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sábado, 1 de agosto de 2015

OS CAVALEIROS DE NOSSA SENHORA ABANDONAM A NEO-FSSPX!

Nosso prestimoso blogger do Catolicismo de Sempre mais uma vez, rápido no gatilho, nos proporciona notícias "frescas" e importantes da Tradição. A Resistência, como a proverbial caravana, continua avançando, e agregando valores importantes em recursos humanos. Agora é a vez dos Cavalheiros de Nossa Senhora, uma associação internacional de leigos fundada em 1945, por Dom Gerard Lafond, OSB. A Ordem foi erigida canonicamente em Chartres em 1965, por Mons. Roger Michon, depois na Alemanha, Suíça, Portugal e Espanha. Originalmente francesa, tornou-se internacional antes de se separarem em duas Ordens distintas: a "Ordre des Chevaliers de Notre-Dame", pseudo-tradicionalista, que utiliza o rido do Novus Ordo Missae, ainda que "sempre que possível, em latim"; e a "Ordre des Chevaliers de Notre-Dame - Observance des saints Cœurs de Jésus et de Marie" (em latim: Militia Sanctae Mariae, Observantia SS. Cordis Iesu et Mariae), verdadeiramente tradicionalista. Fiel à Santa Missa e ao Magistério infalível da Igreja, um grupo de cavaleiros da Ordem se separou do ramo principal em 1970, para formar uma Fraternidade e, em 1989, um ramo tradicional da Ordem, dita justamente de "Observance des Saints Coeurs de Jésus et Marie". Esses cavaleiros fiéis à Tradição foram encorajados por Mons. Lefebvre, recebendo a aprovação canônica pelas mãos de Mons. Tissier. Não se trata de uma destas Ordens de honra ou decorativas, mas uma Obra da Igreja que trabalha para a reconstrução da Cristandade. E, agora, se manifesta publicamente, reiterando seu compromisso de fidelidade com a Igreja e, por tabela, denunciando e trazendo à luz as atitudes e as manobras particularmente do Superior do Distrito Francês, o que não chega a ser uma surpresa. Mas ouçamos o que proclamaram os Cavalheiros de Nossa Senhora no 22º Capítulo Geral da Ordem, em Salérans

Para quem quiser conhecer melhor esta Ordem leiga, aqui o site: http://militiamariae.net/index.htm. E o e-mail: militiasanctaemariae@yahoo.fr. Caso queira expressar o apoio e as congratulações merecidas.  

Na verdade, quem mereceria congratulações e agradecimentos calorosos também seria o Superior do Distrito francês, que está fazendo um "grande" trabalho em prol da Tradição, desde que assumiu o Distrito, com seu jeito diplomático e carinhoso de agir e de tratar as pessoas. Basta ver como a Resistência está crescendo na França! Merci, Padre Bouchacourt! Continue assim! Logo, a França estará todinha na Resistência!
 

Giulia d'Amore  

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OS CAVALEIROS DE NOSSA SENHORA ABANDONAM A NEO-FSSPX!   




NÃO ESTIVERAM DISPOSTOS A SUPORTAR POR MAIS TEMPO A FARSA E OS ABUSOS DA [NEO]FSSPX.





Declaração do 22º Capítulo Geral



Festa de Santa Ana, 26 de Julho de 2015.

A Ordem e a Fraternidade São Pio X


Durante alguns anos atrás, os superiores da FSSPX têm tratado sem êxito que nossa Ordem se conformasse à nova política Romana, sublinhada na Declaração Doutrinal de 15 de Abril de 2012, e na Declaração do Capítulo geral de 14 de Julho de 2012. Esta última contempla uma "normalização canônica" sob seis condições, sem esperar um acordo doutrinal ou a conversão de Roma, o que Dom Marcel Lefebvre considerou como um pré-requisito: "É pois um dever estrito para todo sacerdote que queira permanecer católico, o separar-se dessa Igreja Conciliar, enquanto ela no reencontre a Tradição do Magistério da Igreja e da Fé católica". (Itinerário Espiritual.)

Nossa regra declara que o Cavaleiro "serve à Fé até suas últimas consequências, e suas aplicações mais rigorosas", e que ele "defende à Santa Igreja até a morte", enquanto que nossas constituições acrescentam: "esperando, com santa esperança, esse bendito dia quando [a Ordem] poderá submeter-se completamente [...] a Roma finalmente livre da perniciosa influência das heresias modernistas", como Dom Marcel Lefebvre insistiu, em sua Declaração de 1974: "Isto faremos até o tempo em que a verdadeira luz da Tradição dissipe as trevas que escurecem o céu da Roma Eterna".

Mais ainda, nenhuma das condições estabelecidas pelo Capítulo de 2012 exclui especificamente o Juramento e a Profissão de Fé do Cardeal Ratzinger, o qual foi aceito implicitamente pelo Superior Geral em uma nota de sua Declaração Doutrinal, e que, pelos últimos quinze anos, o Vaticano tem exigido como uma condição não negociável para qualquer reconhecimento canônico. Agora, os Cavaleiros de Nossa Senhora, que juraram a Profissão de Fé Tridentina e o Juramento Anti-modernista diante do Santo Altar, junto a Dom Marcel Lefebvre[1], estimam que para eles é moralmente impossível aceitar este juramento pós-conciliar e, consequentemente, submeter-se a clérigos que consideram jurá-lo.

Nossa fidelidade aos princípios tem incomodado a alguns, e várias tentativas de chantagem e sanções foram realizadas para conseguir que nos rendamos. Em 13 de Outubro, depois em 29 de Novembro de 2012, nos pediram para mudar nossas Constituições, as quais refletem completamente a Declaração de Dom Marcel Lefebvre de 1974, já que, nos disseram, não havia mais a necessidade de esperar pela conversão de Roma. [E quem disse isso?]

Depois, em 15 de Julho de 2013, os representantes do Superior Geral nos informaram, na Casa do Distrito, que, ao invés de termos um Bispo Protetor - cargo exercido por Dom Alfonso de Galarreta desde 1996 - teríamos um Superior Eclesiástico, que poderia anular as decisões tomadas pela hierarquia da Ordem. Isso é totalmente contrário àquilo em que Dom Marcel Lefebvre insistia, ou seja, que os bispos que consagrou não teriam jurisdição direta, e que era o dever de os leigos chamar os sacerdotes fiéis no caso de necessidade[2]. Nós amavelmente declinamos sua proposição.

Em 2 de setembro de 2013, o prior de Manila propôs a nosso Visitador para a Filipinas não obedecer ao chefe da Ordem, e se reportar diretamente ao Distrito de Ásia. O Visitador respondeu corajosamente que não seria ele quem iria introduzir a divisão na Ordem. Depois que nos recusamos em tê-lo como nosso "superior eclesiástico" local, e dando ouvido às acusações de Menzingen, o Superior do Distrito de Ásia nos pediu que não nos reuníssemos mais em seus priorados e capelas[3].

Finalmente, em 18 de setembro de 2014, o Superior do Distrito de França, o Pe. Christian Bouchacourt, escreveu ao Mestre: "Dada as posições públicas que o senhor tem adotado como Mestre da Ordem dos Cavaleiros de Nossa Senhora, apoiando a esses sacerdotes dissidentes da Fraternidade que têm seguido a Dom Richard Williamson, a Casa Geral, com muita razão, me pede para informar-lhes que nenhum Cavaleiro terá permissão para participar nesta peregrinação com o uniforme". Referia-se à peregrinação a Lourdes, à qual nossos Cavaleiros tinham sido convidados oficialmente para servir durante dezesseis anos. No que se refere às supostas "posições públicas" feitas "como Mestre da Ordem dos Cavaleiros de Nossa Senhora", nem o superior do Distrito de França, nem o Superior Geral, em sua correspondência subsequente, foram capazes de comprovar.

Durante outra reunião na Casa do Distrito de França, em 13 de janeiro de 2015, fizemos uma proposta no sentido de que um sacerdote estivesse a cargo dos contatos com nossa Ordem dentro do Distrito de França, porém não nos escutaram, e o superior do Distrito nos informou: "Enviarei a vocês uma Declaração – que será um texto meu – e vocês assinarão". Por esta Declaração, nos comprometeríamos a nunca criticar as novas orientações de Menzingen em nossas reuniões e correspondências, e jamais assistir, nem sequer em privado, às Missas celebradas por sacerdotes que ele não houvesse aprovado. Estes dois compromissos equivalem a modificar nossas Constituições, as quais, com a aprovação da Comissão canônica da [NEO]Fsspx, em 22 de setembro de 1995, nos dá o dever de esperar a conversão de Roma e nos dá a liberdade de chamar aos "membros fiéis do Clero".

Já que nos negamos a ceder diante deste abuso de poder, o Pe. Bouchacourt nos notificou, por uma carta de 26 de maio de 2015, que suspendia "o apoio do Distrito de França aos Cavaleiros da Ordem de Nossa Senhora", e anunciou que havia "pedido que alguns leigos se organizassem para formar uma nova estrutura", o que permitiria "seguir o mesmo ideal" àqueles Cavaleiros que não estivessem de acordo com seus superiores. Em 4 de junho confirmou sua dupla decisão em um fax aos priorados de França e a algumas comunidades religiosas.

Seguindo a São Pio X, os Cavaleiros de Nossa Senhora sabem que os piores inimigos da Igreja estão escondidos em seu próprio seio[4]. Portanto, permanecerão fiéis às suas Constituições e à Declaração de 1974 de Dom Marcel Lefebvre, assim como também à Profissão de Fé Tridentina e ao Juramento Antimodernista, colocando-se do lado unicamente da Tradição Católica, continuando o bom combate da Fé, oportuno, inoportuno, tal como tem lutado nos 17 anos passados, e com o apoio de Dom Marcel Lefebvre desde 1969. Além do mais, desejam expressar sua gratidão aos ótimos sacerdotes que continuam nos apoiando, e renovando sua determinação de permanecer a seu serviço.

Reunião dos Cavaleiros de Nossa Senhora em Salérans, no 22º Capítulo Geral e no 70º aniversário da fundação de sua Ordem.

 _____________________

[1] Cf. Fideliter, n° 70, p.13; n° 73, p.120; n° 76, p.11; n° 79, p.4-5; n° 222, p. 92.
[2] Durante os últimos anos, muitos entre vocês recorreram a Dom Lefebvre como autoridade suplementaria. É um fato que ele era mais um Pai, conselheiro e amigo, que uma autoridade no sentido legal do termo [...] É neste mesmo espírito de serviço que Dom Bernard Fellay se encarregará, não como membro da FSSPX, senão como um Bispo Católico. Todas e cada uma de suas comunidades são livres de chamá-lo ou não. Nem ele, nem a Fraternidade têm intenção de colocar suas mãos nas outras comunidades de nenhum modo" (Pe. Schmidberger, então Superior Geral, aos mosteiros e conventos tradicionais, em uma circular de 27 de maio de 1991, só dois meses depois da morte de Dom Lefebvre).
[3] Dali que uma investidura solene em 18 de outubro de 2014 se realizou no Santuário Nacional de Nossa Senhora la Naval em Manila, erigida em recordo do "Lepanto" Filipino-Espanhol contra os protestantes alemães em 1646. De fato, a investidura de Cavaleiro do Irmão Antonio Malaya Jr. foi negada na capela da [NEO]Fsspx, onde oito armadas solenes já haviam tido lugar em 2010. Contudo, uma investidura como Cavaleiro foi a que trouxe de regresso a Mons. Lazo à Tradição (que depois foi prelado de nossa Ordem) e obteve as consagração pública de todas as Províncias e Administrações e inclusive do gabinete da Primeira Dama das Filipinas pela mesma Primeira Dama nessa Igreja de Nossa Senhora das Vitórias de Manila.
[4] O que sobretudo exige de Nós é que quebremos sem dilação o silêncio, é que hoje não é mais mister procurar os fabricantes de erros entre os inimigos declarados: se ocultam, e isso é objeto de grandíssima dor e angústia, no próprio seio e grêmio da Igreja, sendo inimigos tanto mais prejudiciais quanto o são menos declarados.
  



Visto em: http://catolicismodesempre.blogspot.com.br/2015/07/os-cavaleiros-de-nossa-senhora.html. Tradução para o Português do Catolicismo de Sempre, da versão em Espanhol: http://op54rosary.ning.com/forum/topics/declaration-of-general-chapter-2015-knights-of-our-lady, que traduzi da versão em Inglês: http://op54rosary.ning.com/forum/topics/declaration-of-general-chapter-2015-knights-of-our-lady (PDF).
Em Francês: https://www.sendspace.com/file/17pqsu (PDF).
 
Fontes biográficas: aqui, aqui e aqui. Tradução: Giulia d'Amore.

   
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