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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Missão Nossa Senhora de Oropa de Cachoeira Paulista/SP

Missões Cristo Rei em festa! Nasce mais uma Missão: Missão Nossa Senhora de Oropa de Cachoeira Paulista/SP! 



  

Foi fundada, ontem, 17 de janeiro de 2017, a mais nova Missão das Missões Cristo Rei, a Missão Nossa Senhora de Oropa, com a finalidade de desagravar o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, pelos agravos que recebem na cidade de Cachoeira Paulista (SP), e daqui para todo o País. A Missão recebeu a benção o Rev. Pe. Cardozo, que foi muito inspirado em suas palavras.  

O responsável pela Missão é o sr. Giovanni Corgnati. Endereço e contato, vide aqui.  


Sr. Geovanni e sra. Célia com Pe. Cardozo

*   *   *

Breve resumo da história de Nossa Senhora de Oropa 


No Piemonte, na Itália, a nordeste de Biella e a uma altitude de 1200 metros, encontra-se o Vale de Oropa. Ali, foi construído no século IV o imponente Santuário dedicado a Maria Santíssima, que recebeu o título de Nossa Senhora de Oropa.  

Esta imagem de Nossa Senhora, chegou à Itália no século IV, trazida por Santo Eusébio da Palestina. Esculpida em madeira de cedro – acredita-se que por São Lucas – com sorriso delicado e austero, a imagem representa Nossa Senhora que apresenta o Menino Jesus no Templo e segura a moeda que se devia levar ao Templo nessa ocasião. O Menino Jesus leva uma pomba em uma das mãos, e tem a outra erguida para abençoar. Assim é a imagem original. Depois foram feitas réplicas da imagem com a moeda pendurada no braço de Nossa Senhora, enquanto sua mão segura o globo terrestre. 

Santo Eusébio, por causa da perseguição ariana, fugiu para as montanhas, levando sua "Madonna", e a escondeu na cavidade de um grande rochedo. Em 369, foi construída aí uma capela e depois um Santuário, a 1200 metros de altura, nos Alpes italianos, que é considerado um dos mais antigos do Ocidente, florescendo aí um culto ininterrupto nos séculos seguintes, com peregrinações de peregrinos que acorriam em busca das bênçãos e socorros de Nossa Senhora.

Há uma lenda (por volta de 1400) que narra que tentaram, sem sucesso, levar a imagem para Biella (cidade a 100 quilômetros de Milão), porque era a maior e mais importante a cidade daquela região. Depois de caminharem alguns quilômetros, a imagem tornou-se tão pesada que foi impossível carregá-la adiante. Assim, aquelas pessoas compreenderam que era vontade da Santíssima Virgem que a imagem permanecesse no Vale de Oropa. Resolveram, então, levá-la novamente para o seu lugar e o peso da imagem voltou ao seu normal. No local onde a imagem parou, construíram uma capela para perpetuar o acontecimento, que os peregrinos podem contemplar quando passam por lá. Recebeu o nome de “Capela do Transporte”. 

Em 1599, a cidade de Biella, para se ver livre novamente da peste, pois já a tinha livrado em outras ocasiões, comprometeu-se a tomar sobre si uma parte dos encargos para a manutenção do Santuário e a aceleração da construção da Basílica. 




A primeira Missa do Santuário de Oropa foi celebrada em 1600, quando havia se tornado uma Basílica.  Atualmente, além do convento e das muitas capelas anexas à Basílica, foi construída outra grande igreja, e de sua alta cúpula rezou-se a primeira Missa em 21 de setembro de 1941.

Em 1620, a imagem foi coroada pela primeira vez, pelos antigos reis de Savóia, na presença de 25 mil pessoas, ocasião em que, de acordo com a tradição, foram presenciados sete milagres por intercessão de Nossa Senhora. 

Uma segunda coroação foi feita em 1720, e os peregrinos que assistiram a ela tiveram a felicidade de ver, no ato da coroação, uma coroa de estrelas sobre Oropa, bem como um cometa que parecia querer cair naquele privilegiado lugar. 

Em 1820, a festa da coroação reuniu 100 mil fiéis no vale d’Oropa. A quarta coroação coincidiu com o tempo difícil dos primeiros anos após a I Guerra Mundial. O cardeal Teodoro Valfré di Bonzo (1853-1922), presidiu, como legado do Santo Padre, a grandiosa solenidade, na qual tomaram parte muitos cardeais, bispos e outras altas dignidades da Igreja católica.

No fim da última guerra mundial, a imagem milagrosa foi escondida, e colocada em seu lugar uma cópia muito bem feita. Passados os dias de apreensões e cuidados, a imagem verdadeira foi novamente colocada em seu lugar, mas sem a coroa e seus valiosos enfeites.

Santo Eusébio foi o primeiro a fundar no Ocidente um convento (em Vercelli) e, quando mais tarde voltou para o vale d’Oropa, reuniu em torno de si fiéis discípulos que depois viveram como eremitas, seguindo as regras de São Bento. Esses eremitas cuidaram do santuário até o século XV, suportando os efeitos das invasões dos godos, dos hunos e dos lombardos, completamente isolados do resto do mundo católico. O santuário não foi atingido pelas devastações dos bárbaros, pois estava situado na montanha, longe da passagem dos destruidores. As mesmas vicissitudes foram vividas pelos italianos quando os sarracenos ocuparam o Piemonte, do ano 904 a 1006.  




Apenas no século XI pôde afinal o vale d’Oropa ter paz e sossego, começando as peregrinações a regularizar-se, até que a igreja e o convento precisaram ser aumentados. No século XVII, foram chamados para administrar o santuário padres seculares, pertencentes à Ordem Terceira de São Francisco, que seguiram as regras de Santo Eusébio, sendo substituídos por redentoristas em 1918. 

Das grandes procissões realizadas no decorrer do ano litúrgico, salientam-se as que se fazem em 21 de novembro, 15 de agosto e 8 de setembro, assim como a “procissão da peste”, no dia 1º de maio, em homenagem a Nossa Senhora de Oropa, organizada pelos habitantes de Biella. Além disso, no mês de julho, uma procissão parte da região do Vale de Aosta, na fronteira com a França, com centenas de peregrinos que caminham por 12 horas pelas montanhas e chegam a Vale de Oropa para homenagear a "Madonna Nera" (Virgem Negra). Promessas e agradecimentos são comuns não só entre os italianos mas também entre franceses, alemães e até brasileiros que nos últimos tempos passam pelo local. 

Acerca do título de Virgem Negra: “Uma das curiosidades sobre a estátua é que ela não tinha o rosto escuro. Supõe-se que tenha sido pintada ou adquirido a cor preta devido a fumaça das velas acesas ao seu redor”, conta a responsável pela comunicação do Santuário de Oropa, Linda Angeli, que esclarece, ainda, que “só na Europa existem mais de 700 Virgens Negras”. A imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil também é considerada uma “Virgens Negras” e também deve sua cor à fuligem das velas.  




Outra curiosidade inexplicável é que o rosto e as mãos da milagrosa imagem nunca são atingidos pelo pó, apesar de ninguém jamais espaná-los. Qualquer peregrino pode contemplar esse milagre com os próprios olhos. A poeira se instala por toda ela exceto no rosto. 

Fontes: 
http://blogs.oglobo.globo.com/milao/post/conheca-nossa-senhora-negra-de-oropa-na-italia-555122.html
http://catolicos.vialumina.com.br/index.php/curiosidades/historias-de-nossa-senhora/nossa-senhora-de-oropa 
http://sagradafamiliaitu.com.br/index.php/nossa-senhora-doropa 

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