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domingo, 15 de julho de 2018

Nosso Senhor não nos deixa sós nas tentações




Nosso Senhor não nos deixa sós nas tentações 


(...) Magnífica também a história do combate de Santa Catarina de Sena, sempre sobre o mesmo tema. Eis-la aqui, brevemente: 

O espírito maligno recebera de Deus a licença para atacar a castidade daquela santa virgem com toda a raiva que quisesse, contanto que não a tocasse. Se pôs, então, à obra, insinuando-lhe no coração todo tipo de obscenidades e, para criar nela uma emoção ainda mais forte, se-lhe apresentou, com todos os seus diabos com aparência de homens e mulheres, os quais se exibiam diante dela, em todo tipo de obscenidade e de indecências, e com palavras e convites indecentes; não obstante todas aquelas manifestações fossem exteriores, contudo, por meio dos sentidos, penetravam muito profundamente no coração da jovem mulher; o coração estava saturado daquilo. Livre dessa tormenta de obscenidades e de prazeres carnais, lhe restava apenas a sutil e pura vontade superior.  

Isso tudo durou por muito tempo; até que um dia lhe apareceu Nosso Senhor. Logo lhe perguntou: “Onde estavas, meu doce Senhor, quando o meu coração estava tão cheio de trevas e de feiuras?”. Respondeu o Senhor: “Filha minha, Eu estava em teu coração”. “E como”, replicou ela, “podias habitar em meu coração, onde havia tantas obscenidades? Tu habitas em lugares tão vergonhosos?”. Respondeu-lhe Nosso Senhor: “Me diga, aqueles pensamentos sujos do teu coração te davam prazer ou tristeza, amargura ou deleite?”. E ela: “Grande amargura e tristeza”. Replicou-lhe o Senhor: “Quem colocava aquela grande tristeza e amargura no teu coração se não eu que me mantinha escondido na profundeza de tua alma? Creia-me, filha minha, se Eu não estivesse presente, aqueles pensamentos que premiam ao redor de tua vontade sem a poder dobrar, sem mim a teriam vencido e nela teriam penetrado, e o teu livre arbítrio os teria acolhido com prazer, e assim teria dado à morte a tua alma; mas, como Eu estava nela, inculcava desgosto e resistência ao teu coração, de modo que com todas as forças não cedesse à tentação. Não podendo aniquilar a tentação, como teria gostado, provava um desgosto ainda maior e um ódio mais profundo contra ela e contra si mesma; e assim aqueles tormentos eram um grande mérito e uma grande vitória para ti, um grande crescimento de tua virtude e de tua força”. 

São Francisco de Sales, Filotéia ou a Introdução à Vida Devota, Parte IV, Capítulo 4: Avisos necessários contra as tentações mais comuns: Dois belos exemplos sobre este assunto (tentação). 



AVISO: Este livro é essencial em uma biblioteca católica:  

Aqui pode ser lido online: https://rumoasantidade.com.br/livro-filoteia-introducao-vida-devota/#sumario(é um site modernista, mas esta obra é de 1958)
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Em PDF: http://alexandriacatolica.blogspot.com/2010/12/filoteia.html


   

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