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Feminismo: o maior inimigo da mulher
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sábado, 29 de junho de 2013

Quem é o primeiro?

A este artigo, que recebi em mãos, mas desconheço o autor (quem for e quiser se identificar me avise), se junta outro que publicarei em seguida, “Ratzinger quer conservar o brasão”. São peças de um puzzle que será bem compreendido por muitos quando for tarde demais. Nos dias que se seguiram à eleição de Bergoglio, houve uma série de entrevistas e reportagens na mídia, como era de se esperar. Lembro que a GloboNew chamou para um debate alguns heréticos, entre os quais o indefectível Leonardo Boff, o qual explicou como a Teologia da Libertação entende o Papado”, e que “eles” esperavam exatamente isso do Bergoglio, e que veremos coisas ainda mais espantosas! Em suma, pelo que me lembro, para eles, deve mesmo haver uma separação entre o “Papa” e o “Bispo de Roma”; este seria algo como o presidente da Conferência Episcopal Italiana, e aquele seria o chefe visível da Igreja, algo como a Rainha Elisabeth. Cada País teria sua própria "igreja", administrada e comandada in loco, ou seja, a doutrina católica mudaria de País a País, conforme a cultura e a vontade popular. O elo de ligação entre as igrejas “locais” seria justamente o Papa, mas sem poder algum de mando ou decisão sobre a igreja como um todo, à moda dos protestantes. A esta igreja, dom Fellay queria quer nos arrastar.

Well, só nos resta esperar. 


Giulia d'Amore di Ugento






QUEM É O PRIMEIRO? Na publicação oficial de 2013 do Vaticano, Ratzinger permanece “Sommo Pontefice”, enquanto Bergoglio tem o mero título de “Bispo de Roma”.

Francisco-Bergoglio aprovou a inclusão de Bento- Ratzinger no Annuario Pontificio Oficial de 2013 como “Sumo Pontífice Emérito”, enquanto ele mesmo tem o mero título de “Bispo de Roma”. Este abandonou até mesmo a assinatura papal e assina simplesmente “Francesco”. Mais uma vez, Bergoglio parece não querer se apresentar, sem hesitação, como “Papa”.

De acordo com a publicação oficial do Vaticano temos um Papa, porém seu nome não é Francisco, mas Bento. A edição de 2013 do Annuario Pontificio, uma espécie de “quem é quem” da Santa Sé e da Igreja Católica, que saiu com dois meses de atraso em 23 de maio próximo passado (Domingo da Santíssima Trindade), designa Bento-Ratzinger como “Sumo Pontífice”, ainda que “Emérito”, enquanto Bergoglio-Francisco é designado meramente como “Bispo de Roma”.

Na edição de 2012, Bento-Ratzinger era designado como “Vigário de Jesus Cristo, Sucessor do Príncipe dos Apóstolos, Sumo Pontífice da Igreja Universal, Primaz da Itália, Arcebispo e Metropolitano da Província de Roma, Soberano da Cidade-Estado do Vaticano, Servo dos Servos de Deus”. Para Bergoglio, os outros títulos foram relegados a um lugar inferior, fora da página principal. Na edição de 2012, Bento-Ratzinger assinava o seu retrato oficial como “Benedictus PP XVI”. Na edição de 2013, Bergoglio assina somente “Francesco”.   

Houve um grande alvoroço no Neo-Vaticano sobre como chamar Ratzinger quando ele se tornou o Ex-Neo-Papa. Não queriam chamá-lo de "ex-Papa", provavelmente porque soaria muito parecido com "ex-esposa". Mas as autoridades do Neo-Vaticano estavam preocupadas em evitar a impressão de que haveria dois Neo-Papas na Neo-Igreja, o que resultaria em desorientação nos fiéis" - que veio a ser conhecida como “la questione dei due Papi”, a questão dos dois Papas.

Mas a decisão de Bergoglio foi exatamente na direção oposta. Ele, pessoalmente, aprovou o Anuário Pontifício 2013 que dá a Ratzinger o título papal de "Sumo Pontífice Emérito", enquanto Bergoglio autointitula-se simplesmente "Bispo de Roma", o que quase parece ser uma posição inferior. Tampouco usa a assinatura papal tradicional em seu retrato, mas mas apenas "Francesco", uma variação do "Chamem-me Jorge". [Algumas informações para este comentário foram contribuição do Serviço de Informação do Vaticano.]

Análise:

Esta notícia pode ter duas interpretações:

a) O Papa Francisco tomou a decisão baseado na sua propagada (pela mídia) humildade e para a manter falada, ou por simples ingenuidade. Mas...
b) Em prospectiva, pode se tratar de mais um passo na realização dos desígnios do CVII e dos últimos Papas: federação de todas as Igrejas Cristãs (e até as não-Cristãs – veja-se Assis) sob a presidência do Papa. Assim:
c) O Bispo de Roma seria o chefe dos Católicos;
d) O Papa (desta vez ainda emérito) seria o presidente da federação das religiões (o velho sonho maçônico).

Aguardemos o desenvolvimento e outros comentários a esta parte do Annuario Pontificio 2013.


original: http://www.traditio.com/comment/com1305.htm (dia 23 de maio).
em italiano: http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1350523.

Tradução ignorada
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segunda-feira, 4 de março de 2013

FSSPX: Entrevista de dom Fellay à Nouvelles de France

OPERAÇÃO MEMÓRIA: Não estranhem esta publicação, que parece um tanto atrasada, é mais um registro para que não se perca a memória dos fatos e não se alegue uma conveniente amnésia. Trata-se da entrevista concedida por dom Fellay à Revista Nouvelles de France, que já havíamos comentado aqui.

Entrevista concedida por dom Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, à Nouvelles de France.


Dom Fellay é o superior da FSSPX fundada por Dom Lefebvre. Ele volta à Nouvelles de France para falar sobre as tentativas de aproximação da FSSPX com Roma, que marcaram o pontificado de Bento XVI.

Excelência, o senhor avaliaria o fato de que o último grande ato do pontificado de Bento XVI pudesse ser a reintegração da Fraternidade Sacerdotal São Pio X?
Por um breve instante, pensei que, anunciando a sua renúncia, Bento XVI realizaria um último gesto para conosco. No entanto, vejo que muito dificilmente isso seja possível. Será necessário esperar provavelmente o próximo Papa. Diria inclusive que, arriscando surpreendê-lo, que há problemas mais importantes para a Igreja do que a FSSPX e, de certo modo, ao resolvê-los, o problema da FSSPX será resolvido.

Alguns dizem que o senhor deseja que Roma reconheça o rito ordinário como ilícito. Poderia nos esclarecer este ponto?

Somos muito conscientes de que é muito difícil pedir às autoridades uma condenação da nova missa. De fato, se o que deve ser corrigido o fosse, seria um grande passo.

Como assim?

Isso pode ser realizado por uma instrução da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Afinal, não é tão complicado. Penso que há mudanças importantes a serem feitas por conta das graves e perigosas deficiências que tornam esse rito condenável. A Igreja pode efetuar muito bem essas importantes correções sem se desmoralizar ou perder a sua autoridade. Mas atualmente noto a oposição de uma parte dos bispos às legítimas demandas do Papa para que se corrija, no canon da missa, a tradução de “pro multis” para “por muitos”, e não “por todos, tradução falsa que encontramos em muitos idiomas.

Deseja tratar sobre o Concílio Vaticano II?


No que diz respeito ao Vaticano II, como na missa, nós consideramos necessário esclarecer e corrigir um certo número de pontos que são errôneos ou que conduzem ao erro. Contudo, não esperamos que Roma condene o Vaticano II em pouco tempo. Ela pode recordar a verdade, corrigir discretamente os erros, salvaguardando a sua autoridade. Sem embargo, nós pensamos que a Fraternidade acrescenta a sua pedra no edifício do Senhor denunciando certos pontos litigiosos.

Concretamente, o senhor sabe bem que suas reivindicações não serão satisfeitas de um dia para o outro.

Certamente, mas progressivamente o serão, creio eu. Chegará um momento em que a situação será aceitável e poderemos estar de acordo, mesmo que hoje não pareça ser o caso.

O senhor se encontrou com Bento XVI em seus primeiros meses de pontificado. Poderia nos dizer qual foi o seu sentimento em relação a ele neste momento?

Posso dizer que me encontrei com um Papa que tinha um desejo sincero de realizar a unidade da Igreja, mesmo que nós não tenhamos chegado a um acordo. Mas, acredite, rezo por ele todos os dias.

Para o senhor, qual foi o ato mais importante de seu pontificado?


Penso, sem sombra de dúvidas, que o ato mais importante tenha sido a publicação do motu proprio Summorum Pontificum, que concede aos sacerdotes do mundo inteiro a liberdade de celebrar a missa tradicional. Ele o fez, é necessário dizer, com coragem, pois havia oposições. Creio que este ato trará frutos muito positivos a longo prazo.


FONTE E TRADUÇÃO: http://fratresinunum.com/2013/02/15/penso-sem-sombra-de-duvidas-que-o-ato-mais-importante-tenha-sido-a-publicacao-do-motu-proprio-summorum-pontificum/

  • PARA CITAR ESTA POSTAGEM: PALE IDEAS: . Março 2013. 
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA DA IGREJA: SÉ VACANTE


Não somos sedecavantistas. O que houve hoje é um sinal dos tempos. 
 
O homem sábio e prudente reza e se penitencia.
 
O tolo bate palmas.
 
 
GdA

sábado, 16 de fevereiro de 2013

DE MATTEI: A RENÚNCIA DE BENTO XVI

Considerações sobre o ato de renúncia de Bento XVI

por Roberto de Mattei (*)


Em 11 de fevereiro, dia da Festa de Nossa Senhora de Lourdes, o Santo Padre Bento XVI comunicou ao Consistório de cardeais e a todo o mundo sua decisão de renunciar ao Pontificado. O anúncio foi acolhido pelos cardeais, “quase inteiramente incrédulos”, “com sensação de confusão”, “como um raio em céu sereno”, segundo as palavras dirigidas em seguida ao Papa pelo cardeal decano Ângelo Sodano.

Se foi tão grande a confusão por parte dos cardeais, pode-se imaginar quão forte tem sido nesses dias a desorientação dos fieis, sobretudo daqueles que sempre viram em Bento XVI um ponto de referência, e agora se sentem de algum modo "órfãos", senão mesmo abandonados, em face das graves dificuldades que enfrenta a Igreja no momento presente.

No entanto, a hipótese da renúncia de um Papa ao sólio pontifício não é de todo inesperada. O presidente da Conferência Episcopal da Alemanha, Karl Lehmann, e o primaz da Bélgica, Godfried Danneels, haviam apresentado a hipótese da “renúncia” de João Paulo II, quando as condições de sua saúde haviam se deteriorado. O cardeal Ratzinger, no livro-entrevista de 2010, Luz do Mundo, havia dito ao jornalista alemão Peter Seewald que, se um Papa se dá conta de que não é mais capaz, “física, psicológica e espiritualmente, de cumprir os deveres de seu ofício, então ele tem o direito e, em certas circunstâncias, também a obrigação, de renunciar”. Ainda em 2010, cinquenta teólogos espanhóis haviam manifestado sua adesão à Carta Aberta aos bispos de todo o mundo do teólogo suíço Hans Küng, com estas palavras: “Acreditamos que o Pontificado de Bento XVI se tenha exaurido. O Papa não tem a idade nem a mentalidade para responder adequadamente aos graves e urgentes problemas com os quais a Igreja Católica se defronta. Pensamos, portanto, com o devido respeito por sua pessoa, que deve apresentar a demissão do seu cargo”. E quando, entre 2011 e 2012, alguns jornalistas como Giuliano Ferrara e Antonio Socci havia escrito sobre a possível renúncia do Papa, a hipótese havia suscitado entre os leitores mais desaprovação que consenso.

Não há dúvidas acerca do direito de um Papa de renunciar. O novo Código de Direito Canônico prevê a possibilidade de renúncia do Papa no cânon 332, parágrafo segundo, com estas palavras: “Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie a seu múnus, para a validade se requer que a renúncia seja livremente feita e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por alguém”. Nos artigos 1º e 3º da Constituição Apostólica Universi Dominicis Gregis, de 1996, sobre a vacância da Santa Sé, é prevista ademais a possibilidade de que a vacância da Sé Apostólica seja determinada não só pela morte do Papa, mas também por sua renúncia válida.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

DOM FELLAY ou o sonho não morreu!

O Non Possumus publica, em espanhol, o que o Nouvelles de France publicou em Francês. Vou resumir para vocês: 

DOM FELLAY E A QUIMERA ROMANA

 

Em uma entrevista ao Nouvelles de France, acerca das relações com Roma, dom Fellay, mais uma vez, exibe um ar de incredulidade ao declarar que esperava que, antes de fechar a conta e passar a régua, Bento XVI o receberia de volta com um lindo tapete vermelho e festa e banda e coro angelical!!! Quiçá... a púrpura!!!

E sua ingenuidade não tem fim, meus caros! Ele acredita piamente que, já que este Papa não teve a fineza de se lembrar dele antes de sair, o próximo provavelmente o fará! Creio que ele não pensa que um Müller da vida possa chegar ao trono de Pedro... E nem precisa ser o Müller em pessoa, pode ser qualquer um dos 117 cardeais votantes e que podem ser votados... Qualquer um deles tem pela Neo-FSSPX a mesma estima que lhe reserva Müller. Exceção feita, talvez, ao cardeal Ranjith, que parece ser fiel à Tradição da Igreja.

Continuando...

Adotado o estilo escorregadio tipicamente modernista, dom Fellay não responde à pergunta sobre o desejo dele de que Roma reconheça o rito ordinário (sic) como ilícito; ele escorrega. Mas a pergunta insiste, e ele responde que a Igreja pode efetuar essas “correções” importantes sem pegar mal para ela ou perder a autoridade... e que “nota”, por parte dos bispos, uma certa “oposição” ao Papa que já pediu que se corrigisse a frase “por muitos”. Santa ingenuidade!!! Como se não soubesse quem manda na Igreja hoje!

À eterna pergunta sobre o CVII, dom Fellay volta a afirmar que o concílio não é todo mal, mas tem um certo número de pontos que podem ser corrigidos... E com a ressalva de que já sabe que Roma não condenará o CVII em pouco tempo, mas que ela “pode recordar a Verdade, corrigir discretamente os erros salvaguardando sua autoridade”. Entendeu? Ele sugere que Roma, sem contar a ninguém, “conserte” as coisas aos poucos, assim mantem a autoridade, e os bobos dos bispos nem vão perceber!

Insiste no fato de que, com o tempo, e estando dentro do chiqueiro, ele vá conseguir o milagre de resolver a crise na Igreja, sem se contaminar, como aconteceu com as outras comunidades Ecclesia Dei. Sim, porque com a turminha do dom Fellay as coisas serão diferentes! Conosco não, violão!

Na pergunta seguinte, dom Fellay se entrega: o ingênuo nato! Aos ser-lhe perguntado qual sua impressão ao encontrar o Papa nos primeiros meses do Pontificado, ele candidamente responde que Bento XVI “tinha o desejo sincero de realizar a unidade da Igreja”. E se desmancha em garantia de orações diárias ao Santo Padre! Certamente, dom Fellay não lê o DICI que, atualmente, se transformou no "diário de bordo do Vaticano", pois passou a relatar tudo o que acontece por lá... deixando de lado os acontecimentos e eventos da Neo-FSSPX. O assunto preferido do Papa Bento XVI sempre foi o CVII: a pupila de seus olhos! Ultimamente, a maioria de seus discursos e conversas com o clero tem sido sobre o CVII. Ele até indulgenciou (chama-se "fomento") o estudo do CVII. Só dom Fellay não sabe disso? Esqueceu de quem se trata? Esqueceu que foi ele o algoz de Mons. Lefebvre? Esqueceu quem era o interlocutor que intermediava as conversas entre Mons. Lefebvre e João Paulo II? Que era principalmente a ele – Bento XVI – que Monsenhor se referia quando chamava as autoridades romanas de apóstatas, falsas e mentirosas? Sério, dom Fellay?

Continuando... sim, porque tem mais!

Por fim, aos ser-lhe perguntado qual o ato mais importante do Pontificado de Bento XVI, dom Fellay não pestanejou e bradou: o Motu Proprio Summorum Pontificum, aquele mesmo que taxou de “extraordinário” o rito tridentino e de “ordinário” – portanto lícito e válido – o rito da missa nova protestantizada!!! Aquela que Mons. Lefebvre combateu até o último suspiro de sua vida.

Se houver um “Oscar pela Ingenuidade” certamente dom Fellay o merece! Se é que está sendo sincero. Mas com ele é difícil saber, porque ele tem vários discursos, a depender da plateia.

Bom, agora devemos aguardar até dia 22 de fevereiro, a data limite do ultimatum dos “amigos” Müller/di Noia, com o qual ameaçaram ao superior da Neo-FSSPX, com anátemas e tudo, para que aceite os termos romanos. Se for verdade que, quando o Papa chama, ele... vai correndo, não é de se estranhar que ele aceite, mesmo fazendo birra! Afinal, há tempos eles vêm cozinhando o sapo, isto é, os fieis, para que bebam com o sorriso no rosto o amargo fel da abjuração da Fé Católica.

E se o acordo prático não vier até dia 22, não precisa estar em cólicas, viu Maretboys! Ele virá! Afinal... um novo Papa vem aí! E dom Fellay já mandou lustrar a batina para correr assim que aquele chamar!

Giulia d'Amore di Ugento 




Ajude o apostolado do Rev. Pe. Cardozo, adquirindo alguns dos itens do Edições Cristo Rei, encomendando Missas (consulte a espórtula diretamente com o rev. Padre), ou fazendo uma doação aqui:

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A renúncia de Bento XVI: da Cruz não se desce!

Como sempre, o texto do sr. Márcio é lúcido, pontual e claro. Eu acrescentaria, no entanto, que a minha decepção se extende também à renúncia. Da cruz não se desce! 


Em que pese tudo o que se possa dizer a respeito de João Paulo II, ele tem o mérito de ter suportado a sua cruz até o fim, humildemente (ele sim) e pelo bem da Igreja: neste aspecto, foi um bem, seja por evitar o escândalo da renúncia, seja porque manteve o Papado como o bem indisponível que é, seja pelo exemplo negativo e pernicioso que poderia dar: daqui para frente qualquer marido que não "tiver forças" para suportar uma "relação infeliz" se achará no direito de "abdicar" do casamento. Qualquer pai, porque cansado, exausto, velho, desempregado, poderá abandonar seus filhos pelo caminho: os filhos que Deus lhe deu. Qualquer padrinho, porque sem ânimo de cuidar da vida espiritual do afilhado poderá deixá-lo ao léu. Qualquer padre que não tiver lá muita vocação poderá entrar na Justiça Trabalhista e exigir seus direitos como outro trabalhador qualquer. Qualquer fiel poderá simplesmente depositar sua cruz e escolher a lauta aposentadoria espiritual. Se até o Papa renuncia... porque não eu?  

O Papa é, antes de tudo, um pai. É o pai espiritual de todos os católicos, que Deus lhe confiou. A cada novo Batismo, o Papa ganha mais um filho. A Paternidade espiritual é um bem indisponível! A paternidade física também, mas hoje em dia os homens já não são mais homens, já não tem mais brio. E que exemplo o Papa lhes dá ao renunciar à paternidade espiritual? 

Não há justificativas plausíveis para renunciar, sobretudo no caso de Bento XVI. Há apenas oito anos, ele sabia que hoje seria oito anos mais velho. Também sabia que a velhice costuma trazer inconvenientes como os graves problemas de saúde - lembrando que os problemas de saúde de João Paulo II eram bem mais graves, e Bento XVI os testemunhou pessoalmente, ao vivo e a cores, e os reconhecia como louváveis; aliás, na época, chegou a dizer que isso era o que se esperava de um Papa e que "somente Deus pode licenciar um Papa" (vide video abaixo)! Além disso, os problemas internos provocados pelo "caldeirão de sensibilidades" que é hoje a Igreja já subsistiam, e nem se pode dizer que hoje sejam mais ou piores do que já eram há apenas oito anos; ou que estão em um nível extremamente insuportável para... um Papa. Bento XVI também conhecia os "podres" da Igreja, portanto o Vatileaks não pode tê-lo escandalizado - falo de novo nisso mais adiante - a tal ponto que provocasse uma (repito: injustificável) renúncia! Há pessoas que veem romanticamente o Papa em êxtase, alheio ao que acontece a seu redor; quiçá por ser um intelectual, ou pela veste branca... ¿Que sé yo? Vá lá, podem ter lhe escapado as mãos leves do mordomo, que, como todo ladrão, não dava certamente pinta por aí, mas da maioria dos demais rumores... certamente sabia! 

De qualquer maneira, nenhum desses é motivo para alguém renunciar ao que não lhe pertence! O Papado não pertence ao Papa. O fato de ter previsão legal e ter havido bem sete renúncias antes desta não abre um precedente nem justifica essa perniciosa decisão. 

É como dispor da vida, que é um bem que Deus nos deu, mas não nos pertence. É como um Pai deixar de ser Pai porque está cansado, porque não tem mais forças... O Espírito Santo escolheu o Cardeal Ratzinger por algum motivo que hoje não podemos compreender, mas Bento XVI não pode dispor do Papado, que, aliás, livremente aceitou. E não pode porque a uma distância de apenas oito anos não há nada que justifique uma decisão destas. Volto ao tema mais adiante.

Claro está que não é uma decisão que ele tomou na manhã do dia 11 de fevereiro. Fala-se de um ano antes, ou mais. Depois, é claro que começou a preparar a sua sucessão, a organizar a sua saída. E quem ele colocou nos postos-chaves da Curia Romana, das Sagradas Congregações? Pior, quem ele alçou a cardeais votantes de um conclave que ele já sabia que haveria? Basta ver os nomes para ter um panorama de que Igreja ele quer para o futuro próximo. 

Dos nomes aptos a votar e ser votados, há somente um nome que (aparentemente) é fiel à Tradição da Igreja: o Cardeal Ranjith. Os demais são modernistas, de pai, mãe e parteira. Alguns estão envolvidos em escândalos (como amizade e apoio a grupos Gays ou muçulmanos, a Assis III; ou como o Vatileaks Affair) e nem deveriam ter sido nomeados... 

Para mim, a renúncia, abdicação, demissão ou qualquer nome que se queira dar a este imbroglio, nada mais é do que o coroamento da pós-modernidade que ele inaugurou na Igreja. João Paulo II entra para a História como o Papa da Modernidade; Bento XVI, como o Papa da Pós-Modernidade (leia-se Relativismo), relativizando o símbolo maior da Igreja Católica, o que lhe dá a visibilidade necessária e única: o Papado.

Voltando à decisão e ao Vatileaks, há outra hipóteste, mas eu me reservo o direito de não ser eu o aráuto desta desgraça; que outros tornem público o que eu descobri. 

Deixo em aberto este tema. Um dia lamentavelmente voltarei a ele. Agora, enquanto aguardamos o resultado de outro ultimatum, aquele lançado à Neo-FSSPX por Müller (que corre por fora na corrida ao trono de Pedro), vamos ler o brilhante texto do sr. Márcio, do In Tribulatione patientes.

Giulia d'Amore di Ugento





Sobre a renúncia de Bento XVI


Bento XVI foi uma decepção. Não por causa da renúncia. Antes fosse somente isto.
Quando tomava suas primeiras atitudes naquilo que parecia ser a direção da Tradição, alguns puderam acreditar sinceramente nele. E eu me incluía neste grupo. Mas, claramente, aquele começo era muito tímido. A primeira coisa que imaginei era que ele precisava vencer a resistência dos liberais. E fiquei aguardando os passos firmes na direção da Tradição, mas eles não vieram.
O que veio, sim, foram muitas informações sobre a vida e o pensamento de Bento XVI. Quem procura acha. E eu sempre procurei informação. Preocupado com a crise na Igreja, eu li, e li muito. E as leituras sérias sobre a crise em que vivemos não podem deixar de tratar dos protagonistas da história recente da Igreja, sendo que um dos quais é exatamente Bento XVI. Infelizmente, a única conclusão a que pude chegar é que, se eu tivesse conhecido Joseph Ratzinger, não teria em momento algum me entusiasmado com Bento XVI. É triste mas é verdade. Ele teve uma formação relativista, foi um perito do Vaticano II, tinha um círculo de amizades modernista. Pior, tinha ideias muito heterodoxas, as quais nunca renegou formalmente. Participou do silenciamento da mensagem de Fátima. Perseguiu Dom Lefebvre. Somente desconhecendo sua história e seu pensamento é que alguém poderia de boa fé acreditar que ele seria o papa da restauração.
Somando-se a isto, os fatos de seu pontificado como, por exemplo, a reunião de Assis III e a nomeação de um herege do tipo de Dom Müller como guardião da Fé, já não há quem possa alegar ingenuidade. Não há como dizer que Bento XVI pudesse querer restaurar a Tradição. O que está destruindo tudo o que pode ser destruído na Igreja, mais do que qualquer heresia, é o falso conceito de obediência, este “bom-mocismo” cego e piegas. Rezamos sim, por Bento XVI, para que salve sua alma, mas não podemos ficar quietos diante do que ele pensa e faz, porque em muito se afasta da ortodoxia católica.
Tocando no assunto da renúncia, um ponto importante que já foi observado por várias pessoas, e com o qual concordamos, é que a atitude de Bento XVI abre um perigoso precedente na Igreja.
Sobre os motivos da renúncia, já estamos em um ponto bem mais controverso, uma vez que é difícil acreditar que seja realmente o estado de saúde que determinou a decisão papal. Mesmo não sendo nós os médicos de Bento XVI para conhecer sua saúde, os outros fatores em jogo são muito fortes para serem desprezados a priori. Por isso, trabalhamos com hipóteses.
O mais cogitado seria um plano para substituir Bento XVI por um papa (ainda mais) liberal. Bento XVI não é absolutamente conservador mas, em comparação, existem outros muito mais “progressistas”. Há muitos que gostariam de levar os princípios liberais triunfantes no Vaticano II até às últimas consequências. Rezamos para que nenhum deles suba ao trono de Pedro.
Mas, pode haver outra explicação. Bento XVI tentou transformar a FSSPX em mais uma comunidade Ecclesia Dei, silenciada e dócil, mas não conseguiu. O que poderia estar acontecendo agora seria a execução do Plano “B”. Por exemplo, já há notícias de um novo ultimato de Roma para a FSSPX para o dia 22 de Fevereiro. Que bela coincidência! Uma das mentiras acordistas era a de que Bento XVI poderia estar oferecendo à FSSPX a sua última oportunidade de ser regularizada, já que não se sabia quem poderia ser o próximo papa. Agora, criou-se uma situação na qual o papado de Bento XVI tem data certa para se findar e, curiosamente, novo ultimato é feito para que não se recuse a oferta imperdível…  Estariam eles lançando uma última cartada? E, se não conseguirem fisgar a FSSPX, estariam preparando um próximo papa para modificar a política de Bento XVI e tentar de outras formas a capitulação definitiva da Tradição?
Independente de qual hipótese seja verdadeira, qualquer católico que queira manter sua Fé vai ter que continuar lutando muito contra os “católicos” liberais. Sabendo que existem muitos lobos infiltrados na Igreja, levantamos as hipóteses para ficarmos atentos e precavidos. Mas, muito mais importante do que isto é saber que vamos ter que lutar muito contra os liberais. Bom seria se tivéssemos um papa realmente conservador, tradicionalista e determinado a combater os lobos modernistas. Combateríamos com gosto ao lado dele nestes tempos de provação. Mas, venha o que vier, confiamos na Divina Providência e vamos continuar rezando e trabalhando pelo bem da Igreja.
Fonte: In Tribulatione patientes.


"SOMENTE DEUS PODE LICENCIAR UM PAPA!"

 




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