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sábado, 30 de junho de 2012

Do Abbé Moulin para Mons. Williamson: vá ao Capítulo!

VÁ A ECÔNE, MONSENHOR WILLIAMSON...


Neste documento - que eu traduzi (não domino o Francês, portanto perdoem os erros que porventura encontrarão, considere, apenas, a boa vontade) - o Abbé Charles Moulin aconselha Mons. Williamson a ir a Ecône, apesar da proibição de Mons. Fellay.

Publico a carta a título de conhecimento, pois eu não concordo com "todos" os termos que dela constam, sobretudo quando se expressa a favor do acordo (seja qual for o eufemismo usado) ou do levantamento das excomunhões dos grandes Esquecidos. Sobre a ida ou não de Mons. Williamson a Ecône, acredito que o que ele decidir será sábio e prudente, pelo Bem Comum. Mas sobre isso voltarei a falar em outro post. Afinal, há um tempo para calar e outro para falar...

Aqui vai a carta:




Monsenhor,

Queira perdoar o caráter público destas linhas que eu me permito respeitosamente e amigavelmente de vos endereçar, em seguida à última correspondência interna do Secretário Geral da Sociedade informando-nos de vossa exclusão do próximo Capítulo Geral em Ecône.

Além disso, é ao amigo pessoal de Mons. Lefebvre, ao Decano dos Bispos da Fraternidade, ao ex-Superior, Diretor-adjunto do Seminário de Ecône, a meu ex-Professor de filosofia e de teologia, a um Irmão mais velho no sacerdócio e, finalmente, a um Amigo de mais de quarenta anos de minha família providencialmente reunida sob a égide de Nossa Senhora do Monte Carmelo que eu vos peço, respeitosamente, que desconsidere aquela correspondência, consequência de um provável e infeliz mal-entendido a seu respeito, e que não desista de ir como planejado a Ecône para o Capítulo Geral, em julho próximo. É verdade que nestes tempos difíceis pelos quais passa a Fraternidade, segundo as caridosas palavras do bom rei Louis XVI expressas em seu admirável testamento: "souvent dans les moments de trouble et d'effervescence, on n’est pas maître de soi".

Ignore o cânon 1331, §§1 e 2, inabilmente invocado contra vós, uma vez que também condenaria a "rebelião e a desobediência" de Mons. Lefebvre e comprometeria a legitimidade de sua desobediência contra a Roma modernista que dirige a Igreja desde o último Concílio!

Um verdadeiro mal-entendido, se eu considerar meu conhecimento pessoal acerca do nosso Superior Geral, com quem entrei para o seminário de Ecône há quase 35 anos, que me permite afirmar que, aquele que mostra, durante meses, uma verdadeira benevolência, compreensão e caridade para com os antigos inimigos da Igreja e da Fraternidade, e que está disposto, em um espírito de abertura, a dialogar com eles, já que parecem ter suspendido sua perseguição contra nós... não pode agora perdoar a seu "confrade de armas" alguns desvios de obediência, depois de tantos anos de combates comuns, fieis e heroicos ao serviço de Cristo Rei, de sua Igreja, da Fé, da Santa Missa e do Sacerdócio na reta linha do combate de Mons. Lefebvre.

Que ele queira punir o fato de que um verdadeiro “Bispo fala” e responde modestamente, a cada semana, aos legítimos questionamentos dos "católicos perplexos" diante desta evolução por muito tempo considerada positiva da igreja conciliar. Em um momento muito delicado, quando lhes é solicitado de retomar o estudo atento e objetivo dos textos do Concílio Vaticano II, e a "ler nas entrelinhas” os textos, comunicados e decisões das autoridades romanas, a fim de discernir essas ditosas mudanças que o inclinem, não secretamente, mas discretamente, a rever favoravelmente, em nome de toda a Tradição, seu juízo sobre as leais disposições das autoridades romanas a nosso respeito e sua sinceridade de operar alguma reforma da "Igreja" deles. Por exemplo, a de estar atento aos fatos, como o que ocorreu recentemente na Córsega, onde o Bispo local generosamente se ofereceu para vir confirmar os fiéis de nossa capela, segundo o rito tradicional...

Além disso, Monsenhor, pelo fato de, providencialmente, o senhor não estar envolvido nas discussões doutrinárias com as autoridades romanas, parece-me que nosso Superior, preocupado por nossa futura independência de palavras, de apostolado e de ação da Fraternidade "intra muros", não pode que se alegrar com vossa liberdade de expressão, privilégio autêntico e tradicional de todo bispo católico, ao mesmo tempo pastor, guardião e defensor do pequeno rebanho contra todos os inimigos da Igreja, tanto do lado de fora quanto de dentro. A Igreja não nos mostra S. Paulo pregando a boa doutrina "oportuna e inoportunamente", chegando até a repreender severa e energicamente o grande São Pedro?: “Quando, porém, Cefas chegou a Antioquia, opus-me a ele abertamente, pois merecia censura (...) Eu disse a Cefas, diante de todos...” (Gal. 2,11).

Também me é difícil imaginar que nosso Superior Geral, que foi um dos alunos mais atentos de vossas conferências no seminário de Ecône, e que vos deve, assim como a Mons. Tissier de Mallerais, o essencial de sua sólida formação filosófica e teológica, possa, neste período particularmente delicado para o futuro de nossa Fraternidade, dispensar os vossos conhecimentos e vossas luzes no próximo Capítulo Geral que marcará, sem dúvida, a sua história.

Sobretudo me é especialmente difícil conceber que nosso Superior, sempre apreensivo pela unidade da Fraternidade, possa, legitimamente, excluir um dos quatro bispos escolhidos por Mons. Lefebvre, sem quebrar a união íntima e indissolúvel desejada por ele, e destruir sua complementaridade harmoniosa.

Vosso servo está pessoalmente convencido de foste providencialmente escolhido por nosso Fundador, a fim de prevenir eficazmente, por vosso carisma pessoal e meritório de convertido do anglicanismo, uma sempre possível “protestantização” de nossa modesta Fraternidade, depois de assistirmos, impotentes, àquela operada durante cinquenta anos em toda a Igreja.

Também é difícil, para mim, compreender que ele queira se privar de vosso precioso conhecimento em matéria de táticas subversivas, modernistas, liberais e revolucionárias dos inimigos da Igreja. Formação largamente enriquecida ao longo do tempo, por vossos contatos estreitos e amigáveis com alguns homens que foram providencialmente suscitados para o nosso tempo (embora, infelizmente, alguns deles tenham se tornado bastante impopulares em nossos meios tradicionais após o trabalho de certo “Gentleman cambrioleur”!). Eu penso particularmente a estes senhores Pierre Virion e A.-M. Bonnet de Viller... e muitos outros, incluindo Jean Vaquier... que são todos escritores essenciais a se conhecer para a formação de uma boa compreensão da terrível crise religiosa, social e política que estamos atravessando, e inclusive nosso Superior não pode ignorar os escritos sobre a recomendação do Senhor que convida os discípulos a "ser tão simples como as pombas e prudentes como as serpentes".

É, por fim, é difícil, para mim, imaginar este Capítulo Geral sem a vossa eminente presença, o que poderia, talvez por solidariedade, privá-lo também da presença de vossos dois outros Confrades no Episcopado, mas, sobretudo, privar nosso Superior Geral de vossos preciosos conselhos na redação final das razões fundamentais que serão necessariamente levadas às autoridades romanas para justificar a recusa da Fraternidade em aceitar os termos da mais recente proposta do Cardeal Levada, julgada por ele inaceitável.

Queira Deus que, esse mal-entendido feliz e rapidamente dissipado, o Capítulo Geral com todos seus integrantes, possa encontrar toda a sua legitimidade, e permita, em paz e unidade, a todos os delegados do Capítulo de se acordarem, ao mesmo tempo em que meditem, frutuosamente, esta verdade maravilhosamente formulada por São João Crisóstomo que disse que "é melhor confiar nas injurias de um amigo do que nos beijos ávidos de um inimigo", e trabalharem, finalmente, para pedir às autoridades romanas, com o levantamento da excomunhão dos dois principais Esquecidos, a plena reabilitação de nosso venerado e reverenciado Fundador Mons. Marcel Lefebvre, a quem nós devemos tanto!

Esperando com todo meu coração que levareis em conta a minha súplica, queira aceitar, Monsenhor, os protestos da minha respeitosa e sacerdotal amizade in Christo Rege et Maria.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Ce qui nous attend, by Abbé Chazal, FSSPX

Não tenho tempo hábil agora para traduzir este texto, até porque acho que logo logo haverá uma versão em português, por mão de alguma boa alma caridosa. Para mim, não é difícil compreender o francês escrito, certamente mais do que o falado... Publico porque é um texto importante, e os católicos fieis à Tradição deveriam ler... Além da confirmação da perseguição e punições que este bom padre sofreu, e de todas as argumentações fortes que o texto contém, não posso deixar de mencionar, quase no final, a questão da "infalibilidade do superior"... pois virou um dogma fsspxiano (não uso o adjetivo lefebvriano aqui, nem por brincadeira, porque seria ofensivo à memória de Mons. Lefebvre) ou, melhor, fellayano, que o superior deve ser cegamente obedecido e nunca, nunca mesmo contrariado. Oras, se o Papa que é o Papa não é infalível... que dirá um bispo, padre ou fiel qualquer!!!
Mas vamos ao que interessa!
GdA



Ce qui nous attend ... (la seconde bombe de l’Abbé Chazal) 


10 juin 2012
Premier prélude :

Le chapitre Général
... oblige Monseigneur Fellay à rétracter ses affirmations passées erronées ou à présenter sa démission
ET
... exclut, par voie légale, tout accord pratique avec le Pape sauf si le Pape jette l’anathème, sur l’entièreté des textes et de la substance de Vatican II et retourne à l’usage exclusif de la Messe traditionnelle.

Second prélude :

Le chapitre Général
... émet de vagues assurances de fidélité à la positon de la FSSPX ; passe le plus clair de son temps à des détails administratifs
ET
... refuse de clarifier le débat sur ce que signifie le retour de Rome à la tradition.
Séoul, le 10 juin
Chers fidèles,
PARTIE I
Scénario cauchemar
Se réveiller réconcilié avec la nouvelle Rome, c’est se réveiller à l’intérieur du cauchemar au lieu d’en sortir. Nous arrêterions d’être une entité valide sauf si nous nous appliquons à la vertu de Prudence, « porro videns », vertu qui regarde en avant, mais pas trop loin en avant ; vertu qui regarde ce qui peut arriver dans un mois et 5 jours à partir d’aujourd’hui.
Notre-Dame va intervenir car la situation est désespérée, comme elle l’a dit à Quito. Mais jusqu’à ce qu’elle réagisse, les perspectives restent mauvaises et il nous revient à chercher des solutions temporaires, même si elles pouvaient s’avérer maladroites parce que nous ne sommes que de fragiles humains. Notre-Dame choisit l’heure de son intervention, mais entretemps, il ne nous est pas interdit de considérer ce qui peut se produire car ce qui va se produire est imminent. Je ne suis pas d’accord avec ceux qui disent qu’on n’y est pas encore. Car il s’agit d’un seul mois et la Prudence exige, tout en espérant la meilleure des issues suite au chapitre Général, que nous nous appliquons à réfléchir un peu à ce qui pourrait se passer prochainement.
 
Mais avant de commencer, je voudrais me rétracter sur une déclaration erronée énoncée précédemment dans le document « C’est la guerre … » (WAR ON) qui annonçait : « la solution suivante, c’est d’annuler, ou mieux encore de postposer le chapitre général ». Cette déclaration est erronée, Menzingen procède selon un agenda précis. (Mais … attendez, mon Dieu ! il se pourrait que je doive rétracter cette rétractation … donc s’il vous plaît, attendez jusqu’au 1er juillet). Toujours dans l’attente d’objections sérieuses à mon document WAR ON qui me permettent de corriger des erreurs toujours possibles, après avoir essuyé certaines punitions, menaces et vols (avec comme cerise sur le gâteau, mon premier avertissement canonique envoyé par l’abbé Couture (qui j’imagine souhaite me faire sortir avant le chapitre général, de sorte que toutes ces discussions folles de guerre ne nuisent pas aux débats administratifs) ; tout ce que je veux dire se résume à « non, rrrrien de rrrrrien, je ne regrette rrrrien » (Edit Piaf).
 
La première chose à faire pour nous est de garder nos yeux bien ouverts, entre maintenant et le chapitre général, sur quelques trois animaux qui sont le caméléon, l’araignée et le crocodile.
LE CAMELEON
La chose la plus incertaine dont nous avons été témoin jusqu’à présent est ce changement constant d’orientation ; je ne parle pas seulement du la proposition d’un retour à Rome par un virage à 180 degrés ; mais du fait que, en connaissant la position de Menzingen sur les propositions romaines, il nous faille surveiller cette position de Menzingen constamment en temps réel. La lettre du 14 avril dernier que je compare au Titanic exprimait clairement l’intention de procéder en avant et d’accepter l’offre romaine qu’il n’est pas possible de refuser ; ensuite le sermon à la Pentecôte déclarait que nous sommes juste en train de nous informer sans dire ni oui ni non ; et quelques jours plus tard, le 7 juin, nous nous situions à nouveau proche du « oui ». Bon, d’accord, on va dire que c’est un processus ouvert de décision avec des points pour et contre, avec trois coups et trois espaces vides tournants dans le cylindre d’une roulette russe ; ce cylindre tournant sans s’arrêter … jusqu’à ce maudit jour du 15 juillet quand on tirera sur la gâchette … peut être … ou peut être pas : nous devons « suivre les dictats de la Providence ». Mais Monseigneur Fellay est très courageux et ne va pas tolérer des brimades et manœuvres d’intimidations, comme tout bon dirigeant, et donc je peux imaginer, en lisant l’interview du 7 juin, que son objectif d’obtenir un accord avec Rome se durcit, malgré les difficultés, incertitudes, et malgré l’opposition des trois autres évêques et le refus qui gagne en importance parmi les membres de la Fraternité SPX. Tout est maintenant arrangé pour servir la cause de la réconciliation, d’une manière à la fois suave et ferme. Les Suisses sont ainsi faits ; ils aiment la paix et la réconciliation, mais en même temps, on ne les intimide qu’à leurs propres risques.
L’ARAIGNEE
Avant d’envelopper sa victime dans sa toile, l’araignée doit la piquer, l’endormir. L’araignée doit la « piquer » dans le sens que « tout ceci ne sont que rumeurs, l’ensemble des membres de la Fraternité SPX se tient uni derrière Menzingen parce que Menzingen a les grâces d’état et une vision plus élevée, et une connaissance constante et claire des circonstances concrètes. Les vaches mâchonnent paisiblement, tout est dans une si belle harmonie, dans ces temps si bénis dans laquelle baigne pour le moment notre Fraternité. Au contraire, des gens (comme votre serviteur) causent un grand dommage et un immense scandale, sont comme possédés par un esprit d’agitation, de subversion et de révolution et ne comprennent pas rien au concept d’autorité, en remettant sur le tapis sans relâche la notion de la FOI pour excuser leur rébellion à ce qu’ils désapprouvent de Menzingen. En refusant de garder le débat dans le lieu qui convient, c’est-à-dire en secret entre eux et leurs supérieurs, ils osent en appeler à tous les fidèles et même à ceux qui ne partagent pas les mêmes convictions, en particulier les sédévacantistes, pour condamner leurs supérieurs d’une façon violente, injuste et irrégulière. Voyons, rien ne s’est passé, rien n’est signé, attendez le résultat du chapitre général, calmez-vous, prenez quelques vacances, priez, soyez surnaturels, réalisez que vous êtes en pleine désolation et ayez confiance en Dieu. Toutes ces visites des membres du chapitre général et autres experts de la Fraternité SPX ne signifie vraiment rien du tout. Nous ne sommes pas en train de nous lier canoniquement même si nous commençons à entrevoir clairement dans quelle structure la Fraternité SPX va pouvoir opérer une fois que nous serons reconnus par la Rome officielle. Ne faites pas part de votre opposition maintenant mais seulement une fois que l’accord est entériné avec Rome. Seulement alors, une fois que ce sera terriblement difficile pour vous de manœuvrer, vous aurez liberté pleine et entière de faire savoir que, après avoir été endormi et ligoté, vous attendez, dans le garde-manger de l’araignée, d’être mangé comme l’ont été avant vous l’Institut du Bon Pasteur et les pauvres petits Rédemptoristes. Alors seulement il sera temps pour vous de parler haut et fort et ainsi l’araignée aura un repas encore plus appétissant.
LE CROCODILE
Et enfin le crocodile et j’en ai vu un récemment à Davao, pesant une tonne mais capable d’appliquer deux tonnes de pression avec sa mâchoire. La nouvelle Rome lui est semblable, c’est une puissante machine de destruction des âmes (cf WAR ON 1ère partie), mais regardez bien dans ses yeux, il y a un trou qui contient des membranes de protection additionnelle. Elles ressemblent à des larmes, tout comme ce Pape esseulé Benoit XVI travaillant si gentiment à son bureau pour le bien de l’Eglise pendant que les média s’acharnent à lui empiler des scandales contre lui, pendant qu’il est trahis par les infidélités et les inepties de toute la curie romaine, pendant qu’il se sent fatigué et souhaite se retirer pour se reposer … dire que nous sommes du petit nombre de ses fils … et on ne va pas écouter son appel de venir aider à améliorer les choses pour l’Eglise, ceci alors qu’il a multiplié les gestes de bienveillance à notre égard. Vraiment c’est cruel ; des huitres courageuses devraient se lever et se battre contre la tristesse et la solitude du Morse et du Charpentier, faire quelque chose pour les aider, toujours pour le Bien de l’Eglise. Le morse le désire lui-même ; (dans le passé en effet, il avait l’habitude de dévorer les petites huitres sans les inviter poliment) ; il n’y a rien de plus beau que de nous présenter en avant courageusement quand une raison bonne et surnaturelle nous est donnée de mourir.
 
Malheureusement, en raison d’avoir eu l’imprudence de couper le caméléon en deux, d’écraser l’araignée et de tirer sur le crocodile, certains d’entre nous, et ne plaise à Dieu qu’un accord ne soit signé mais si l’accord devait être signé, beaucoup seront sur la sellette, menacés, réprimandés, expulsés. Ils auront été écervelés jusqu’à ce début du mois de mai et maintenant leur vie prendra un tournant radical avec cette fois une autre situation cauchemardesque aux sept facettes à laquelle ils devront faire face.
1 découragement.
Une fois que vous êtes jeté à la porte, laissez-moi vous décrire ce qu’on ressent d’être placé dans un espace hors de notre galaxie : plutôt froid, et plutôt chaud. J’imagine que le sentiment de ceux qui ont été évacués ou qui sont partis trop tôt, les abbés Gotte, Cardoso, Meramo, Abramhowicz et tous les autres dont je ne me rappelle pas le nom, ainsi que tous les prêtres qui sont sur un tremplin comme moi. Ils font face à des éventualités impossibles, sont confrontés à une situation ou ils n’ont aucune chance d’en sortir : aucune visibilité, aucune protection de prudence, aucune assurance, un maigre support de la part de très peu de gens, etc. Ils pourraient être tentés de pessimisme. "vae soli" ; malheur au solitaire, parce qu’il n’a personne qui puisse le ramasser s’il tombait (dans le découragement).
2. Tranchage (séparation progressive)
La deuxième calamité est que les prêtres qui restent fermes contre tout compromis seront retirés les uns après les autres. Ceci explique pourquoi maintenant que j’ai reçu une première réprimande, et que je me trouve ni totalement dans la FSSPX ni totalement en dehors (pour des raisons bureaucratiques et invalides). La meilleure chose est de regarder vers ceux qui se trouvent des deux côtés de la rivière et de leur demander de communiquer et éviter l’…
3. Isolement
L’isolement est un tueur pour un prêtre, parce qu’un prêtre vit seulement avec d’autres prêtres, il n’est pas un anachorète, il a des défauts qui nécessitent une correction journalière à travers une vie de communauté, il est un être humain avec des hauts et des bas, il a besoin d’amitié comme n’importe qui, d’amitié avec ses semblables, et enfin il a besoin d’un ou plusieurs évêques. J’aurais gardé le silence si je n’avais pas su combien les trois évêques fidèles sont réduits au silence et sont persécutés, et en particulier, si je n’avais pas su combien les trois évêques fidèles désapprouvent le reniement proposé.
4. Confusion doctrinale
Des lambeaux de prêtres, qui continueront à prêcher dans les limites de tout ce qui leur sera possible de dire en public, finiront par donner une perspective différente sur la situation, et selon leur état d’esprit, tomberont soit dans le pessimisme soit dans l’exagération, ou encore feront des aller-retour vers le Nouvel Ordo, comme l’ont fait certains sédévacantistes parmi vous. Mis à part le travail d’assembler les idées éparses, leur pensée sera en premier lieu difficile à capter et leur petit troupeau s’exprimera aussi de façon cacophonique. Parmi les sept situations, celle-ci est sans doute la pire du pire des scénarios, car c’est le triomphe de cet esprit diabolique de confusion qui mène droit au ..
5. Zèle amer et esprit sédévacantiste
D’abord, je tiens à remercier mes compagnons catholiques sédévacantistes de m’avoir aidé à faire passer mon message. Mais j’ai bien peur qu’ils soient déçus. Parce que de notre part les rejoindre serait une trahison envers l’Archevêque Lefebvre. Notre principal désir est que nous ne changions pas, et donc nous n’allons pas nous-mêmes devenir sédévacantistes dans le but de garder la position de l’Archevêque, et nous allons dissuader tout prêtre et fidèle de suivre ce chemin lamentable. La solution à la crise reste la même : la conversion de la papauté, cela explique que nous mettons Menzingen et les sédévacantistes sur un pied d’égalité parce que tous les deux excluent la conversion totale du Pape, chacun avec les dérives désastreuses qui leur sont propres.
 
La guérison de l’Eglise viendra seulement par la hiérarchie, et tout comme nous excluons la théorie de la conversion progressive de Pierre, nous affirmons que, une fois que Pierre se convertis, cela lui prendra un peu de temps de confirmer l’Eglise dans la vérité à la vraie Foi. Mais certainement, Pierre est le seul instrument qui puisse amener un tel miracle. Ceci est ma compréhension des prophéties de St Malachie sur un Pape qui dirigera l’Eglise à travers beaucoup de tribulations.
6. Querelles internes
Dès que la vérité est clairement acquise dans la tête des autorités, l’étape suivante est l’obéissance, cette coordination des actions des sujets individuels pour les mettre au service du bien commun et pour prévenir la division. Le manquement à l’obéissance est le reproche constant que j’ai entendu toutes ces dernières semaines, et j’y suis sensible dans la mesure où une fois que je suis mis à la porte, je ne suis plus un Samurai, mais je deviens un Ronin, c’est-à-dire un Samurai privé de chef. La solution japonaise est alors de mourir de façon honorable, ce qui est très confortable, mais ce n’est pas une solution catholique ni raisonnable. « Si nous ne nous serons pas les coudes, dit Franklin, nous serons tous pendus séparément. » En conséquence j’en appelle avec insistance à nous tous de ne pas remettre à plus tard la recherche d’un prêtre ou évêque qui nous dirigera et nous rassemblera. C’est une question de vie ou de mort.
7. Abandon des fidèles
La chose la plus triste sera de voir toutes ces brebis désorientées à la recherche de pasteurs, cherchant refuge dans les sacrements de la doctrine catholique, et ne trouvant plus ce qu’elles cherchent. Pouvons-nous abandonner ces gens qui vont à contre-courant du monde moderne, et les laisser sans une organisation de chapelles, d’écoles, de prieurés, de journaux, de pèlerinages, de maisons pour personnes âgées, de religieuses, de scouts, de mouvements de jeunesses, de congrès doctrinaux etc. Comment pouvons-nous accepter leur état de troupeau sans pasteurs?
 
Il me semble qu’en face d’une telle montagne de boîte de pandore empilées les unes sur les autres, le mieux et le plus simple est de rester ce que nous sommes, des prêtres et des fidèles de la FSSPX. (au temps de la désolation, ne pas changer votre ligne de conduite.) Ce serait une catastrophe de lancer une nouvelle structure parce que, contrairement à Mater Ecclesiae, SSP, l’institut du Christ Souverain Prêtre, Campos, Institut Saint Jean etc., nous ne nous distançons pas de notre Fondateur. Par contre, ce sont les officiels de la FSSPX qui sont du côté du changement, tout comme avant cette crise de la FSSPX, ce n’était pas la FSSPX qui quittait l’Eglise Catholique, mais l’église conciliaire qui se séparait du catholicisme. Une personne (éventuellement celui qui a ré-écrit les Galates) pourrait ré-écrire la déclaration de 1974 dans l’esprit de ces lignes.
 
Nous n’allons pas nous en tenir là, mais ce sera nous qui renommerons le côté faible de la FSSPX ; un nom qui s’apparenterait à « FSSPX conciliaire », tout comme nous continuons à être confrontés à « l’église conciliaire ».
 
Jour après jour, rejoindre la nouvelle Rome, devient de plus en plus une folie, car si Benoît XVI n’arrive pas à contrôler la Curie Romaine qui se trouve juste sous son nez, comment donc va-t-il s’y prendre pour réussir à empêcher les évêques de nous supprimer ? Deuxièmement, si Benoît XVI de fait démissionne, sur quel type de papauté démocratique allons nous nous trouver puisque la redéfinition du ministère de Pierre est en cours depuis quelques temps.
L’argument que 550 prêtres vont pouvoir garder leur territoire mieux que les fraternités et instituts plus fragiles n’ont pu le faire dans le passé, ne tient pas non plus la route, parce que 550 huîtres devront faire face à l’opposition de 400 000 prêtres du Nouvel Ordo. Et d’ailleurs, question cruciale, est ce que Monseigneur Fellay se présentera vraiment avec 550 prêtres ou pas, parce que depuis un mois déjà (maintenant que nous nous trouvons mi-juin), la résistance est déjà sur la place publique et elle est contagieuse.
 
Dès que son objectif de réconciliation est fait, plus il attend de signer, plus les chances grandissent pour lui de se présenter à Rome les mains vides ou même nu.
PARTIE II
LIGNE DE CONDUITE PROPOSEE
Il faut créer une structure qui puisse recevoir tous ces lambeaux de prêtres, ces guerriers déboussolés, sans direction et sans coordination. Mais il ne faut pas une structure lourde ni bureaucratique mais une structure qui bénéficie d’une organisation minimale et d’une autorité visible qui lui permette d’être opérationnelle.
 
Ses premiers chefs recevront de courts mandats jusqu’à ce que beaucoup plus tard, un collège de chefs formera une sorte de chapitre général en vue de désigner un personnage plus stable qui puisse rassembler autour de lui, que ce personnage soit prêtre ou évêque. Le lien interne appelé « Cor Unum » devra être communiqué prochainement, peu importe si le groupe est petit au début, son objectif est d’empêcher dès le départ l’isolement de prêtres résistants. Cette structure doit être flexible et capable de s’adapter à la situation de chacun. Par exemple, il nous faut reconnaître que nous ne tirons pas tous les bonnes conclusions sur cette crise tous au même moment : et donc les prêtres doivent avoir la possibilité de nous rejoindre à des endroits et moments différents.
 
Les biens de cette structure ne devraient pas être la propriété de cette structure, de façon centralisée et légale, mais devrait être la propriété des fidèles de chaque endroit, de sorte à empêcher le bateau de couler en entier, le jour ou son capitaine désirerait à nouveau trouver un compromis avec la nouvelle Rome. Plusieurs ordre religieux opèrent de cette façon, et cela aide si bien à réprimer cette propension cléricale stupide pour la bureaucratie.
 
Au temps voulu par Dieu, dès que l’évêque daignera nous rejoindre, un séminaire ouvrira et entre-temps, les candidats et séminaristes expulsés seront formés, d’une façon informelle étant donné les circonstances. En particulier, cela doit être quelque chose qui puisse nous aider à gérer la rancune de nos ennemis de façon à ce que nous puissions essuyer les coups avec le soutien de nos frères d’armes et notre profit spirituel sans pour cela « être absorbé par la tristesse » (Corinthiens).
FOI
On nous dit que des deux côtés de la barrière, nous tenons tous à la Foi.
 
Et bien ce n’est déjà plus le cas pour deux raisons.
 
D’abord, on peut maintenant accumuler plusieurs déclarations sur le Concile, émanant de Menzingen, qui montrent un changement de direction. La lettre du 14 avril critique les trois évêques en disant qu’ils font des erreurs de Vatican II des super hérésies, malgré le fait que cela fait 40 ans que nous avons toujours dit que Vatican II est une super hérésie, et même la pire calamité dans l’histoire entière de l’Eglise.
 
Cette lettre clame aussi que « l’herméneutique de la continuité » de Benoît XVI condamne beaucoup d’erreurs, ce qui pourrait nous faire tomber dans le piège parce que cette vieille ruse de Vatican II est en partie vraie. Si nous achetons maintenant quelque chose de partiellement vrai, nous en achèterons aussi plus tard, n’est ce pas.
 
Ensuite nous nous trouvons devant la désastreuse entrevue de CNS dont le texte entier n’est pas encore disponible pour permettre de « placer les déclarations de Monseigneur Fellay dans leur contexte ». L’extrait de 6 minutes a semblé assez bon à Menzingen, sinon ils ne l’auraient pas permis sa publication sur les sites officiels de la FSSPX.
 
Deuxièmement, et plus insidieux que la première raison, c’est le fait de mettre de côté la question de Vatican II, déjà de façon implicite dans la lettre du 14 avril que je qualifie de Titanic, qui a été expliquée par après par l’abbé Simoulin le 5 mai.
 
Cette théorie erronée est complètement approuvée par l’entrevue du 7 juin disponible sur DICI, à savoir que nous désapprouvons Vatican II, et qui a rendu ce désaccord très clair, mais l’Eglise a des problèmes encore plus importants et nous sommes avant tout des fils de l’Eglise et non pas des fils de la « résistance à Vatican II ». C’est maintenant qu’il faut soutenir l’Eglise, et par notre aide, avec le temps qui passe, l’affaiblissement de la génération de Vatican II, cette collection vieillotte de pensées de Vatican II sera reléguée parmi les ordures de l’histoire.
 
Cette illusion est vraiment incroyable, parce que, comme le répète encore et encore le Pape régnant, toute la politique de l’Eglise est dictée directement par Vatican II, (tout comme pendant 400 ans, toute l’orientation de l’Eglise fut dictée par le Concile de Trente) ; Je parle de Vatican II, de ses bombes à retardement, des conséquences de ses réformes sur la moralité du clergé, des ouvertures aux hérésies, de l’esprit destructeur, de la nouvelle messe, du nouveau code, de la nouvelle ecclésiologie, du rosaire, du chemin de croix, de la nouvelle évangélisation, du renouveau charismatique, des nouvelles règles pour les ordres religieux, de la nouvelle Curie Romaine, du collège des cardinaux, des conférences épiscopales, de l’attitude envers les autres religions et au moins 10 autres etcetera.
 
Comment peut-on écarter d’un simple geste LE problème et dire « préoccupons nous de l’Eglise » quand c’est l’Eglise elle-même, le corps mystique du Christ, qui continue à être crucifiée par Vatican II ?
 
Cela révèle aussi que les discussions doctrinales étaient en fait une ruse en vue d’une réconciliation, et que nos malheureux quatre experts, tous à la pensée si traditionnelle, ont été utilisés comme instruments pour montrer qu’on peut venir à bout de nos différences avec la nouvelle Rome dans une atmosphère ouverte et sincère, et que nous pouvons à la fois travailler avec l’Eglise officielle et conserver nos réserves doctrinales, en toute liberté.
 
Tout ceci manque totalement de sincérité et, si vous me demandez mon avis, Mgr Fellay et son entourage devraient s’excuser auprès de Monseigneur de Gallareta et de messieurs les abbés de Jorna, de la Roque et Gleize.
 
En fin de compte, c’est l’affirmation que les affaires de la Foi sont de peu d’importance et qu’elles trouveront une solution au moment opportun automatiquement par ce processus miraculeux de réconciliation.
ESPOIR
C’est la vertu du soldat. Nous sommes entrés dans cette bataille, non parce que nous sommes bouleversés, j’espère, mais parce qu’il existe une solution pour la FSSPX. Comparé à Vatican II, nous ne sommes que dans les années 50, mais si nous ratons l’opportunité de 2012, la direction de la FSSPX sera graduellement remplacée par des personnes favorables à la réconciliation, de telle sorte que la pomme tombera de son propre poids sans que Menzingen doive faire campagne. L’espoir de la résistance augmente à grande vitesse pour le moment ; France, le plus grand district (170 prêtres), est en train d’échapper au contrôle de Menzingen. Ici en Asie, il n’y avait strictement aucune préparation pour un tel virage à 180 degrés, de sorte qu’embrigader les prêtres et les fidèles est comparativement chose aisée. Quelques districts plus petits sont déjà en train de résister en bloc, et dans certains districts que nous pensions perdus dans le combat, nous commençons à voir se poindre des signes encourageants de résistance.
CHARITE
Mais tout ceci devra trouver sa solution finale dans une seule famille unie. Tout ce que nous croyons est que le Diable et que Benoît XVI se sont servis de la bonté de Monseigneur Fellay, et que ce n’est nullement par lâcheté que Monseigneur Fellay a été trompé, mais parce que le Diable a utilisé juste ce qu’il a de bon en lui (de la même manière que Mgr Williamson, Tissier et de Galaretta ont leur propre « best in him »).
En ce qui concerne Monseigneur Fellay, il s’agit de bonté ou de Charité, c’est-à-dire, la plus haute vertu en soi, et la vertu la plus connue de l’Archevêque Lefebvre, ce qui explique que la Providence ferait en sorte que cela se voie naturellement dans celui qui a été élu comme Supérieur Général en 1994.
 
Deuxièmement, nous ne serons pas ceux qui feront exploser la FSSPX. En attendant que cette question soit solutionnée, nous fournirons à nos adversaires à l’intérieur de la Fraternité une pile de maux de têtes, mais nous n’allons pas nous débarrasser d’eux, tout comme ils ne vont pas se débarrasser de nous ; nous sommes une famille. En termes absolus, 550 prêtres est un nombre pas mal de prêtres, mais comparé à la taille de l’Eglise et à la taille du monde qui ont besoins d’être sauvés, ce nombre n’est rien. Une division de la FSSPX serait un pas en arrière d’une vingtaine d’années dans les travaux de restauration ; nous ne pouvons pas permettre cette division quand nous considérons toutes les âmes qui ne seront pas sauvées si une division irréparable avait lieu.
 
En troisième lieu, nous n’avons aucun plan de vengeance dans le cas ou nous sommes vainqueurs En ce qui me concerne, je connais si bien les abbés Pfluger et Nelly, qui furent mes directeurs spirituels à des moments critiques, même chose pour l’abbé Iscara dont j’étais un élève brillant, l’abbé Célier, Lorans, Le Roux, Rostand, Thouvenot … mais j’ai trop de respect pour ces prêtres pour ne pas haïr le libéralisme qui corrompt l’immense bien qu’ils pourraient faire s’ils changeaient de conviction. Il est vrai que je pense qu’ils nous mènent sur une voie libérale glissante, mais l’Archevêque avait une façon de faire très prudente et charitable (et aussi très ferme) de traiter avec les libéraux, et j’étais aussi un libéral dans le passé, bien familier avec eux tous, encore toujours d’accord avec leur critique de ce qui est bizarre dans notre milieu, et je continue à être un lecteur de leur prose.
 
Je peux croire que les prêtres mentionnés ci-dessus ont été parfois calomniés et que leurs travaux aient été parfois critiqués injustement, et ils doivent être très blessés par mes attaques publiques, et j’aimerais beaucoup travailler à nouveau avec eux, partager un repas et rire à leur table, et prier dans la même chapelle. La Charité exige que s’ils font erreur, je dois leur donner quelque correction fraternelle (entre vous et moi que je qualifie de correction CHAZALienne et clownesque). Nous ne pouvons pas faire marche arrière ; ils doivent rétracter publiquement leurs erreurs ou démissionner (premier prélude de ce document).
 
Mon problème est que je ne peux pas prouver à l’avance si les représailles que je mènerais seront de type Stalinien ou pas, une fois que leur reddition est acceptée, parce que pour le moment je suis l’opprimé.
PRUDENCE
Je ne pense pas que la FSSPX officielle appréciera que nous gardions le nom de FSSPX une fois qu’ils nous aurons mis à la porte. Ils vont nous poursuivre en justice pour nous empêcher d’afficher le nom FSSPX sur les portes de nos chapelles, de nos tee-shirts (polo) et de nos tasses de café.
 
Au moment où nous seront face à des forces de police énormes, nous devrons céder et nous devrons nous appeler simplement des prêtres catholiques, des « cathos tradis », Catholiques, Chrétiens, des êtres humains en état de grâce. Mais partout ailleurs où ils ne pourront nous atteindre, par exemple sur les étiquettes de nos chaussettes et de nos bagages, nous allons simplement mettre cette appellation lancinante de FSSPX. De drôles de situations vont se présenter, par exemple le pèlerinage de Chartres-Paris, pour lequel je ne suis pas très sûr si je peux suggérer de le commencer avec un jour d’avance, parce qu’il peut être imprudent et peu charitable de laisser les officiels de la FSSPX ramasser nos détritus. Nous allons avoir besoin de beaucoup de prudence. Et la prudence, quand on en parle, ‘Monseigneur Tissier a dit fort justement que « l’abbé Chazal est un imprudent ! »), ce n’est pas mon point fort. Mais comme ces jours nous sont donnés par Dieu, Dieu nous fournira un chef qui ait assez de prudence.
 
L’autre question pour la prudence, c’est de voir comment traiter avec prudence les libéraux ? Le libéralisme est la maladie de notre époque ; tout le monde est affecté à des degrés divers, c’est pourquoi il n’est pas absolument nécessaire d’appeler un libéral par des noms (libéral poltron, implacable ami de la paix, le soucieux de popularité …). Mais il faudra guérir le libéralisme en corrigeant les appétits. (Le libéralisme est essentiellement l’invasion de l’intellect par des appétits non-vérifiés (appétit pour la réconciliation dans le cas présent), et, ensuite, la mauvaise orientation de l’appétit par un intellect corrompu.) Cette correction médicinale des appétits est la Croix de Notre Seigneur Jésus-Christ.
 
C’est pourquoi je pense que les libéraux ont besoin de pousser des cris, mais en même temps nous devons leur manifester de l’amitié, sinon ils ne prendront pas les médicaments de la bonne manière. Une dernière question : est ce que ce document « WAR ON – WHAT NEXT » les fera crier assez ? J’ai mes doutes, c’est pourquoi une troisième pilule arrive : WAR WON.
JUSTICE
Nous avons reçu tellement de la FSSPX, et donc comment pouvons nous l’abandonner et comment pouvons nous ne pas espérer de la sauver du libéralisme ? Ce que nous lui devons, n’est pas une organisation opposée hostile, mais au contraire une changement d’orientation à l’intérieur de la FSSPX, en défendant ces supérieurs et les membres à l’intérieur de la FSSPX officielle qui font preuve de courage et qui démasquent les compromis avec adresse, avec énergie et sans relâche. Mais n’oublions pas ce que nous avons donné à la FSSPX : 24 années en ce qui me concerne, 11 missions etc. Quitter la FSSPX nous ferait regretter tout le temps passé, les efforts et l’argent dépensé, mais nous n’allons pas nous laisser gagner par le regret parce que nous allons continuer à soutenir la FSSPX, à dire aux gens de ne pas ce centre de messe ci ou cet autre là, mais à partir de maintenant, on va leur dire d’ouvrir les yeux et de faire de la résistance quand c’est possible et nécessaire. L’ingratitude de certains officiels de la FSSPX devrait être ignorée, parce que globalement nous sommes très reconnaissants de ce que nous avons reçus, et en particulier du don de la prêtrise. N’est ce pas ce que nous avions l’habitude de dire quand un prêtre quittait la FSSPX : « l’Archevêque lui a tout donné, lui a donné la prêtrise …. et là il le quitte ; comment est-ce possible ? » … et dans mon cas, c’est Monseigneur Fellay qui m’a conféré la prêtrise.
 
Cela explique que nous n’allons pas changer notre nom, en particulier quand la justice due à la FSSPX signifie qu’il faut rendre la FSSPX au combat de l’Immaculée. Je répète que nous ne demandons pas que justice nous soit rendue, nous demandons la justice pour la FSSPX.
FORCE D’AME
La force d’âme se divise en deux, l’aggredi (attaque) et le sustinere (patience). La plupart de nos attaques visent la nouvelle Rome parce que, Benoît XVI, en tant que Pape valide, est responsable de la mauvaise orientation du bateau et un collaborateur avéré de la damnation de centaines de milliers d’âmes. Mais pour nos chers confrères qui errent dans l’erreur, et pour les fidèles, les avocats, les policiers et femmes combatives qu’ils peuvent nous envoyer, tout ce que nous leur rétorquerons sera le sustinere parce que :
1. seul l’agneau peut prouver par ses actes et non par des mots de quel côté se trouve la charité,
2. pour nous humilier et nous laisser crucifier avec Notre Seigneur
3. pour gagner sur nos ennemis.
MODERATION
Encore une fois, la modération réprime l’orgueil. Nous ne sommes pas les sauveurs de la FSSPX, tout comme les « cathos tradis » ne sont pas les sauveurs de l’Eglise Catholique ; notre seul devoir est de rester Catholiques et de garder la Foi. Le reste appartient à Dieu.
PARTIE III
DÉVELOPPEMENTS ENCOURAGEANTS
Je m’excuse, mes bien chers fidèles, je vous ai joué un tour ; toute cette ligne de conduite proposée est simplement un autre scénario. En fait, je l’exclus, malgré le fait que ce soit très honorable, courageux, audacieux et tentant pour un prêtre aussi fou que moi. Le scénario cauchemardesque ne peut pas se passer selon le scénario de la Partie II, mais l’idée d’une résistance héroïque à l’intérieur de la FSSPX est à son tour tout aussi ridicule, parce que cette idée est basée sur la pensée que Notre-Dame ne viendrait pas nous aider dans ces moments.
 
L’instinct maternel de Notre Dame est irrésistible, parce que son instinct n’est pas basé sur la maternité, mais sur sa maternité DIVINE. Dans la situation familiale à laquelle nous sommes confrontés, n’importe quelle mère interviendrait, et maintenant on se laisserait croire que Notre-Dame n’interviendrait pas ? Qui que ce soit qui aurait une pareille pensée, il vaut mieux qu’il cache son chapelet et ses images de Notre Dame … car ses dévotions envers elle est alors une perte de temps.
 
Ne faisant pas partie de la politique du chapitre général, je ne peux pas non plus vous donner un autre scénario vainqueur, mais tout ce que je sais est ce qu’il faut chercher et ne pas chercher à l’issue du Chapitre Général mi-juillet (les 2 préludes), et comme j’exclus l’échec du Chapitre Général, voici ce que j’espère et ce pour quoi je prie, en ce qui concerne son issue favorable :
QUE LA FSSPX REGAGNE SON ESPRIT COMBATIF OFFICIEL
Bien sûr, nous nous battons, et cela est officiel, mais regardez le site de DICI, et notre réaction silencieuse face à Assisse III ! L’archevêque Lefebvre a réagit comme une bombe thermonucléaire à propos de Assisse I, il appela le Pape un antéchrist, s’arrangea pour que des tracts très combatifs soient distribués, déclara que cette réunion était un signe pour procéder à la consécration des évêques et à encore plusieurs autres actions. Nous n’avons plus de Sainte Rancune. Non, car un tel type de rancune est une atteinte à la règle du discernement des esprits, c’est trop naturel, ce n’est pas saint, c’est subversif et rebelle, mais surtout, c’est excessif.
 
Il nous faut arrêter d’être excessifs. L’action de couper en morceaux, d’écraser et de clouer (Jahel est une de mes représentations favorites de Notre-Dame) des têtes, non car tout cela est réservé aux Saintes Ecritures ; c’est à prendre simplement au sens figuré, cela indique seulement que nous devons être plus surnaturels.
 
Mais attendez une seconde. La Parole de Dieu est notre règle de vie et elle est remplie, quasiment à chaque page avec des combats, et en particulier chez Saint Jean. En conséquence, notre vie elle-même est un combat (Job 7 – St Ignace etc.). Comment réconcilier cela avec l’idée « d’être accepté tels que nous sommes en pleine liberté et autonomie pour nous » ?
 
Espérons qu’il nous reste encore un peu de cet esprit combatif et je salue en particulier ceux qui m’ont livré bataille encore récemment, ceux que j’appelle des « implacables amis de la paix ». Tout ce que je demande à Dieu, c’est qu’Il retourne leurs talents contre les enemis de Dieu.
QUE LA FSSPX RECUPERE SON INFLUENCE CANONIQUE
Rien n’illustre mieux notre propre ramollissement ces jours-ci, que le premier avertissement canonique d’expulsion envoyé par l’abbé Couture, me condamnant sur base du nouveau code de droit canon, code promulgué par le Pape Jean-Paul II en 1983, auquel il se réfère par trois fois, et chaque fois en donnant priorité au nouveau code sur l’ancien code, car bien sûr les officiels de la FSSPX se rappellent encore de l’ancien code dans une certaine mesure. J’aimerais que mon cher abbé Couture retourne à la case de départ et me condamne selon son souhait que je le prenne au sérieux. Cela implique qu’il écoute l’appel du prophète Elias « Enfants d’Israël, combien de temps encore allez-vous vous appuyer sur un code de droit canon, et ensuite sur un autre qui lui est totalement contraire. Si l’ancien code de droit canon est correct, tenez-vous en à celui là, et si le nouveau code de droit canon est correct, alors respectez le ! Mais ne suivez pas deux codes et, encore mieux, faites comme vos ancêtres vous ont enseignés. »
 
Récemment, Monseigneur Tissier de Mallerais s’est fort fâché sur cette question, et a fait en sorte que la chose soit corrigée dans le district des Etats-Unis d’Amérique, mais ce n’est pas à cause de Monseigneur Tissier de Mallerais que nous refusons le nouveau code … c’est parce que l’Archevêque Lefebvre, qui qualifiait le nouveau code comme un désastre encore pire que la nouvelle messe elle-même. Je ne suis pas un expert en droit canon pour comprendre parfaitement cette affirmation, mais ce dont je suis certain c’est que je ne suis pas devenu membre de la FSSPX pour être soumis à la loi de Vatican II, ou pire encore, pour être placé sous une loi de type Frankenstein, dont les conditions sont contradictoires.
QUE LA FSSPX RETROUVE SA COLONNE VERTEBRALE DOCTRINALE
Le sens de la clarté contre les erreurs s’amenuise graduellement chez nous ; nous devenons des Catholiques de confession traditionnelle, avec nos désaccords sur la nouvelle Rome, mais rien de plus. Les sermons de l’Archevêque Lefebvre retentissent de manière explosive quand on les compare à notre façon de prêcher aujourd’hui : « la Rome apostate, la messe bâtarde, l’église moderniste, la dérision publique du premier commandement à Assisse … », nous écartons tous ces qualificatifs en disant que cela était bon et admirable pour l’Archevêque de dire à son époque et que l’Archevêque ne le disait pas tout le temps. Les choses ont changés ; nous ne pouvons plus parler ainsi, même pas quelque fois au cours de l’année. Cela est jugé comme étant de moins en moins correct d’analyser sous les feux des projecteurs les faits et gestes de la nouvelle Rome dans une rubrique particulière de nos publications et d’analyser en détail les différentes déclarations qui émanent de Rome. Le fait que le Pape ne punisse pas des évêques défaillants ne nous déroute presque plus, et nous sommes devenus presque muets quand des ‘conservateurs’ comme le Cardinal Ranjith, demandent à leurs fidèles de jeûner le jour anniversaire de Bouddha ; pourquoi ? Parce que nous avons fait un engagement à l’amiable avec lui, alors nous refusons de le contester sur son manquement au premier commandement (alors qu’en privé nous reconnaissons que nous ne sommes pas d’accord). Bien sûr, nous n’aimons pas Jezabel (les évêques allemands et français), mais nous sommes comme Achab. Mais Achab se trompe grandement et sème la confusion parmi ses fidèles ; et le fait qu’il soit un chic type (lisez les Ecritures, vous verrez que Achab se conduit parfois très bien) ne change rien pour Elias. Au contraire, quand je consulte « les nouvelles de Rome » dans la sous-section de DICI, moi-même j’ai ce sentiment sensationnel que, finalement, après 40(00) années, le temps béni du retour de Rome à la Tradition a sonné ; de façon imparfaite, oui, mais de façon incontestable. La bonne nouvelle compense largement la mauvaise nouvelle et il y a tellement de choses que ce bon Pape essaie de faire que, malgré l’opposition d’un nombre toujours plus réduit de purs et durs du nouvel ordo, que ce soit des évêques, des prêtres, des laïcs …
 
Combien je sens que je suis dans l’erreur.
QUE NOUS ARRETIONS DE FORMER DES PRETRES PIEUX
Je veux dire des prêtres pieux, vraiment pieux, très saints et supernaturels, mais sans doctrine, sans colonne vertébrale ; donnant des sermons ennuyeux. L’abbé Le Floch disait que c’était Pietas cum Doctrina ; cela se réduit à cela. Notre Seigneur est venu dans le monde, et pour cela, il a pris chair : pour être témoin de la vérité. Regardez tous ces vieux prêtres, la plupart d’entre eux morts, qui nous ont transmis le flambeau ; je ne peux pas trouver parmi eux des prêtres pieux, vraiment pieux, des prêtres qui se limitent à prier et à obéir, très saints. La plupart d’entre eux sont comme l’abbé Le Blanc, Monseigneur Donahue, tous sont fermes comme l’abbé Heidt, l’abbé Ringrosse, l’abbé Gruner, etc.
 
Je n’aime pas la façon dont nos séminaires sont gérés de nos jours ; les choses sont différentes de hier. Aux Etats-Unis d’Amérique, il y a maintenant une division claire entre les prêtres formés hier, c’est-à-dire des prêtres formés pour le combat ; et les prêtres formés aujourd’hui, qui sont des prêtres formés à la prière. Le comportement de trop de prêtres formés aujourd’hui ressemble au comportement des prêtres dans les années 50. Cela ne veut pas dire que les prêtres ne doivent pas être pieux, mais qu’ils doivent avoir la piété contenue dans les Psaumes, et que au lieu d’être à moitié endormi sur leur bréviaire, ils doivent dire de tout leur cœur « Béni soit le Seigneur qui enseigne à mes mains comment se battre ».
QUE NOUS RECONNAISSONS QUE LE LIBERALISME GAGNE EN IMPORTANCE
Le libéralisme est rampant dans les rangs de nos fidèles qui ont un besoin pressant de recevoir une mise en garde contre la fausse restauration, en marche engagée par le Pape Benoît XVI. Une certaine mentalité contraceptive a envahis beaucoup de familles, un grand nombre de nos jeunes sont des admirateurs de Lady Gaga, beaucoup pensent que ce n’est pas mal faire que d’aller à des Messes qui bénéficient de l’indult, la modestie reste un problème dans beaucoup d’endroits, l’addiction à des gadgets modernes est de moins en moins sous contrôle, et nous ne sommes plus vraiment sûrs que nos jeunes soient toujours animés d’un esprit conquérant comme par le passé. Dans trop d’endroits, il n’y a plus de « feu » dans les troupes. Ce « feu » dans les troupes était juste bon pour les temps héroïques de l’Archevêque Lefebvre, et nous allons faire un beau film sur ce sujet.
QUE LA FSSPX SOIT DE-BUREAUCRATISEE, DE-CENTRALISEE ET DE-MEDIATISEE
Ce n’est pas simplement la bureaucratie habituelle qui est un problème, même s’il est vrai que nous sommes maintenant très embourbés dans la bureaucratie et dans la paperasserie, mais la couche additionnelle d’ordinateurs, de téléphones portables, de tablettes électroniques …
 
Ce n’est pas que, moi votre serviteur, j’exclue totalement l’usage de ces choses, (sinon d’ailleurs vous ne pourriez pas m’entendre parler haut et fort ces jours-ci, mais ces gadgets, quand ils sont la propriété personnelle d’un abbé qui en abuse, ces gadgets donc tuent en lui la vie de prière, la lumière intellectuelle qui accompagne la lecture et l’étude, et sans doute la lumière de la Grâce. Ceci est extrêmement grave ; j’ai écris à ce sujet à Menzingen, mais comme toujours, je n’ai reçu aucune réponse. On ne veut pas voir les palentirs et les moyens modernes de communication, dit Gandalf à Menzingen.
 
Donc, nous n’avons pas besoin de moyens médiatiques pour falsifier, changer et prémâcher l’opinion au sein de la Tradition. Notre unité doctrinale est suffisamment établie par l’harmonie de nos formations dans nos six séminaires, et c’est la chaire qui doit rester le moyen de prédilection pour faire connaître la vérité au monde. Cela devrait nous suffire d’avoir de bons journaux et magazines, et c’est à travers eux et à travers les sites web que l’information doit être transmise.
L’ABANDON DU CONCEPT DE L’INFAILLIBILITE DU SUPERIEUR GENERAL
C’est une grave préoccupation de voir certains prêtres croire que Menzingent ne peut pas faire d’erreur. Pour eux, toutes les grâces et tous les talents de l’Archevêque se sont portés sur Menzingen et Monseigneur Fellay ne pourra jamais se tromper dans les décisions importantes.
Tout comme les Catholiques ont été trompés par une longue succession de bons et même saints papes de sorte à suivre aujourd’hui tout ce que les papes disent même si cela entre en contradiction avec ce que l’Eglise a toujours enseigné dans le passé et avec les déclarations précédentes d’autres papes ..
 
… donc un certain nombre de prêtres de la FSSPX et de très bonnes personnes, après avoir connu la direction toujours géniale de l’Archevêque Lefebvre, se sont convaincus à tort qu’il fallait suivre ce que Monseigneur Fellay disait aujourd’hui, même quand cela contredit toute la politique de la FSSPX depuis ses débuts, et même quand cela contredit des déclarations passées de Monseigneur Fellay lui-même.
 
Ceci se trouve en contradiction totale avec l’Histoire de l’Eglise, si l’on veut bien regarder ce qui s’est passé avec Liberius, Honorius I, Paschal II et Jean XXII quand ils ont fait des déclarations erronées. Ils dont dû faire face à la résistance de leurs inférieurs et ils ont dû renier leurs erreurs. Heureusement que ceci arrive assez rarement de sorte que nous pouvons faire confiance à nos supérieurs en temps normal et la plupart du temps.
 
Je pense que cette fois néanmoins, Monseigneur Fellay dispose de beaucoup plus d’éléments qui, une fois assemblés, peuvent clairement lui indiquer qu’il nous conduit sur une mauvaise piste. Mais dans le futur, après cette crise, les supérieurs devront avoir une opinion un peu plus humble d’eux-mêmes, en considérant que si Dieu Tout Puissant a laissé le Pape lui-même se tromper si grandement et pour si longtemps et au niveau dogmatique, et bien il n’est pas impossible pour eux non plus de se tromper, en particulier au niveau prudentiel.
 
Concrètement pour ce qui se passe maintenant, deux armées ont commencé à se ranger en bataille et ont commencé à en venir aux mains à certains endroits comme en Asie ; et peut être était ce que Rome, en dehors d’un accord pratique avec la FSSPX, voulait obtenir, et cela pourrait expliquer la raison pour laquelle Rome est moins pressée de conclure un accord maintenant.
 
Comme j’en ai assez des moyens de communication modernes maintenant que j’ai fini le réglage de l’artillerie, puis je demander à l’un de vous de faxer ou d’envoyer par email à Menzingen le message suivant :
« Révérend Monseigneur Fellay, vous qui avez en mains toute la FSSPX, daignez céder à la Reine du Ciel à qui la FSSPX appartient encore plus :
 
Rétractez vos déclarations erronées passées et publiques et ne nous livrez pas sous la Nouvelle Rome Fornicatrice que la Reine du Ciel déteste à cause du meurtre de ses enfants.
 
Elle n’en veut absolument pas et je vous assure que vous ne voulez pas la voir fâchée.
 
Ne cédez pas à nous, même si vous le voulez, et débarrassez vous de nous, si vous le pouvez, mais cédez lui seulement à elle. Car cette fois, elle va s’arranger pour que les choses se fassent de sa façon à elle et de sa façon immaculée. »


Fellay não assinou. Por enquanto...

Sermão de Mons Fellay, hoje, em Ecône


mgr_fellay_econe_2012
clique na imagem para ouvir o sermão


Por volta do minuto 21:50: 

«Justamente me perguntais: como andam as coisas com Roma?», disse o superior da FSSPX, que responde: «No estado atual das coisas, são em um ponto morto».

«Houve um vai e vem, trocas, cartas, propostas – acrescentou Mons. Fellay – mas voltamos ao ponto de partida». O bispo lembrou: «Dissemos que não podemos aceitar, que não podemos assinar; é tudo».  

Editado às 14:52

De qqr maneira, Roma venceu, pois as feridas internas da FSSPX são profundas e definitivas. A boa notícias é que hoje já se sabe quem é quem na FSSPX. 

GdA


FONTE

Santo Agostinho

SANTO AGOSTINHO

Aurelius Augustinus Doctor of Grace




"Existirá a verdade ainda que o mundo pereça."
  Santo Agostinho de Hipona

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Rev. Pe. Ernesto Cardozo

MISSAS REALIZADAS


PEDIDOS DE MISSAS: ESCREVA-NOS.

Sedevacantismo



Sedevacantismo, segundo o Wikipédia, é a posição defendida por uma minoria de católicos tradicionalistas que afirmam que a Santa Sé está vaga desde a morte do Papa Pio XII, em 1958. Entretanto, nem todos os tradicionalistas são sedevacantistas, exemplo é a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, fundada por S.E.R. Mons. Marcel Lefebvre para defender a Fé Católica.

Portanto, sedevacantista não é, automaticamente, todo aquele que discorda do superior! Esclarecendo que discordar do superior não é pecado mortal, sobretudo se o superior está... errado.

Lembrando, ainda, que rotular o próximo é pecado mortal! Alguém pode se declarar sedevacantista, você não pode rotular ninguém de sedevacantista, a menos que queira assumir as consequências do pecado mortal...


Entendeu, ou quer que eu desenhe?



terça-feira, 26 de junho de 2012

A Selva - PRIMEIRA INSTRUÇÃO: Sobre a celebração da Missa

      Santo Afonso Maria de Ligório
(27/09/1696 - 02/08/1787)
Bispo de Santa Àgata
Confessor
Doutor Zelosíssimo da Igreja
Fundador dos Missionários Redentoristas

A Selva



SEGUNDA PARTE - MATERIAIS PARA AS INSTRUÇÕES
PRIMEIRA INSTRUÇÃO
(Vide Cân. 802 e seguintes)



Sobre a celebração da Missa


I - Importância do santo Sacrifício e cuidado que ele exige do padre

Todo o pontífice eleito dentre os homens é estabelecido a favor dos homens, para desempenhar as funções do culto divino, e oferecer dons e sacrifícios em expiação dos pecados 1. Oferecer sacrifícios, eis pois o fim para que Deus colocou o padre na sua Igreja; é propriamente a função dos sacerdotes da lei da graça, aos 1uais foi dado o poder de oferecer o grande sacrifício do Corpo e Sangue do próprio Filho de Deus; sacrifício supremo e perfeito, infinitamente acima dos sacrifícios antigos, que outro mérito não tinha outrora senão o de serem desse a sombra e figura. As vítimas que então se imolavam eram novilhos e bodes; hoje a nossa Vítima é o Verbo eterno feito homem.Por isso mesmo, os sacrifícios da lei antiga não tinham poder algum; também o apóstolo os chama observâncias defeituosas e incapazes 2; o nosso, ao contrário, tem o poder de operar a remissão das penas temporais devidas ao pecado, e além disso — ao menos mediatamente, — de aumentar a graça e obter socorros mais abundantes àqueles por quem é oferecido.

O padre que não está compenetrado da grandeza do sacrifício da missa, jamais o oferecerá como deve. Nada fez de maior na terra Jesus Cristo. É a missa a ação mais santa e mais agradável a Deus que se pode realizar, tanto em razão da Vítima oferecida, que é Jesus Cristo, Vítima duma dignidade infinita, como em razão do sacrificador principal, que é o mesmo Jesus Cristo, a oferecer-se pela mão dos sacerdotes, como no-lo ensina o Concílio de Trento 3. E S. João Crisóstomo diz paralelamente: Quando virdes o sacerdote a oferecer o sacrifício, não penseis no padre, representai-vos antes a mão de Jesus Cristo que obra dum modo invisível 4.

Todas as honras que têm prestado a Deus os anjos com as suas homenagens, e os homens com as suas virtudes, austeridades, martírios e santas obras, não podem render a Deus tanta glória como uma só missa; porque todas as homenagens das criaturas são finitas, ao passo que a que se presta a Deus com o sacrifício dos nossos altares, é dum valor infinito, por lhe ser prestada por uma pessoa divina. Necessário é pois reconhecer com o Concílio de Trento que a missa é de toda as obras a mais santa e divina 5.

É pois o sacrifício da missa a obra mais santa e agradável a Deus, como acabamos de ver; é a obra mais capaz de aplacar a cólera de Deus contra os pecadores e abater as forças do inferno; é a obra que obtém graças mais abundantes para os homens na terra, e maior alívio para as almas do Purgatório; é finalmente a obra a que está ligada a salvação do mundo inteiro, segundo o pensamento de Sto. Odon, abade de Cluni 6. E Timóteo de Jerusalém diz que é à missa que a terra deve a sua conservação; a não ser ela, os pecados dos homens a teriam há muito aniquilado 7.

Segundo S. Boaventura, em cada missa faz o Senhor ao gênero humano um benefício não inferior ao que lhes dispensou, fazendo-se homem 8. O que é conforme com a célebre exclamação de Sto. Agostinho: Ó dignidade venerável a dos sacerdotes, entre cujas mãos o Filho de Deus encarna, como encarnou no seio da Virgem! 9 De mais, não sendo o sacrifício do altar senão a aplicação e renovação do sacrifício da cruz, Sto. Tomás ensina que, para o bem e salvação dos homens, tem cada missa toda a eficácia do sacrifício da cruz 10. E S. João Crisóstomo escreveu: A celebração da missa tem o mesmo valor que a morte de Jesus Cristo na cruz 11. A Igreja plenamente confirma esta verdade, quando diz nas suas orações: Cada vez que se celebra no altar a memória deste sacrifício, renova-se a obra da nossa redenção 12. De fato, ajunta o Concílio de Trento, o mesmo Redentor, que se ofereceu por nós na cruz, é quem se oferece no altar por ministério dos sacerdotes 13.

Numa palavra, segundo a expressão do profeta Zacarias, é a missa o que há de mais excelente e belo na Igreja: Que há de bom, que há de belo, senão o pão dos escolhidos e o vinho que gera virgens? 14 No sacrifício da missa, dá-se Jesus Cristo a nós, mediante o sacramento do altar, que é o fim e consumação de todos os outros sacramentos, como ensina o Doutor angélico 15. Razão tem pois S. Boaventura em chamar à missa o resumo de todo o amor divino e de todos os benefícios de que o Senhor há cumulado os homens 16. Eis por que o demônio sempre se tem esforçado por arrebatar ao mundo a santa missa por meio dos hereges, como por tantos outros precursores do Anticristo que, antes de tudo, cuidará de abolir e de fato abolirá, em punição dos pecados dos homens, o sacrifício do altar, segundo esta profecia de Daniel: Por causa dos pecados, ser-lhe-á dada força contra o sacrifício perpétuo 17.

Grande razão tem pois o Concílio de Trento para exigir que os padres ponham todo o seu cuidado, em celebrar a missa com a máxima devoção e pureza de coração que seja possível 18. Como não menos razão adverte no mesmo lugar, que é precisamente sobre os padres, que celebram com negligência e sem devoção, que recai a maldição anunciada por Jeremias: Maldito o que faz indignamente a obra do Senhor! 19 Segundo S. Boaventura, celebra-se ou comunga-se indignamente, quando se chega ao altar com pouco respeito e consideração 20. Assim, para evitarmos essa maldição, examinemos o que deve fazer o padre antes, durante e depois da celebração da missa: preparação, antes de celebrar; respeito e devoção, enquanto celebra; ação de graças, depois de celebrar. São obrigações indispensáveis para o sacerdote. Segundo o pensamento dum servo de Deus, deveria a vida dum padre ser apenas uma preparação para a missa e uma ação de graças.

II - Preparação para a Missa

Em primeiro lugar, deve o padre fazer a sua preparação antes de subir ao altar.

Antes de mais nada, pergunto a mim mesmo como é que, havendo no mundo tantos padres, haja tão poucos santos? A missa é chamada por S. Francisco de Sales 21 um mistério inefável, que encerra um abismo de caridade divina. Além disto, S. João Crisóstomo dizia que o sacramento do altar contém o tesouro inteiro da bondade de Deus 22. Sem dúvida a sagrada Eucaristia foi instituída para todos os fiéis, mas é um dom especialmente feito aos padres. Não vades, diz o Senhor aos padres, dar a coisa santa aos cães, nem lançar as vossas pérolas a suínos 23. Notem-se estas palavras: As nossas pérolas. Dá-se em grego o nome de pérolas às espécies sacramentais; e essas pérolas são apontadas aqui como pertença própria dos ministros do altar: Margaritas vestras. Sendo assim, todos os padres deveriam, segundo S. João Crisóstomo, descer do altar com um coração todo abrasado do amor divino, a ponto de serem um objeto de terror para o inferno 24. Mas não é isso o que se vê: observa-se que a maior parte descem do altar sempre mais tíbios, mais impacientes, mais soberbos, mais invejosos, mais apegados às honras, ao interesse e aos prazeres terrenos. Não é por falta do alimento que tomam no altar, nota o cardeal Bona 25, porque, no dizer de Santa Maria Madalena de Pazi, bastaria recebê-lo uma só vez para ficar santo; é pela falta de preparação para celebrar a missa.

Há duas espécies de preparação: uma remota e outra próxima.A preparação remota consiste na vida pura e virtuosa, que deve ter o padre para celebrar dignamente. Se dos sacerdotes antigos Deus exigia a pureza, só porque deviam transportar os vasos sagrados26, — quanto não deverá ser mais puro e santo, observa Pedro de Blois, o padre que deve trazer nas suas mãos e no seu coração o Verbo encarnado!27 Mas, para ser puro e santo, não lhe basta estar livre das cadeias do pecado mortal, é necessário que esteja isento de pecados veniais (plenamente deliberados, entende-se); de contrário, Jesus Cristo não o admitirá a ter parte consigo.

Guardemo-nos, diz S. Bernardo, de fazer pouco caso dessas faltas; pois, como foi dito a Pedro, se não formos purificados por Jesus Cristo, não teremos parte com ele28. Necessário é portanto que todas as ações e todas as palavras do padre, que quer celebrar missa, sejam bastante santas, para lhe servirem de preparação.

A preparação próxima exige primeiramente a oração mental. Como quereis que celebre com devoção a santa missa o sacerdote, que sobe ao altar sem primeiro ter feito a sua meditação? Dizia o venerável João de Ávila que o padre deve fazer ao menos hora e meia de oração mental antes da missa. Eu me contentaria com meia hora e, para alguns até com um quarto de hora, ainda que um quarto de hora é muitíssimo pouco.

Há tão belos livros de meditações29 preparatórias para a santa missa! A missa é uma representação da paixão de Jesus Cristo. Por isso com razão o papa Alexandre I disse que sempre nela se deve comemorar a paixão do Salvador30. E foi o que prescreveu o Apóstolo: Todas as vezes que comerdes esse pão e beberdes esse cálice, anunciareis a morte do Senhor31. Segundo Sto. Tomás32, o Redentor instituiu o sacramento do altar, para conservar sempre viva em nós a lembrança do amor que nos testemunhou, e do grande benefício que nos alcançou a sua imolação na cruz. Ora, se todos os homens se devem lembrar continuamente da paixão de Jesus Cristo, — com quanta mais razão o padre, quando vai renovar, ainda que dum modo diferente, o mesmo sacrifício no altar!

Ao padre não lhe basta ter feito a sua meditação; importa-lhe que antes de celebrar se recolha sempre ao menos alguns instantes e considere bem o que vai fazer; foi o que ordenou a todos os padres o primeiro Concílio de Milão, no tempo de S. Carlos Borromeu 33.

Ao entrar na sacristia, deve o celebrante despedir-se de todos os pensamentos do mundo e dizer com S. Bernardo: Cuidados, negócios, esperai por mim aqui; eu e o meu servo, isto é a minha razão com a minha indigência, vamos ali adorar a Deus, e logo voltaremos a ter convosco; pois voltaremos, ai!, e demasiado cedo34. S. Francisco de Sales escrevia a Sta. Joana de Chantal: “Quando me volto para o altar para começar a missa, perco de vista todas as coisas da terra”. Postos de parte pois todos os pensamentos do mundo, não deve o padre ocupar-se então senão da grande obra, que vai fazer e do pão celeste, de que vai alimentar-se a essa mesa divina: Quando estiveres sentado à mesa do príncipe, considera atentamente as iguarias que te são servidas35. Pense o padre que vai chamar do Céu à terra o Verbo feito homem, para se entreter familiarmente com ele no altar, para o oferecer de novo ao Padre eterno, e para enfim se alimentar da sua carne sagrada. O venerável João de Ávila, antes de subir ao altar, procurava excitar-se ao fervor, dizendo: “Eis que vou consagrar o Filho de Deus, tê-lo nas minhas mãos, falar-lhe, tratar com ele e recebê-lo no meio seio”.

Deve também o padre considerar que sobe ao altar na qualidade de mediador, para interceder por todos os pecadores, como diz S. Lourenço Justiniano36. Se está colocado entre Deus e os homens, de Deus obterá para estes as graças de que necessitam37. É por essa razão, observa Sto. Tomás, que se dá o nome de missa ao sacrifício do altar38. Na Lei antiga, só ao sumo sacerdote era permitido entrar no Santo dos Santos, e isso uma só vez por ano; mas hoje, diz S. Lourenço Justiniano, a todos os padres é dado oferecer cada dia o Cordeiro divino, para obterem para si próprios e para todo o povo as graças de Deus39. Donde S. Boaventura conclui que o celebrante se deve propor três fins: honrar a Deus, comemorar a paixão do Salvador, e obter graças para toda a Igreja 40.

III - Respeito e devoção com que se deve celebrar

Em segundo lugar, é necessário que o sacerdote celebre a missa com respeito e devoção. Sabe-se que o uso do manípulo foi introduzido, para que o padre enxugasse as lágrimas; porque outrora tais sentimentos de devoção experimentavam os sacerdotes, ao celebrarem, que não faziam senão chorar.

Já dissemos que o padre ao altar é o representante do próprio Jesus Cristo, como escreveu S. Cipriano41. É nesta qualidade que diz: Hoc est corpus meum; hic est calix sanguinis mei. Mas, ó Céu! Que lágrimas, que lágrimas de sangue se deveriam chorar, quando se pensa no modo como a máxima parte dos padres celebram a missa! Causa pena, digamo-lo, ver o desprezo com que Jesus Cristo é tratado por tantos padres, até religiosos, e pertencentes a Ordens reformadas! Ao ver-se a negligência com que esses padres de ordinário dizem a missa, bem se lhes poderia fazer a censura que Clemente de Alexandria dirigia aos sacerdotes pagãos: que faziam do Céu um teatro, e de Deus o objeto da sua comédia42. E que direi? Uma comédia! Ó, se eles tivessem um papel a representar no teatro, que cuidado empregariam!Ao contrário, que fazem eles ao altar? Truncam palavras, fazem genuflexões que mais parecem atos de desprezo e faltas de respeito; traçam bênçãos que não se sabe o que são; esboçam gestos ridículos; falam às rubricas, antecipando cerimônias e misturando-lhes palavras. E no entanto a verdade é que essas rubricas todas são de preceito, por isso que S. Pio V, na bula que pôs à frente do missal, manda districte, in virtute sanctae obedientiae, que a missa seja celebrada segundo as rubricas do missal43. Donde resulta que quem transgride as rubricas não pode eximir-se de pecado, que será grave desde que a matéria o seja.

Tudo isso procede do desejo de chegar de pressa ao fim da missa. Celebram-na como se a igreja estivesse a desabar, ou como se os bandidos se avizinhasse e não restasse tempo para a fuga.

Eis um padre que, depois de ter dado horas inteiras a uma vida inútil, ou a negócios mundanos, lá vai a celebrar a missa todo apressado! Começa com precipitação, prossegue do mesmo modo; chega à Consagração, toma Jesus Cristo nas suas mãos, e comunga-o com tanta irreverência como se ali só houvesse um bocado de pão! Seria necessário que tais padres sempre tivessem ao seu lado alguém, para lhes dizer o que um dia o venerável João de Ávila, chegando-se ao altar em que celebrava um desses, lhe disse: “Por piedade tratai-o melhor, que é o filho dum pai respeitável”.

Queria o Senhor que os sacerdotes da Lei antiga tremessem de santo respeito ao aproximarem-se do santuário44. E um sacerdote da Lei nova, achando-se ao altar, em presença do próprio Jesus Cristo, a falar-lhe, a tomá-lo nas suas mãos, a oferecê-lo a Deus-Pai, a alimentar-se dele, — mostra-se tão irreverente! Na Lei antiga, ameaçou o Senhor com muitas maldições os sacerdotes que fossem negligentes nas cerimônias desses sacrifícios, que eram apenas uma mera figura do nosso: Se cerrares os ouvidos à voz do Senhor teu Deus, que te manda guardar as cerimônias, virão sobre ti todas estas maldições... Serás maldito na cidade e maldito nos campos45. Dizia Sta.Teresa: “Pela mínima cerimônia da Igreja, daria eu mil vezes a minha vida”46.

E o padre as despreza!47 Ensina o Pe. Suarez que a omissão de qualquer cerimônia, na missa, não pode escusar-se de pecado. Muitos doutores ajuntam que uma negligência notável nas cerimônias pode chegar a pecado mortal.Na nossa Teologia48 moral demonstramos, com a autoridade de muitos doutores, que o que celebra em menos de um quarto de hora não pode escusar-se de falta grave, e isto por duas razões: primeira, por causa da irreverência contra o sacrifício, resultante da sua precipitação; segunda, por causa do escândalo que dá ao povo.

Quanto ao respeito devido ao divino sacrifício, já citamos o que diz o Concílio de Trento: que a missa deve ser celebrada com a máxima devoção possível. E ajunta que a falta de respeito, mesmo exterior, constitui uma irreverência, que de algum modo chega a ser impiedade 49. Assim como as cerimônias, quando são bem feitas, infundem e significam respeito; também quando são mal executadas denotam irreverência que, em matéria grave, é um pecado mortal. Deve-se notar além disto que, para nas cerimônias haver o testemunho de respeito, que convém a um tão grande sacrifício, não basta fazê-las; porque uma pessoa qualquer poderia ter a língua assás desembaraçada e os movimentos bastante livres para expedir tudo isso em menos de um quarto de hora; mas é preciso que sempre sejam feitas com a gravidade conveniente, que pertence também intrinsecamente ao respeito que se deve ter pela missa.

Por outro lado, celebrar a missa em tão pouco tempo é falta grave, em razão do escândalo que se dá aos fiéis que assistem a ela. Sobre este ponto, é necessário considerar ainda o que noutro lugar diz o Concílio de Trento: que as cerimônias da missa foram instituídas pela Igreja, para inspirar aos fiéis uma alta idéia deste augusto sacrifício, e toda a veneração devida aos divinos mistérios que encerra50. Ora, quando estas cerimônias são feitas muito à pressa, nenhuma veneração inculcam ao povo, antes lhe fazem perder o respeito que merece um mistério tão santo. Observa Pedro de Blois que os padres que celebram com pouco respeito, dão ocasião a que os fiéis façam pouco caso do Santíssimo Sacramento 51. Não se pode dar um tal escândalo sem se incorrer em pecado mortal. Também o Concílio de Tours, em 1583, mandou que os sacerdotes fossem bem instruídos nas cerimônias da missa, para não destruírem a devoção no coração das suas ovelhas, em vez de as levarem à veneração pelos ministérios sagrados 52.

Celebrando sem devoção, — como querem esses padres obter de Deus graças, sendo certo que ao oferecerem o santo sacrifício, o ofendam e, quanto deles depende, mais o desonram do que o honram? O padre que não acreditasse no Sacramento do altar, sem dúvida ofenderia a Deus; mas quanto mais o ofende o que nele crê e não só lhe recusa o respeito que lhe é devido, senão que ainda é causa de que outros, à vista da sua conduta, lhe percam igualmente o respeito? Os judeus a princípio respeitaram Jesus Cristo, mas, quando o viram desprezado pelos sacerdotes, perderam então a alta idéia que tinham dele, e acabaram por gritar com os sacerdotes: Tolle, tolle, crucifige eum! Do mesmo modo, para não sairmos do nosso assunto, os seculares que hoje vêem os padres a celebrar com tanta irreverência, perdem toda a estima e veneração por este divino mistério.

Uma missa, celebrada com recolhimento, inspira devoção aos assistentes; pelo contrário, faz-lhes perder a devoção e quase a fé também, quando celebrada sem piedade. Eis um fato passado em Roma e que me foi contado por um religioso de todo o crédito. Tinha um herege resolvido renunciar aos seus erros; mas, tendo visto celebrar a missa sem devoção, foi ter com o papa e disse-lhe que não queria abjurar, porque estava persuadido de que nem os padres nem o papa tinha na Igreja católica uma fé verdadeira: “Se eu fosse papa, dizia ele, e soubesse que um padre celebrava a missa com tão pouco respeito, mandava-o queimar vivo; ao ver porém que os padres dizem assim a missa e não são castigados, persuado-me de que nem o próprio papa acredita nela”. Dito isto, retirou-se, e não consentiu que lhe falassem mais em abjuração.

Mas objetam certos padres que os leigos se queixam, quando a missa se prolonga. — O quê! Então, lhes respondo eu de pronto, a pouca devoção dos seculares há de ser a regra do respeito devido ao santo sacrifício! Ouçam mais: se os padres celebrassem a missa com o devido respeito e gravidade, os seculares se compenetrariam da veneração a prestar a tão grande mistério, e não lamentariam a meia hora que lhe devessem consagrar. Como porém, de ordinário, a missa é tão breve e nenhuma devoção inspira, os seculares à imitação dos padres, assistem a ela sem devoção, e com pouca fé; quando vêem que ela dura mais de um quarto de hora, aborrecem-se e queixam-se, em razão do mau hábito contraído. Assim, os mesmos que sem dificuldade passam muitas horas a uma mesa de jogo, ou numa praça pública, desperdiçando o tempo, não podem sem tédio gastar uma meia hora a ouvir missa! A causa de tudo isso são os padres: É convosco que falo, ó sacerdotes, que desonrais o meu nome e dizeis: Como desonramos nós o vosso nome? Nisso que dizeis: A mesa do Senhor é de pouca importância 53.O pouco que os padres se importam do respeito devido à missa, faz que também os outros a desprezem.

Pobres padres! Ao saber que um sacerdote acabava de morrer após a sua primeira missa, o venerável João de Ávila exclamou: “Ó que terrível conta esse padre tem de prestar a Deus, por essa primeira missa!” À vista disso, que se deverá dizer dos padres que, no decurso de trinta ou quarenta anos, cada dia deram ao altar o escândalo de que vimos falando! E, repito, — como poderão tais padres tornar o Senhor propício e obter graças da sua misericórdia, celebrando a missa de modo antes a ultrajá-lo que a honrá-lo? Todos os crimes são expiados pelo sacrifício, diz o papa Júlio, mas por que oferenda se há de reparar a ofensa feita ao Senhor, se é na mesma oblação do sacrifício que se peca?54 Pobres padres! E pobres bispos que permitem a tais padres celebrarem! Segundo o decreto do Concílio de Trento, são os bispos obrigados a impedir as missas celebradas com irreverência55. Notem-se estas expressões: Prohibere curent ac teneantur; significam elas que os bispos estão obrigados a suspender os que celebram sem respeito conveniente; e esta obrigação tanto abrange os sacerdotes regulares como os outros, visto que os bispos a esse respeito são constituídos pelo Concílio legados apostólicos, e por isso obrigados a vigiar pelas missas que se dizem nas suas dioceses.

E nós, padres, irmãos meus, cuidemos de nos corrigir: se no passado temos celebrado o santo sacrifício com pouca devoção e respeito, atalhemos ao mal, ao menos daqui para o futuro. Antes de celebrar, pensemos no que vamos fazer: é a ação maior e mais santa que um homem pode realizar.

Demais, que grande bem é uma missa celebrada com devoção, grande bem para o celebrante, e para os ouvintes! — Eis como João Herolt, de sobrenome o Discípulo, fala aos que assistem à missa: Quando fazeis a vossa oração na igreja, na presença de Deus, mais seguramente ela é ouvida... porque todo o sacerdote está obrigado a orar pelos assistentes em cada missa 56.Ora, se a oração dum secular, quando feita em união com a do celebrante, é mais prontamente ouvida de Deus, quanto mais ainda a do próprio sacerdote, se celebra com devoção! Um padre que oferece todos os dias o santo sacrifício com alguma devoção, há de receber sempre de Deus novas luzes e novas forças. Jesus Cristo o instruirá, o consolará, o animará cada vez mais, e lhe concederá as graças que deseja.

É sobretudo depois da consagração que o padre pode estar seguro de conseguir do Senhor todas as graças que pede. O venerável Pe. Antônio Colelis dizia: “Quando celebro e tenho o meu Jesus nas minhas mãos, consigo dele quanto quero”. O celebrante obtém o que quer para si e para os que assistem à missa. Lê-se na Vida de S. Pedro de Alcântara que as missas fervorosas que celebrava produziam mais fruto, que todos os sermões dos pregadores da província em que estava. Quer o Concílio de Rodez que os padres pronunciem as palavras e façam as cerimônias com uma devoção, que dê testemunho da sua fé e amor para com Jesus Cristo, presente no altar57. A compostura exterior, diz S. Boaventura, manifesta as disposições interiores do celebrante58. Recorde-se aqui de passagem o que ordenou Inocêncio III: Nós ordenamos também que os oratórios, os vasos, corporais e alfaias sagradas se conservem em perfeita limpeza; porque é de todo o ponto contrário ao bom senso abandonar as coisas santas a uma imundícia, que não se sofria nem mesmo nas coisas profanas59. Ai! Tinha o papa toda a razão para assim falar, porque se encontram padres que não se envergonham de celebrar com corporais, sanguinhos e cálices, de que não quereriam servir-se à sua mesa.

IV - Ação de graças

Em terceiro lugar, depois da celebração do santo sacrifício, é necessário render graças a Deus. Esta ação de graças deve estender-se ao dia inteiro.Exigem os homens que lhes sejamos reconhecidos e correspondamos aos mínimos favores que nos fazem, nota S. Crisóstomo; quanto pois não devemos ser reconhecidos a Deus, que de nós espera, não uma retribuição, mas um ato de agradecimento, e isso somente para nosso bem!60 Se não podemos, ajunta ele, agradecer-lhe na medida da sua dignidade, agradeçamos-lhe ao menos quanto pudermos.

Mas que pena, que desordem ver tantos padres que, depois da missa, apenas recitam algumas breves orações na sacristia, sem atenção nem devoção, e logo falam de coisas inúteis ou de negócios mundanos, ou até saiem da Igreja e vão levar Jesus Cristo ao meio das ruas! Seria necessário proceder sempre com eles, como um dia o venerável João de Ávila: ao ver que um padre saia da Igreja logo depois de celebrar, fê-lo acompanhar de dois clérigos com círios acessos. Perguntou-lhes o padre o que significava aquilo, e eles responderam: “Acompanhamos o Santíssimo Sacramento, que levais ao vosso peito”. Bem se podia dizer a tais padres o que S. Bernardo um dia escreveu ao arcedíago Foulques: Ai! Como tão depressa vos enfastiais da companhia de Jesus Cristo, que tendes dentro de vós? 61

Há muitos livros de piedade que recomendam a ação de graças depois da missa, mas quantos são os padres que cumprem este dever? Poderiam apontar-se ao dedo. Fazem alguns a oração mental, e recitam ainda muitas orações vocais; mas depois da missa poucos instantes se entretém com Jesus Cristo, ou até se dispensam disso por completo. Se ao menos o fizessem enquanto as espécies consagradas se conservam no seu estômago! Dizia o venerável João de Ávila que se deve considerar comi infinitamente precioso o tempo que se segue à missa; por isso ele de ordinário, a seguir à missa, passava duas horas recolhido em piedosos entretenimentos com Deus.

Depois da comunhão, dispensa o Senhor as suas graças em mais abundância.Dizia Santa Teresa que Jesus Cristo está então na alma como num trono de graça e lhe diz: Quid vis ut tibi faciam? Recordemos também o que ensinam Suarez62, Gonet63 e outros doutores, — que a alma aufere da comunhão tanto maior fruto, quanto melhor se dispuser por atos de piedade, durante a permanência das espécies sacramentais. A razão é que este divino Sacramento, tendo sido instituído à maneira de alimento, declara o Concílio de Florença 64 que, assim como os alimentos corpóreos sustentam o corpo segundo o tempo que permanecem no estômago, também o Pão celestial continua a alimentar de graças a alma, enquanto permanece no corpo, contanto que as boas disposições do comungante prossigam. Além disto, os atos de virtude têm então mais valor e merecimento, em razão da alma estar mais unida com Jesus Cristo, que assim o declara: Quem come a minha carne e bebe o meu sangue, permanece em mim, e eu permaneço nele 65.

Então, diz S. João Crisóstomo, o comungante forma uma só e mesma coisa com Jesus Cristo66. Deste modo, são mais meritórios os atos, por serem praticados por uma alma unida a Jesus Cristo.

Mas, por outro lado, não quer o Senhor que as suas graças se percam, prodigalizando-as a ingratos, segundo a expressão de S. Bernardo 67. Tenhamos pois cuidado de nos entretermos com Jesus Cristo depois da missa, ao menos durante uma meia hora, ou o mínimo um quarto de hora; mas, ai!, um quarto de hora é muitíssimo pouco. Devemos considerar que o padre, desde o dia da sua ordenação, não é de si próprio, mas de Deus68. E o próprio Senhor disse: Hão de oferecer ao Senhor, seu Deus, o incenso e o pão; e por conseqüência serão santos 69.

V - O padre que se abstém de celebrar

Há padres que se abstém de celebrar por humildade; uma palavra sobre este assunto. Abster-se de celebrar por humildade é bom, mas não é o que há de melhor: os atos de humildade prestam a Deus uma honra finita, o sacrifício da missa rende-lhe uma honra infinita, que lhe é prestada por uma Pessoa divina. Ouçamos o que diz S. Boaventura: Quando o padre deixa de celebrar, sem impedimento legítimo, faz quanto pode para privar a santíssima Trindade da glória que lhe é devida, os anjos de uma grande alegria, os pecadores do perdão, os justos de auxílios, as almas do Purgatório de alívio, a Igreja de um grande bem e a si próprio de remédio 70.

Achava-se S. Caetano em Nápoles, quando soube que em Roma, um seu amigo cardeal, que costumava celebrar todos os dias, impedido por certos negócios, começava a descurar este dever. Era na força do calor do estio, mas o santo, com risco da própria vida, deu-se pressa em ir a Roma instar com o seu amigo, para que retomasse o antigo costume; e só depois de conseguido o que desejava voltou para Nápoles. Eis o que se lê na Vida do venerável João de Avila. Indo um dia a caminho para celebrar num ermitério, sentiu-se tão enfraquecido, que temeu não chegar ao lugar, donde estava ainda bastante distanciado; pensava já em suspender o passo e desistir de celebrar, quando Jesus Cristo lhe apareceu em figura de viageiro e, mostrando-lhe o seu peito, lhe fez ver as chagas, sobretudo a do sagrado lado e lhe disse: “Quando eu estava coberto destas chagas, encontrava-se mais fatigado e enfraquecido que tu”; e desapareceu. Reanimando com esta visão, o servo de Deus retomou a marcha e teve a felicidade de oferecer o santo sacrifício..
 
Notas:
1. Omnis namque Pontifex, ex hominibus assumptus, pro hominibus constituitur in iis quae sunt ad Deum, ut offerat dona et sacrificia pro peccatis (Hebr. 5, 1).
2. Infirma et egena elementa (Gal. 4, 9).
3. Idem nunc offerens, sacerdotum ministerio, qui seipsum tunc in cruce obtulit (Sess. 22.cap. 2).
4. Cum videris sacerdotem offerentem, ne ut sacerdotem esse putes, sed Christi manum invisibiliter extensam (Ad pop. Ant. hom. 60).
5. Necessario fatemur nullum aliud opus adeo sanctum ac divinum a Christi fidelibus tractari posse, quam tremendum mysterium (Sess. 22. Decret. de obs. in cel. M.).
6. Hoc beneficium majus est inter omnia bona quae hominibus concessa sunt, et hoc est quod Deus majori charitate mortalibus indulsit, quia in hoc mysterio salus mundi tota consistit (Collat. l. 2. c. 28).
7. Per quam orbis terrae consistit (Or. de proph. sim.).
8. Non minus videtur facere Deus in hoc quod quotidie dignatur descendere de coelo super altare, quam cum naturam humani generis assumpsit (De Instit. Novit. p. 1. c. 11).
9. O veneranda sacerdotum dignitas, in quorum manibus, velut in utero Virginis, Filius Dei incarnatur (Molina. Instr. Sacerd. tr. 1. c. 5).
10. In qualibet missa invenitur omnis fructus quem Christus operatus est in cruce (I. Herolt. De Sanct. s. 48). — Quidquid est effectus Dominicae passionis, est effectus hujus Sacramenti (In Jo. 6, lect. 60).
11. Tantum valet celebratio missae, quantum mors Christi in cruce (I. Herolt. De Sanct. s. 48).
12. Quoties hujus hostiae commemoratio celebratur, opus nostrae redemptionis exercetur (Mis. Dom. 9. p. Pent.).
13. Una enim eademque est Hostia, idem nunc offerens sacerdotum ministerio, qui seipsum tunc in cruce obtulit, sola offerendi ratione diversa (Sess. 22. cap. 2).
14. Quid enim bonum ejus est, et quid pulchrum ejus, nisi frumentum electorum, et vinum germinans virgines? (Zach. 9, 17).
15. Sacramenta in Eucharistia consummantur (P. 3. q. 65. a. 3).
16. Et ideo hoc est memoriale totius dilectionis suae et quasi compendium quoddam omnium beneficiorum (De Inst. Novit. p. 1. c. 11).
17. Robur autem datum est ei contra juge sacrificium propter peccata (Dan. 8, 12).
18. Satis apparet omnem operam et diligentiam in eo ponendam esse, ut quanta maxima fieri potest interiori cordis munditia peragatur (Sess. 22. Decret. de obs. in cel. M.).
19. Maledictus, qui facit opus Domini fraudulenter! (Jer. 48, 10).
20. Cave ne nimis tepidus accedas; quia indigne sumis, si non accedis reverenter et considerate (De Praep. ad M. c. 5).
21. Introd. p. 2. chap. 14.
22. Dicendo Eucharistiam, omnem benegnitatis Dei thesaurum aperio (In 1. Cor. hom. 24).
23. Nolite dare sanctum canibus, neque mittatis margaritas vestras ante porcos (Matth. 7, 6).
24. Tamquam leones ignem spirantes ab illa mensa recedamus, facti diabolo terribiles (Ad pop. Ant. hom. 61).
25. Defectus non in cibo est, sed in edentis dispositione (De Sacr. M. c. 6 § 6).
26. Mundamini, qui fertis vasa Domini (Is. 52, 11).
27. Quanto mundiores esse oportet, qui in manibus et in corpore portant Christum (Epist.123).
28. Haec nemo contemnat, quoniam, ut audivit Petrus, nisi laverit ea Christus, non habebimus partem cum eo (S. in Coena Dom.).
29. N. do T. — O melhor que conhecemos é de Barcuez: Du Divin Sacrifice et du Prête qui le célèbre.
30. Inter missarum solemnia, semper passio Domini miscenda est, ut ejus, cujus corpus et sanguis conficitur, passio celebretur (Ep. 1).
31. Quotiescumque enim manducabitis panem hunc, et calicem bibetis mortem Domini annuntiabitis (1. Cor. 11, 26).
32. Offic. Corp. Chr.
33. Antequam celebrent, se colligant, et orantes mentem in tanti ministerii cogitatione defigant (Const. p. 2. n. 5).
34. Curae, sollicitudines, servitutes, exspectate me hic, donec ego cum puero, ratio scilicet cum intelligentia, usque illuc properantes, postquam adoraverimus, revertamur ad vos; revertemur enin, et, heu! revertemur quam citissime (De Amore Dei, c. 1).
35. Quando sederis ut comedas cum principe, diligenter attende quae apposita sunt ante faciem tuam (Prov. 23, 1).
36. Mediatoris gerit officium; propterea delinquentium omnium debet esse precator (Serm. de Euchar.).
37. Medius stat sacerdos inter Deum et naturam humanam, illinc venientia beneficia ad nos deferens (In Isaiam, hom. 5).
38. Propter hoc missa nominatur, quia per angelum sacerdos preces ad Deum mittit, sicut populus ad sacerdotem (P. 3. q. 83 a. 4).
39. Ipsis profecto sacerdotibus licet, non tantum semel in anno, ut olim, sed diebus singulis introire sancta Sanctorum, et tam pro ipsis quam pro populi reconciliatione, offerre hostiam (De Inst. proel. c. 10).
40. Tria sunt, quae celebraturus intendere debet, scilicet: Deum colere, Christi mortem memorari, et totam Ecclesiam juvare (De Praep. ad M. c. 9).
41. Sacerdos vice Christi vere fungitur (Epist. ad Coecil).
42. O impietatem! scenam coelum fecistis, et Deus vobis factus est actus! (Or. ad Gent.).
43. Juxta ritum, modum, ac normam, quae per missale hoc a nobis nunc traditur.
44. Pavete ad sanctuarium meum (Lev. 26, 2).
45. Quod si audire nolueris vocem Domini Dei tui, ut custodias... caerimonias... venient super te omnes maledictiones istae... Maledictus eris in civitate, maledictus in agro (Deut. 28, 15).
46. Vie, ch. 43.
47. De Sacram. d. 84. s. 2.
48. Theol. mor. l. 6. n. 400.
49. Omnem operam ponendam esse, ut quanta maxima fieri potest exteriori devotionis ac pietatis specie peragatur. — Irreverentia quae ab impietate vix sejuncta esse potest (Sess.22. Decr. de obser. in M.).
50. Ecclesia caerimonias adhibuit, quo et majestas tanti Sacrificii commendaretur, et mentes fidelium, per haec visibilia religionis signa ad rerum altissimarum, quae in hoc Sacrificio latent, contemplationem excitarentur (Sess. 22. De Sacrif. M. c. 5).
51. Ex inordinata et indisciplinata multitudine sacerdotum, hodie datur ostentui nostrae redemptionis venerabile sacramentum (Epist. 123).
52. Ne populum sibi commissum a devotione potius revocent, quam ad sacrorum mysteriorum venerati onem invitent.
53. Ad vos, o sacerdotes, qui despicitis nomen meum, et dixistis: In quo despeximus nomen tuum?... In eo quod dicitis: Mensa Domini despecta est (Mal. 1, 6).
54. Cum omne crimen sacrificiis deleatur, quid pro delictorum expiatione Domino dabitur, quando in ipsa sacrificii oblatione erratur? (Cap. Cum omne, de Consecr. dist. 2).
55. Discernit sancta synodus, ut ordinarii locorum ea omnia prohibere sedulo curent ac teneantur, quae irreverentia (quae ab impietate vix sejuncta esse potest) induxit (Sess. 22.Decr. de obs. in M.).
56. Oratio tua citius exauditur in ecclesia in praesentia Dei, et etiam oratio sacerdotis celebrantis; quia quilibet sacerdos in qualibet missa tenetur orare pro circumstantibus.
57. Actio et pronuntiatio ostendat fidem et intentionem quam (sacerdos) habere debet de Christi et angelorum in sacrificio praesentia.
58. Intrinsecus motus gestus exterior attestatur (Spec. disc. p. 2. c. 1).
59. Praecipimus quoque ut oratora, vasa, corporalia, et vestimenta, munda et nitida conserventur; nimis enim videtur absurdum in sacris sordes negligere, quae dedecerent etiam in profanis (Tit. 44. can. 1. Relinqui).
60. Si homines parvum beneficium praestiterint, exspectant a nobis gratitudinem; quanto magis id nobis faciendum in iis quae a Deo accipimus, qui hoc solum ad nostram utilitatem vult fieri (In Gen. hom. 26).
61. Heu! quomodo Christum tam cito fastiditis? (Epist. 2).
62. De Sacram. disp. 63. sect. 7.
63. Man. Thom. p. 3. tr. 4.c. 9.
64. Decr. ad Arm.
65. Qui manducat meam carnem, et bibit meum sanguinem, in me manet, et ego in illo (Jo. 6, 57).
66. Ipsa re nos suum efficit corpus (Ad pop. Ant. hom. 60).
67. Numquid non perit, quod donatur ingrato? (In Cant. s. 51).
68. Verus minister altaris, Deo, non sibi, natus est (In Ps. 118, s. 8).
69. Incensum enim Domini et panes Dei sui offerunt, et ideo sancti erunt (Lev. 21, 6).
70. Cum sacertos, non habens legitimum impedimentum, celebrare omittit, quantum in se est, privat Trinitatem gloria, angelos laetitia, peccatores venia, justos subsidio, in purgatorio existentes refrigerio, Ecclesia beneficio, et seipsum medicina (De Praep. ad m. c. 5).


Fonte: Volta para Casa
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