que, no dia 25 de Dezembro de 1886, entrava na catedral de Notre-Dame de Paris, para ali assistir ao ofício divino do Natal. Começava eu então a escrever, e tive a impressão de que poderia, com superior diletantismo, encontrar nas cerimónias católicas, um meio adequado e matéria para alguns trabalhos. Nesta disposição de espírito, apertado e empurrado pela multidão, assisti à Missa cantada, com moderada alegria. Como nada mais interessante havia a fazer, voltei de novo à tarde para assistir às Vésperas. Os meninos do coro da catedral, de roquetes brancos, e os alunos do Seminário de S. Nicolau du Chardonnet, que os auxiliavam, tinham justamente começado a cantar qualquer coisa em que mais tarde reconheci o Magnificat. Eu estava de pé no meio da multidão, junto da segunda coluna, perto da entrada para o coro, à direita, do lado da sacristia.

E ali se deu o acontecimento que domina toda a minha vida. Num momento, o meu coração sentiu-se tocado, e tive fé. Tive fé com tal intensidade de adesão, com tal exaltação de todo o meu ser, com uma convicção tão poderosa, com tal segurança, que não ficava margem para nenhuma espécie de dúvida. E, desde então, todos os livros, todos os raciocínios, todas as eventualidades de uma vida agitada não conseguiram abalar a minha fé; mais do que isso, nem sequer conseguiram tocar-lhe. Subitamente, apoderou-se de mim o sentimento fremente da inocência, da perpétua filiação divina: uma revelação inefável. Quando tento reproduzir, como faço frequentemente, o decorrer dos minutos que se seguiram a este momento excepcional, encontro sempre os seguintes elementos que, todavia, representam um único raio, uma única arma, de que a Providência divina se serviu para alcançar e abrir o coração de um pobre filho desesperado : “Que felizes são, de fato, os que creem! E se fosse verdade?
verdade! — Deus existe ; está aqui presente ! É alguém ! É um ser tão pessoal como eu! — Ama-me ! chama por mim!” Invadiram-me as lágrimas e os soluços e o cântico tão delicado do “Adeste” aumentou ainda a minha comoção.


…as minhas ideias filosóficas mantinham-se intactas

Doce comoção, na qual, todavia, se misturava uma sensação de terror e quase de espanto ! Porque as minhas ideias filosóficas mantinham-se intactas. Deus desprezara-as, deixando-as tal qual estavam, e eu não compreendia o que nelas deveria mudar. A religião católica continuava a surgir-me como um amontoado de anedotas disparatadas. Os seus sacerdotes e fiéis continuavam a inspirar-me a mesma antipatia, que ia até ao ódio e à náusea. O edifício das minhas opiniões e conhecimentos mantinha-se, e não via nele defeito nenhum; limitara-me, apenas, a sair dele. Tinha-me sido revelado um novo e terrível ser, com terríveis exigências para um jovem artista como eu, e não via maneira de o satisfazer com nada do que me rodeava. O estado de um homem, a quem de repente se arrancou da sua pele para o introduzir num corpo estranho, no meio de um mundo desconhecido, é a única comparação que posso encontrar para exprimir este estado de completa desordem. O que mais repugnava às minhas ideias e ao meu gosto, era o que precisamente se vinha a mostrar verdadeiro ; e, a bem ou a mal, tinha de me acomodar a isso. Ah ! Pelo menos não seria sem que eu procurasse opor a maior resistência possível.


A luta foi nobre e radical. Não omiti nada…

Esta resistência durou quatro anos. Ouso afirmar que foi uma defesa heroica. E a luta foi nobre e radical. Não omiti nada. Utilizei todos os meios possíveis de resistência. Uma após outra, tive que depor as armas. Foi grande a crise da minha existência, esta agonia do pensamento, da qual Artur Rimbaud escreveu : “A luta do espírito é tão brutal como as batalhas entre os homens. Oh! noite dura! O sangue derramado arde sobre o meu rosto !” A juventude que tão facilmente abandona a fé, não sabe que tormentos custa recuperá-la. A ideia do inferno, a própria ideia da beleza, todas as alegrias que, a meu ver, teria de sacrificar para regressar à verdade, retraiam-me de tudo. Finalmente, caiu-me nas mãos uma Bíblia protestante que certa amiga alemã oferecera uma vez a minha irmã Camila. Foi na noite daquele dia memorável de Notre-Dame, depois de ter voltado para casa, ao longo das ruas molhadas pela chuva, que então me pareciam tão estranhas. Pela primeira vez, ouvi ressoar no coração a voz, tão suave, e ao mesmo tempo tão inflexível da Sagrada Escritura, que jamais se viria a extinguir. Apenas através de Renan conhecia eu a história de Jesus Cristo. E, fiando-me neste impostor, não sabia sequer que Ele se tinha proclamado o Filho de Deus. Cada palavra, cada linha, na sua majestosa simplicidade, revelava a mentira das afirmações descaradas daquele apóstata e abria-me os olhos. Como o centurião romano, reconheci verdadeiramente que Jesus é o Filho de Deus. A mim, Paulo, se dirigiu Ele, entre todos, e prometeu-me o seu amor. Mas, ao mesmo tempo, não me deixou outra alternativa além da condenação, se o não seguisse. Ah!, Eu não precisava que me explicassem o que vinha a ser o inferno; já tinha passado nele a minha “temporada”! Aquelas poucas horas tinham chegado para me demonstrar que o inferno está em qualquer parte em que não esteja Cristo. E que me importava já a mira o resto do mundo, em face deste novo e maravilhoso ser que acabava de me ser revelado?

Assim falava em mim o homem novo. Mas o velho resistia com todas as forças e não queria entregar-se

Assim falava em mim o homem novo. Mas o velho resistia com todas as forças e não queria entregar-se a esta nova vida que na sua frente se abria. Será preciso confessar que o sentimento que mais me impedia de manifestar a minha convicção era o respeito humano? A ideia de revelar a todos a minha conversão e de dizer aos meus pais que não comeria carne às sextas-feiras; o facto de ter de me afirmar coma um dos católicos tão ridicularizados, causava-me suores frios. E, momentaneamente revoltava-me até contra a violência que me tinha sido feita. Mas sentia sobre mim uma mão firme.
Não conhecia nenhum sacerdote. Não tinha um único amigo católico.

O estudo da religião passara a ser para mim o interesse dominante. Coisa curiosa! O despertar da alma e das qualidades poéticas deu-se em mim ao mesmo tempo, e desfez os meus preconceitos e os meus receios infantis. Por essa época, escrevi o primeiro esboço dos meus dramas : “Cabeça de ouro” e “A cidade”. Embora andasse ainda afastado dos sacramentos, já tomava parte na vida da Igreja. Podia, enfim, respirar, e a vida penetrava-me por todos os poros. Os livros que mais me ajudaram, naquela época, foram, em primeiro lugar, os “Pensamentos de Pascal, obra inestimável para todos os que buscam a fé, muito embora a sua influência possa também às vezes ser perniciosa. Além disso, as “Investigações do espírito sobre os Mistérios” e as “Considerações sobre os Evangelhos”, de Bossuet, bem como os seus restantes tratados filosóficos; a “Divina Comédia”, de Dante; e, finalmente, as maravilhosas narrações de Catarina Emmerich. A Metafísica de Aristóteles purificou-me o espírito, e introduziu-me nos domínios da verdadeira inteligência. A “Imitação de Cristo” pertencia a uma esfera demasiado elevada para mim, e os seus dois primeiros livros pareceram-me de uma terrível dureza.

O grande livro que se me abriu e no qual eu fiz os meus estudos, foi a Igreja.

Mas o grande livro que se me abriu e no qual eu fiz os meus estudos, foi a Igreja. Louvada seja por toda a eternidade esta grande e majestosa Mãe, em cujos joelhos tudo aprendi ! Os Domingos passava-os em Notre-Dame, e, sempre que me era possível, ia também lá durante a semana. Era nessa altura tão ignorante na minha religião como o poderia ser em relação ao Budismo. E agora desenrolava-se, perante mim, o drama sagrado, com tal magnificência, que ultrapassava toda a força da minha imaginação. Ah ! Esta já não era, certamente, a linguagem mesquinha dos “devocionários”. Era a poesia mais profunda e gloriosa, eram as atitudes mais sublimes que jamais tinham sido concedidas a seres humanos. Nunca me conseguia saciar por completo com o espetáculo da Santa Missa, e cada movimento do sacerdote gravava-se profundamente no meu espírito e no meu coração. A leitura do ofício de Defuntos, da liturgia do Natal, o drama da Semana Santa, o cântico celeste do “Exultet”, ao lado do qual as harmonias mais inebriantes de Pindaro e Sófocles me pareciam incolores, tudo isto me sufocava de alegria, gratidão, arrependimento e adoração ! Pouco a pouco, lenta e penosamente, abriu caminho até ao meu coração o pensamento de que a arte e poesia são também coisas divinas. E o prazer da carne não é indispensável para elas, mas antes prejudicial. Como eu invejava os cristãos felizes que via comungar ! Só me atrevia, porém, a misturar-me com aqueles que, em todas as sextas-feiras da Quaresma, vinham beijar reverentemente a coroa de espinhos.

Entretanto, passavam os anos e a minha situação tornava-se insuportável. Intimamente, dirigia-me a Deus com lágrimas; e, contudo, não me atrevia a abrir a boca. E, apesar disso, as minhas objecções tornavam-se cada vez mais fracas, e mais dura a exigência de Deus. Oh! que bem conheci este momento e com que firmeza me ficou gravado na alma! Mas como é que tive coragem para lhe resistir? Três anos depois, li as obras póstumas de Baudelaire. E vi que o poeta, que eu preferia a todos os poetas franceses, tinha reencontrado a fé nos últimos anos da vida, e se havia debatido com as mesmas angústias e com os mesmos remorsos que eu. Enchi-me de coragem, e, uma tardinha, aproximei-me do confessionário de S. Medardo; minha paróquia. Os minutos que esperei pelo sacerdote foram os mais amargos da minha vida. Encontrei-me com um ancião, que me pareceu muitíssimo pouco abalado com a história, que a mim, todavia, me parecia muito interessante. Falou (para meu grande aborrecimento) nas “recordações da minha primeira e santa comunhão”. Ordenou-me terminantemente que revelasse a família a minha conversão. E hoje não posso deixar de lhe dar razão. Humilhado e mal disposto, saí do “confessionário” e só lá voltei no ano seguinte. Agora, estava completamente vencido, submisso e extenuado. Ali, naquela mesma igreja de S. Medardo, encontrei um sacerdote novo, compassivo e fraternal, o P. Ménard, que me reconciliou com a Igreja. Mais tarde, conheci lá outro santo e venerando sacerdote, o P. Villaume. Tornou-se o meu diretor e meu querido Padre espiritual, cuja poderosa proteção, lá do céu, sinto agora continuamente. A segunda comunhão recebi-a, como a primeira, no dia de Natal, a 25 de Dezembro de 1890, em Notre-Dame.


Este é um resumo de várias fontes, leia tamém este "Biografia e testemunhos" da Quadrante, bem detalhado e muito interessante.



Frases de Paul Claudel:


“Fala de Cristo apenas quando te perguntarem! Mas vive de tal maneira que te perguntem”.
“As crianças não devem receber a religião; têm que pegá-la do meio ambiente, como se pega o sarampo.”
“O dever está sempre acima de tudo.”
“O sinal de que não amamos alguém é que não lhe damos todo o melhor que existe em nós.”

Giulia d’Amore



Fontes de pesquisa:



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Historias de conversão IV: Um descendente de Maomé

  O PREÇO DE UMA CONVERSÃO

Mohammed al-Sayyid al-Moussaoui, um descendente de Maomé, fala sobre sua conversão ao Cristianismo.


Traduções e Glossário por Giulia d'Amore di Ugento 

Livro de Mohammed Moussaoui
O preço a pagar
Uma fatwa sobre a sua cabeça por ter se convertido ao Cristianismo. A história de um homem que foge por causa de sua Fé. Do autor, fulminado por uma fatwa por ter-se convertido do Islã ao Cristianismo, não sabemos o nome real. Em seu caminho, como para São Paulo em Damasco, o encontro com a Fé cristã torna-se um obstáculo intransponível e dramático, que o leva a uma vida sofrida, de um homem em fuga com sua família, para salvar suas vidas e dar um sentido à nova Fé. A história começa em Basra, no Iraque, em 1987. Mohammed Moussaoui (pseudônimo) narra, em primeira pessoa, o seu aproximar-se da religião cristã e a conversão. Perseguido, agredido por seus próprios irmãos, que chegam a ameaçá-lo de morte com uma arma apontada para sua testa, ele decide fugir e se refugiar na França, onde ainda vive na clandestinidade. Joseph Fadell é o pseudônimo sob o qual se esconde Mohammed, o autor do livro ‘O preço a pagar’, forçado a usar um nome falso também na vida real, para escapar da terrível fatwa. (Edizioni San Paolo)

UM RESUMO DA HISTÓRIA



Mohammed Moussaoui
Mesmo agora não acredito nisso. Não! Não quero crer que os membros de minha família possam realmente ter a intenção de me matar”. Joseph Fadelle chegou à França há alguns anos, como prófugo iraquiano. Se verdadeiro nome: Mohammed al-Sayyid al-Moussaoui. No Iraque, este nome abre as portas da influência, da riqueza e do poder. Moussaoui é uma grande família aristocrática xiita. Partindo por seu pai, Mohammed pode subir até ao califa Ali [Ali ibn Abu Talib], primo e genro de Maomé. Em Bagdá, as pessoas o saudavam e o chamavam de ‘Sayid Malouana’, ou seja, ‘o nosso senhor’. Hoje, Joseph Fadelle é apenas um “sem raízes, um apátrida, um clandestino”, porque se converteu ao Cristianismo. “A tua doença é o Cristo, e não há remédio para ti. Nunca se curará”, dizem seus irmãos. 
A sua conversão data de 1987. Enquanto cumpre o serviço militar, a Basra, vê-se dividindo um quarto com um cristão. Para ele, é uma humilhação: “em meu país, os cristãos são considerados apostadores impuros, gente ruim com a qual precisa de toda forma evitar misturar-se. No Alcorão que eu recito todo dia desde minha primeira infância, são os heréticos que adoram a três Deuses”. Massoud, seu colega de quarto, o convida a simplesmente reler o Alcorão. Esta releitura faz balançar a sua vida. Não reconhece no texto o Deus de amor no qual quer acreditar. “O texto sagrado perdeu para mim sua força de convicção, a ponto de duvidar que seja a palavra de Alá”. O verdadeiro abalo, porém, se opera quando seu colega lhe põe nas mãos a Bíblia; e a partir dai que começa a ler com paixão “por este Cristo de quem falam os Evangelhos”.
 Uma paixão que viverá em sua carne. 
Visto que no Iraque abjurar a religião islâmica é arriscar a morte, por dez anos Mohammed foge à sorte que lhe é prometida, escondendo sua conversão de sua família. Junto com seu pai e seus irmãos, se inclina cinco vezes ao dia em direção à Meca, mas é Jesus quem ele invoca, ao invés de dizer Al-Fâtiha, o prólogo do Alcorão que milhões de muçulmanos recitam todos os dias. 
Por sua grande surpresa, é a Igreja, sobretudo, que o rejeitará. Mohammed quer receber o batismo. Todas as vezes ouve uma negação. Para os cristãos do Iraque, um muçulmano que bate à porta é uma ameaça, seja se trate de um espião, seja que queira se converter. O proselitismo é passível de morte: “Pedindo o batismo, você arrisca sua vida, mas também a dos cristãos que atenderam ao teu pedido”, explica o padre. Outro é ainda mais direto: “Não é possível sacrificar um rebanho inteiro para salvar apenas uma ovelha”. Mesmo sob o presumido regime laico de Saddam Hussein, os cristãos do Iraque viviam em um clima de constante temor e opressão. Eram mais de um milhão nos anos oitenta, devem ser menos da metade hoje. “Foi penoso ver todas aquelas portas fechadas. Mas refletindo sobre o passado, compreendo a situação. Tremem de medo”. Com perseverança, Mohammed acaba conseguindo permissão para ir à Missa. 
Ao saber de sua conversão, a sua família o rejeita. Mais por uma questão de reputação que por uma verdadeira convicção teológica. Seu pai não pode suportar a vergonha que representa ter um filho cristão. Sobretudo porque Mohammed, que tem nove irmãos e dez irmãs, é o herdeiro, o ‘preferido’, designado para suceder ao pai. Sua mãe soltou apenas duas palavras: “Matem-no”. Mas o pai o salva. Contudo, a mais alta autoridade xiita do Iraque, o aiatolá Mohammad Sadeq al-Sadr, pronuncia a condenação à morte que sela a sua sorte: “Se for confirmado que é cristão, então ele deverá ser morto, e Alá recompensará aquele que cumprir esta fatwa”. 
Como advertência, é preso em Hakimieh, onde estão detidos os prisioneiros políticos. Se torna o número 318. Durante três meses, é espancado e torturado por um parente: querem que dê os nomes daqueles que o levaram a abraçar a Fé Cristã. Mohammed nada revela. Passará dezesseis meses na prisão. Pesava 120 quilos quando chegou, pesará somente 50 ao sair. Durante os meses de solidão e privações, um só pensamento o manteve vivo: viver até o batismo e receber a comunhão
Mas arriscaria sua vida permanecendo no Iraque. Um sacerdote o aconselha a deixar o país, com seus dois filhos e a esposa, que também se converteu. Mohammed escolhe ir para a Jordânia, onde é recebido por uma família cristã. Na clandestinidade, recebe o batismo com sua família e muda de nome. O perigo continua onipresente; seus irmãos o procuram, o encontram e querem levá-lo de volta ao Iraque. Diante de sua negativa, seu primo atira nele a queima-roupa. Misteriosamente, a bala não o alcança, enquanto “uma voz feminina interior (lhe sussurra) que corra com todas as suas forças”. Ele desmaia e acorda no hospital, sem saber como chegou lá nem porque não está morto. 
Novamente forçado a se exilar para proteger sua família, obtém com dificuldade o visto para a França. Deixar o Oriente é doloroso, mas ele não tem mais escolha: “O Islã e a sociedade que emana dessa religião me privaram da liberdade mais elementar. Somente ela [liberdade] me permitiria viver em paz nesta terra do oriente que é também a terra dos cristãos (…). Sinto-me arrancado de minha terra, tal como uma folha de arvore caída no chão e levada pelos ventos, esmigalhada”. 
A família Fadelle chega a Paris no dia 15 de agosto de 2001. Joseph, sua mulher e os seus dois filhos participam imediatamente, em solo francês, de uma procissão dedicada à Santa Virgem. Impensável em terras muçulmanas. Joseph Fadelle obteve, em seguida, a nacionalidade francesa. Escreveu o livro ‘Le prix a payer’ [O preço a pagar], para dar seu testemunho de vida: “Este livro corresponde à minha missão: anunciar o perigo do Islã”. Uma religião que deseja impor a todos os seus dogmas e seus costumes. 
Joseph Fadelle não se arrepende de sua conversão. Espera somente ser ouvido por aqueles que o acolheram. E, talvez, um dia, “viver em um Iraque em que os cristãos possam ser cidadãos iguais aos demais”. “Quero que a sociedade mude, ou melhor, que se torne Cristã”, assegura. 



UM TRECHO DA ENTREVISTA DE MOHAMMED AL-SAYYID AL-MOUSSAOUI

À REVISTA CATÓLICA FRANCESA ‘FAMILLE CHRÉTIENNE’


Mohammed Moussaoui com seu livro

Tornando-se José pelo batismo, o iraquiano xiita refugiado na França com sua família publica a incrível história de sua conversão ao Cristianismo em terra do Islã. Um testemunho de coragem na Fé, cuidadosamente recolhido perto da Semana Santa.

Como o xiita que o senhor era se converteu ao Cristianismo?
Graças ao encontro com um cristão durante o meu serviço militar. Foi em Basra (Iraque) em 1987. Eu tinha 23 anos. Coabitar com um cão cristão(1) foi uma provação terrível para um Moussaoui – minha família é descendente direta do Profeta – mas eu não poderia escapar disso, meu pai ainda não tinha conseguido subornar o Chefe do Estado Maior.
No começo, eu desprezava este tal Massoud, um agricultor de 44 anos. Então ele, aos poucos, me amansou com seu saber ouvir e sua benevolência. Eu queria convertê-lo ao Islamismo: precisava tirá-lo de seu erro. Prudentemente – ele não poderia falar sobre sua Fé sem arriscar a morte –, ele me remeteu à minha própria religião: “Você realmente leu o Alcorão? Você entende o significado de cada palavra, de cada verso?”, me perguntou um dia. Eu corei pelo embaraço. Os imãs nos explicam que é a leitura do Alcorão, do princípio ao fim, que será recompensada no Dia do Juízo, mais do que a compreensão do texto. Aproveitei de uma permissão para ir à minha casa para refletir. Foi lá que meus aborrecimentos começaram...

Seus ‘aborrecimentos’, o senhor diz?
Assim que cheguei à segunda sura, tropecei, praticamente, em todos os versos. Eu não entendia porque Alá se rebaixaria a definir as regras do repúdio, dos prazos... Eu não entendia a insistência do Alcorão na superioridade e no poder dos homens sobre as mulheres, consideradas como inferiores e possuidoras da metade do cérebro de um homem etc. 
Fui ver um imã, amigo da família, para apresentar-lhe algumas de minhas dificuldades como esta Sura (2, 223): “Vossas mulheres são como uma terra a ser cultivada para vocês, se aproximem delas quando e como desejarem” – O que significa que os homens podem fazer delas o que eles quiserem, inclusive sexualmente! Ele me respondeu que um homem pode fazer amor em qualquer lugar, mas não na mesquita; a qualquer momento, exceto durante o Ramadã; e de qualquer maneira... Diante de meu ceticismo, ele me aconselhou mergulhar em reflexão na vida do Profeta.

E o senhor realmente mergulhou na vida de Maomé?
Sim. Mas, novamente, fui obrigado a me desiludir quando li que Maomé casou-se com uma menina de sete anos, Aisha; ou ainda que, após ter feito seu filho adotivo Zayd ibn Harith Ibn Char’habil casar com Zaynab, que era, portanto, sua enteada, tomou a esposa dele para torná-la sua sétima esposa. Em suma, após vários dias de intensa reflexão, o comportamento e a vida do Profeta não me pareceram nada exemplares.

Sua Fé vacilou neste momento?
Eu ainda acredito em Deus, cuja bondade é maior do que tudo, mas eu começava a duvidar de que o Alcorão era a Sua palavra. Sobre o que posso basear minha vida se o Islã não é mais o pilar? Eu estava desmoronado. E humilhado, porque eu sabia que, nestas circunstâncias, não tinha chance alguma de convencer Massoud. E mais, como um digno representante dos Moussaoui, eu detestava ser humilhado. Assim, para salvar a honra, ia tentar convencer Massoud que sua religião é igualmente uma ilusão.

O senhor pensou, então, em abalar a Fé de Massoud, o cristão?
Massoud saiu de licença. Naquela noite, eu tive um sonho – e pela primeira vez na minha vida eu me lembro –: eu tento em vão atravessar um riacho, quando um homem muito bonito, do outro lado, tende a mão para mim dizendo: “para atravessar o rio, você deve comer o pão da vida”. Esta frase era incompreensível para mim.
Nisso, Massoud retorna da licença e me entrega um livro: “Eis o Evangelho”. Não seguindo o seu conselho, eu começo imediatamente a ler o Evangelho de São João, o mais difícil, segundo ele. Absorvido pela obra, eu esqueço até de almoçar. Chegado ao Capítulo 6, eu paro, atordoado: acabo de ler exatamente essas palavras ouvidas, há algumas horas, em meu sonho: “o pão da vida”. Eu reli lentamente: “Eu sou o pão da vida, aquele que vem a mim jamais terá fome...”.

Encontrar no Evangelho uma frase que o senhor havia sonhado, isso muda tudo?
Aconteceu em mim algo de extraordinário, como uma explosão, uma luz que ilumina minha vida de uma luz totalmente nova, um relâmpago. Provo no meu coração um sentimento de força inaudita, uma paixão quase que violenta e amorosa por esse Jesus Cristo de que falam os Evangelhos. Ao mesmo tempo, eu compreendo que em meu sonho há mais do que um sonho: um apelo, uma mensagem pessoal. Doravante, eu não vou mais ter que um desejo: poder um dia comer desse ‘pão da vida’, mesmo que eu ainda não compreenda muito bem o que seja. Precisarei esperar treze longos anos.

Como reagiu Massoud quando o senhor confessou sua Fé em Jesus?
Eu imaginei que ele iria pular de alegria e me abraçar diante desta boa notícia. Pelo contrário. Aconteceu o oposto: ele empalideceu, seu rosto permanece fechado, ele começa a pensar. Eu vejo o medo, um medo beirando o pânico, sacudindo o interior deste homem robusto. Eu não entendo mais nada. Quando eu digo a ele que pretendo anunciar à minha família sobre minha Fé nova neste Jesus Cristo, ele explode:
- Você não percebe! Eles vão matá-lo...
- Mas isso não é possível! Minha família me ama, não pode me querer mal...
- Ouça, eu lhe suplico, me diz ele. Você coloca sua vida em perigo e a minha também. Neste país, não podemos mudar de religião assim. É punido com a morte!

O que o senhor faz, então? 
Em primeiro lugar, eu compreendia por que, no início do nosso encontro, Massoud parecia tão relutante em falar comigo sobre sua Fé, da maneira como ele a vivia. Ele sabia dos riscos que ele estava assumindo... Mas, ainda sob o fogo da minha leitura da história trágica de Jesus, eu respondi:
- Cristo também morreu, e seus seguidores conheceram grandes perigos por segui-lo. Por que eu não faria o mesmo, afinal, se amo o Cristo?
- Mas Cristo não quer que você morra!, responde-me ele. Se você crê verdadeiramente nEle, vamos rezar ao seu Espírito para nos iluminar. E eu lhe suplico, novamente, acalme a sua exaltação e me jure que não falará sobre tudo isso quando você voltar para sua família.
Eu não estava certo de realmente ter compreendido a realidade do perigo que Massoud evocava, mas eu confiava nele: era o único cristão que eu conhecia. É por isso que eu concordei, com relutância. Eu coloquei, então, um véu de silêncio sobre aquilo que iria constituir, doravante, eu o sentia, o novo motor – e o coração – da minha vida.


Leia o resto da entrevista com Mohammed Moussaoui e seu retrato “cristãos arriscando sua vida”, no n º 1.680 de Famille Chrétienne, disponível na edição digital.

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Mohammed Moussaoui
Mohammed Moussaoui, agora com o nome cristão de Joseph Fadell, escreveu um livro intitulado ‘O preço a pagar’. Aqui o resumo:

Mohammed Moussaoui, um jovem iraquiano, o filho mais velho de uma família iraquiana xiita e descendente do profeta Maomé, se destinava a levar uma vida de empresário. Seu caminho estava todo traçado. Aos 23 anos, ele não pode evitar o serviço militar imposto pelo então regime de Saddam Hussein. Seu colega de quarto, Massoud, é cristão. Entre os dois inicia-se uma amizade paradoxal, que não exclui o debate ideológico e religioso. Surpreendido pela fé doce e viva de Massoud, Muhammad procura submetê-la à crítica. Mas Massoud é prudente, é Mohammed que vai voltar mudado para casa. Ele deseja se tornar um cristão. 

Forçado a se esconder para viver sua fé, sua família finalmente descobre seu segredo. A fatwa é lançada contra ele. Preso, espancado, banido por sua família, Mohammed deixou o Iraque em direção à Jordânia. Encontrado em Amã por seus irmãos e seu tio, ele escapa milagrosamente da morte. Suas balas, disparadas à queima-roupa, o ferem, mas não o matam.

Ao ler a história de Mohammed que se tornou Joseph arriscando sua vida, não podemos deixar de lembrar desta passagem do Evangelho de Lucas: Sereis traídos até por vossos pais, vossos irmãos, vossa família e vossos amigos, e matarão muitos de vós. Sereis odiados por todos por causa do meu nome. Mas nem um só cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança que obtereis a vida. (21,16-19)

Fadell Joseph vive, atualmente, no Val d’Oise(2), com sua família.




1 NdTª.: Os mulçumanos se referem aos não-muçulmanos como infiéis ou, ainda, cães infiéis. Aqui, por se tratar de um cristão: cão cristão
2 NdTª.: Val d'Oise é um departamento francês. 


GLOSSÁRIO


Aiatolá é considerado, sob as leis do Islã xiita, o mais alto dignitário na hierarquia religiosa. Para ser um aiatolá, além de conhecimento e discernimento, ele deve ser descendente direto de Maomé. Aiatolá significa ‘sinais de Alá’, isto é, o aiatolá é o expoente do conhecimento dentro do Islã Xiita.
Aisha (nome próprio que pode ser tanto masculino quanto feminino e significa: a passagem de Adão para Eva) foi a terceira esposa do Profeta Maomé e era filha de Abu Bakr, um dos companheiros de Maomé e primeiro califa do Islã, em 632 d.C. Ela era quarenta e quatro anos mais nova do que Maomé (nasceu em Meca – 614 d.C.); não se sabe ao certo com que idade foi desposada (alguns dizem seis anos, outros sete, outro, ainda, nove), mas o casamento teria sido consumado quando ela tinha cerca de quatorze anos. Quando Maomé morreu, ela tinha cerca de dezoito anos e se distanciou da vida política até ao assassinado de Otman, ou Uthman ibn Affan (570-656, que foi o terceiro califa muçulmano, sucedendo a Omar, que também fora assassinado). Aisha passou a combater o califa Ali ibn Abu Talib, mas, durante a chamada Batalha do Camelo, foi derrotada e feita prisioneira. Libertada, foi viver em Medina, onde morreu (678 d.C.). Aisha é uma figura central nesses primeiros anos do Islã. Inteligente, articulada e dona de uma memória prodigiosa, ela foi a mais querida e respeitada das mulheres do profeta, as quais eram tão assediadas por pessoas em busca de favores e influência que talvez por isso tenham sido as primeiras muçulmanas (e, por algum tempo, as únicas) a usar véu e ficar recolhidas em casa, ainda assim, só nos últimos anos da vida de Maomé.
Alá (ou Allah) é a palavra utilizada no árabe para designar Deus. Os cristãos árabes atuais utilizam termos como Allāh al-ʼAb (Deus, o Pai) para distinguir seu uso daquele feito pelos islâmicos. Existem semelhanças e diferenças entre o conceito de Deus expresso pelo Alcorão e pela Bíblia hebraica. Pensa-se, erroneamente, que Alá seja o nome próprio de um Deus particular dos muçulmanos; no entanto, o termo é utilizado também pelos cristãos e judeus de língua árabe, ao se referirem ao Deus de suas religiões. A palavra é uma contração de Al-ilāh, isto é, ‘O Deus’, e sua tradução correta é ‘Deus’, com maiúscula, porque se refere ao Deus único. A palavra ‘deus’, que se refere a qualquer outra divindade, é ilāh. Diferentemente dos cristãos e dos judeus, os muçulmanos não conferem atributos humanos a Deus, afirmando sua unidade. Dentre esses atributos, existem 99 atributos de Alá mencionados no Alcorão, os quais muitos podem ser também atribuídos a humanos, porém, nota-se que é utilizado o artigo ‘al’ (‘o...’) do árabe, para cada atributo, afirmando novamente a unicidade de Deus, tais como ‘O Clemente’ (Al-Rahmān), ‘O Querido’ (Al-’Azīz), ‘O Criador’ (Al-Khāliq), entre outros. O conjunto desses noventa e nove nomes de Alá recebe em árabe o nome de al-asmā’ al-husnà (os melhores nomes). Algumas tradições afirmam que existe um centésimo nome; dessas, muitas acreditam que o centésimo seja o próprio nome de Deus, ou seja, Alá. Curiosidade: A palavra Alá está na origem de algumas palavras do espanhol e do português como ojala/oxalá (w[a] shā-llāh, ‘queira Deus’), ‘olé’ (w[a]-llāh, ‘por Deus’) e ‘hala’ (yā-llāh, ‘oh, Deus’).
Alcorão (ou Corão) – ‘a recitação’ – é o livro sagrado do Islã. Os muçulmanos creem que o Alcorão é a palavra literal de Alá revelada ao profeta Maomé ao longo de um período de vinte e três anos. A palavra Alcorão deriva do verbo árabe que significa declamar ou recitar; é, portanto, uma ‘recitação’ ou algo que deve ser recitado. Os muçulmanos podem-se referir ao Alcorão usando um título que denota respeito, como Al-Karim (‘o Nobre’) ou Al-Azim (‘o Magnífico’). É prática generalizada nas sociedades muçulmanas que o Alcorão não seja vendido, mas dado. O Alcorão está organizado em 114 capítulos (suras – vide nota a respeito), divididas em livros, seções, partes e versículos. Considera-se que 92 capítulos foram revelados ao profeta Maomé em Meca, e 22 em Medina. Não surgiu estruturado como um livro, mas foi transcrito, a pedido de Maomé, por jovens letrados que o acompanhavam. Não se tem certeza que de Maomé soubesse ler e escrever fluentemente. O texto era preservado em materiais dispersos tão variados como folhas de tamareira, pedaços de pergaminho, omoplatas de camelos, pedras e também na memória dos primeiros seguidores. Durante as noites do Ramadã, Maomé recapitulava as revelações em uma conferência onde estavam presentes os logógrafos (escritores profissionais) e os hafiz, ou seja, pessoas que conheciam passagens de memória. Após sua morte, foram reunidos os extratos. Os três primeiros Alcorões estariam em três museus (Iraque, Egito e Uzbequistão). Somente em 1694 uma versão completa do Alcorão foi publicada no Ocidente, na cidade de Hamburgo, por Abraham Hinckelmann, um estudioso não-muçulmano. O Alcorão descreve as origens do Universo, o Homem e as suas relações entre ele e o Criador. Define leis para a sociedade, moralidade, economia e muitos outros assuntos. Para os muçulmanos, o Alcorão é a palavra de Deus, sagrada e imutável, que fornece as respostas acerca das necessidades humanas diárias, tanto espirituais como materiais. Ele discute Deus e os seus nomes e atributos, os crentes e suas virtudes, e o destino dos não-crentes (kuffar). Além do Alcorão, os muçulmanos seguem a Sunnah (ou Suna, ‘caminho trilhado’, ou seja, os meios pelos quais o Profeta aplicou e ensinou o Islã, para e com seus companheiros) e a Hadith (interpretação do Alcorão contida nos ensinamentos do Profeta). Além do Alcorão, é ensinado aos muçulmanos que Deus enviou também outros livros: o ‘livro de Ibrahim’ (que se perdeu), a ‘lei de Moisés’ (a Torá), os ‘Salmos de David’ (o Zabûr) e o ‘Evangelho de Jesus’ (o Injil). O Alcorão chama os Cristãos e os Judeus como ‘povos do Livro’ (ahl al Kitâb). Os ensinamentos do Islã englobam muitas das personagens do Judaísmo e do Cristianismo, como: Adão, Noé, Abraão, Moisés, Jesus, sua mãe Maria e João Baptista são mencionados no Alcorão como profetas do Islã. No entanto, os muçulmanos frequentemente se referem a eles por outros nomes em língua árabe, o que pode criar a ilusão de que se trata de pessoas diferentes (exemplos: Alá para Deus, Iblis para Diabo, Ibrahim para Abraão etc.). Normalmente, os muçulmanos guardam o Alcorão numa prateleira alta do quarto, em sinal de respeito pelo livro sagrado; alguns levam consigo pequenas versões para seu uso. Apenas a versão original em árabe é considerada o Alcorão; as traduções são vistas como sombras fracas do significado original. É considerado um pecado gravíssimo modificar, cortar, excluir ou adicionar as palavras do Alcorão.
Al-Fatiha, ‘A Abertura’, é o primeiro capítulo (sura) do livro sagrado dos muçulmanos. Seus sete versos são uma oração por orientação divina e um louvor ao senhorio e à misericórdia de Alá. Este capítulo tem um papel especial nas tradicionais orações diárias, por ser recitado no início de cada unidade de oração, ou rak’ah.
Basra, Baçorá, Bassorá ou Bassora (al-Baṣrah) é uma das três maiores cidades do Iraque. Capital da província de Basra, a cidade é o principal porto do País. Encontra-se às margens do rio Xatalárabe, a 55 km do Golfo Pérsico e a 545 km de Bagdá.
Califa era o líder do mundo muçulmano. O título vem da frase árabe que quer dizer ‘sucessor do Enviado de Alá’. Foi adotado por sucessores do profeta Maomé depois de sua morte, em 632 d.C. O primeiro califa, Abu Bakr, era sogro de Maomé e ordenou as conquistas árabes da Pérsia, Iraque e Oriente Médio, que só seriam alcançadas nos dois seguintes califados. Abu Bakr e seus três sucessores – Omar, Otman e Ali – são conhecidos como os califas ‘perfeitos’ ou ‘corretamente guiados’ (Al-Rashidun). O detentor deste título clama a soberania sobre todos os muçulmanos e era escolhido através de uma eleição na Majlis al Ummah, órgão que congregava as principais lideranças tribais. Com o tempo, o califado se dividiu em dois e, alguns anos depois, em três. E foi se desintegrando, até que, no final do século XII, o sultão do Egito, Saladino, reestruturou o califado através de alianças entre os estados. O título de califa deixou de existir quando a República da Turquia aboliu o Império Otomano, em 1924.
Fatwa é um pronunciamento legal no Islã, emitido por um especialista em lei religiosa, sobre um assunto específico.
Imã, imame, imamo ou imam (aquele que guia) é o pregador do culto islâmico e também designa os principais líderes religiosos do Islã que sucederam ao profeta Maomé.
Islamismo, Islão (português europeu) ou Islã (português brasileiro) (em árabe: al-Islām) é uma religião abraâmica monoteísta (cujo calendário começa a ser contado no ano 622 da Era Cristã) articulada pelo Alcorão e pelos ensinamentos e exemplos normativos (Hadith) de Maomé. Um adepto do islamismo é chamado, em português, de muçulmano. Para eles, o Islã é a versão completa e universal de uma fé primordial que foi revelada em muitas épocas e lugares anteriores, até por meio de Abraão, Moisés e Jesus, que eles consideram profetas. Os conceitos e as práticas religiosas incluem os cinco pilares do Islã [ou seja, os cinco principais atos exigidos pelo Islã: professar e aceitar o Credo (Chahada ou Shahada); orar cinco vezes ao longo do dia (Salá, Salat ou Salah); pagar dádivas rituais (Zakat ou Zakah); observar as obrigações do Ramadã (Saum ou Siyam); e fazer a peregrinação à Meca (Hajj ou Haj)], que são conceitos e atos básicos e obrigatórios de culto, e a prática da lei islâmica, que atinge praticamente todos os aspectos da vida e da sociedade, fornecendo orientação sobre temas variados. Eles estão divididos em Sunitas (ramo maior do Islã, o nome deriva da palavra Suna e se refere aos preceitos estabelecidos no século VIII baseados nos ensinamentos de Maomé e dos três califas ortodoxos) e Xiitas (vide nota a respeito).
Maomé (570 d.C. - Medina), chamado o Profeta, segundo o Islã é o último profeta do Deus de Abraão. Seu nome completo era Muhammad Bin Abdullah Bin Abdul Mutalib Bin Hachim Bin Abd Manaf Bin Kussay. Para os muçulmanos, Maomé foi precedido em seu papel de profeta por Jesus, Moisés, Davi, Jacob, Isaac, Ismael e Abraão. Como figura política, ele unificou várias tribos árabes, o que permitiu as conquistas árabes daquilo que viria a ser um império islâmico que se estendeu da Pérsia até à Península Ibérica. Não é considerado um ser divino, mas um dos mais perfeitos seres humanos. Em 610 d.C., fazendo um de seus retiros espirituais em uma caverna no Monte Hira, teria sido visitado pelo anjo Gabriel, que lhe teria ordenado que recitasse uns versos enviados por Deus, e lhe comunicou que Deus o havia escolhido como o último profeta enviado à Humanidade. Maomé obedeceu e, após sua morte, estes versos foram reunidos e integrados no Alcorão. Maomé não rejeitou completamente o Judaísmo e o Cristianismo, as duas religiões monoteístas já conhecidas pelos árabes, mas esclareceu que tinha sido enviado por Deus para restaurar os ensinamentos originais destas religiões, que tinham sido ‘corrompidos e esquecidos’. A sua morte (632 d.C. - Medina) deu origem a uma grande crise entre os seus seguidores, que originou a Islã nos ramos dos Sunitas e dos Xiitas. Os Xiitas acreditam que o profeta designou Ali ibn Abu Talib como seu sucessor, num sermão público na sua última peregrinação à cidade de Meca, mas os Sunitas discordam. Maomé foi casado dezesseis vezes, na sua maioria com mulheres viúvas, a não ser Aisha (vide nota a respeito) que era ainda uma criança.
Mesquita é um local de culto para os seguidores do Islã.
Mohammad Sadeq al-Sadr (1943-1999), também chamado de Grande Ayatollah Mohammad Sadeq al-Sadr, foi um proeminente clérigo xiita do Iraque. Sua família considera-se Sayyid, termo utilizado pelos Xiitas para designar os descendentes diretos de Maomé. Foi assassinado na cidade iraquiana de Najaf, durante o regime de Saddam Hussein.
Ramadão (português) ou Ramadã (português brasileiro), também grafado Ramadan, é o nono mês do calendário islâmico (que é lunar e, portanto, a celebração pode se dar em qualquer mês do ano, e dura entre 29 e 30 dias. O mês inicia-se com a aparição da lua no final do mês de sha’ban), durante o qual os muçulmanos praticam o seu jejum ritual (suam), e é também o quarto dos cinco pilares do Islã (arkan al-Islam – vide nota Islamismo a respeito). Este período é um tempo de renovação da fé, da prática mais intensa da caridade e vivência profunda da fraternidade e dos valores da vida familiar. Neste período pede-se ao fiel maior proximidade dos valores sagrados, leitura mais assídua do Alcorão, frequência à mesquita, correção pessoal e autodomínio. É o único mês mencionado pelo nome, por Alá, no Alcorão.
Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti (1937-2006) foi um político e estadista iraquiano e uma das principais lideranças do mundo árabe. Governou o Iraque no período de 1979–2003. Em 1979, o Xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, foi derrubado pela Revolução Islâmica, dando lugar a uma república islâmica liderada pelo Aiatolá Ruhollah Musavi Khomeini. A influência do Islã xiita revolucionário cresceu deste modo de forma abrupta, particularmente em países com grandes populações xiitas, como o Iraque. Saddam receava que as ideias radicais islâmicas, hostis ao seu domínio secular pudessem se alastrar no seu país, entre a população. Iraque e Irã iniciaram, então uma guerra aberta em 22 de Setembro de 1980. Não houve um vencedor declarado. Saddam Hussein foi julgado por um Tribunal Especial iraquiano que o condenou à morte na forca, por crimes de guerra, em 5 de novembro de 2006.
Sura, Surata ou Surat é o nome dado a cada capítulo do Alcorão, que possui 114 suras, por sua vez subdivididas em versículos (ayat). O número de versículos é de 6536 ou 6600, conforme a forma de contá-los. A maior Sura é a segunda, com 286 versículos; as Suras menores possuem apenas três versículos. Os capítulos estão dispostos aproximadamente de acordo com o seu tamanho e não de acordo com a ordem cronológica da revelação, e são tradicionalmente identificados mais pelos nomes do que pelos números. Estes receberam nomes de palavras distintivas ou de palavras que surgem no início do texto, como, por exemplo: A Vaca, A Abelha, O Figo ou A Aurora. Contudo, o conteúdo da Sura não está relacionado com o seu título.
Xiitas (do árabe ‘partido de Ali’) são o segundo maior ramo de fieis do Islã, constituindo 30% do total dos muçulmanos (o maior ramo é o dos muçulmanos Sunitas, que são 84% da totalidade dos muçulmanos). Os Xiitas consideram Ali ibn Abu Talib, o genro e primo do profeta Maomé, como o seu sucessor legítimo, e, portanto, consideram ilegítimos os três califas Sunitas que assumiram a liderança da comunidade muçulmana após a morte de Maomé.
Zaynab: Maomé casou-se com dezesseis mulheres, inclusive com uma parente, Zaynab, a esposa de um seu filho adotivo, Zayd ibn Harith Ibn Char’habil, um escravo que Khadija (primeira mulher de Maomé) dera ao Profeta, e que ele adotou como filho.

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