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domingo, 1 de março de 2015

SEGUNDO DOMINGO DA QUAREMA

SEGUNDO DOMINGO DA QUAREMA

Estação em Santa Maria in Dominica 
INTROITO: Lembrai-Vos, Senhor, de Vossa bondade e de Vossa misericórdia, que são de séculos, para que de nós não triunfem nossos inimigos. Livrai-nos, ó Deus de Israel, de todas as nossas angústias. Ps. A Vós, Senhor, elevo a minha alma; meu Deus, em Vós confio; não serei envergonhado. V. Glória ao Pai...


COLETA. Ó Deus, que nos vede destituídos de toda força, guardai-nos interior e exteriormente, a fim de que o nosso corpo seja preservado de todas as adversidades, e a nossa alma purificada de todos os maus pensamentos. Por N.S.J.C.

EPÍSTOLA (1Thess., 4,1-7)
Léctio Epístolae beáti Pauli Apóstoli ad Thessalonicénses.

Irmãos: Nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como aprendestes de nós como convém viver para agradar a Deus, assim andeis de modo a vos aperfeiçoardes cada vez mais. Sabeis bem que preceito vos dei em nome do Senhor Jesus. Esta é a vontade de Deus: a vossa santificação; que vos abstenhais da impureza; que cada um de vós saiba guardar seu corpo em santidade e honra; não em desejo de sensualidade, como os gentios que não conhecem a Deus. E ninguém oprima ou engane em qualquer assunto a seu irmão; porque o Senhor vingará todas estas coisas, como já vo-lo temos dito e atestado. Porque não nos chamou Deus para a impureza, mas para a santificação no Cristo Jesus Senhor nosso. Deo gratia.

GRADUALE: As ânsias de meu coração se multiplicaram. Ó Senhor, tirai-me de minhas angústias. V. Vede a minha miséria e o meu sofrimento; e perdoai todos os meus pecados.

TRATO: Louvai o Senhor, porque Ele é bom; porque sua misericórdia permanece para sempre. V. Quem cantará as maravilhas do Senhor? Quem fará ouvir todos os seus louvores? V. Bem-aventurados os que guardam a sua lei e procedem com justiça, em todo o tempo. V. Lembrai-Vos de nós, Senhor, segundo a vossa benevolência para com o vosso povo. Visitai-nos com a vossa salvação.

EVANGELHO (S. Math. 17,1-9)
Sequentia sancti Evangélii secúndum Matthǽum. 

Naquele tempo, tomo Jesus consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e levou-os de parte a um monte muito alto. E transfigurou-se diante deles. Seu rosto resplandeceu como o sol, e suas vestes tornaram-se brancas como a neve. E ei que apareceram Moisés e Elias, falando com Ele. Então Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se quiserdes faremos aqui três tabernáculos, um para Vós, outro para Moisés e o terceiro para Elias. Ainda fala ele, quando uma nuvem brilhante os envolveu, e da nuvem soou uma voz que dizia: Este é o meu Filho muito amado. N’Ele pus toda a minha complacência; escutai-O. ouvindo isto, os discípulos caíram com a face em terra e ficaram muito atemorizados. Aproximou-se, porém, Jesus, e, tocando-os, disse-lhes: Levantai-vos e não temais. E, erguendo os olhos, não viram ninguém, senão a Jesus só. E, enquanto descia com eles do monte, ordenou-lhes Jesus, dizendo: A ninguém digais o que vistes, até que o Filho do homem ressuscite dos mortos. Laus tibe Christe.


COMENTÁRIO. Entende-se por Transfiguração do Senhor [cuja Festa é no dia 6 de agosto] a mudança milagrosa que fez Seu corpo no monte Tabor, à vista dos três discípulos. S. Pedro, S. Tiago e S. João, mostrando-se-lhes nem estado de resplendor e glória, tendo aos lados Elias e Moisés.

Pondera S. Tomas como convinha que Se transfigurasse o Senhor da vida, para confirmar a fé e esperança dos Apóstolos, que haviam de sofrer estas duas virtudes estranhas provações, com os opróbrios, suplícios e morte ignominiosa do Mestre. Mui imperfeita ideia formavam os Apóstolos da religião, antes que lhes viesse o Divino Espírito. Poderoso auxílio traziam-lhe para a fé e esperança os milagres que operava o Filho de Deus; Moisés, porém, Elias e outros profetas, outro tanto haviam feito, sem por isso serem Deus. Careciam, portanto, de alguma coisa mais estrondosa, prova evidente da divindade presente em Jesus, que lhes desse a um tempo a mais acertada ideia da prometida ventura; isso tudo achamos na Transfiguração.

Levou consigo a Pedro, Cristo Senhor Nosso, diz S. João Crisóstomo, porque havia de ser pastor da Igreja universal, e tinha já confessado a divindade do Mestre conforme as luzes que do Padre Eterno recebera.

Levou S. Tiago, porque havia de, primeiro que todos, assinar com o sangue a divindade do Senhor, e São João, que entre os Evangelistas mais clara e explicadamente publicaria a mesma natureza divina:

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava em Deus, e o Verbo era Deus.

Como foram, porém, testemunhas das glórias do Tabor, assim o foram da agonia no Horto; reserva o Senhor as suas doçuras aos que participam das amarguras da Paixão.

Em lugar retirado sobre alto monte manifesta-Se Cristo aos Apóstolos no esplendor da sua Transfiguração: assim revela-Se ainda todos os dias às almas fiéis que O procuram no retiro e que se remontam, pela oração, acima de todo o criado. De favores tais não são dignas as almas mesquinhas que rastejam toda a vida: são antes o prêmio dos esforçados que procuram os cimos da virtude.

O corpo que vemos abatido e gasto nos trabalhos da penitência brilhará como um sol na eternidade: com esta certeza perseveram tantos cristãos fervorosos, tantos santos religiosos, nos rigores da vida austera.

As próprias doçuras espirituais na vida presente são frutos que na cruz se colhem. Em meio daquela glória que por toda a parte refulgia, no dia e hora que se pode chamar de triunfo da humanidade sagrada de Jesus Cristo, não tinha este Bendito Senhor outro assunto do seu discurso senão as afrontas, torturas e morte que o esperavam; assim devem ser toda nossa glória na Terra, diz S. Paulo, a cruz e a mortificação. Absit mihi gloriari nisi in cruce Domini Nostri Jesus Christi (Gal. 6,14).

Proíbe Cristo às testemunhas da sua gloriosa Transfiguração que a divulguem antes da Sua Ressurreição, porque pudera esta notícia estorvar a Sua morte. Coisa admirável! Para manifestar a Sua glória, procura o Senhor uma montanha retirada, com poucas testemunhas a quem ainda impôs silêncio sobre o que viram; em se tratando, porém, de sofrer morte oprobriosa, escolhe o monte à vista de toda Jerusalém: que diz aqui a nossa soberba?

PETIÇÃO: Padre Nosso que estais nos céus, dai-nos vossa graça; e livrai-nos da impostura dos que dizem que é impossível o que nos mandais, blasfemando assim contra vossa bondade e até contra vossa justiça.
 

FONTES: 
Introito, Coleta, Epístola e Evangelho: Missal Quotidiano, D. Beda Keckeisen OSB, Edição A. Tipografia Mosteiro São Bento/BA. Sexta edição. Imprimatur 1947. Pp. 209-210.
Comentário e Petição: Manual do Cristão. Goffiné. Sacristia da Imaculada Conceição,15ª edição, 225º milheiro, RJ, 1944, pp. 367-369.
 

   
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