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sábado, 31 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - VII

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

O Pão Nosso de cada dia nos dai hoje

53. — Muitas vezes, a grandeza da ciência e da sabedoria tornam o homem tímido, e então é preciso ter força no coração, para que o homem não desanime diante das necessidades.

O Senhor, diz Isaías (40, 29), dá força aos cansados e vigor aos que são fracos. E Ezequiel (2, 2) também diz: Entrou em,mim o Espírito, e me firmou sobre os meus pés.

O Espírito Santo, de um lado, dá força para impedir que o homem desfaleça com o medo de não ter o necessário, e por outro lado, para que o homem creia firmemente que Deus o proverá de tudo que precisar.

Assim o Espírito Santo, dispensador desta força, nos ensina a dizer: O pão nosso de cada dia nos dai hoje. E o chamamos Espírito de força.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - VI

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no Céu

43. — O Espírito Santo produz em vós um terceiro dom, chamado dom de Ciência.

O Espírito Santo não produz nos bons somente o dom do Temor e o dom da Piedade que, como vimos atrás (n° 34), é um amor delicado por Deus. O Espírito Santo torna o homem sábio.

Davi pedia o dom da ciência no Salmo 118, 66, dizendo: Ensinai-me a bondade, a doutrina e a ciência. E é esta ciência do bem viver, que nos ensina o Espírito Santo.

Entre as disposições que contribuem para a ciência e a sabedoria do homem, a mais importante é aquela que faz com que o homem não se apóie em si mesmo. Não te estribes em tua prudência, recomenda o livro dos Provérbios (3, 5). Com efeito, os que confiam em seu próprio julgamento, a ponto de não se fiarem senão em si mesmos e não nos outros, são considerados como insensatos, e verdadeiramente o são. Declara o livro dos Provérbios (26, 12): Mais se deve esperar de um ignorante do que de um homem que é sábio a seus próprios olhos.

Um homem não confia em seu próprio julgamento se é humilde, pois, ensinam os Provérbios (11, 2): onde há humildade, aí há igualmente sabedoria. Os orgulhosos ao contrário, põem em si toda confiança.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

SÃO FRANCISCO DE SALES

29 de janeiro

São Francisco de Sales 

Bispo, Confessor e Doutor 


François de Sales (1567-1622), São Francisco de Sales, foi um sacerdote católico, Bispo de Genebra. Foi declarado Doutor da Igreja, e é titular e patrono da família salesiana (fundada por São João Bosco - memória 31 de janeiro). Era famoso pela direção espiritual e pela sabedoria dos seus escritos. Ele e Santa Joana Francisca de Chantal (memória 21 de agosto), de quem foi diretor espiritual, criaram a Ordem da Visitação, uma ordem religiosa contemplativa. Foi também diretor espiritual de São Vicente de Paulo (memória 19 de julho).  

Tornou-se uma figura líder da Contrarreforma Católica. Em 1609, seus escritos (cartas, pregações) foram reunidos e publicados com o título Introdução à Vida Devota ou Filotéia, que é a sua obra mais importante e que é editada até hoje. Outra obra ainda editada é o Tratado do Amor de Deus, fruto de sua oração e trabalho. Estes dois livros são considerados clássicos espirituais. Além destes livros, a coletânea de cartas, pregações e palestras alcança 50 volumes.  

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - V

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Venha a Nós o Vosso Reino

34. — Como foi dito, o Espírito Santo nos faz amar, desejar e pedir retamente o que nos convém amar, desejar e pedir (no. 3). Este Espírito produz em nós, primeiro, o temor que nos leva a procurar a santificação do nome de Deus, para, em seguida, nos dar o dom da piedade. A piedade é, propriamente, uma afeição terna e devotada por um pai e também por um homem caído na miséria.

Como Deus é nosso Pai, devemos não somente venerá-lo e temê-lo, mas também alimentarmos uma terna e delicada afeição por Ele. É esta afeição que nos faz pedir a vinda do reino de Deus. São Paulo declara em Tito, 2, 11-13: A graça de Deus apareceu a todos os homens, ensinando-nos que vivamos neste mundo sóbria, justa e piamente, aguardando a esperança bem-aventurada e a vinda gloriosa de nosso grande Deus.

35. — Mas podemos perguntar: Se o reino de Deus sempre existiu, porque pedimos a sua vinda?

Devemos responder a esta pergunta de três maneiras:

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - IV

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Santificado seja o Vosso Nome

27. — Este é o primeiro pedido, no qual pedimos que o nome de Deus seja manifestado em nós e por nós proclamado.

Ora, o nome de Deus é antes de tudo, admirável, porque em todas as criaturas opera obras maravilhosas. O Senhor declara no Evangelho (Mc 16,17): Em meu nome, expulsarão os demônios, falarão novas línguas, e se beberem algum veneno mortal, este não lhes fará mal algum.

28. — Em segundo lugar, o nome de Deus é amável. “Não existe debaixo do céu, diz São Pedro (At 4, 12) nenhum outro nome, entre os que foram dados aos homens, que possa salvar-nos”. E a salvação deve ser buscada por todos. Santo Inácio dá-nos o exemplo do quanto devemos amar o nome de Cristo. Quando o imperador Trajano exigiu que ele negasse o nome de Cristo, Santo Inácio respondeu: “Não podereis arrancá-lo de minha boca”. O tirano ameaçou cortar-lhe a cabeça e assim tirar o nome de Cristo de seus lábios; replicou o bem-aventurado: “Não o arrancarás jamais de meu coração, pois é lá que está gravado, por isto não posso deixar de invocá-lo”. Ouvindo estas palavras, Trajano, desejoso de verificar-lhes a exatidão, mandou cortar a cabeça do servidor de Deus e extrair-lhe o coração. E no coração encontrou gravado, com letras de ouro o nome de Cristo. O santo possuía este nome como um selo em seu coracão.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - III

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Que estais no Céu

17. — Entre as disposições necessárias àquele que reza, a confiança tem uma importância considerável. Quem pede alguma coisa a Deus, diz São Tiago, (1,6) faça-o com confiança e sem hesitação.

O Senhor, no princípio da Oração que nos ensinou, expõe os motivos que fazem nascer a confiança.

Primeiro, a complacência do Pai: Pai Nosso. Depois, diz o Senhor (Lc 11, 13): Vós que sais maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos; quanto mais dará vosso Pai celeste, do alto dos céus, àqueles que lhe pedem, seu bom Espírito.

Um outro motivo de confiança é a grandeza e o poder do Pai, o que nos faz dizer ao Senhor não apenas Pai nosso, mas Pai nosso que estais no céu. O Salmista também diz: (Sl 122, 1) Elevei meus olhos para vós que habitais nos céus.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - II

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino,
protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
2. A Oração Dominical  

Pai Nosso

11. — Perguntamos: como é que Deus é Pai? E quais são nossas obrigações para com Ele devido à sua paternidade?

Chamamo-lo Pai, por causa do modo especial com que nos criou. Criou-nos à sua imagem e semelhança, imagem e semelhanças estas, que não imprimiu em nenhuma outra criatura inferior ao homem. Não é ele teu Pai, teu Criador que te estabeleceu? (Dt 32, 6).

Deus merece também o nome de Pai, por causa da solicitude particular que tem para com os homens no governo do universo. Nada escapa ao seu governo, sendo este exercido de modo diferente em relação a nós e em relação às criaturas inferiores a nós. Os seres inferiores são governados como escravos e nós como senhores. Ó Pai, diz o livro da Sabedoria (14, 3), vossa providência rege e conduz todas as coisas; e (12, 18) a nós governa com indulgência.

Deus, enfim, tem direito ao nome de Pai, porque nos adotou. Enquanto não deu, às outras criaturas, senão pequenas dádivas, a nós fez o dom de sua herança, e isso porque somos seus filhos. São Paulo diz (Rm 8, 17): Porque somos seus filhos, somos também seus herdeiros, e ainda (vers. 15): Vós não recebestes um espírito de servidão, para recairdes no temor, mas recebestes um espírito de adoção, que nos faz clamar: Abba, Pai.

domingo, 25 de janeiro de 2015

O Pai Nosso e a Ave Maria - São Tomás de Aquino - I

Publicaremos, em capítulos, este texto sobre o Pai Nosso e a Ave Maria. Hoje publicaremos a introdução e o prólogo do capítulo sobre o Pai Nosso. 


O Pai Nosso e a Ave Maria por São Tomás de Aquino


São Tomás de Aquino, protetor da Universidade de Cusco
Anônimo da Escola de Cusco
1. Introdução
2. A Oração Dominical
3. A saudação angélica



Introdução

Conforme o testemunho de seus contemporâneos, entre os quais se contam muitos de seus irmãos de ordem, sabemos que um ano antes de sua morte, isto é, desde o Domingo da Sexagésima, 12 de fevereiro de 1273, até o dia da Páscoa, 9. de abril, Santo Tomás se consagrou, com todo o cuidado, à instrução dos fiéis, na igreja conventual de São Domingos, em Nápoles.

Fez ali sermões, sucessivamente sobre o Símbolo dos Apóstolos, a Oração Dominical, a Saudação Angélica, sobre os dois preceitos gerais da caridade e os dez mandamentos da lei.

Não se vê, à primeira vista, o que une esses diferentes assuntos, mas o santo Doutor teve o cuidado de mostrá-lo aos seus ouvintes: 

“Três coisas são necessárias ao homem para a sua salvação. A primeira é o conhecimento daquilo que se deve crer; a segunda, conhecer o que se deve desejar e a terceira, conhecer o que se deve realizar. O homem tem o primeiro desses conhecimentos no Símbolo dos Apóstolos; a Oração Dominical o instrui sobre o que se deve desejar; e os dois preceitos da caridade e os dez mandamentos da lei mostram o que se deve pôr em prática”.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Um Deus que não pede mais nada aos homens é como se não existisse.

Um texto para reflexão. [Comentários] e grifos nossos. 


Da Igreja laxista à Igreja agnóstica


Um Deus que não pede mais nada aos homens é como se não existisse. Este é o desfecho trágico de uma Igreja pós-conciliar que, esposando uma visão mundana da misericórdia, chega a um agnosticismo prático. Sim, porque, se é verdade que existe um ateísmo prático - aquele que vive como se Deus não existisse, apesar de não negar explicitamente a sua existência - existe também um agnosticismo prático: aquele que fala de um Deus que permanece desconhecido, que não fala com clareza aos homens, de quem o homem consegue aquilo que quer dependendo da ocasião, um Deus que, no fundo, existe só para beneficiá-lo, sem pedir muito. 




Parece ser justamente essa a situação de grande parte do catolicismo hodierno, concretamente vivido pela maioria dos batizados.

EDITORIAL: Paris não é Baga. Ainda.

CADÊ O "JE SUIS BAGA", MUNDO? 


Ai das mulheres que, naqueles dias, estiverem grávidas ou amamentando, pois haverá grande angústia na Terra e grande ira contra o povo. Cairão ao fio de espada e serão levados cativos para todas as nações, e Jerusalém será pisada pelos pagãos, até se completarem os tempos das nações pagãs. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na Terra, a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas. Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra. As próprias forças dos Céus serão abaladas. (Lucas 21,23-26). Contudo: "Não imiteis o procedimento dos pagãos; nem temais os sinais celestes, como os temem os pagãos" (Jeremias 10, 2). 

BAGA, NIGÉRIA
Enquanto no frio janeiro europeu meia centena de líderes mundiais marcha por uma Paris abobalhada, em solidariedade à morte procurada por um grupo de pseudo-humoristas que, do humor satírico, fizeram uma arma contra todos os que eles odeiam, do outro lado do Mediterrâneo continua a escalada do ISIS e seus associados, tanto na Síria, como no Iraq e no Irã, e também na Nigéria. Cidade inteiras são derrubadas ao chão, a ponto de uma, Baga, virar notícia na mídia como uma curiosidade do Google Earth que mapeou essa mudança na topografia da região. As imagens foram divulgadas pela Anisty International. Sobreviventes afirmam que há cadáveres espalhados por toda parte! Um deles disse que caminhou CINCO quilômetros sobre cadáveres. O governo nigeriano - que está a um mês das eleições que irá vencer, já se sabe - diz que foram apenas 150 mortos. Um político local fala em 2.000 mortos. O Anisty International confirma os 2000 mortos, entre os quais uma mulher que estava dando à luz: ela morreu com o filho já com metade do corpo para fora do seu ventre. Dizem algumas fontes que eram trigêmeos, e dois já haviam nascido. Ainda, de casa em casa, os MUÇULMANOS foram eliminando todos os homens em idade de pegar em armas: a partir de crianças. Mas não pouparam nem mesmo os bebês! (Fonte). Segundo o Anisty Internacional: "6 povoados foram queimados, e 20 mil moradores fugiram da região. Os assassinatos deliberados de civis e a destruição de seus bens por parte do Boko Haram constituem crimes de guerra e crimes contra humanidade e pedem uma investigação". Bom... pode até ser que se faça uma investigação DEPOIS, mas AGORA é preciso AGIR. Cadê o Je suis Baga? 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Há 220 anos, PIO VI ensinava o antídoto contra o Concílio Vaticano II

“Contra tais insídias, apesar de tudo renovadas em toda época, não foi colocada obra melhor em ação do que aquela de expor as sentenças que sob o véu da ambiguidade envolvem uma perigosa discrepância de sentidos, assinalando o perverso significado sob o qual se acha o erro que a Doutrina Católica condena” (Pio VI, Bula Auctorem Fidei, de 29 de Agosto de 1794).

A Igreja sempre condenou a tática empregada pelos hereges de procurar introduzir erros sob a aparência de verdade, mediante o uso de fórmulas ambíguas. Foi o que ensinou o Papa Pio VI, ao condenar o Sínodo de Pistoia...


Continue lendo em: http://corecatholica.blogspot.com.br/2015/01/ha-220-anos-pio-vi-ensina-o-antidoto.html

  
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IDADE MÉDIA: Os escolásticos medievais fundaram a economia científica

Os escolásticos medievais fundaram a economia científica  

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Um dado muito pouco conhecido é que a Igreja inspirou o pensamento econômico na Idade Média.

Até então os homens não tinham racionalizado os sistemas econômicos.

Alguns grandes pensadores como Aristóteles trataram de alguns problemas muito básicos da atividade econômica.

Porém, a imensa maioria dos homens e as civilizações antigas tocavam a vida econômica em função da agricultura, o artesanato, o comércio e o intercâmbio básico, e não raciocinavam sobre isso.

Para eles, a economia era o que a palavra significa ao pé da letra: as "regras da casa" ou "administração doméstica" (de 'eco' = casa e 'nomos' = regras ou costumes).

Joseph Schumpeter, um dos mais importantes economistas da primeira metade do século XX, em sua History of Economic Analysis (1954), disse dos escolásticos (a escola teológica que unificou a linguagem e a formulação dos conceitos na Idade Média)
:  
“Foram eles os que chegaram, mais perto do que qualquer outro grupo, a serem os ‘fundadores’ da economia científica”.

Jean Buridan (1300-1358), reitor da Universidade de Paris, deu importantes contribuições à moderna teoria da moeda.

Nicolas Oresme (1325-1382), aluno de Buridan e padre fundador da economia monetária, estudou com prioridade os efeitos destrutivos da inflação.

Martín de Azpilcueta (1493-1586), escolástico tardio, escreveu sobre a carestia provocada pelo aumento de meio circulante (moeda)

 

Em bispados e abadias se começou a raciocinar
sobre a boa ordenação das atividades humanas.
Foto: abadia de Fontenay, França
O Cardeal Caietano (1468-1534) justificou moralmente o comércio internacional.

Ele também demonstrou como a expectativa sobre o valor futuro da moeda afeta o presente do mercado. Algo relacionado com os modernos mercados futuros.

Para Murray Rothbard, economista americano da Escola Austríaca do século XX, “o Cardeal Caietano, um príncipe da Igreja do século XVI, pode ser considerado o fundador da teoria da expectativa em economia".

O franciscano Jean Olivi (1248-1298) foi o primeiro a propor uma teoria do valor subjetivo, e mostrou que o "justo preço" emerge da interação entre compradores e vendedores no mercado.

Um século e meio depois, São Bernardino de Siena, o maior pensador econômico da Idade Média, consagrou esta teoria.  


por Santiago Fernandez


 
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

EDITORIAL: a verdade por trás do cartoon.

Pretendia escrever esse mini-editorial apenas para comentar que, ontem, passando por uma televisão ligada no Fantástico, da Rede Globo, vi que tratavam do incidente parisiense e não pude deixar de notar, atrás do apresentador, um telão com várias imagens, e a que mais se destacava era uma charge de Deus Pai na qual nem me detive, pois tinha outras coisas mais importantes para fazer, e, afastando-me, me perguntei qual o motivo disso, uma vez que não foram os cristãos que vingaram a honra de Deus, mas os islâmicos. Porém, a resposta veio a galope, pois é óbvia demais: MEDO, PAURA, PÂNICO!!! E eles são bestas de estampar na tela da televisão uma charge ofensiva aos Islã? Precisariam ser Homens, para isso. Enfim, ao que parece a pauta do programa foi essencialmente essa, o que foi bom para eles que andam perdendo audiência ultimamente, que mantém uma grade televisiva insossa, da qual não arredam nem um centímetro, mais por decisão interna do que dos patrocinadores, na tarefa que lhes foi determinada de destruir a sociedade, a começar pela família, através de novelas pornográficas e imorais de todas as formas; de telejornais que imbecilizam as pessoas; do apoio claro irrestrito a tudo o que é condenável, ética e moralmente falando!

CARTA-RESPOSTA AO DOM MARCO AURÉLIO GUBIOTTI.

Hoje postei, finalmente, a minha carta ao Bispo de Itabira, por via dos Correios. O código de rastreamento é este: JH329893002BR. A entrega, com AR e registro, poderá ser acompanhada pelos site dos Correios 

Leia a resposta do Reverendo Padre Ernesto Cardozo aqui: http://farfalline.blogspot.com.br/2014/12/o-bispo-de-ipatinga-persegue-aos.html.  

Leia as respostas de outros Reverendos Padres e de alguns fiéis aqui: http://farfalline.blogspot.com.br/p/perseguicao-dos-modernistas-calunias-e.html. A seguir, a carta. 
  





CARTA-RESPOSTA AO BISPO DE ITABIRA-CORONEL FABRICIANO, PARA ESCLARECER E REFUTAR AS MENTIRAS APREGOADAS EM SEU "COMUNICADO" AO CLERO E AOS FIÉIS DE SUA DIOCESE, QUE INCLUI A CIDADE DE IPATINGA, SEDE DA "MISSÃO CRISTO REI", FIEL À TRADIÇÃO BIMILENAR DA IGREJA CATÓLICA.




12 de Janeiro de 2014.


Ao Exmo. Sr. Dom Marco Aurélio Gubiotti,
Bispo titular da Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano.

Sou uma fiel católica que assiste à Missa de sempre, e, ao tomar conhecimento do vosso comunicado ao clero e aos fiéis da Diocese de Itibira-Coronel Fabriciano, fiquei abismada com a vossa falta de conhecimento do assunto que, certamente, vos levou a cometer esse ato injusto e calunioso. Por dever de caridade e justiça vou esclarecer as coisas:

1. Monsenhor Marcel Lefebvre não era Cardeal, mas Arcebispo. E Arcebispo Católico ele morreu.

domingo, 11 de janeiro de 2015

EDITORIAL: Je ne suis pas Charlie. Pas Charlie, pas musulman! Je suis catholique!

EDITORIAL: Je ne suis pas Charlie. Pas Charlie, pas musulman! Je suis catholique! 


Esse incidente ocorrido na França, em que um grupo islâmico matou, no prédio de um jornaleco de humor grosseiro e aviltante, 12 pessoas, entre os quais, quatro socialistas de “renome” nos círculos que lhes diziam respeito, deve ser observado com cautela pelos católicos, antes de sair tomando partido. As duas partes envolvidas são inimigos da Fé Católica. E isso não deve ser deixado de lado.

Não se trata de uma valoração sobre quem está certo e quem está errado. Sob certo ponto de vista, os islâmicos fizeram um favor ao mundo civilizado, ainda que de uma forma reprovável (... sob outros certos pontos de vista). Os quatro que morreram (mais outros que, parece, não estavam presentes – volto a isso depois) eram dados a ofender os islâmicos com charges vulgares. Do ponto de vista “liberal”, eles têm o direito de “criticar” a fé dos outros como bem lhe convém; chamam a isso de “liberdade de expressão”. Mas acontece que os islâmicos tem o ponto de vista deles, e, pelo ponto de vista deles, eles tinham o direito de “cortar o mal pela raiz”; sabe como é: trata-se de uma questão “cultural”, que os liberais tanto defendem! O estranho é que “pimenta nos olhos dos outros é sempre um refresco”. E hilário! Até que a pimenta entra em nossos próprios olhos... Daí que o “defendo até a morte o direito de você pensar diferente” desaparece! Parece que os islâmicos levaram o “dito” de Voltaire ao pé da letra... e os liberais não gostaram nem um pouco. Mas isso é assunto deles.

O que eu quero falar, tomando o incidente por uma conveniente “deixa”, é que, mesmo não tendo nada a ver com o assunto, sinto cheiro de cristanofobia vindo por ai. Explico.

Por causa desse incidente, pretende-se endurecer o secularismo e o combate ao “fanatismo” religioso. É o que está nas entrelinhas dos jornais.

Na mídia, percebe-se claramente que “o Islã” está sendo blindado ao chamar os “agressores” (é um ponto de vista; um outro diz que apenas defenderam o direito de defender sua fé) de “terroristas”, e não de “muçulmanos” ou “islâmicos” que são, e em nome do que agiram. O jornaleco tinha o hábito de atacar duas frentes “fanáticas”: o Islã e... o cachorro morto: a Igreja Católica.

Sim, porque atacar a Igreja, hoje, é “chutar cachorro morto”. A Igreja, aberta ao mundo pelo famigerado pseudo-concílio Vaticano II, se fecha quando é atacada injusta e covardemente. Diferentemente de outrora. Em nome da “paz social”, do respeito à opinião alheia, do servilismo ao mundo, a Igreja de hoje não só não se defende como enaltece os agressores, como fez VERGONHOSAMENTE o porta-voz da Conferencia Episcopal da Espanha ("compañeros que ejercen un servicio del humor satírico pero necesario también en una sociedad democrática y libre") e da Itália.

Uma perna bem empregada nos levará mais depressa ao Céu do que a mais sã do mundo!!!

Da paciência nas operações dolorosas.


Conceda-vos Nosso Senhor o Seu Santo Espírito para sofrerdes tudo segundo a Sua santa vontade. 


Refiro-me à vossa perna doente, que convém operar, e não será sem grandes dores. Mas, meu Deus!, que provas que nos dá a Vossa vontade nestas ocasiões! Oh! Coragem! Pertencemos a Jesus Cristo; eis que Ele nos envia a Sua vestimenta. Suponde que o ferro que atravessará as vossas carnes é um dos cravos que trespassou os pés de Nosso Senhor. Oh! Que felicidade! Escolheu para Si estes favores e amou-os tanto que os levou ao Paraíso e eis que agora vos faz deles participante.  

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A importância das amizades virtuosas na infância. E o mal que representam as mãs companhias!

Trata de como foi perdendo essas virtudes e de quanto importa, na infância, tratar com pessoas virtuosas.


1. Parece-me que começou a me prejudicar muito o que agora vou dizer. Considero algumas vezes o mal que fazem os pais em não procurar que seus filhos vejam sempre, e de todas as maneiras, coisas virtuosas. Porque, sendo minha mãe, como eu disse, tão virtuosa, ao chegar ao uso da razão não aproveitei tanto do bem, enquanto o mal muitos prejuízos me trouxe. Ela gostava de livros de cavalaria, e esse passatempo não lhe fazia tão mal quanto a mim, porque ela não deixava de lado seu labor, somente nos dava liberdade para lê-los. E é possível que o fizesse para não pensar nos grandes sofrimentos que tinha, e para ocupar seus filhos, evitando que se perdessem em outras coisas. Isso pesava tanto a meu pai, que era preciso ter cuidado para que ele não o visse. Acostumei-me a lê-los; e aquela pequena falta que nela eu via [ela considerava uma falta quando era pequena, nde] fez esfriar em mim os desejos, levando-me a me descuidar das outras coisas; e não me parecia ruim passar muitas horas do dia e da noite em exercício tão vão, escondida de meu pai. Era tamanha a minha absorção que, se não tivesse um livro novo, em mais nada encontrava contentamento.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

MISSA TRIDENTINA EM CAMPO GRANDE - MS


http://farfalline.blogspot.com.br/p/missas-no-brasil.html


  Para ver os locais de Missas no Brasil
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Não bato nela porque eu sou um homem!

"Bata nela": vídeo mostra reação surpreendente de meninos ao serem incentivados a bater em menina


Em uma campanha anti-violência contra a mulher, um jornalista italiano pede que garotos de seis a onze anos deem um tapa em uma menina desconhecida. E a resposta foi unânime: “Não”. Já os motivos variam – e surpreendem! 






"O que acontece quando colocamos um menino diante de uma menina e pedimos para que ele bata nela?" Com este questionamento em mente, o jornalista italiano Luca Lavarone decidiu reproduzir a cena em questão frente às câmeras, com meninos de seis a onze anos, em um minidocumentário recém-divulgado e intitulado “Slap her!” (Bata nela!).

Para iniciar o experimento, Luca pergunta aos meninos qual o nome, idade e o que querem ser quando crescer. “Bombeiro”, “Jogador de Futebol”, “Padeiro”, “Policial”, “Pizzaoilo”, disseram sem titubear.

Na sequência, Martina, uma garota tão jovem quanto eles, entra em cena. A postos, diante dela, eles seguem respondendo às perguntas do câmera...
- O que você gosta nela?
- Eu gosto dos olhos.
- Dos sapatos e das mãos.
- Seus olhos, seus cabelos.
- Só do cabelo, eu juro!
- Tudo..

A garota se depara inclusive com um pedido de namoro. Na sequência, eles são incentivados a acariciar Martina e, depois, a fazer uma careta para a garota.

Mas eis que todos são surpreendidos com seguinte pedido: “Bata nela”. E sem hesitar, a resposta é unânime: “Não”. Logo em seguida, o jornalista questiona um a um sobre a negativa. E as respostas surpreendem:  

“Porque ela é uma menina, não posso fazer isso”,  
“Porque ninguém deveria bater em meninas”,  
“Não quero machucá-la”,  
“Jesus não quer que a gente bata nos outros”,  
“Primeiramente, não posso agredi-la, porque ela é bonita e é uma menina. Como dizem, ‘meninas não devem apanhar, nem com uma flor’”,  
“Porque sou contra a violência”,  
“Porque eu sou homem”.

Com o experimento, Luca pretendia descobrir a reação de crianças em relação à violência contra a mulher, entender como isso muda ao longo do amadurecimento e conscientizar.  





Visto em: http://vejasp.abril.com.br/blogs/pop/2015/01/07/video-meninos-bater-menina/


Observação:
Este vídeo foi publicado no dia 4 de janeiro (segundo alguns), em vários sites que hospedam vídeos, inclusive em países como o Vietnã. Dai, eu procurei informações sobre esse "jornalista", Luca Lavarone, mas quase não há sites em italiano sobre a notícia, e nenhum especificamente que indique a existência dessa pessoa; ainda que seja um pseudônimo. Anoto, porque achei intrigante; sobretudo porque os italianos parecem estar desinteressados por um assunto sobre o comportamento de meninos especificamente italianos. Sim, porque o vídeo não espelha uma realidade mundial. Se fizer o mesmo experimento no Brasil não creio que o resultado seja o mesmo, ainda que feito na Zona Sul carioca, ao invés de nas favelas.   

  
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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O que é a Santa Missa?

Apresentamos a nossos leitores mais um trabalho de Francisco Lafayette de Moraes escrito pensando em todos os católicos que, tendo tomado conhecimento da Missa de São Pio V, passaram (ou voltaram) a frequentá-la, a estudá-la e a fazer do Santo Sacrifício da Missa uma fonte de vida espiritual.

Como o Modernismo instalado na Igreja deturpa as almas com seus erros, com seus ritos heretizantes, parece necessário devolver a elas a base que já não recebem mais no Catecismo. Por isso, o autor apresenta, de modo sucinto, o essencial sobre a Santa Missa, frisando seu duplo caráter, de verdadeiro sacrifício e de sacramento instituído para a nossa salvação.  




O SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

PELAS ORIGENS DA SANTA MISSA 


Francisco Lafayette de Moraes


APRESENTAÇÃO

Este trabalho é a ordenação de trechos de várias obras, de vários autores (ver Bibliografia abaixo), que mostraram e provaram que a Missa, enquanto sacrifício, estava predita desde o Antigo Testamento, e, ainda, que Jesus anunciou, prometeu e instituiu o sacrifício-sacramento, tendo os Santos Padres da Igreja, desde os primórdios do Cristianismo, sempre ensinado aquilo que hoje é dogma de fé: Missa é sacrifício com a presença real (física) da Sagrada Vítima.

Se os dogmas relativos à Missa — isto é, o de ser a Missa um verdadeiro sacrifício, o da presença real, e o relativo ao sacerdócio ministerial — só foram formulados pelo Concílio de Trento, isto não significa que aquele Concílio do século XVI formulou uma doutrina nova, mas que tornou explícita a doutrina que até então havia sido sempre tacitamente aceita, e o fez em função da heresia protestante que negou, como ainda hoje nega, que a Missa seja sacrifício, querendo eles que seja um simples memorial do Senhor; negam, ainda, os protestantes a “presença real” e o “sacerdócio ministerial”.


Hoje, depois do Concílio Vaticano II, quando muitos prelados da Igreja Católica, e até mesmo altos prelados, por terem assimilado a heresia protestante, apresentam a Missa como um memorial da Ceia do Senhor, entendi ser proveitoso compilar, para ajudar a combater a heresia progressista, o que outros autores, com sabedoria e profundidade, já haviam escrito para demonstrar que a Missa, enquanto sacrifício, está inserida no Deposito da Fé católica, estando predita no Velho Testamento e confirmada no Novo Testamento.

Rio de Janeiro, no ano de 1992.

Francisco Lafayette de Moraes 







01 — EUCARISTIA: SACRIFÍCIO E SACRAMENTO

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Mons. Lefebvre rezando a Santa Missa
Nosso Senhor Jesus Cristo, na Última Ceia, ao instituir a Eucaristia, transubstanciou o pão em seu Corpo e o vinho em seu Sangue, um separado do outro, e ofereceu ali o mesmo sacrifício que realizaria na Cruz, onde o seu Sangue foi separado do seu Corpo, derramado por nós, em remissão dos pecados. Depois de ter-Se imolado na Santa Ceia, Ele se deu a Si mesmo aos Apóstolos ao levá-los a participar da consumação do seu Corpo e do seu Sangue. A Eucaristia é, assim, ao mesmo tempo, sacrifício e sacramento.

EUCARISTIA ENQUANTO SACRIFÍCIO[1]

Enquanto sacrifício, a Eucaristia é o Sacrifício da Missa, o sacrifício da Nova Lei no qual Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo ministério do sacerdote, se oferece a Si mesmo a Deus, de maneira incruenta, sob as aparências do pão e do vinho.[2]

EUCARISTIA ENQUANTO SACRAMENTO

Enquanto sacramento, a Eucaristia é o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo[3], que é dado àqueles que O querem
e podem receber como alimento espiritual.[4]

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

BENTO XV: SACRA PROPEDIEM - 1921

CARTA ENCÍCLICA DO SANTO PADRE BENTO XV


SACRA PROPEDIEM


Por ocasião do Sétimo Centenário da fundação da Terceira Ordem Franciscana





AOS PATRIARCAS, PRIMAZES,
ARCEBISPOS, BISPOS
E AOS OUTROS ORDINÁRIOS LOCAIS
QUE TEM PAZ E COMUNHÃO
COM A SÉ APOSTÓLICA,




Veneráveis Irmãos,
Saudações e Apostólica Bênção.

Nós entendemos muito oportuna a próxima celebração do sétimo centenário da Ordem Terceira da Penitência[1]. A certeza de que ela será de grande vantagem para o povo cristão nos leva, antes de tudo, a recomendá-la a todo o mundo católico, com a Nossa autoridade apostólica, mas há também algo que Nos diz respeito pessoalmente. De fato, no ano de 1882, quando, entre os comovidos aplausos dos bons, foi celebrado solenemente o centenário do nascimento do Santo de Assis, lembramo-Nos com satisfação que Nós também quisemos ser inscritos entre os discípulos do grande Patriarca, e na insigne basílica de Santa Maria in Aracoeli[2], oficiada pelos Frades Menores, vestimos regularmente o hábito dos Terciários Franciscanos. Portanto, agora que, pela vontade divina, fomos elevados à cátedra do Príncipe dos Apóstolos, de bom grado, até mesmo pela Nossa devoção a São Francisco, aproveitamos o ensejo que Nos é oferecido para exortar os fiéis da Igreja de todo o mundo a se inscreverem expressamente — ou, se já inscritos, a trabalhar com empenho — nesta instituição do santíssimo homem, a qual ainda hoje responde maravilhosamente às necessidades da sociedade.


O retorno dos Magos a seu País, símbolo de nosso retorno ao Paraíso

EPIFANIA DO SENHOR

DIA DE REIS

6 de Janeiro
  
Voltamos por outro caminho ao nosso País, o Paraíso, quando dele partimos por soberba, e a ele voltamos pelo caminho da penitência.

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O retorno dos Magos aos seus Países de origem.


Uma grande verdade nos mostram os Magos, retornando ao País deles por outro caminho (S. Mt. 2,12)(*). Obedecendo ao aviso recebido, eles nos indicam, sem dúvidas, o que devemos fazer. O “nosso País” é o Paraíso, ao qual, depois de haver conhecido Jesus, nos foi proibido de voltar percorrendo o mesmo caminho que fizemos para nos afastarmos dele. Nós nos afastamos de nosso País percorrendo o caminho da soberba, da desobediência, do amor às coisas visíveis; saboreando, em suma, o alimento proibido. Mas é necessário que façamos o retorno pelo caminho do pranto, da obediência, do desprezo das coisas visíveis; refreando, em suma, os apetites carnais.


Voltamos pelo outro caminho ao nosso País quando, àqueles gáudios do Paraíso, dos quais nos afastamos com prazeres carnais, somos conduzidos pelos suspiros da penitência. É preciso, irmãos caríssimos, que, sempre tímidos e temerosos, coloquemos diante dos olhos do coração, de um lado, as obras pecaminosas e, de outro, a grande severidade do Juízo. Pensemos à severidade de Quem virá nos julgar, do Juiz que nos ameaça com o Juízo e se mantém oculto; Ele ameaça castigos severos aos pecadores, e, todavia, agora os suporta; adia sua vinda para encontrar menos matéria para condenar.

Castiguemos com o pranto as nossas culpas e, segundo a voz do Salmista, procuremos prevenir a vinda do Juiz com a penitência (Sal. 94). Não nos engane nenhuma falácia dos prazeres, não nos seduza nenhuma vã alegria. Está para vir aquele Juiz que disse: “Ai de vós, que agora rides, porque gemereis e chorareis!” (Lucas 6,25). Também Salomão diz: “O riso será misturado com a dor, o pranto sucederá à alegria” (Prov. 14,13) e repete: “Do riso eu disse: Loucura! e da alegria: Para que serve?” (Ecl. 2,2) e torna a repetir: “O coração dos sábios está onde está a tristeza, o coração dos estultos, onde há alegria” (Ecl. 7,5).

[No 4 dia da Oitava da Epifania]
Mt. 2,1-12 [o significado simbólico do retorno dos Magos “pela outra via”].
 

São Gregório Magno. Homilia 10, in Evangelia [Breviário Romano, Matutino, Lições do III Noturno]. 

(*) S. Mateus 2,12: "Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho". 


PIO XI: MORTALIUM ANIMOS - 1928

CARTA ENCÍCLICA DO SANTO PADRE PAPA PIO XI


MORTALIUM ANIMOS


Sobre a Promoção da Verdadeira Unidade de Religião


Aos Revmos. Senhores Padres Patriarcas,
Primazes, Arcebispos, Bispos
E mais Ordinários Dos Lugares
Em Paz e Comunhão com a Santa Sé Apostólica


Veneráveis irmãos:
Saúde e Bênção Apostólica. 


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1. Ânsia Universal de Paz e Fraternidade


Talvez jamais em uma outra época os espíritos dos mortais foram tomados por um tão grande desejo daquela fraterna amizade, pela qual em razão da unidade e identidade de natureza – somos estreitados e unidos entre nós, amizade esta que deve ser robustecida e orientada para o bem comum da sociedade humana, quanto vemos ter acontecido nestes nossos tempos.

Pois, embora as nações ainda não usufruam plenamente dos benefícios da paz, antes, pelo contrário, em alguns lugares, antigas e novas discórdias vão explodindo em sedições e em conflitos civis; como não é possível, entretanto, que as muitas controvérsias sobre a tranquilidade e a prosperidade dos povos sejam resolvidas sem que exista a concórdia quanto à ação e às obras dos que governam as Cidades e administram os seus negócios; compreende-se facilmente (tanto mais que já ninguém discorda da unidade do gênero humano) porque, estimulados por esta irmandade universal, também muitos desejam que os vários povos cada dia se unam mais estreitamente.
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2. A Fraternidade na Religião. Congressos Ecumênicos

Entretanto, alguns lutam por realizar coisa não dissemelhante quanto à ordenação da Lei Nova trazida por Cristo, Nosso Senhor.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Preparando o Calendário 2016

Prezados leitores, o site Editora Missões Cristo Rei não tem mais calendários à disposição este ano. Há dois exemplares reservados que, se o comprador não efetuar o pagamento no tempo previsto, poderão ser recolocados para venda. Há mais alguns poucos exemplares com o Reverendo Padre Cardozo, com o qual terão a vantagem de não ter que pagar o frete e receber o calendário na hora. 

Em breve, começaremos a edição do Calendário 2016, com a escolha do tema e do novo layout, uma vez que, se Deus permitir, desta vez será bilíngue: português e espanhol. Se quiserem sugerir algum tema ou artista em particular, escreva-nos colocando no assunto "Sugestões para o novo calendário". Se quiserem já reservar um exemplar, podem também nos escrever: "Reserva do Calendário 2016". Essas reservas são gratuitas e sem compromisso, ou seja, em outubro, quando começará a venda do próximo calendário, serão as primeiras pessoas a serem avisadas sobre os calendários e o valor, e a compra é totalmente opcional. Já há um nome na lista, de uma simpática leitora que perdeu o calendário de 2014 e ficou muito satisfeita com o de 2015 e não quis perder o de 2016. A cada ano, estamos conseguindo abaixar mais o valor. Esperamos fazer o mesmo no próximo outubro. 

A todos, que compraram ou divulgaram, nossos sinceros agradecimentos. A campanha deste anos superou a do ano passado, levando em conta, sobretudo, que este ano imprimimos o dobro de calendários e praticamente todos foram vendidos.

Agradecemos, principalmente, a Divina Providência, que nos deu sinais inequívocos de Sua intervenção e bondade.   

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!  






sábado, 3 de janeiro de 2015

Notícias da sapolãndia...

Para quem está estranhando a falta de notícias sobre as "negociações das 30 moedas" entre Fellay e Müller (Francisco), só posso dizer que os sapos emudeceram

Devem estar tentando digerir o sermão de La Reja, no qual Fellay os quer fazer crer, entre outras coisas, que, além de o estado de necessidade ser subjetivo, o único problema para o reconhecimento como "católicos" - la estampilla!!! - é a irregularidade canônica.  Também falou em jurisdição de suplência... alegando que "isso" demonstra a importância do reconhecimento canônico... Well, um estudante de primeiro dia de "Lógica" derrubaria as argumentações dele com um espirro, e isso sem conhecer nada de Catolicismo!!!  

ABORTO - O GRITO SILENCIOSO

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