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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Mons. Lefebvre: “Roma perdeu a fé, queridos amigos, Roma está na apostasia"

Mons. Lefebvre: “Roma perdeu a fé, queridos amigos, Roma está na apostasia. Estas não são palavras, não são palavras (disparadas) no ar que vos digo, é a verdade! Roma está na apostasia. Não podemos mais dar confiança a essa gente”.

O Mons. Marcel Lefebvre, escreveu, em 29 de junho de 1976, por ocasião da sua suspensão “a divinis” por Paulo VI, a seguinte reflexão:

“Que a Igreja Conciliar é uma Igreja cismática, porque rompe com a Igreja Católica qual sempre foi. Ela tem os seus novos dogmas, o seu novo sacerdócio, as suas novas instituições, o seu novo culto, todos já condenados pela Igreja em muitos documentos, oficiais e definitivos. Esta Igreja Conciliar é cismática porque tomou por base, para o seu aggiornamento, princípios opostos aos da Igreja Católica, como o novo conceito da Missa expressa nos números 5, do Prefácio do [decreto] ‘Missale Romanum’, e 7, de seu primeiro capítulo, que atribui à assembleia um papel sacerdotal que não pode exercer; como, similarmente, o natural – vale dizer aqui: divino – direito de toda pessoa e de todo grupo de pessoas à liberdade religiosa. Este direito à liberdade religiosa é blasfemo, pois atribui a Deus escopos que destroem a Sua Majestade, a Sua Glória, a Sua Realeza. Este direito implica liberdade de consciência, liberdade de pensamento, e todas as liberdades maçônicas. A Igreja que afirma tais erros é ao mesmo tempo cismática e herética. Esta Igreja Conciliar é, portanto, não católica. Na medida em que Papa, bispos, sacerdotes e fiéis aderirem a esta nova Igreja, eles se separam da Igreja Católica”.

Monsenhor Lefebvre, justo um ano antes de sua Consagração de quatro bispos para a Fraternidade São Pio X, em uma “Carta aos Futuros Bispos”, de 29 de agosto de 1987 expressava o que segue:

“Meus queridos amigos, A Sé de Pedro e os postos de autoridade em Roma sendo ocupados por anticristos, a destruição do Reino de Nosso Senhor é conduzida rapidamente, também dentro de seu Corpo Místico aqui na Terra, especialmente através da corrupção da Santa Missa, que é tanto a expressão magnífica do triunfo Nosso Senhor na Cruz – Regnavit a Ligno Deus – quanto a fonte da extensão do Seu Reino sobre as almas e sobre as sociedades”.


S.E. Dom Castro Mayer, em uma entrevista ao Jornal da Tarde, afirmava:

“A Igreja que adere formalmente e totalmente ao Vaticano II, com as suas heresias, não é, nem poderia ser, a Igreja de Jesus Cristo. Para pertencer à Igreja Católica, à Igreja de Jesus Cristo, é necessário ter a Fé, isto é, não duvidar ou negar qualquer artigo da Revelação. Pois bem, a Igreja do Vaticano II aceita doutrinas que são heréticas, como já vimos” (“The Roman Catholic”, agosto de 1985).


Em novembro de 1983, os Bispos Lefebvre e Castro Mayer, enviaram a João Paulo II uma Carta Aberta com um Manifesto Episcopal: “A situação da Igreja, há vinte anos, é tal que ela parece uma cidade ocupada. Milhares de sacerdotes e milhões de fiéis vivem angustiados e perplexos por causa da ‘autodestruição da Igreja’. Os erros contidos nos documentos do Vaticano II, as reformas pós-conciliares e, particularmente, a Reforma litúrgica, os falsos conceitos difundidos por documentos oficiais, os abusos de poder cometidos pela hierarquia, os jogam na perturbação e no desconforto [...]”.


Mons. Castro-Mayer, em uma entrevista ao “Jornal da Tarde” de São Paulo, intitulada “A Igreja de João Paulo II não é a Igreja de Cristo”, declarou publicamente que o Vaticano II, com a declaração ‘Dignitatis Humanae’, proclamou heresias objetivas pelas quais: A Igreja que adere formalmente e totalmente ao Vaticano II, com suas heresias, não é nem pode ser a Igreja de Jesus Cristo. Aqueles que seguem ou aplicam esta doutrina demonstram uma pertinácia que normalmente configura a heresia formal. Ainda, não os acusamos categoricamente de tal pertinácia para dirimir a mínima possibilidade de ignorância sobre assuntos tão graves. Mas se pode não ser clara a pertinácia na efetiva ofensa à Fé, esta pertinácia se manifesta na omissão em defendê-la.



ROMA ESTÁ NA APOSTASIA


Em relação à retomada de contatos com Roma. Colocarei a questão no nível doutrinal: 
“Estais de acordo com as grandes Encíclicas de todos os Papas que vos precederam? Estais de acordo com a ‘Quanta Cura’ de Pio IX, com a ‘Immortale Dei’ e a ‘Libertas’ de Leão XIII, com a ‘Pascendi’ de Pio X, com a ‘Quas Primas’ de Pio XI, com a ‘Humani Generis’ de Pio XII? Aceitais ainda o Juramento Antimodernista? Sois ainda a favor do Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo? Se não aceitais a Doutrina de vossos antecessores, é inútil falarmos. Enquanto não tiverdes aceitado reformar o Concílio considerando a doutrina destes Papas que vos precederam, não há diálogo possível. É inútil. As posições ficariam, assim, mais claras”. (Conferência realizada no retiro para sacerdotes em Ecône, em 04 de setembro de 1987, “Sous la Bannière”, n. 133, outubro de 2007, p.4).

“É preciso resistir, absolutamente resistir, resistir a qualquer custo. E agora chegou ao que, sem dúvida, vos interessa; mas eu digo: Roma perdeu a Fé, queridos amigos, Roma está na apostasia. Estas não são palavras, não são palavras (disparadas) no ar que vos digo, é a verdade! Roma está na apostasia. Não se pode mais dar confiança a essa gente. Eles abandonaram a Igreja; abandonam a Igreja, é certo, certo, certo. O resumi ao Cardeal Ratzinger em poucas palavras, porque digamos que é difícil resumir toda esta situação, mas eu lhe disse: ‘Eminência, mesmo se Vós nos concedeis um Bispo, mesmo se nos concedeis certa autonomia em relação aos Bispos, mesmo se nos outorgasse toda a liturgia vigente até 1962 e nos permitisse continuar a obra dos seminários da Fraternidade tal como o fazemos atualmente, nós não poderíamos colaborar conVosco; é impossível, impossível, porque nós trabalhamos em duas direções diametralmente opostas: Vós trabalhais em prol da descristianização da sociedade, da pessoa humana e da Igreja, enquanto nossos esforços estão dirigidos para a cristianização. Não podemos, portanto, nos entender’.

Então lhe disse: Para nós, Cristo é tudo; Nosso Senhor Jesus Cristo é tudo, é a nossa vida: a Igreja é o Nosso Senhor Jesus Cristo, é Sua Esposa mística. O sacerdote é um outro Cristo; a sua Missa é o Sacrifício de Jesus Cristo, é o triunfo de Jesus Cristo, através da cruz. O nosso seminário: lá se tende para o Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo: Eis o que somos. E Vós, Vós fazei o contrário. Vós acabai de me dizer que a sociedade não deve ser cristã, não pode ser cristã; que seria contra a natureza da sociedade (ser cristã)!

Acabai de querer me provar que Nosso Senhor Jesus Cristo não pode e não deve reinar na sociedade! Vós quereis provar que a consciência humana é livre diante de Nosso Senhor Jesus Cristo! — ‘É preciso deixar=lhe a liberdade e um espaço vital autônomo’, como dizeis vós. Esta é a descristianização. Pois bem, nós somos ao contrário somos pela cristianização. Não podemos, portanto, nos entender. E é isso, garanto-vos, é este o resumo. Não se pode seguir aquela gente lá. A Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo é contra o ecumenismo e a liberdade religiosa e a apostasia. Já não creem mais na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que deve reinar. Por quê? Porque isso vai contra o ecumenismo. Eis a verdade. Isso vai contra o ecumenismo e liberdade religiosa.

A liberdade religiosa e o ecumenismo se tocam, são a mesma coisa. Porque, se a sociedade é cristã, se Nosso Senhor reina sobre a sociedade, então, como poderá estar bem com os judeus, com os protestantes, com os muçulmanos, com os budistas etc.? Não se poderá mais fazer o ecumenismo, não será mais possível. Então, escondemos a cruz de Jesus Cristo, escondemos Nosso Senhor Jesus Cristo, não falamos mais de Nosso Senhor Jesus Cristo na sociedade, a sociedade multi-religiosa pluralista etc. Não, isso não é possível, não é possível! Da mesma forma quanto a personalidade humana livre, é verdadeiro, ela também está sendo descristianizada. Ela tem que crer, não é livre, deve crer, do contrário é condenada. É Nosso Senhor que o disse. É verdade ou não é verdade? Então, se deve crer, não é mais livre. A liberdade de consciência, o espaço social autónomo para todos os sentimentos religiosos e ideias religiosas que o homem pode conceber em sua consciência: eu vos pergunto. Evidentemente, por trás de tudo isso há a moralidade que segue. Não há somente as ideias; por trás das ideias há, evidentemente, o espaço social autônomo? Até mesmo em relação à ordem pública se é livre, a sociedade não tem nada a ver. É inconcebível, inconcebível.

Essas coisas ele m’as disse em 14 de julho por querer provar que o Estado não deveria ter religião. E que isso corresponderia à natureza do Estado. Então, lhe disse: Mas, realmente, há quinze séculos da Igreja que vão em sentido contrário ao que Vós dizei. Realmente, Vossa Eminência.!

Contudo. E as unções dos reis e dos príncipes, o que eram? Era a súplica, o pedido dirigido a Deus para lhes dar a Fé católica, lhes dar a força para manter a Fé católica em seus países, para difundir o costume cristão, as virtudes cristãs, para defender a Igreja contra os seus inimigos etc.

Era esta a unção dos reis. Lhes davam a espada, para que? Para defender a Cristandade contra os inimigos da Fé: Ah, mas iro era um período singular e anômalo. Isto, depois... não é ruim. É anômalo. Nós (Ratzinger) nos reportamos ao Evangelho. Reportar-se ao Evangelho, vos pergunto, é fácil de dizer. É absolutamente falso. Como se São Paulo não tivesse dito: ‘oportet illum regnare’. Deve reinar Todo, e pelo Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo no Evangelho, vejamos. Em suma, de qualquer maneira! Ou então não há mais Evangelho.

Então, como quereis que possamos confiar nesta gente? Não é mais possível”.

Fideliter n. 66 – Setembro-Outubro 1988 

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