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domingo, 9 de agosto de 2015

Barro e Madeira

Para o "Dia dos Pais", mais um belo e inspirador texto da lavra da sra. Laise Esteves, da Missão dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, de João Monlevade/MG. Se os pais recebem hoje presentes de seus filhos, por uma mera convenção social (comercial), saibam retribuir ensinando-lhes a serem os pais de amanhã; bons pais católicos, em qualquer estado de vida que possam se encontrar. Apreciemos o texto e façamos a devida reflexão a respeito! Um Santo Domingo e um Feliz Dia dos Pais Católicos!  

 
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Barro e Madeira



por Laise Esteves



Ele não foi criado como menino, não tinha mãos pequenas e dentes de leite, mas tinha aquele olhar e sorriso sem mácula, tinha o desprendimento e a liberdade de ser feliz. Não sentia dor e onde vivia era um pequeno rei. Ainda tinha cheiro de barro no corpo e a integridade do mesmo o nutria de forças para cumprir seu pequeno reinado, em seu pequeno Jardim. Um Jardim perfeito, onde todas as tardes a luz descia aos seus olhos... E a luz era Deus. O balançar dos passos de Deus no Jardim, a contemplação de estar diante do seu Criador, de ter colóquios de amizade e bondade moldadas por uma inocência infinita entre ele e seu Senhor. Nada de dor, nem de tristeza, nem de esforço, nem de algum assombro, ele sentia-se seguro na presença d’Aquele que era seu Deus, seu Senhor, seu Pai. Havia criado ele do pó, mas o tratava como um Príncipe. Foi assim que o primeiro filho foi criado, à luz do mais terno amor.

Infelizmente, o homem perdeu as dádivas da sua imortalidade, da sua impassibilidade e da sua integridade. Mas Deus, como um grandioso e maravilhoso Pai, conservou seu amor ao homem. Amor que superou a desobediência, as mentiras, a violência, a  concupiscência humana. Um amor Paternal tão grande, que mesmo diante do abandono do homem a toda sua sanidade, Ele continuou amando suas criaturas, seus filhos e dando o exemplo do mais excelente amor. Um exemplo que arrastaria à Humanidade a primeira amizade perdida.

Já não era cheiro de barro que se sentia, era rústico e tinha calos. O suor descia de sua testa, e ele se desdobrava entre a arte e o esforço. Cada batida retirava a lasca da madeira e moldava uma obra, um trabalho, uma necessidade. O mais íntegro dos homens observava aquele outro homem simples que se desdobrava na função de ser filho de Quem era pai. Sim! Deus Pai se fez filho da própria natureza humana para salvar todos os seus filhos. Fez-se filho adotivo de um carpinteiro que não tinha mais que feridas nas mãos e um coração tão nobre e santo que Deus lhe confiou seu Próprio e Único Filho. Aos olhos do mundo apenas mais um José; para Deus, o modelo de homem a quem Ele mesmo desejou se submeter. E esse amor nobre e forte, que não se desdobra em mero sentimento, enfrentou até a morte para remir seus filhos.

O choro de cada criança ao nascer, o primeiro afago, as noites mal dormidas, o fardo de se carregar uma família na Terra rumo ao Céu é o jugo leve com que Deus ornou todo homem de honra.  Imagine, pai, que Deus confiou aos seus cuidados seus próprios filhos. Uma alma para educar, para fazer-lhe entender primeiro que são homens e que o único objetivo dessa vida é voltar para a Pátria Celestial, para o Céu, para o primeiro Jardim. Pensa que seu forte exemplo guiará seus filhos pela vida, que sua certeza os fará acreditar na Fé e que um dia seus filhos, bem educados e também pais, hão de cuidá-lo por sua vez, até voltar ao Pai nosso que está nos Céus. “Homens é quem sois”, pais é o que todos os homens devem se tornar. Pais de uma família Católica ou Padres de seus filhos espirituais, feitos de barro e moldados pelo Santo Madeiro.  




 
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