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sábado, 2 de janeiro de 2016

Declaração sobre a Missa Nova - Mons. Lefebvre

AVISO AOS LEITORES: Estou out do Facebook por causa da Quaresma, mas tive que voltar porque me avisaram que um mentecapto anda espalhando MENTIRAS no facebook, dizendo que Dom Lefebvre dizia que se deve ir à missa nova para cumprir o preceito dominical, e que essa MENTIRA está publicada neste blog. Aqui o "convite" do infeliz: 
Caros amigos Católicos, a Missa no rito ordinário do Missal Romano que você assiste é válida?
Convido-vos a lerem a matéria publicada num valioso site de Católicos da Tradição chamado “Pale Ideas”, uma matéria sobre as condições em que a "Missa nova" é válida.
Lá, o Dom Lefebre nos explica que não se pode duvidar de uma Missa celebrada por um sacerdote validamente ordenado, desejoso de celebrá-la dignamente e cumprindo as condições essenciais de matéria, forma e intenção. 
Sendo assim, na falta de uma Missa no rito Extraordinário do Missal Romano, podemos (e devemos) assistir a uma Missa no rito Ordinário do Missal Romano, para atender ao preceito dominical.

Esse mentecapto usa de malabarismos intelectuais - em que pese ter uma intelectualidade defeituosa - para justificar você expor sua preciosa alma - que custou o Sangue de um Deus bom - em uma missa protestantizada do Vaticano II. 

Em momento algum Dom Lefebvre diz que se pode (e deve) ir a uma missa nova para atender ao preceito dominical. 

Esse pérfido é um modernista que brinca de Tradição, um dos chamados tradcon. Se vê de cara, pela linguagem que usa. Um tradicionalista de verdade não chama a Missa Tridentina de "rito extraordinário", simplesmente porque a missa nova não é rito ordinário da IGREJA CATÓLICA, mas resto de esgoto que saiu do Vaticano II para enganar as almas. E se a missa nova não é rito ordinário... para que haveria um rito extraordinário? Extraordinária é a desonestidade intelectual desse pervertido que quer usar o Pale Ideas para espalhar o erro. 

Assim, alerto aos leitores que chegarem até o Pale Ideas por causa do convite desse mentecapto, que não se deixem enganar. Primeiro, porque os textos não devem ser lidos fora do contexto e sem atentar para a cronologiaDom Lefebvre falava em 1979, quando as coisas não estavam no nível que estão hoje. Àquela época, era possível que ainda houvesse  algum padre validamente ordenado e que consagrasse validamente. Sabemos que Nosso Senhor Jesus Cristo está presente até mesmo em uma Missa Negra SE (leia bem, seu mentecapto, SE) os requisitos de validade forem observados, e com certeza na Missa Negra o são, porque os satanistas fazem questão de ofender a Deus. Mas, hoje em dia, na missa nova quem poderia jurar sobre a Escritura que aquele padre é validamente ordenado e que ele consagra validamente e faz como a intenção que a Igreja faz? E... Igreja CATÓLICA

A imbecilidade não tem limites e não tem fim.  

Nos tempos da Revolução Francesa, os padres traidores juravam à Constituição Revolucionária e por isso eram chamados padres juramentados e as missas deles eram chamadas missas juramentadas. Os católicos que queriam permanecer católicos não iam àquelas Missas, e olhem que eram MISSAS TRIDENTINAS!!! E não iam não porque não fossem devidamente rezadas, mas porque eram missas que não agradavam a Deus

Se esse mentecapto estivesse certo, então seria lícito ir a uma Missa Negra, porque Nosso Senhor Jesus Cristo estará lá. Mas... você iria? Sabendo que Cristo está lá, mas que está lá obrigado? E que isso desagrada a Deus? Claro que não. E com a missa nova é a mesma coisa. válida ou não, É UMA MISSA QUE DESAGRADA A DEUS, porque é uma missa espúria, adulterada, de doutrina CORROMPIDA. 

O que fazer, então? Fique em casa e santifique os domingos e dias santos, como fizeram milhões de católicos antes de nós e que viviam na mesma situação! E como se santifica? Rezando o Rosário e lendo as leituras do dia ou outras leituras piedosas. Quem sabe um mínimo de História da Igreja, conhece os católicos da Vendéia, que santificavam os domingos assim, quando não tinha Missa. E também conhece os católicos do Japão que ficaram TRÊS SÉCULOS sem padres, sem Missas, sem Sacramentos e nasceram, viveram, se casaram e morreram CATÓLICOS. 

Além do mais, o preceito se cumpre QUANDO É POSSÍVEL. Quando não é possível, não se buscam subterfúgios SÓ PARA COMUNGAR. Lembram? "A Fé é mais importante do que a Missa (e os Sacramentos), porque sem a Missa guardamos a Fé com a oração, mas sem a Fé... de que adianta a Missa?".  Decorem isso, visto que têm preguiça de estudar o Catecismo.   

Não inventem moda, e sobretudo não usem meu blog e as palavras de Dom Lefebvre para espalhar o erro. 

Esclarecendo a respeito da pergunta dele - Caros amigos Católicos, a Missa no rito ordinário do Missal Romano que você assiste é válida? -, se você assiste a uma Missa em latim do Missal  Tridentino (ou de São Pio V), você assiste a uma Missa CATÓLICA. Já se você assiste a uma missa em latim do Motu proprio Summorum pontificarum... você assiste a um simulacro de Missa Tridentina, a uma contrafação, a um engodo. A Bula Quo Primum Tempore vale ad aeternum, e portanto a Missa não pode ser "atualizada", nem se um Anjo ou o próprio São Paulo viesse do Céu.  

Recado ao mentecapto: faça um blog todo seu, e invente as mentiras que desejar, não me envolva em suas canalhices!!! 


Declaração sobre a Missa Nova 




Sobre a nova Missa.

Em relação à nova Missa, destruamos imediatamente esta ideia absurda: se a nova Missa é válida, se pode tomar parte nela. A Igreja sempre proibiu aos fiéis assistirem às missas dos cismáticos e dos hereges, mesmo que sejam válidas. É evidente que não se pode participar de Missas sacrílegas, nem de Missas que põem nossa fé em perigo.


Ademais, é fácil demonstrar que a Missa Nova, tal como foi formulada pela Comissão de Liturgia, com todas as autorizações dadas oficialmente pelo Concílio, e com todas as explicações dadas por Monsenhor Bugnini, apresenta uma aproximação inexplicável à teologia e culto dos protestantes.

Assim, por exemplo, não aparecem muito claros, e até os contradizem, os dogmas fundamentais da Santa Missa, que são os seguintes:

• o sacerdote é o único ministro;
• há um verdadeiro sacrifício, uma ação sacrifical;
• a vítima é Nosso Senhor Jesus Cristo, presente na hóstia sob as espécies do pão e do vinho, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade;
• é um sacrifício propiciatório;
• o Sacrifício e o Sacramento se realizam com as palavras da Consagração, e não com as palavras que a precedem ou a seguem.

Basta enumerar algumas das novidades para demonstrar a proximidade aos protestantes:

• o altar transformado em mesa, sem a ara;
• a missa de frente para o povo, em vernáculo, em voz alta;
• a missa tem duas partes: a Liturgia da Palavra e a da Eucaristia;
• os cálices sagrados vulgares; o pão fermentado, a distribuição da Eucaristia por leigos, e na mão;
• o Sacrário escondido;
• as leituras feitas por mulheres; a Comunhão dada por leigos.

Todas estas novidades estão autorizadas [pela igreja conciliar].

Pode-se, pois, dizer, sem qualquer exagero, que a maioria destas Missas são sacrílegas e diminuem a fé, pervertendo-a. A profanação é tal que a missa se expõe a perder o seu caráter sobrenatural, seu "mistério de fé", para se converter em um ato de religião natural, nada mais.

Estas missas novas, não só não podem ser motivo de obrigação para o preceito dominical, mas também, com relação a elas, devem-se seguir as regras da Teologia moral e do Direito Canônico, que são as da prudência sobrenatural em relação à participação ou assistência a uma ação perigosa para nossa fé, ou eventualmente sacrílega.

De se dizer, então, que todas essas Missas são inválidas? Desde que existam as condições essenciais para a validade, ou seja, a matéria, a forma, a intenção e o sacerdote validamente ordenado, não se pode afirmar que sejam inválidas [Levemos em conta que isso foi dito em 1979, quando as missas novas ainda eram piedosamente rezadas por sacerdotes validamente ordenados. Há quem possa jurar, hoje, que os sacerdotes sejam validamente ordenados? Por quem? Por cismáticos? E há que possa jurar que a matéria, a forma e a intenção - condições essenciais de validade - sejam conforme manda a Igreja Católica? Depois de 50 anos de CVII... o que resta de católico na igreja conciliar, que é cismática e, portanto, PROTESTANTE???)
]. As orações do Ofertório, do Cânon e da Comunhão do sacerdote, que se somam à Consagração, são necessárias para a integridade do Sacrifício e do Sacramento, mas não para a sua validade. O Cardeal Mindszenty que, na prisão, às escondidas de seus guardas, pronunciava as palavras da Consagração sobre um pouco de pão e de vinho para se alimentar do Corpo e Sangue de nosso Senhor, realizava certamente o Sacrifício e o Sacramento.

Mas, à medida que a fé dos sacerdotes se corrompa e deixem de ter a intenção da Igreja (porque a Igreja não pode mudar de intenção), haverá menos Missas válidas [Imagine depois de 50 anos de CVII!!! Seria um verdadeiro milagre que ainda haja missa válida!!!]. A formação atual [em 1979, imagine em 2016!] não prepara os seminaristas para assegurar a validade das Missas. O sacrifício propiciatório da Missa já não é o fim essencial do sacerdote. Nada mais decepcionante e triste que ouvir os sermões ou comunicados dos Bispos sobre a vocação, à raiz de uma ordenação sacerdotal. Eles já não sabem o que é um sacerdote [em 1979, imagine em 2016!].

Para julgar sobre a falta subjetiva dos que celebram a nova Missa e dos que a ela assistem, devemos aplicar a regra de discernimento de espírito, segundo as diretrizes da teologia moral e pastoral. Devemos sempre agir como médicos de almas e não como juízes e carrascos, como são tentados a fazê-lo os que estão animados por um zelo amargo e não pelo verdadeiro zelo. Os sacerdotes recém-ordenados devem se inspirar nas palavras de São Pio X, em sua primeira Encíclica, e nos numerosos textos de autores espirituais tais como Dom Chautard, em "A alma de todo Apostolado" (PDF in zip), o Padre Garrigou-Lagrange, no tomo II de "Perfeição Cristã e Contemplação", e Dom Marmion em "Cristo, Ideal do Monje" (compre aqui). 



por Mons. Lefebvre
Declaração sobre a Missa Nova e o Papa. 08/11/1979. 

Tradução: Giulia d'Amore. 
Fontes:



 

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