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Retiro

sábado, 29 de setembro de 2012

O assunto é... SÃO MIGUEL ARCANJO

Estou fazendo alguns posts com um índice de tema comum, para facilitar a leitura e/ou pesquisa de algum leitor. E minha também. LOL. O de hoje é sobre SÃO MIGUEL ARCANJO, visto que já temos, aqui, vários posts a respeito.   


São Miguel Arcanjo 
defendei-nos no combate!

clique para ver mais imagens

São Miguel, o Arcanjo de Deus na batalha contra Lúcifer e os anjos rebeldes (Apoc 12,7-8), é o primeiro Anjo honrado pelos fiéis, honrado como "o Príncipe da milícia celeste".  

A São Miguel atribuem-se três funções:
1. a de guiar e conduzir as almas ao céu, depois de tê-las pesado na balança da justiça divina;2. de defender a Igreja e o povo cristão;3. de presidir no céu o culto de adoração à SSma. Trindade e oferecer a Deus as orações dos Santos e dos fiéis.


quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eu acuso a Placar!

Acabo de enviar este e-mail abaixo ao Ministério Público Federal, por causa da capa de outubro da revista esportiva "Placar", em que tiveram a "brilhante" ideia de compará-lo a Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Blasfemia! Blasfemia! Blasfemia! Amaldiçoados sejam os que tiveram a ideia, amaldiçoados sejam os que a autorizaram, amaldiçoados sejam os que a desenharam, amaldiçoados sejam os que a comprarem!!! 

Que País é este em que se vilipendia a Fé da maioria do povo brasileiro e... tudo bem! Publica-se uma notinha desavergonhada e... se resolve tudo?!?!?! 

Que País é este em que a Presidente vai à ONU vociferar contra uma pretensa islamofobia (onde, senhora????) e permite que no País que ela governa se consume a mais forte e escancarada Cristanofobia, numa versão "light", "branca"?!?!?! E, por isso mesmo, muito mais perigosa?!?!?!

Quanta honra em ofender Aquele que jamais ofendeu alguém e morreu até por aqueles que O ofenderam? Quanta coragem em zombar de quem só tem caridade e amor para dar em troca?... Nesta vida, pelo menos... 

Eu queria ver se estes "homens" (e incluo nisso as mulheres que eventualmente participaram desse ultragem) teriam a coragem de, na capa de novembro, no mesmo espírito ecumênico e "inofensivo", zombar de Maomé!  Lanço o desafio, mesmo sabendo que isso não repararia a blasfemia feita. A justa reparação seria a cadeia, que é o que prevê o Código Penal (art. 208), com base na Constituição Federal que garante à maioria Católica do Brasil o pleno direito à sua religiosidade. Se o Estado é laico, que cumpra a Lei Maior do País!


Prezados senhores,

venho denunciar como cidadã católica do Brasil a revista Placar por vilipédio da Fé ao publicar uma capa que ofende a Fé de milhões de brasileiros, da maioria do povo brasileiro.

http://beinbetter.wordpress.com/2012/09/27/neymar-e-capa-de-revista-esportiva-no-corpo-de-cristo-crucificado/

Uma nota de repúdio estrategicamente publicada em seguida NÃO PODE ser a única resposta a este ato de Cristanofobia em solo brasileiro. Isso é rir da Justiça brasileira!!!

Não é possivel que a Presidente do Brasil vá ao exterior defender uma pretensa islamofobia (onde???) enquanto em nosso País somos vítimas de perseguição religiosa "branca".

Não é possível que a Justiça brasileira proíba, no Brasil, a veiculação do filme que ofende a fé muçulmana (de uma minoria ínfima do povo brasileiro) e, por outro lado, permita que um filme após o outro, um livro após o outro, uma "parada gay" após a outra e agora até revistas de esportes vilipendiem a Fé dos Cristãos, ofendendo-nos no momento mais grave, mais sublime e mais doloroso da nossa Fé, que é a Crucificação e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que País é este?

Portanto, solicito que dêem cumprimento à Constituição Federal e garantam à maioria cristã o direito de viver nossa Fé sem sermos a toda hora e em todo momento vítimas da cristanofobia que se alastra no mundo todo (com o massacre dos cristãos no Oriente e Médio Oriente) e no Brasil.

A Fé virou piada! E, não defendendo o direito à religiosidade da maioria brasileira, a Constituição Federal também virou piada! E quem pode agir se não o Ministério Público?

Meditação para receber o Santíssimo Sacramento

Meditação para receber o Santíssimo Sacramento

 

São Francisco de Borja


São Francisco abençoa um moribundo arrependido
Goya

Primeiro ponto: Considerar quem é Aquele que vou receber, e como quanto à divindade é igual ao Pai Eterno, e como enquanto homem é o mais ilustre de todos os homens.

Segundo ponto: Considerar de onde vem: do Céu. Considerar que me faz maior dom do que fez aos Apóstolos na quinta-feira da Última Ceia. E hei de me confundir trazendo à mente o que eu faria se estivesse esperando um amigo ou irmão que viesse me ver de terras longínquas, ou se o Papa ou o Imperador tivessem vindo me ver, e o pouco que faço com a vinda de Jesus Cristo, do Céu à minha alma.

Terceiro ponto: Ver como Ele vem. Considerarei como, tendo me dado todas as criaturas, Ele mesmo disfarçado se dá a mim em uma delas, fazendo-se pequenininho, conforme a minha pequenez.

Quarto pontos: ver aonde vem. A este mundo, onde tantas ofensas e pecados se cometem contra a Sua Divina Majestade.

Quinto ponto: Considerar quem sou eu que hei de recebê-lO, e mostrar-Lhe as minhas chagas, pedindo-Lhe, com o leproso do Evangelho, que me cure. Assim, olharei de onde vem, aonde vem e para que vem.

Louvado seja Deus.





Em Espanhol:



Meditación para recibir el Santísimo Sacramento


Primer punto: Considerar quién es el que he de recibir, y cómo en cuanto a la divinidad es igual al Eterno Padre, y cómo en cuanto hombre es el más ilustre de todos los hombres.

Segundo punto: Considerar de dónde viene: del Cielo. Consideraré que me hace mayor don que a los Apóstoles el Jueves de la Cena. Y he de confundirme trayendo a la memoria lo que haría si esperase a un amigo o hermano que me viniese a ver de tierras lejanas, o si el Papa o el Emperador hubiese de venir a verme, y lo poco que hago con la venida de Jesucristo, de los Cielos a mi ánima.

Tercer punto: Ver cómo viene. Consideraré cómo habiéndome dado todas las criaturas, Él mismo disfrazado se me da en una de ellas, haciéndose pequeñito, conforme a mi pequeñez.

Cuatro punto: Ver adónde viene. A este mundo donde tantas ofensas y pecados se cometen contra su divina Majestad.

Quinto punto: Considerar quién soy yo que le he de recibir, y mostrarle mis llagas, pidiéndole con el leproso del Evangelio que me sane. Así miraré de dónde viene, adónde viene y a qué viene.

Alabado sea Dios.


Tradução: Giulia d'Amore di Ugento. 
* A tradução que encontrei na web é péssima, em que pese a boa vontade de quem traduziu, caro está que usou o google traslator.

Sobre o Santo que fez esta Meditação: Francisco de Borja e Aragão, também Francisco de Bórgia e Aragão, foi Duque de Gandia, bisneto do Papa Alexandre VI e bisneto do rei Fernando II de Aragão, e fez-se jesuíta logo após enviuvar. Sua decisão referente à oração alterou a concepção ignaciana a respeito, até que no século XX voltou-se a prática inicial. Aplicou na prática a resolução da CG II de convocar as Congregações de Procuradores, que demonstrou ser uma medida muito acertada. Sob sua administração, a obra missionária foi incrementada e prosperou. A Companhia fundou novas missões na Flórida, México e Peru. Aumentou a infiltração no Brasil. Sugeriu a Pio V a criação da Congregação para a Propagação da Fé. Em sua homenagem, o Padre Francisco Garcia fundou a cidade de São Borja, antiga Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul, onde seu dia é comemorado em 10 de outubro pelo município e pela Paróquia São Francisco de Borja.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A Selva - Máximas Espirituais para um padre


   Santo Afonso Maria de Ligório
(27/09/1696 - 02/08/1787)
Bispo de Santa Àgata
Confessor
Doutor Zelosíssimo da Igreja
Fundador dos Missionários Redentoristas

A Selva


APÊNDICE

Máximas Espirituais
Para um padre


Antes perder tudo, que perder a Deus.
Antes desagradar a todo o mundo, que desagradar a Deus.
Só é para temer o pecado, que nos deve causar horror.
Antes morrer do que cometer com advertência um só pecado, mesmo venial.
Tudo acaba; o mundo é uma cena, que passa depressa.
Cada momento vale um tesouro para a eternidade.
O que apraz a Deus é bom.
Fazei o que quereríeis ter feito à hora da morte.
Vivei como se no mundo só houvesse Deus e vós.
Só Deus contenta o homem.
Nenhum bem há senão Deus; nenhum mal senão o pecado.
Nada façais para vossa própria satisfação.
Quem mais se mortifica nesta vida, mais gozará na outra.
Para os amigos de Deus, o amargo é doce e o doce é amargo.
É nas doenças que se vê quem tem virtude.
Quem quer o que Deus quer, tem tudo quanto quer.
A vontade de Deus torna doce o que é amargo.
Quem nada deseja do mundo, de nada tem necessidade.
Não retardeis o cumprimento dos vossos bons propósitos, se não quereis atrasar.
Perturbar-se com as faltas cometidas não é humildade, mas orgulho.
Só somos o que somos diante de Deus.
Quem ama a Deus, mais deseja amar do que saber.
Quem quer santificar-se, deve banir do seu coração tudo quanto não é Deus.
Não é todo de Deus quem busca alguma coisa que não é Deus.
A dor, a pobreza e a humilhação foram as companheiras de Jesus Cristo; que sejam também as nossas.
Venha donde vier, nunca a perturbação vem de Deus.
O humilde crê-se indigno de toda a honra e digno de todo o desprezo.
Quando se pensa no inferno que se mereceu, sofrem-se com resignação todas as penas.
Esquecei-vos a vós mesmos, e Deus pensará em vós.
Amai os desprezos, e encontrareis a Deus.
Quem se contenta com um bem mínimo, não está longe do mal.
A quem procura ser estimado, estima Deus pouco.
Os santos falam sempre de Deus; sempre dizem mal de si próprios, e sempre bem dos outros.
Os curiosos são sempre dissipados.
Desgraçado de quem ama mais a saúde que a santidade!
Sempre o demônio anda à caça dos ociosos.
Um padre vaidoso é uma pela nas mãos do demônio.
Quem quer estar em paz, deve mortificar todas as suas paixões, sem excetuar uma só.
S. José Calasâncio dizia: “Um servo de Deus fala pouco, trabalha muito e sofre tudo”.
Cuidam os santos de ser santos, e não de o parecerem.
Quem não amar muito a oração, jamais chegará a um alto grau de perfeição.
Primeiro se há de ser reservatório para recolher, e depois canal para difundir.
Todo o apego impede de ser inteiramente de Deus.
É Jesus Cristo e o seu beneplácito que o padre deve trazer diante dos seus olhos, e nada mais.
Nas obras que falam à vista se esconde muitas vezes o orgulho.
Oferecer-se por completo a Deus é uma excelente preparação para a comunhão.
Quando andardes por lugares povoados, conservai os olhos baixos; pensai que sois padre e não pintor.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Enfim, comento...

COMENTANDO UM NADA "IMPORTANTE" MAS DESASTROSO COMUNICADO


Até para "sossegar" os Maretboys que, além de prestigiar meu blog, deixam comentários que bem mostram por quem são dirigidos espiritualmente, de imediato explico o por quê da demora. 

Em primeiro lugar porque, justa que sou, quis dar ao padre o benefício da dúvida, porque me pareceu que ele escreveu aquele "importante" comunicado meio sem pensar, meio sem tomar os costumeiros cuidados de que se cerca, talvez impulsionado por algum de seus rapazolas (os Maretboys) mais esquentados e pouco providos de juízo e ponderação. Assim, trocamos, o padre e eu, alguns emails que serviram para confirmar as minhas suspeitas e motivar-me a intensificar as orações em prol de seu pronto restabelecimento, uma vez que, apesar de conhecer bem as virtudes, tem certa dificuldade em praticá-las. Veremos a seguir do que falo. 

Em segundo lugar porque meu caro e ajuizado marido aconselhou-me a deixar prá lá essas tolices que o pobre padre escreveu, até porque isso só serviria a lhe dar mais ibope, que é o que ele busca: mostrar aos superiores o quanto é obediente e proativo! Meu bom marido aconselhou, não ordenou; se o tivesse feito, eu obedeceria de pronto e não comentaria nada. Portanto, eu precisava avaliar os prós e os contras da necessidade de restabelecer a verdade que foi vitimada pelo padre, consciente ou inconscientemente. E sem me deixar influenciar pelas marolas que seus dirigidos têm provocado na Net.
 
Antes, a anedota das três peneiras, supostamente de Sócrates:
Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira é a peneira da VERDADE [se o fato é verdadeiro e se o presenciaste, ou foi alguém que te contou]. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exatamente se é verdade.
- A segunda peneira é a da BONDADE [se o fazes de bom coração, com boas intenções]. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.
- A terceira peneira é a da UTILIDADE [se é útil ao bem comum]. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
- Útil? Na verdade, não.
- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti..
E, então, aqui estou, movida pelas melhores intenções - que somente ao meu Excelso Criador cabe julgar - e em prol do bem comum, me propondo de comentar apenas o que me diz respeito, nesse triste e escandaloso "importante" comunicado. Escandaloso não apenas porque nem tudo o que diz é verdade, mas porque um verdadeiro "pai" não fala assim! 

1. SOBRE AS ATIVIDADES CLANDESTINAS E OCULTAS DA RESISTÊNCIA. 

 “e para que nada se faça em cumplicidade com a dissimulação e as trevas, denuncio abertamente a reunião organizada neste final de semana (15 e 16 de setembro) por alguns membros do priorado e o Pe. Ernesto Cardozo”.
Não posso generalizar, mas há nada de oculto e clandestino nas ações dos fieis. Especiamente nas minhas, visto que meus são os blogs onde foram publicadas as Missas e palestras às quais se refere o comunicado. Meus blogs, como qualquer outro blog aberto, são públicos e acessíveis a todos. Tanto é que o ilustre prior de São Paulo cita um deles (Resistência Católica em Campo Grande)... Onde, portanto, o oculto e o clandestino?

Assim, aqui, o prior - no mínimo - se contradiz. 

2. SOBRE A NÃO DIVULGAÇÃO DO ENDEREÇO

"Poderia ter sido organizada com maior discrição e cuidado? Por que esta discrição?"
Eu publiquei as informações sobre as Missas e palestras, com o teor do assunto que seria discutido. Assim, ninguém mais do que eu sabe por que não foi publicado o endereço. E eu não publiquei apenas para preservar a segurança dos donos da residência, do ponto de vista da violência urbana, MAS publiquei vários números de telefone para os quais os fieis interessados poderiam ligar e se informar pessoalmente. 
Onde estão, pois, tais "maior discrição e cuidado"? Não há complô algum, caro padre! Bastava ligar para os telefones informados, e o endereço seria educadamente revelado. Como foi feito. Onde estão o mistério e as más intenções que somente um coração turvo e/ou uma mente quixotesca podem enxergar? 
Veja bem (isto é para os tolos de plantão): não estou afirmando que o padre tem problemas mentais, foi apenas um paradigma.

3. PE. MARET VÊ GIGANTES EM MOINHOS DE VENTO

"A resposta está nas palavras do convite: 'palestra sobre a situação hodierna da Tradição e nossa conduta estratégica neste contexto' Isto não é outra coisa senão planejar a revolução 'intramuros', ou complô, eis o seu nome verdadeiro". [grifo nosso.]
Isto é típico do Pe. Maret, e mostra que somente uma mente quixotesca poderia procurar "pelos em ovos". Mais uma vez: não há complô algum, caro padre, porque, se houvesse, não teria sido clara e objetivamente publicado!
 

4. SOBRE O AGIR NAS TREVAS

"Por isso, todos os fiéis estejam prevenidos a respeito da gravidade deste modo de proceder nas “trevas”, modo indigno de verdadeiros filhos e homens católicos."
Isso me remete claramente à maneira de agir do próprio prior, o qual durante muito tempo me instruiu em como agir com este ou aquele fiel, como perguntar para obter informações, como fazer "relatórios" sobre pessoas que lhe interessavam particularmente; algumas dessas pessoas até hoje têm plena confiança no prior, sem saber que foram "acompanhadas de perto" por muito tempo, APESAR DOS MEUS PROTESTOS para que me liberasse de tão incômodas e pouco virtuosas tarefas, as quais, em alguns lugares, são chamadas de "espionagem e manipulação". Sorte minha que tenho o hábito de guardar os emails "importantes" para comprovar o que digo
Qual a justificativa dele para esse agir nas trevas autorizado? No fundo, porque, na Tradição como entre os modernistas, os fins justificam os meios. Para uma boa causa... podem tudo!!!  
.

5. NÃO VOU COMENTAR O RESTO, PORQUE NÃO ME CORRESPONDE. 


6.  CONCLUSÃO

Eu tenho falado por aí da decepção que tem sido para mim “conhecer a Tradição”. No começo, me senti diante da Terra Prometida! Finalmente, havia encontrado o caminho de volta à Casa Paterna, com santos padres e santos fieis: solícitos, gentis, virtuosos!!! Tudo ilusão! Desde o suposto convento, eu tive uma decepção atrás da outra, sistematicamente! Só dissimulação, relativismo, mentiras, poucas virtudes e muita emulação! 

Alguns padres ainda me parecem cultivar alguma virtude, mas certamente a cama quente e as três refeições diárias pesam mais do que a Doutrina e a Fé, e por estas coisas são capazes de justificar os misfatos do superior geral, que agora virou o maior dos santos, o maior dos líderes, por ter sido capaz de "salvar" a FSSPX da ruína de um acordo prático - porque é disso que se trata! - que seria ruim para a Fraternidade e os fieis, e péssimo para a Igreja. Como se ninguém soubesse que este "quase naufrágio" foi provocado por ele mesmo! 
E ainda falam de "milagre", como se a Divina Providência fizesse milagres pela metade: se milagrosamente impediu o desastre com Roma, porque não curou milagrosamente a divisão interna da FSSPX? Que sentido há nisso? Bò!

Mas uma das maiores decepções foi o Prior de São Paulo, que em seu dia-a-dia faz o estilo típico de qualquer padre modernista: faz o que eu digo, não o que eu faço! O prior até ensina (e muito bem, por sinal) sobre virtudes, mas tem dificuldade em praticá-las. Eu vi. Eu sei. Não posso nem vou mentir a mim mesma, por meros e torpes respeitos humanos, pois a verdadeira caridade está na verdade
Ele tem o coração turvo e pesado... Não foram poucas as almas que ele abandonou a si mesmas por interesses outros, nada virtuosos. Eu que o diga! Mas não é a mim que deverá prestar contas. E, sobre isso, mais não digo.

Mutatis mutandis, o que eu sinceramente não compreendo é por que, enquanto os não-acordista criticam e denunciam as ações de Mons. Fellay e seus sequazes, os acordistas – Pe. Maret incluso – criticam e denunciam as pessoas e, pior, sem refutar o que elas dizem? E ainda por cima faltando com a verdade e querendo manipular as mentes dos fieis que confiam piamente neles, em sua boa fé. É apenas cegueira? É má fé?...

Assim, queridos leitores que abrilhantam com sua generosa caridade meu singelo blog, isso era o que eu tinha a dizer sobre esse desastroso "importante" comunicado do Pe. Maret, que de importante não tinha nada e só serviu para exacerbar a divisão escandalosa que ele mesmo, com seus terríveis conselhos a seus dirigidos, provoca e amplia. Será que veremos aqui no Brasil a repetição do que houve em Portugal? O tempo dirá. Eu encerro.

Giulia d'Amore di Ugento

PS: ao acessar o site da FSSPX, à procura do link de meu blog que foi citado pelo prior, não pude deixar de observar - e rir - que o título foi modificado. Já não é mais um "importante" comunicado. Pouco importa! Não vou mudar o que escrevi, fica melhor assim e, de fato, não é nada importante. É pífio, indigno e vil. 
PS2: Já adiantando-me às reações pueris dos Maretboys, agradeço de antemão as charges ou as "ladainhas" que quiserem me dedicar, ou os epítetos com que demonstram cabalmente quem vos dirige! Se quiserem me caluniar, perseguir, ofender, difamar... peguem a senha e entrem na fila! Em relação a essas coisas, eu durmo o sono do justo. 


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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Liber Psalmorum, 42

Liber Psalmorum, 42

Judica me Deus, et discerne causam meam de gente non sancta: ab homine iniquo et doloso erue me.
Quia tu es Deus fortitudo mea: quare me repulisti, et quare tristis incedo, dum affligit me inimicus?
Emitte lucem tuam, et veritatem tuam: ipsa me deduxerunt, et adduxerunt in montem sanctum tuum, et in tabernacula tua.
Et introibo ad altare Dei: ad Deum qui lætificat juventutem meam.
Confitebor tibi in cithara Deus, Deus meus: quare tristis es anima mea, et quare conturbas me?
Spera in Deo, quoniam adhuc confitebor illi: salutare vultus mei, et Deus meus.
 
Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto; sicut erat in principio et nunc, et semper, et in sæcula sæculorum. Amen.





NON POSSUMUS: os "mornos" da FSSPX acordaram?

CINDERELA DESPERTOU? 


Após ter despertado do "boa noite, Cinderela" que a Roma modernista lhe aplicou, Mons. Fellay fará o que é dever de justiça? A conversa de Pinóquio de Pe. Schmidberger.

OS “MORNOS” DA FRATERNIDADE SÃO PIO X ACORDARAM DO SONO MODERNISTA EM QUE TROPEÇARAM?...


Parece que os “mornos” e traidores acordistas da obra de Mons. Lefebvre perceberam que no Vaticano, por seus corruptos expoentes, não dá para confiar; portanto, um acordo com eles seria impossível. Agora, se houve esse suposto arrependimento, resta a reparação pelos danos provocados:

1º a total reabilitação de Mons. Williamson e de todos aqueles sacerdotes perseguidos porque denunciavam o que esses “mornos” estavam fazendo com a gangue vaticana.

2° As demissões imediatas de qualquer carg,o na Fraternidade São Pio X, ocupados por esses personagens acordistas, pelos danos causados.

3° o afastamento do advogado Sionista Krah, que administra os fundos da Fraternidade São Pio X junto com Fellay, que, naturalmente, terá que colocar à disposição o seu mandato.

4º Pedidos públicos de desculpas aos fiéis enganados sobre o conteúdo dos perniciosos contatos com os assassinos da Fé vaticanos.

5° A imediata supressão do G.R.E.C., que é o mistifório de alguns Sacerdotes da Fraternidade com outros sacerdotes modernistas da falsa Igreja Conciliar.

Foram advertidos pelo Mons. Lefebvre, mas não se importaram e conduziram os colóquios com os assassinos da fé de maneira imprópria e em uma traição total aos ensinamentos de Monsenhor:

"É preciso resistir, absolutamente resistir, resistir a todo custo. E agora chegou àquilo que, sem dúvida, vos interessa; mas eu digo: Roma perdeu a fé, queridos amigos. Roma está na apostasia. Eu não estou falando palavras vazias! Essa é a verdade! Roma está na apostasia! Não podemos mais ter confiança nessas pessoas. Eles abandonaram a Igreja! Eles abandonaram a Igreja! É certo, certo. Eu o resumi ao Cardeal Ratzinger, em poucas palavras, porque é difícil resumir toda esta situação; mas eu lhe disse: "Eminência, mesmo se Vós nos concedeis um Bispo, mesmo se nos concedeis certa autonomia em relação aos Bispos, mesmo se nos outorgasse toda a liturgia vigente até 1962 e nos permitisse continuar a obra dos seminários da Fraternidade tal como o fazemos atualmente, nós não poderíamos colaborar conVosco; é impossível, impossível, porque nós trabalhamos em duas direções diametralmente opostas: Vós trabalhais em prol da descristianização da sociedade, da pessoa humana e da Igreja, enquanto nossos esforços estão dirigidos para a cristianização. Não podemos, portanto, nos entender”[1].[grifo nosso].

Em última análise, se pretendem que as pessoas voltem a confiar neles, que eles cumpram pelo menos estes cinco pontos, e, então, sua suposta iluminação sobre o atual estado do Vaticano, ocupado por impostores modernistas, será real e digna de confiança.


Publicamos este artigo colhido no La Croix, onde o primeiro sucessor de Mons. Lefebvre no comando da Fraternidade São Pio X esclarece como o problema essencial que nos separa das autoridades eclesiásticas atuais seja a ruptura doutrinal do CVII com o Magistério Tradicional da Igreja.

Lefebvre!
A influenza do Vaticano
[Lefebvre, A febre]


Segundo o Padre Franz Schmidberger, que foi Superior Geral da Fraternidade São Pio X de 1984 a 1994, a FSSPX caminha em direção a uma admissão do fracasso das negociações com o Vaticano. Para o atual superior do distrito da Alemanha dos lefebvrianos, que falou (em alemão) em um vídeo publicado no site dos tradicionalistas no dia 19 de setembro, o fracasso das negociações é culpa de Roma.

Em 13 de junho passado, durante um encontro com o cardeal William Levada, que então ainda era o prefeito da Congregação ainda para a Doutrina da Fé, Dom Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade, recebeu uma declaração que coloca a FSSPX diante de um problema.

De um lado, exige a aceitação da nova liturgia, do outro lado, o reconhecimento fundamental do Concílio Vaticano II, como inscrito na linha ininterrupta dos Concílios e dos ensinamentos da Igreja Católica. "Coisa que realmente não cabe", pensa Don Schmidberger.

Os "erros do Conselho" devem ser condenados.

"Há uma ruptura que não pode ser negada", prossegue o superior do distrito. "A suposta hermenêutica da continuidade é falsa. O conceito teológico que quer que o Vaticano II se inscreva na linha da Tradição católica provém do velho teólogo do Concílio Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI. Para que se possa chegar a uma união, Roma deveria renunciar a esta reivindicação", acredita Dom Schmidberger.

O superior da Alemanha explica que, após a entrega deste documento, a Fraternidade imediatamente se dirigiu ao Papa para perguntar se estas novas exigências vieram dele. E Bento XVI confirmou. Dom Schmidberger vê isso como uma "súbita inversão dos fatos".

O Capítulo Geral da Fraternidade São Pio X, que se reuniu no mês de julho, em Ecône (Suíça), foram concordes acerda  dos três pontos que devem ser exigidos de Roma, observa Don Schmidberger. Os "erros do Concílio" devem ser condenados. A FSSPX deve ser autorizada a usar exclusivamente os livros litúrgicos de 1962. E, finalmente, deve ter um bispo proveniente de suas fileiras.

Dom Schmidberger continua com uma crítica violenta dirigida ao novo prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Mons. Gerhard Ludwig Müller, velho bispo de Ratisbona. Conclui, condenando o ecumenismo e a Igreja Protestante.

Questionado sobre a eventualidade de uma nova excomunhão após o fracasso das negociações, Dom Schmidberger responde que não acredita nisso e que isso seria um "grande desastre para a Igreja". Segundo ele, desacreditaria e desmoralizaria todas as forças que, dentro da Igreja, trabalham para a sua reconstrução.

Quanto à utilidade das negociações conduzidas desde 2009 com Roma, o superior do distrito da Alemanha sublinha a sua importância. A situação da Fraternidade corresponde a um tempo de crise, mas, admite, não é normal. "Devemos nos esforçar para a normalização, mas se isso não vai a bom termo, não é culpa nossa. Estamos em um estado de necessidade, se quisermos preservar a antiga liturgia, os antigos ensinamentos, a antiga disciplina como um todo e continuar a levar uma vida verdadeiramente católica". Além disso, para Dom Schmidberger, estas negociações também permitiram evidenciar algumas fraquezas dentro da FSSPX e iniciar um processo de esclarecimento[2].

Fim do discurso de "Pinóquio" de Padre Schmidberger...

Fonte: Non Possumus
Tradução: Giulia d’Amore di Ugento

[1] Retiro sacerdotal dado em Ecône, 01/09/1987. Fideliter 66, 1988.
[2] Leia-se: expulsão dos que se opõe aos acordos que, no fim, se mostraram nocivos, como defendido, há tempos, pela Resistência.

domingo, 23 de setembro de 2012

A colaboração entre católicos, comunistas e modernistas é impossível

Mons. Antônio de Castro Mayer, Bispo de Campos, publicou uma Carta Pastoral sobre "A insídia da seita comunista". Ela é atual ainda hoje e pode ser aplicada analogicamente à seita modernista. É isto o que procuraremos fazer no presente artigo.

A INSÍDIA DO NEOCOMUNISMO E DO NEOMODERNISMO


A colaboração entre católicos, comunistas
e modernistas é impossível

D. CURZIO NITOGLIA

30 de maio de 2011



A armadilha comunista:
luta contra a miséria e a injustiça

Don Curzio Nitoglia
O que aconteceu em Cuba durante a revolução castrista contra Batista, na qual colaboraram também numerosos católicos ainda que com finalidade diversa, é um exemplo típico do resultado a que leva a colaboração com os comunistas. Estes, de fato, não desdenham a colaboração dos católicos. Mais, solicitam-na (v. Gramsci e Bloch), provocam-na também, colocando em evidência miséria e injustiças que possam suscitar a indignação e a reação dos espíritos retos. E, infelizmente, frequentemente obtêm a colaboração desejada. Habituados a agir de boa-fé, os católicos tendem muitas vezes a julgar impossível, com respeito a considerações humanitárias, que qualquer uma possa esconder um fim perverso. Acabam assim por impregnar-se não do movimento comunista, mas da luta a favor dos infelizes, dos oprimidos e dos sofredores. E trabalham unidos católicos e comunistas certos, os primeiros, de que os outros, como eles, desejam sinceramente curar a sociedade das pragas que a infectam; mas mais certos, os segundos, de que a agitação humanitária oferecerá a eles o ambiente ideal para a extensão de seu poder.

Chamado modernista atual:
retorno à "Tradição"

Assim, o modernismo em aparência moderadamente progressista ("hermenêutica da continuidade"), que jamais ocupou o ápice do ambiente católico e eclesial, pede aos católicos fiéis à Tradição que ajam unidos a eles para vencer o materialismo, o ateísmo e as forças paroxísticas do modernismo radical ("Hermenêutica da ruptura", 22 de dezembro de 2005). Alguns católicos de boa-fé se deixam convencer da continuidade (que ao invés é verbal, mas não real) e, agindo junto com os modernistas, realmente progressistas, ainda que aparentemente moderados, acabam por se tornar alimentos deles, assim como "o peixe menor é devorado pelo maior". Pois a agitação filantrópico-humanitária, mascarada de conservadorismo religioso, oferecerá aos modernistas, para os quais "o fim justifica os meios" (Maquiavel), o ambiente ideal para a extensão de seu poder, por silenciarem a voz do "grilo falante" representado pelos católicos fiéis.

Falsidade do humanismo comunista
e do imanentismo modernista

Os comunistas, de fato, não desejam a reparação dos males e das injustiças sociais. O regime que exaltam é a mais terrível das tiranias, elevada a sistema de governo. Desejam produzir um ambiente de luta, de exacerbação contra toda e qualquer ordem. O seu fim imediato consiste em provocar a inquietude social, a desunião dos espíritos. Não os perturba, de nenhum modo, a violação da lei moral. Para eles não há lei moral [1]. Sobretudo, para eles é útil suscitar e manter a luta de classe, luta de extermínio, sem nenhuma tentativa de conciliação harmoniosa, como exigido pela Igreja. Na verdade, na História do Partido Comunista da URSS, publicação soviética oficial, lê-se: "Para não errar em política, é necessário ser um revolucionário. [...] é necessário levar adiante uma política proletária intransigente, de classe, e não uma política reformista de harmonia entre os interesses do proletariado e os interesses da burguesia, não uma política de conciliação, de 'integração' do capitalismo no socialismo" [2]. Na encíclica Divini Redemptoris, por sua vez, Pio XI indica que o ideal a que visam os esforços dos marxistas consiste em exarcebar a luta de classes [3].
Assim também, o modernismo aparentemente restaurador ("hermenêutica da continuidade" nas palavras, mas não nos fatos) não quer "restaurar tudo em Cristo" (São Pio X), não quer realmente retornar à Tradição apostólica, mas procura sutilmente eliminar os últimos focos da resistência com a tática dos "opostos extremismos": modernismo radical e tradicionalismo antimodernista, para alcançar a evolução constante e permanente do dogma através da coincidentia oppositorum.

A "seita secreta" comunista e a modernista
escondem do grande público a sua
verdadeira doutrina

Hoje a propaganda dos comunistas não apresenta ao grande público, de modo claro e óbvio, nem a doutrina nem os objetivos. Ela o fez no início, mas de súbito percebeu que assim afastava o povo do marxismo [4], de tão bestial que ele é em sua essência. Portanto, a seita mudou de tática e procura atrair multidões com vários enganos, escondendo os próprios projetos atrás de ideias que em si são boas e atraentes [5]. Assim, os comunistas, sem renunciar a nenhum ponto dos seus princípios perversos, convidam os católicos a colaborar com eles no campo dito humanitário e caritativo, propondo às vezes coisas de todo conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja [6].
Da mesma forma, a propaganda da hermenêutica da continuidade se baseia no mais puro e científico modernismo, qualificado por São Pio X de "clandestinum foedus" ou seita secreta (Sacrotum Antistitum, 1º setembro de 1910), não trabalha claramente pela mudança da doutrina tradicional, mas o faz secretamente, ocultando-se atrás de palavras de "continuidade com a Tradição", que são divergentes da realidade dos fatos, para confundir as ideias dos católicos que realmente querem o retorno à Tradição. Para dar um exemplo: o "motu proprio" Summorum Pontificum, de 7 de julho de 2007, que declarou que a Missa tradiconal não fora ab-rogada e não podia sê-lo, suscitou inicialmente muitas esperanças, que foram frustradas pelo Decreto de 13 de maio de 2011 sobre a reta aplicação do "motu proprio" de 2007, na medida em que declarou que só podem celebrar livremente a Missa tradicional aqueles que não opuserem objeções à ortodoxia do Novus Ordo Missae, objeções que foram feitas em 1969 pelos Cardeais Alfredo Ottaviani e Antonio Bacci na "Carta de apresentação" a Paulo VI do "Breve exame crítico do Novus Ordo Missae", os quais ainda estão aguardando uma resposta, como recordava ainda há poucos anos o Cardeal Alfonso Maria Stickel.

Colaborar com a campanha da seita marxista e da modernista
significa fazer o jogo lógico delas

Isso mostra que toda colaboração dada a uma campanha em que se empenham também os comunistas – e ainda quando não se apresentam como tais – é uma colaboração que se dá para a instauração do marxismo. O exemplo doloroso de Cuba no-lo ensina, e a simples observação do modo de agir da seita nos convence. É necessário distinguir, a este respeito, entre mútua colaboração e ocasional convergência de esforços. É colaboração quando católicos e comunistas, trabalhando pelo mesmo objetivo imediato, se ajudam uns aos outros, ou, ao menos, escondem temporariamente o antagonismo de fundo e recíproco em que se encontram. A colaboração sempre redunda em vantagem para os marxistas. Pode acontecer, todavia, que os católicos iniciem determinada campanha, e que, fortuitamente ou insidiosamente, os comunistas também se movam na mesma direção. Pode dar-se, porém, como veremos depois, uma ocasional convergência de esforços, que só poderá não redundar em vantagem para os comunistas se os católicos se recusarem a acordar qualquer ação conjunta com eles, ou a concluir com o comunismo um armistício, ainda que temporário. Os sequazes de Marx trabalharão sempre e apenas em favor de sua causa. Se há um movimento totalitário no mundo, no qual não se desperdice força alguma, no qual tudo, absolutamente tudo, é calculado em função do fim que se tem em vista, é o comunista. Assim, onde quer que haja uma ação dos comunistas, haverá um interesse do comunismo, e é pueril tentar desviar-lhes a atividade, dado que um comunista, enquanto permanece tal, nunca abandona o seu posto de batalha.
O mesmo vale quanto ao modernismo: tem-se colaboração quando católicos e modernistas, trabalhando pelo mesmo objetivo imediato (aparente retorno à Tradição), se ajudam uns aos outros, ou, ao menos, escondem temporariamente o antagonismo de fundo ("o Concílio Vaticano II à luz da Tradição") e recíproco em que se encontram. A colaboração redunda sempre em vantagem para os modernistas. De modo contrário, pode acontecer, todavia, que os católicos iniciem determinada campanha (a favor da restauração da Missa Tradicional), e que, fortuitamente ou insidiosamente, também os modernistas se movam no mesmo sentido ("indulto" de 1984 e "motu proprio" de 2007). Se, porém, se der uma ocasional convergência de esforços, esta só poderá não redundar em vantagem para os modernistas se os católicos se recusarem a acordar qualquer ação com eles, ou a concluir com o modernismo um armistício, ainda que temporário.
Pio XI condenou qualquer colaboração com o marxismo (Divini Redemptoris, 19 de março de 1937), e o mesmo vale com respeito ao modernismo, "cloaca que recolhe todas as heresias" (São Pio X, Pascendi, 8 de setembro de 1907).

Também quando se propõem programas
conformes à doutrina católica tradicional

"Quando [os comunistas] também propõem coisas em tudo conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igeja", também nestes casos "não se pode admitir em nenhum campo a colaboração com eles [o comunismo]" [7]. A proibição de Pio XI é categórica, e não admite exceção: é necessário que não haja colaboração recíproca em nada – "nulla in re" – com esta seita execrável. E a razão é que, quando os comunistas atraem com lisonjas os católicos ao seu modo, isto é, com "coisas em tudo conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja", não fazem senão preparar uma armadilha, como disse o Papa: procuram atrair multidões com vários enganos, escondendo os próprios projetos atrás de ideias que em si são boas e atraentes! [8]. De todo este ensinamento de Pio XI se deduz que os fiéis que se unem aos comunistas, para alcançar objetivos "completamente conformes ao espírito cristão e a doutrina da Igreja", caem em uma emboscada e colaboram para a instauração do comunismo no mundo. É o que fizeram João XXIII e De Gasperi com a abertura da "Democracia Cristã" à esquerda.
Diga-se o mesmo com respeito ao modernismo: quando os modernistas atraem com lisonjas os católicos ao seu modo, ou seja, com "coisas em tudo conformes ao espírito cristão [tradicional] e à doutrina da Igreja", não fazem senão preparar uma armadilha, porque, como disse o Papa, "procuram atrair multidões com vários enganos, escondendo os próprios projetos atrás de ideias que em si são boas e atraentes!". Portanto, os fiéis que se unem aos modernistas, para alcançar objetivos "completamente conformes ao espírito cristão e à doutrina da Igreja", caem em uma emboscada e colaboram para a instauração do modernismo no mundo. Assim foi com o "o Concílio à luz da Tradição" em 1979, com o "Indulto" de 1984, e a mesma coisa se vem verificando explícita e abertamente desde maio de 2011 com o "motu proprio" de 2007, que, conquanto entre muitas reservas, podia suscitar alguma esperança, mas não ilusões. Diga-se o mesmo com respeito à hermenêutica da continuidade, que apresenta tão somente de palavra o Vaticano II em continuidade doutrinal com a Tradição Apostólica.

Conclusão

Mons. Brunero Gherardini publicou um livro interessantíssimo intitulado Quaecumque dixero Vobis. Palavra de Deus e Tradição em comparação com a história e a teologia [Torino, Lindau 2011) [9].
A "razão de ser" deste livro é fundamental e atualíssima quanto à crise que aflige ainda hoje o ambiente católico. O Autor desde o início do livro põe a questão de se há continuidade real entre o Vaticano II e a Tradição Apostólica e responde dizendo que "uma simples asserção afirmativa [de continuidade] não tem em si valor apodíctico. Não basta afirmar, deve-se demonstrar, e isto o próprio Vaticano II negligencia" (Quaecumque..., p. 7). Em seguida, o autor se pergunta se as recentes "revisões [da hermenêutica da continuidade afirmada mas não demonstrada] portam o sinal de uma operação política [similar à da seita comunista sobre a qual escrevia em 1961 Mons. Antônio de Castro Mayer] devido à falta de apoio doutrinário [...], porque à afirmação não corresponde a prova" (ibid., p. 8). O Autor se propõe a resolver o problema e afirma que o caminho a seguir no tratamento desta questão é determinar se os 16 documentos conciliares são teologicamente fiéis in verbis et in factis à "divina Revelação, que se encontra em sua fonte escrita e em sua fonte não escrita" (ibid., p. 9). Ele cita os vários discursos feitos por Ratzinger teólogo, bispo, cardeal e Papa sobre a continuidade entre o Vaticano II e a Tradição, a qual é o fio condutor de seu pensamento teológico: segundo ele, "defender hoje a verdadeira Tradição da Igreja significa defender o Concílio [Vaticano II]" [10], e ainda: "a defesa da Tradição é a defesa do Concílio" [11]. O seu intento de sempre (em 1960 como em 2011) é "promover o Vaticano II" (ibid., p. 11). "Palavra clara – comenta Gherardini – para exprimir um pensamento tão claro: se queres professar a secular Fé da Igreja, deves professar, ou basta que professes, a Fé do Vaticano II" (ibid., p. 19). Gherardini continua: "Nenhum Papa jamais falou tão frequentemente e tão insistentemente de Tradição como o teólogo, bispo, cardeal e Papa Joseph Ratzinger" (idem). Porém a questão é saber que coisa entende por "Tradição" Ratzinger. Na verdade, também Hegel fala sempre de Deus, mas o seu não é o Deus pessoal e transcendente, e sim o Pensamento Absoluto e imanente ao homem. Trata-se, porventura, da Tradição Apostólica, da Fé e da doutrina de sempre? (ibid., p. 23). Em sua exposição, Gherardini demonstra claramente que Ratzinger repudia não só o "radicalismo" de quem quer correr muito e corre o risco de perder a máscara que serve para promover o Vaticano II, mostrando – em vez de esconder – que ele está em ruptura com a Tradição Apostólica e por isso é inaceitável. Ele rejeita também o "catolicismo integral", definido como "só aparentemente católico, [e que ao contrário] na realidade desnatura de modo o mais profundo as posições rigorosamente católicas" [12].
A conclusão a que chega, então, Gherardini é que se fala de dois conceitos diversos de Tradição: para Ratzinger a Tradição é o Vaticano II e vice-versa; ele o afirma, não o demonstra, é uma petição de princípio, como um cão que morde o próprio rabo. Para a doutrina católica a Tradição é o que Jesus ou o Espírito Santo ensinaram aos Apóstolos e estes aos primeiros Padres apostólicos e eclesiásticos, que a transmitiram, substancialmente inalterada, até nós. Vejamo-lo juntos:
Mons. Gherardini resume e escreve: "Trata-se de duas doutrinas que, ainda que deem a impressão de se encontrarem [...], percorrem caminhos diferentes e se tornam duas doutrinas diferentes. [...]. Depois, há [no Vaticano II] aquele nível que apresenta não poucas inovações, doutrinais ou não, que nenhum jogo de palavras é capaz de reconduzir à Tradição divina, divino-apostólica" (ibid., pp. 188-189). Em seguida o velho teólogo confessa: "É-me difícil de fato compreender como nunca não se viu que" se degrada "o branco em negro; e como a evidência de caminhos tortos e de não poucas armadilhas rende cada vez mais enviando e acelerando o passo para o perigo mortal?" (ibid., pp. 190-191). É evidente a referência aos "leitores do Vaticano II à luz da Tradição", em continuidade e não em ruptura com esta. O que é evidente para quem não quer negar a evidência torna-se opinável e discutível para quem quer dialogar a respeito do amargo fim e ler à luz da Tradição o que ao invés a subverte. O que não se quer fazer é "uma mudança de rota" real e substancial, e querem contentar-se com a simples e "superficial declaração" da hermenêutica da continuidade (ibid., p. 191), que se tornou um lugar-comum tão gritado quanto não provado. Então Mons. Gherardini nos convida sabiamente a "não fechar os olhos para convencer-nos de que a Tradição está contida inteiramente nos documentos do último Concílio", mas a abri-los "para ver onde nele a continuidade se interrompe e em que direção vão os seus próprios passos, para a recuperação do 'quod semper, quod ubique, quod ab omnibus creditum est'" (ibid., p. 192).
Atenção! A insídia da seita secreta modernista é verdadeiramente semelhante à da seita comunista. Para evitá-la, devemos pedir a Deus tenhamos ideias bem claras e força de vontade para não ceder diante do labor certaminis e do orror difficultatis. Na verdade, após cinquenta anos de luta contra um inimigo ardiloso, astuto, insidioso e oculto, corre-se o risco de deixar-se levar e de ceder à tentação: "haec omnia tibi dabo, si cadens adoraveris me".
Ab insidiis diaboli, libera nos Domine! Infelizmente "o estúpido é o cavalo do diabo". O problema maior se dá quando o estúpido é tomado por raposa e tem o fim do frango. Em 1979 ("Concílio à luz da Tradição", que convida ao diálogo); em 1984 ("indulto" doloso); em 2005 ("Hermenêutica da continuidade", que reconvida ao diálogo); em 2007-2011 o "motu proprio" que traz de volta o "indulto doloso" – nada disso lhes ensinou nada: eles continuam a querer conciliar o inconciliável, a apertar a mão estendida, e como "o burro cinza" de Carducci a seguir "todo barulho indigno de um olhar e a tentar séria e lentamente assim continuar". 


Tradução: Gederson Falcometa

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Notas

(1) PIO XI, Divini Redemptoris, 19-3-1937.
(2) G. Stalin, Storia del Partito Comunista dell'Urss, Edizioni Servire il popolo, Milano 1970, pp. 119-201.
(3) Cf. Pio XI, Ibidem.
(4) Pio XI, Ibidem.
(5) Pio XI, Ibidem
(6) Pio XI, Ibidem.
(7) Pio XI, Ibidem.
(8) Pio XI, Ibidem.
[9] 203 pagine, 18 euro, <www.lindau.it>, Corso Re Umberto, n° 37; 10128-Torino.
[10] J-Ratzinger/V. Messori, Rapporto sulla Fede, Milano, San Paolo, 1985, p. 32.
[11] J-Ratzinger/V. Messori, Rapporto sulla Fede, cit., p. 41.
[12] J-Ratzinger, Les principes de la théologie catholique, Parigi, Téqui, 1985, p. 421.
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sábado, 22 de setembro de 2012

E por falar em Anticristo...

Editado: Tendo em vista que no Brasil a oração será às 12h - horário de São Paulo - PROPONHO que neste horários façamos uma oração, ou o terço, ou o rosário, para que Nossa Senhora, a mulher vestida de sol, e São Miguel Arcanjo, nos defendam desse mal. Se for para a glória de Deus e a salvação das almas... E se for a vontade de Deus para nossa geração!


Achei que era brincadeira, ou "intriga da oposição", de algum anti-sionista querendo zombar dos "irmãos mais velhos" (segundo Mons. Fellay), mas não! É verdade! Achei a notícia em alguns sites hebraicos/judaicos:


Prece Mundial dos Judeus por Mashiach

Date: domingo, 23 de setembro de 2012 12:00 - domingo, 23 de setembro de 2012 12:15
Numa iniciativa inédita, judeus de todo o mundo se unirão em uma pequena mas poderosa prece pela tão almejada Vinda de Mashiach. Baseando-se na hora local de 17h em Israel.

Para participar desta corrente, e com a ajuda de D´us aproximarmos a tão sonhada Gueulá, basta doar uma unidade de moeda local para a Tsedaká (no caso do Brasil, R$ 1,00), seguido pela pequena oração: "Mestre do Universo, Nós, Filhos de Israel, Pedimos por Mashiach para nos redimir, Neste Momento e Com Misericórdia, do Exílio e de todo tipo de Sofrimento, para Revelar o Teu Nome no Mundo e para Trazer a Paz".
Assista ao vídeo do projeto, que conta com o apoio de importantes rabanim ao redor do mundo.
O Grande sábio Chafetz Chaim, em uma ocasião, chorando, disse: "Se ao menos milhares e milhões de Judeus mostrassem a D´us o quanto eles desejam a Vinda de Mashiach, ele (Mashiach) certamente chegaria neste momento". Local: Todas em que haja Yehudim (Fonte)

É ou não é um pedido desesperado pelo Anticristo? Afinal... o Messias já veio a este mundo, como o comprovam milhares (quiçá milhões) de judeus que se converteram desde os primeiros tempos até o dia de hoje. 

Armai-vos das armas da Fé, católicos, porque o dia "D" está cada vez mais próximo!!!

ABORTO - O GRITO SILENCIOSO

CONHEÇA O NOVO SITE DA EDITORA