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segunda-feira, 30 de abril de 2012

VASSULA RYDEN

Considerando que há muitos católicos caindo neste 'golpe' (e em outro), levados em parte por boa fé, em parte por negligência espiritual e em que pese se tratar de documento da Igreja do CVII, a verdade não muda: Vassula Ryden é uma herege (ao final dados pessoais e links) - publico aqui esta declaração da

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

NOTIFICAÇÃO SOBRE OS ESCRITOS E AS OBRAS DA SENHORA VASSULA RYDEN *


Muitos bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e leigos se dirigem a esta Congregação para ter um juízo autorizado sobre a atividade da Senhora Vassula Ryden, greco-ortodoxa, residente na Suíça, que está a difundir nos ambientes católicos do mundo inteiro, com a sua palavra e com os seus escritos, mensagens atribuídas a presumíveis revelações celestes.

Um exame atento e sereno da inteira questão, realizado por esta Congregação em ordem a «pôr à prova as inspirações para verificar se provêm verdadeiramente de Deus» (cf. 1 Jo. 4, 1), fez notar – ao lado de aspectos positivos – um conjunto de elementos fundamentais, que devem ser considerados negativos à luz da doutrina católica.

Além de evidenciar o carácter suspeito das modalidades com que acontecem essas presumíveis revelações, é imperioso ressaltar alguns erros doutrinais nelas contidos.

Entre outras coisas, com uma linguagem ambígua fala-se da Pessoa da Santíssima Trindade, até confundir os específicos nomes e funções das Pessoas Divinas. Preanuncia-se nessas presumíveis revelações um iminente período de predomínio do Anticristo no seio da Igreja. Profetiza-se em chave milenarista uma intervenção resolutiva e gloriosa de Deus, que estaria para instaurar sobre a terra, antes ainda da vinda definitiva de Cristo, uma era de paz e de bem-estar universal Anuncia-se, além disso, o futuro próximo de uma Igreja que seria uma espécie de comunidade pancristã, em contraste com a doutrina católica.

O fato de nos escritos posteriores da Senhora Ryden os mencionados erros já não aparecerem é sinal de que as presumíveis «mensagens celestes» são apenas fruto de meditações privadas.

Além disso, a Senhora Ryden, participando habitualmente nos sacramentos da Igreja católica, embora seja greco-ortodoxa, suscita em diversos ambientes da Igreja católica não pouca admiração, parece pôr-se acima de qualquer jurisdição eclesiástica e de todas as regras canónicas e cria, de fato, uma desordem ecuménica, que irrita não poucas autoridades, ministros e fiéis da sua própria Igreja, colocando-se fora da disciplina eclesiástica da mesma.

Considerando que, não obstante alguns aspectos positivos, o efeito das atividades exercidas por Vassula Ryden é negativo, esta Congregação solicita a intervenção dos Bispos, a fim de que informem adequadamente os seus fiéis, e não seja concedido nenhum espaço no âmbito das próprias dioceses à difusão das suas ideias. Convida, por fim, todos os fiéis a não considerarem como sobrenaturais os escritos e as intervenções da Senhora Vassula Ryden, e a conservarem a pureza dá fé que o Senhor confiou à Igreja.

Cidade do Vaticano, 6 de Outubro de 1995.
 
Joseph Card. Ratzinger
Prefeito



Tarcisio Bertone, S.D.B.
Arcebispo Emérito de Vercelli
Secretário



* L’Osservatore Romano, Edição semanal, N. 43, 28 de Outubro de 1995, Pág. 12 (528) = AAS 88 (1996) 956-957. 


Dados pessoais de Vassula Ryden: 
Estado civil: Casada na Igreja Ortodoxa. Divorciada e “re-casada” em segundas núpcias com um protestante luterano
Filhos: 2 filhos do primeiro casamento. O segundo casamento foi seco.
Estado do Processo Canônico: Condenada 2 vezes pela Congregação da Doutrina da Fé, em 1995 e 2007. Também foi condenada pela Igreja Ortodoxa. 
Principais Objetivos: Divulgar falsas doutrinas + Criar divisão entre os católicos + Promover um falso ecumenismo + Falsas profecias + Falsos ensinamentos + Falsas devoções + Criar o cansaço quanto à espera das profecias sobre os Novos Céus e Nova Terra + Minar a credulidade nas profecias verdadeiras sobre os Novos Céus e Nova Terra.
 
Vide mais detalhadamente: http://www.amen-etm.org/FichadaVassula.htm

Outro link a respeito dela e das heresias dela: 
https://gloria.tv/article/dYnpxPLzzEsP1TLaxk9MyKf8U FALSA VIDENTE VASSULA RYDEN. FALSO VIDENTE ORTODOXA.

*

sábado, 28 de abril de 2012

Pequena história da minha longa História: S.E.R. Mons.Marcel Lefebvre



Mudei o layout de meus blogs, para dar mais ênfase aos textos do que ao resto. E acrescentei, neste, uma página em homenagem ao S.E.R. Monsenhor Marcel Lefebvre, deixando que ele mesmo se apresente, através de sua Pequena história da sua longa História.

Basta clicar na aba superior!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

A vocação e as santas almas: Carla Ronci


A Ação Católica Italiana¹ foi celeiro de muitos modelos de santidade e de reparação pela santificação do clero. Alguns já foram canonizados, outros estão a caminho disso. É polêmica a questão dessas numerosas beatificações/canonizações relâmpago executadas, sobretudo, pelo Papa João Paulo II: são os Neosantos, os Neobeatos da Neoigreja Conciliar, vinda à luz com o Concílio Vaticano II. Mas há de separar o joio do trigo, pois nem todos os novos modelos de heroísmo cristão são "farinha do mesmo saco". Esta, por exemplo, é uma pérola que descobri pesquisando sobre a modéstia feminina. Na nota sobre a Ação Católica, lá no final, listei outros, e uma homônima surpresa.

Devo, pois, apressar-me em minha santificação, antes que a canonizem primeiro...


Carla Ronci

por Giulia d'Amore


“Somente os santos deixam rastros, os outros fazem barulho”. 

Torre Pedrera (Rimini), 11 de abril de 1936 - Rimini, 2 de abril de 1970. 

Após mais de trinta anos de sua morte, a frase anotada por Carla Ronci em seu diário soa quase como uma profecia.

Proclamada Venerável pelo Papa João Paulo II, em 1997, a sua causa de beatificação corre rapidamente, no rastro de uma devoção popular iniciada logo após a sua morte - tanta era a fama de santidade - e com um rico corolário de testemunhos e publicações a ela dedicadas, sinal de que a jovem apóstola de Rimini de rastros deixou muitos.

Carla Ronci nasceu em Torre Pedrera, perto de Rimini (Itália), no dia 11 de abril de 1936, primeira de três filhos. Os pais tinham um negócio de frutas e verduras. Depois das escolas elementares (ensino básico), foi trabalhar com os pais na loja deles e aprendeu o ofício de corte e costura. Até os catorze anos era uma garota como tantas outras, uma adolescente que gostava da companhia dos amigos e de seu ofício de costureira. Um disco de música, um bailinho, um filme eram a sua alegria. Lia gibis, fotonovelas, romances policiais. Tinha uma vivacidade interior explosiva, sempre pronta a correr para onde havia diversão.

Mas um dia... era o ano de 1950, proclamado Ano Santo por Papa Pio XII, fazia frio lá fora. Carla observava as irmãs de sua cidadezinha, saindo, como todos os dias, faça chuva ou faça sol, para ir à Missa, recolhidas, doces, serenas. Carla começou a se questionar: "Mas, por quê? Por causa de quem? Porque são tão felizes?" Naquela noite, debruçada na janela de seu quarto, olhando para fora, ela ficou impressionada com um acontecimento: "Enxerguei um vulto e o sorriso de um olhar nunca visto". É ela mesma quem conta: "No coração senti um convite: tive horror de mim mesma. Olhando para trás, vi meus catorze anos vividos sem verdadeira alegria...".

No dia seguinte, foi à igreja, enquanto o padre celebrava a Santa Missa. Carla revê o "vulto" da noite anterior: Jesus! 

Tentou rezar como sabia e, voltando para casa, traçou os primeiros planos para uma "vida nova", diferente. Jesus lhe pareceu como Aquele que, Único, merecia o dom de sua juventude e de sua vida.

Então, ela livrou-se de tudo aquilo que havia procurado até então: nada mais de bailes frívolos, basta de filmes tolos, chega de gastar dinheiro apenas para se divertir. A mãe notou que Carla mudava, era mais atenciosa em casa, mais disponível ao trabalho e ao sacrifício. Sempre alegre, mas de uma alegria nova, mais profunda, mais verdadeira.

Foi se confessar. Escolheu um sacerdote que guiasse a sua alma. Abriu seu coração a Deus: sentia que Ele era a Luz, a alegria, a vida. Iniciava nela uma divina inundação de amor.

Continuou a trabalhar em casa e na loja, mas pediu permissão para dar uma pequena contribuição à paróquia, e se colocou à disposição das atividades pastorais. A Ação Católica pôs à sua disposição seu campo de serviço. Lia os livros de formação à fé; e antes de tudo lia os Evangelhos. Após algum tempo, tornar-se assistente das meninas, depois das aspirantes e, em fim, delegada paroquial. Havia descoberto Jesus como a única alegria da vida. Havia sido assaltada por uma sede de fazer o bem a todos.

Encaminhava-se para os vinte anos e era muito bonita. Muitos jovens lhe faziam a corte, e ela era sensível ao amor. Mas, cada dia mais, Jesus ganhava espaço nela. Por isso, Carla rejeitou vários pedidos de namoro e desejou viver um "amor esponsal" com Jesus, tornando-se uma pessoa consagrada a Ele. O coração reclamava seus direitos, mas ela não se importava com isso: dois mil anos antes, Jesus havia dado a si mesmo por ela na Cruz. E, assim, com firme decisão, rejeitou todo amor humano, porque Um só para ela era o amor: Jesus Cristo, profundamente amado. Por isso, começou a buscar qual fosse para ela a vontade de Deus. O confessor lhe permitiu de fazer os votos privados, aos quais acrescentou um detalhado programa de vida. Mas Carla ainda não estava satisfeita. Em outubro de 1958, abre um laboratório de corte e costura para moças.

Aos 24 anos, atravessa o portal do convento das Ursulinas de Gaudino, perto de Bergamo (Itália), mas a vida no claustro dura pouco: no dia 9 de março de 1958, o pai, um sanguíneo comunista da Romagna, a leva de volta para casa à força. Carla se rebela, retoma o caminho do convento, mas o enésimo tumulto da família convence os seus superiores a mandá-la definitivamente para casa.

O convento, para quem o deseja, é um pequeno canto do paraíso”, anota a moça em seu diário, “eu não tive essa graça porque não a merecia. Porém, recebi, igualmente, um grande dom: ter vivido entre tantas almas belas por cerca de quatro meses... Me ajudarás, não é Mãezinha, a ser sempre e somente de Jesus?” (junho de 1958).

A jovem tem grande confiança em Maria, a qual, ela tem certeza, não deixará cair no vazio o seu desejo de consagrar-se a Deus. Logo, Carla compreende que o seu convento será o pequeno mundo de Torre Pedrera, sua cidadela natal, onde ela se fará límpida testemunha do Evangelho, em sua nova condição de leiga consagrada, dentro do Instituto Ancelle Mater Misericordiae de Macerata. Sim, naqueles dias tomara conhecimento da existência do Instituto: podia ser uma consagrada em um instituto reconhecido pela Igreja, mesmo estando em família, trabalhando e continuando a empenhar-se na paróquia. Finalmente, encontrara o seu caminho!

No dia 6 de janeiro de 1961, faz o pedido para entrar no Instituto, e no dia 6 de janeiro do ano seguinte, faz os primeiros votos, seguidos, em 1963, dos votos perpétuos, quando ela se oferece a Deus em favor da santidade dos sacerdotes, e o Senhor pareceu aceitar a sua oferta. Agora, Carla pertencia apenas a Jesus.

Junto com os votos, ela confiava à Virgem a sua vida, o seu apostolado, tudo, no espírito de São Luiz Maria de Montfort, como está na regra do Instituto secular que ela escolheu. Desde então, nada mais quis do que ser santa, de prolongar Jesus em si mesma, de levar Jesus ao mundo, de expender-se toda pela santificação dos sacerdotes. 

Desapegando-se de todas as coisas materiais, sente-se mais livre para viver a vontade de Deis, “no meio das comodidades de vida, como se fosse na mais esquálida miséria”, de perder a própria vida para reencontrá-la na doação de si mesma aos outros. 

As suas atividades não mudaram exteriormente, mas Carla tornava-se cada vez mais abrasada de amor. Escrevia: "Eu devo ser santa, senão fracassarei na minha vocação de alma consagrada. Minha tarefa é levar Jesus ao mundo. Eu devo ser um lembrete para o mundo. O mundo quer ver Jesus em nós".  

Havia decidido rezar e oferecer muito, toda si mesma, pelos sacerdotes, aos quais, com coragem e humildade, fazia chegar convites fortíssimos à santidade. E Deus aceitava a oferta generosa. A ajuda para tantas almas chegava, mas Carla sofria tentações, aridez, buio dello espírito - escuridão do espírito.

Por algum tempo, utilizou-se da Vespa (celebre motocicleta italiana, que ela alegremente cavalgava), depois conseguiu ter um carro (uma Cinquecento). Ninguém podia mais detê-la em suas ações de apostolado, especialmente entre os jovens. A "santa da Vespa", é uma jovem moderna, cheia de vida e sempre com o sorriso nos lábios, que mostra até uma peculiar e curiosa atenção para com a própria feminilidade. A quem a critica um pouco pelos cuidados que reserva ao seu aspecto físico (e Carla é mesmo uma moça belíssima), ela responde: "A esposa de Jesus deve ser sempre elegante e bela".

Moderna figura de contemplativa na ação, Carla era uma moça profundamente enamorada de Cristo e era apoiada, em seu caminho de perfeição espiritual, por uma grande devoção pela Virgem Maria, tanto que havia se consagrado ao seu Coração Imaculado, no espírito da Milícia da Imaculada, tomando incansável zelo por ela.

Sempre bela, elegante e dulcíssima: tudo nela inspirava alegria e plenitude de vida: irradiava Cristo! Por Ele, estava sempre pronta a trabalhar sem querer nunca sentir o cansaço. Aqueles foram anos em que ela multiplicava energias e talentos pelo Esposo que amava e de cujo amor nunca duvidava.

No começo de 1970, Carla parecia exausta. Seguiram-se as primeiras internações no Hospital Sant’Orsola de Bolonha. Os médicos diagnosticaram um carcinoma pulmonar. Tinha poucos meses de vida.  

Apesar disso, para qualquer um que lhe perguntasse sobre a sua saúde, Carla respondia: "estou bem! Com Jesus, estamos sempre bem!"

Submetida a muitos, difíceis e dolorosos exames, ela confidencia a seu diário: “Sou feliz por lutar, sofrer, viver. Quando o sofrer se torna alegria, não podemos pedir mais nada. Por este e por tantos outros dons, damos graças ao Senhor”.

Um dia, naquela primavera, foi à paróquia portando no pescoço uma vistosa echarpe vermelha. A quem lhe perguntava o porquê da escolha, ela respondia: "Estou feliz e não quero dar aos outros pensamentos tristes. Quero levar alegria e contentamento".

Do hospital de Bolonha, já no fim, sentindo a morte se aproximando, escreve a seu diretor espiritual: "Me ajude o senhor, padre, a fazer chegar meu grito ao Senhor, para que Lhe agrade e aceite esta oferta: Eis-me aqui, Senhor, tenho apenas este meu coração, que está cheio de Ti que És o infinito. Isto te ofereço por Teus sacerdotes. Tome toda a minha vida. Se procuras uma vítima de reparação pelas caídas deles, por suas infidelidades, por aquilo que não fazem e deveriam fazer, Senhor, por eles me ofereço vítima, disposta a tudo, a tudo, mas que não nos falte o Teu Sacramento, porque o sacerdote é um Sacramento de Ti, um portador de Ti, Senhor; que seja puro e ilibado o Sacramento que é o padre, assim como Tu o quiseste".

A um jovem seminarista que ia se tornar padre, Carla diz: "Ou padre, como te quer Jesus, ou nada!". Para Carla não podiam haver meias medidas ou compromissos: quem se torna padre deve ser santo.

Domingo, dia 2 de abril de 1970, depois de ter passado pelo hospital de Bolonha, é transferida para uma clínica de Rimini, a casa de saúde “Villa Maria”. Tinha apenas trinta e quatro anos. Recebeu a Extrema Unção e disse aos presentes: "Não sofro mais. Estou muito bem... Ai está, é o Senhor que vem e me sorri. Nos vemos no Céu!" Seu rosto se compôs na paz, sorridente. Já contemplava Deus.

Quero levar alegria e contentamento.

Agora, Carla repousa em sua igreja paroquial, e a causa de sua beatificação avança. Com sua vida consagrada no mundo, Carla havia realizado o seu sonho: irradiar Jesus nas almas, tornar-se "mãe" de sacerdotes santos, oferecer-se pelo mundo, promover e apoias as vocações.

Carla é uma luminosa apóstola de nosso tempo, testemunha feliz de um Sim dito a Deus pelo mundo!

"O mundo que ver Jesus em nós".


ORAÇÃO PARA PEDIR A INTERCESSÃO DE CARLA

 

Ó Deus, Vos agradeço por haver suscitado no meio de nós a Vossa serva Carla Ronci,
e bendizemos a ação poderosa do Vosso Santo Espírito,
que operou com abundância de frutos na sua pessoa.
Vos louvamos por sua total consagração ao Senhor Jesus
na castidade, na pobreza e na obediência;
por sua generosa e sábia dedicação à tarefa educativa
na normalidade dos empenhos eclesiásticos;
pelo oferecimento de seus tribulações e obras em favor das vocações sacerdotais e pela santificação dos padres;
pelo ardor na oração, que a tornou forte e serena no sofrimento;
pela simplicidade de vida e pela constância no serviço aos irmãos.
Concedei-nos, ó Pai, pela intercessão da Venerável Carla,
de podermos ser fieis, cotidianamente, à Vossa vontade.
Infundi em cada cristão o amor pela Vossa Igreja e o esforço para a santidade, no estado de vida próprio de cada um.
Pedimos para nós toda graça espiritual e material, em particular..................
Se for Vosso desenho de amor, fazei com que Carla seja proclamada beata e conhecida em toda a Igreja, pelo nosso bem e a glória de Vosso nome. Amém.

"Arrivederci in Cielo!" - "Nos vemos no Céu!"


FRASES E FOTOS DE CARLA


“Visto-me com modéstia e elegância e procuro que compreendam, com minha vida, que o Cristianismo vivido não é Cruz, mas alegria”.



 
"Ama e canta sempre!"

"Quero florescer onde Deus me semeou"


"Minha tarefa é a de levar Jesus ao mundo".


“A feminilidade deve ser como aquela da Virgem Maria: pura e casta”.

"A vida é bela, mas se você ama... é maravilhosa!"

"Sinto sempre a grande alegria de viver e lutar por amor".



"É mesmo verdade que com Jesus tudo se torna belo, com Ele se aprende a amar também aquilo que nos faz mais sofrer".

"Nas dificuldades, nos momentos escuros, não nos assustemos, mas coloquemos a mão na mão de Deus: em dois se luta melhor e nos tornamos mais fortes".



"Sim, tudo por Ti, Amor...
Cada passo, cada respiração, cada lamento, é para Ti, somente para Ti"

"Sempre em frente, com a convicção de que todos temos algo a dar aos outros. Todos juntos formamos a grande obra-prima de Deus".

"Em certos momento a minha cruz me parece pesada demais, mas, em seguida, o pensamento de ter Jesus perto de mim me ergue e tudo se torna leve leve."


Uma amiga a descreve assim:
“Moralmente era um lírio puro demais para ainda pisar o pé neste mundo. Sabia conversar com Deus e com o próximo ao mesmo tempo; é por isso que, aproximando-se dela,  se sentia nela a presença e o perfume de Cristo.”


“A feminilidade é uma propriedade que conquista e atrai; (…) Sou feliz de ser mulher, porque o Senhor deu à mulher o dom da inteligência intuitiva, e é muito bonito intuir as necessidades dos outros, sermos maternas e compreensivas…”.


"O pensamento que mais me tocou é este: Deus está em mim, eu sou um tabernáculo vivo. Não tem que ser difícil para mim viver em união com Deus. Isto significa viver uma vida interior... Sou feliz por existir: sou contente por tudo o que me rodeia, porque em todas as coisas enxergo um dom de Deus. Toda a paz do coração que me inunda e perpassa vem de possuir Jesus."

 

"Sou feliz de existir!"

"Nada me apavora e sigo em frente com Jesus no coração, que sinto sempre perto de mim"



“Carla, de sua parte, tomava o cuidado de não apresentar o Cristianismo como a mortificação da beleza e da alegria de viver, como um freio à plena realização da personalidade. Por isso, cuidava muito de seu aspecto exterior: seguia a moda, ia ao salão de beleza uma vez por semana, usava um leve perfume.”


Folheto com mais algumas fotos, frases e informações sobre a Venerável Carla Ronci: AQUI. Trecho dos diários: AQUI (ambos em italiano).



Para informações, relatos de graças e pedidos de impressos sobrea Venerável Carla Ronci dirigi-vos a:

Diocesi di Rimini
Centro Documentazione e studi Alberto Marvelli
Via Cairoli, 69 – 47900 RIMINI
Tel. e Fax: 0541.787183

Istituto Secolare
Ancelle Mater Misericordiae
Sede Nazionale
Domus Pacis - via Marconi 2
60025 Loreto (AN)

"Com Jesus, estamos sempre bem!"

Nota:
¹A Ação Católica Italiana é a mais antiga, ampla e difundida entre as associações católicas laicas do mundo, criada pela Igreja Católica no século XX, visando ampliar sua influência na sociedade, através da inclusão de setores específicos do laicado e do fortalecimento da fé religiosa, com base na Doutrina Social da Igreja. Teve seu começo em 1867, quando Mario Fani e Giovanni Acquaderni fundam em Bolonha (Itália) a Società della Gioventù Cattolica Italiana (Sociedade da Juventude Católica Italiana). O lema «Oração, Ação, Sacrifício» sintetiza a fidelidade a quatro princípios fundamentais: a obediência ao Papa (sentire cum Ecclesia), um projeto educativo fundado no estudo da religião, viver a vida segundo os princípios do Cristianismo e um grande empenho à caridade para com os mais fracos e os mais pobres. A constituição da associação é aprovada em 2 de maio de 1868, pelo Papa Pio IX com o Breve apostólico Dum filii Belial. Em sintonia com as posições do Papa (no mesmo ano, formula o non expedit) a Sociedade exclui o empenho político direto. Em 1904, Papa Pio X dissolve a Opera dos Congressos, por causa dos contínuos contrastes entre os "intransigentes" e ou "inovadores". No ano seguinte publica a Encíclica Il fermo proposito (11 de junho de 1905), com a qual promove o nascimento de uma nova organização laica católica, com o nome de Ação Católica, que foi desejada pelo Papa como principal oposição ao Modernismo. Em 1908, é fundada a "União entre as Mulheres Católica Italianas", por obra de Maria Cristina Giustiniani Bandini, com a colaboração de Adelaide Coari. E em julho de 1909, Vincenzo Ottorino Gentiloni recebeu de Pio X o encargo de dirigir uma organização paralela à Ação Católica: a "União Eleitoral Católica Italiana" (UECI). Em 1918, por iniciativa de Armida Barelli e com o apoio do Papa Bento Xvi primeiro e Pio XI depois, nascia dentro da "União Mulheres" a "Juventude Feminina de Ação Católica". A AC conhece um momento de grande expansão após a segunda guerra mundial, graças ao empenho de Papa Pio XII. A AC ajuda a lançar as bases da futura Democracia Cristã, um partido político de grande influência na Itália, mas também envolvido em grandes escândalos. Desde 2008, é dirigida por Franco Miano, quando, na comemoração dos 140 anos de existência, apresentou ao Presidente da República o Manifesto ao País, um documento onde se afirmam os valores inegociáveis da AC, que se faz sentinela do ethos no qual se reconhecem todos os italianos.  Em 1959 chegou a ter 3.372.000 associados, fontes não oficiais garantem que hoje não passam de 400.000. Outro países têm a própria AC, nos mesmos moldes. Apesar do estrago que o Concílio Vaticano II trouxe para esta associação, há outros sócios da AC já santos ou candidatos aos altares: Santa Gianna Beretta Molla (que dispensa apresentações e cuja memória se dá no próximo dia 28 de abril), Beato Padre Francesco Bonifacio (assassinado na Foibe de 1946. Segundo testemunhas, ele sofreu vários abusos por parte de uma milícia popular: despido de sua batina, escarnecido, deram-lhe socos e pontapés no rosto e, por fim, apedrejado e esfaqueado), Servo de Deus Odoardo Focherini (um Justo entre as Nações - para quem acusa a Igreja de colaboracionismo com os nazistas -, morto no lager de Hersbruck, por sua obra em favor dos hebreus; deixou 166 cartas escritas no cárcere), Beato Piergiorgio Frassati (terciário dominicano, era chamado "o rapaz das oito beatitudes", morreu menos de uma semana depois de ter contraído uma pneumonia em seu apostolado junto aos mais pobre), Venerável Armida Barelli ("Aceito a morte, qualquer uma que o Senhor quiser me dar, em plena adesão à vontade divina, como última suprema prova de amor ao Sagrado Coração, em Quem confiei em vida e quero confiar na hora da morte; e como última suprema oração por aquilo que em minha vida foi o sonho constante: o advento do Reino de Cristo aqui na terra". Morreu, em 1949, após uma longa enfermidade), Serva de Deus Pierina Belli, Beato Alberto Marvelli (Durante a Segunda Guerra Mondiale, contribuiu na organização de resgates de feridos e em obras de caridade. Conseguiu salvar muitas pessoas da deportação, inclusive abrindo os vagões já lacrados que partiam da estação de Santarcangelo), Beata Antonia Mesina (chamada "mártir da pureza" porque, como Santa Maria Goretti, morreu defendendo sua pureza, recebendo 74 golpes de pedra), Beata Pierina Morosini (morreu da mesma forma que Antona Mesina), Santo Riccardo Pampuri (1º de Maio, era religioso da Ordem Hopitaleira de São João de Deus, os Fatebenefratelli), Servo de Deus Gino Pistoni (Durante um ataque das SS alemãs no 'Valle del Lys', enquanto os outros partigiani fugiam, ele se atrasou para socorrer um soldado alemão ferido em Tour d'Héréraz, sendo atingido por um estilhado de um morteiro que lhe cortou a artéria femural. Ficou completamente sozinho, a sangrar e a consumir a sua agonia, cumprindo, com as últimas forças, antes de expirar, um verdadeiro ato de fé: com os dedos banhados de sangue, escreveu na lona de sua mochila, uma mensagem-testamento, que restou único na história da Resistência: "Ofereço a minha vida pela Ação Católica e pela Itália, Viva Cristo Rei". Ao seu lado, foi encontrado o Pequeno Ofício de Nossa Senhora. Em uma lápide colocada no lugar em que morreu, escreveram: "Sobre esta rochas, onde hoje há alegria e liberdade, na trágica manhã de 25 de julho de 1944, ceifados pelo lampejo de golpes mortais, reclinavam para a morte os vinte anos de GINO PISTONI que, fiel ao preceito divino de que não existe amor maior do que dar a sua vida pelo amigo, doava a sua pelo inimigo, e sobre seu humilde saco, testemunha de nobre luta, com o sangue ardente escreveu ITALIA e como fogo gravou VIVA CRISTO RE"), Venerável Padre Gioacchino Stevan (um jovem rapaz de pouca cultura, mal sabia ler e escrever, deixou cartas, cadernos, anotações, dos quais emergem suas virtudes religiosas, e um diário no qual, entre outras coisas, escreveu: "Nunca saciarei a minha sede de amor e de reparação por Jesus" - morreu logo depois de entrar no noviciado para se tornar Servita). E encerramos com a minha homônima Giulia D'Amore: "a flor de santidade, castidade e beleza que alegrava com sua fragrância", decidiu corresponder a Jesus 'amor por amor', 'dor por dor', sangue por sangue', 'vida por vida', e no dia 26 de março de 1948 - Sexta-feira Santa - ofereceu-se como vítima pela glória do Pai e pela santificação do clero de todo o mundo; oferta que renovou solenemente no dia 4 de junho do mesmo ano. Encontrou o Esposo celeste no dia 2 de janeiro de 1949, deixando uma fortíssima herança espiritual. Deixo claro, desde já, que, infelizmente, esta boa moça, candidata aos altares, não é minha parente, como podem ver pelo "D'Amore" dela que ostenta o "D" maíusculo...).


Fontes de pesquisa: Diocese de Rimini , Modestia e pudore, Santi e Beati, Giardino degli Angeli, Azione Cattolica di Rimini e Circolo Carliano. Imagens: web. 

Campo Grande, 26 de Abril de 2012.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A Senhora de Shkodër-Genezzano

Nossa Senhora do Bom Conselho

Comemoração litúrgica: 26 de abril.



por Giulia d'Amore di Ugento


(para ver melhor as imagens, clique nelas)

imagem original
A devoção que comemoramos hoje remonta à Igreja Primitiva, de forma que não temos dados precisos sobre sua origem. Sabemos, contudo, que, entre os anos de 432 e 440, o Papa Xisto III mandou construir uma Igreja dedicada à Nossa Senhora do Bom Conselho na cidade de Genezzano, Itália, ao lado de um convento fundado por Santo Agostinho. Esta cidade havia sido doada à Igreja com o advento dos imperadores cristãos, sucessores do Imperador Constantino, que, convertido, decretara o fim da perseguição aos cristãos e da crucifixão (ano 312). Genezzano iria ser agraciada, cerca de mil anos depois, com um presente milagroso de Nossa Senhora, como veremos a seguir.

A Belíssima Imagem de Nossa Senhora do Bom Conselho, também chamada de Santa Maria de Shkodër, era, desde o século XIII, venerada pelo povo Albanês. No Século XIV, este povo buscava Nela refúgio e proteção contra a invasão dos Turcos e Otomanos que naquela época assolavam seu País. Sem contarem com forte exército, o povo albanês recorria a Santíssima Virgem nesta sua Bela imagem para que desse a eles um defensor. Deus ouviu suas orações e suscitou este defensor na pessoa do Rei Jorge Castriota Skanderbegh (Gjergj Kastrioti Skanderbegh, chamado de o Atleta de Cristo e Defensor da Fé). Homem devotíssimo da Santíssima Virgem, Skanderbegh lutava incansavelmente para defender a Glória da Mãe de Deus e de seu País. Entre uma batalha e outra, Skanderbegh ajoelhava-se junto com seus soldados aos pés da Virgem de Shkodër para lhe consagrarem a vida, rogarem por proteção e valimento nas batalhas. A Santíssima Virgem, por Sua vez, os retribuía com favores, graças e vitórias. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

A Selva - O fim do Sacerdócio

 Santo Afonso Maria de Ligório
(27/09/1696 - 02/08/1787)
Bispo de Santa Àgata
Confessor
Doutor Zelosíssimo da Igreja
Fundador dos Missionários Redentoristas

A Selva



PRIMEIRA PARTE - MATERIAIS PARA OS SERMÕES


O fim do Sacerdócio


I - O Sacerdócio, aos olhos dos santos, é um encargo terrível

 Dizia S. Clemente de Alexandria que os que estavam verdadeiramente animados do Espírito de Deus, se encontravam possuídos de temor ao receberem o sacerdócio, como um homem que treme à vista dum fardo enorme, que lhe vão lançar sobre os ombros, com perigo de ele ficar esmagado 72.
 Santo Efrém nos diz que não encontrava ninguém que quisesse ser ordenado de presbítero ( Ep. ad Joan. hieros.). Um concílio de Cartago decretou que os que fossem julgados dignos do sacerdócio e o recusassem, podiam ser obrigados a deixar-se ordenar. “Ninguém, dizia S. Gregório de Nazianzo, recebe de boa vontade o sacerdócio” 73. Refere o diácono Pôncio que S. Cipriano, ao saber que o queriam ordenar sacerdote, correra a esconder-se por humildade:Humiliter secessit (Vita S. Cypr.). O mesmo fez, por igual motivo, S.Fulgêncio. Prevendo que ia ser eleito, correu a esconder-se num lugar desconhecido 74.
 Refere Sozomeno que também Sto.Atanásio fugira para não ser elevado ao sacerdócio. Santo Ambrósio fez grandes resistências, como ele próprio afirma 75. S.Gregório procurou disfarçar-se em trajo de negociante para escapar à ordenação, apesar de Deus ter mostrado por milagres que o chamava à ordenação.
 Para não ser ordenado, Sto. Efrém se apresentou como insensato e S.Marco cortou o dedo polegar. O mesmo motivo levou Sto. Amon a cortar as orelhas e o nariz; e, como apesar disso o povo insistia em o fazer ordenar, fez-lhe a ameaça de cortar também a língua; então cessaram de o perseguir.É sabido que S.Francisco, ordenado diácono, não quis receber o presbiterato, porque uma visão lhe tinha revelado que a alma do padre deve ser pura como a água, que lhe fora mostrada num vaso de cristal. Do mesmo modo o abade Teodoro não era senão diácono, e todavia nunca quis exercer as funções da sua Ordem, porque um dia ao fazer a oração viu uma coluna de fogo e foi-lhe dito: “Se tens o coração inflamado como esta chama, então exerce a tua Ordem”. O abade Motuès era sacerdote, mas não quis celebrar, porque se julgava indigno disso.
 Antigamente, entre os monges, cuja vida era tão austera, poucos se encontravam que fossem sacerdotes. Aos olhos deles, aspirar ao sacerdócio era presunção. Por isso S. Basílio, querendo experimentar a obediência dum monge, mandou-lhe que pedisse publicamente o presbiterato; o que foi olhado como um ato de obediência; porque, fazendo um tal pedido, o religioso expunha-se a passar por um grande orgulhoso.
 Mas, enquanto os santos, que só vivem para Deus, têm tanta repugnância em receber as Ordens e se crêem indignos delas, — como é que tantos correm às cegas para o sacerdócio e não descansam até que lá cheguem, por caminhos direitos ou tortos? Ai, exclama S. Bernardo, esses são para lamentar; porque, para eles, o estarem no número dos sacerdotes será o mesmo que estarem inscritos na lista dos condenados!
 Porquê? Porque de todos esses padres apenas haverá algum que tenha sido chamado por Deus. O que os impediu para o santuário foi o interesse, a ambição, a influência dos pais, e assim não se ordenam para o fim que o sacerdote deve ter em vista, mas para os fins perversos do mundo. Por isso os povos permanecem ao abandono e a Igreja desonrada. Tantas almas se perdem, ao mesmo tempo que tais padres se afundam na ignomínia!

II - O fim do sacerdócio

 Quer Deus que todos os homens cheguem a salvar-se, mas nem todos pelos mesmos caminhos: assim como no Céu há diversos graus de glória, também na terra há diversos estados, que assinalam outros tantos caminhos diferentes para ir para o Céu. Entre esses estados, o mais nobre, o mais sublime, que se pode chamar o estado por excelência, é o estado sacerdotal, em razão dos fins altíssimos para que foi estabelecido.
 Quais esses fins? Só celebrar missa, recitar o ofício, e viver depois como os seculares? Não, por certo; o fim que Deus se propôs foi estabelecer na terra pessoas públicas, encarregadas de tudo quanto respeita à honra da sua divina majestade e à salvação das almas 76: Porque todo o Pontífice, escolhido dentre os homens, é estabelecido o favor dos homens, para exercer as funções do culto para com Deus, e oferecer dons e sacrifícios pelos pecados; deve saber compadecer-se dos que pecam por ignorância 77. Assim fala S. Paulo, e o Sábio diz de Aarão que ele fora escolhido, para desempenhar funções sacerdotais e louvor ao nome de Deus 78. Foi assim que o cardeal Hugues aplicou as palavras: Habere laudem. E Cornélio A-Lápide ajunta: Assim como o ofício dos anjos é louvar incessantemente a Deus no Céu, assim o dos sacerdotes é louvá-lo constantemente na terra 79.
 Estabeleceu Jesus Cristo os padres como cooperadores seus para glória de seu eterno Pai e salvação das almas; por isso ao subir ao Céu declarou que os deixava em seu lugar, para continuarem a obra da redenção, que tinha empreendido e consumado. Conforme a expressão de Sto. Ambrósio 80, assim que os constituiu delegados do seu amor. O Salvador disse a seus discípulos: Conforme meu Pai me enviou, assim Eu vos envio a vós 81; deixo-vos, para que façais o que eu próprio vim fazer à terra, isto é, para que manifesteis aos homens o nome de meu Pai.
 Dirigindo-se a seu Padre eterno, tinha Ele dito: Glorifiquei-vos na terra; a minha obra está consumada... fiz conhecer o vosso nome aos homens 82.
 Depois tinha orado pelos seus sacerdotes nestes termos: Confiei-lhes a vossa palavra... Santificai-os na verdade!... Assim como vós me enviastes ao mundo, assim Eu os enviei 83. Portanto os padres estão colocados neste mundo para fazerem conhecer a Deus: as suas perfeições, a sua justiça, a sua misericórdia, os seus preceitos, e para lhe conciliarem o respeito, obediência e amor que lhe são devidos. Estão encarregados de procurar as ovelhas desgarradas, e dar a vida por elas, se necessário for. Tal o fim para que Jesus Cristo veio à terra, e instituiu os sacerdotes 84.

III - Principais deveres do padre

 O próprio Jesus Cristo diz que viera ao mundo para acender o fogo do amor divino 85. Eis ao que o padre deve consagrar toda a sua vida e todas as suas forças. Não tem que trabalhar em adquirir tesouros, honras e bens terrenos, mas unicamente em ver a Deus amado de todos os homens. Somos chamadas por Jesus Cristo, diz o autor da Obra imperfeita, não a procurar os nossos próprios interesses, mas a glória de Deus... O amor verdadeiro não se procura a si próprio; deseja em tudo andar à vontade do amado 86. Na antiga Lei disse o Senhor: Separei vos de todos os povos, para que fôsseis meus 87. Considerai estas palavras como dirigidas aos padres: Para que sejais meus, inteiramente aplicados aos meus louvores, ao meu serviço e ao meu amor; e, segundo S. Pedro Damião, para que sejais os cooperadores e dispensadores dos meus sacramentos 88; e segundo Sto Ambrósio: Para serdes os guias e pastores do rebanho de Jesus Cristo 89. Acrescenta o santo Doutor que o ministro dos altares não é mais seu mas de Deus 90. O próprio Senhor diz que separa dos outros homens os padres, para os ter inteiramente unidos a si 91.
 O divino Mestre disse: Se alguém me está associado, que me siga; = Si quis mihi ministrat, me sequatur (Jo. 12, 26). Para seguir a Jesus Cristo, deve o padre fugir do mundo, socorrer as almas, fazer amar a Deus, declarar guerra ao pecado. Deve olhar como feitas a si as injúrias contra Deus: Caíram sobre mim os ultrajes dos que vos ofendem 92. Entregues aos negócios do mundo, não podem os leigos render a Deus o tributo de homenagem e reconhecimento que lhe é devido; por isso, diz um sábio autor, o Pe. Frassen, é necessário escolher dentre os outros homens alguns que, pelo seu próprio estado, sejam obrigados a prestar ao Senhor a honra que lhe pertence 93.
 Em todas as cortes dos soberanos, há ministros encarregados de fazer observar as leis, remover os escândalos, reprimir os sediciosos e defender a honra do rei. Foi para os mesmos fins que o Senhor estabeleceu os sacerdotes: são oficiais da sua corte. Isto fez dizer a S. Paulo: Mostremo-nos verdadeiros ministros de Deus 94. Estão os ministros sempre atentos a conciliar ao seu soberano o respeito que lhe é devido, e engrandecer a sua glória. Falam dele com veneração; se alguém o censura, logo o defendem com zelo; procuram adivinhar-lhe os desejos, e até expõem a vida para lhe agradar.
 É assim que procedem os padres para com Deus? Não há dúvida que são ministros seus; é pelas suas mãos que passam e são tratados os negócios que interessam à sua glória. É por intermédio deles que devem ser tirados do mundo os pecados, — fim para que Jesus Cristo quis morrer, diz S. Paulo 95. Mas, no dia do juízo, como serão reconhecidos por verdadeiros ministros de Jesus Cristo esses padres que, longe de impedirem os pecados dos outros, eles próprios são os primeiros a conjurar-se contra Jesus Cristo?Que se diria dum ministro que se recusasse a vigiar pelos interesses do seu rei, e se afastasse quando ele reclamasse o seu serviço? É que se diria se este ministro falasse até contra o rei, e conspirasse para o destronar, coligando-se com os seus inimigos?
 Segundo o Apóstolo, são os sacerdotes embaixadores de Deus 96; são os cooperadores de Deus na salvação das almas 97. Deu-lhes Jesus Cristo o Espírito Santo, para que possam salvar as almas, absolvendo-as dos pecados 98.
 Donde conclui o teólogo Habert que o espírito sacerdotal consiste essencialmente num zelo ardente, primeiro pela glória de Deus, e depois pela salvação das almas 99.
 Não tem pois o padre que se ocupar das coisas do mundo, mas unicamente dos interesses de Deus: = Constituitur in iis quae sunt ad Deum ( Hebr.5, 1). Por esta razão, quis S. Silvestre que, para os eclesiásticos, os dias da semana tivessem o nome de Férias, que quer dizer dias feriados, em que não se cuida dos trabalhos ordinários 100. Assim nos adverte que nós os padres nos devemos empregar exclusivamente em servir a Deus e ganhar-lhe almas, ocupação que S. Dionísio Areopagita chama o mais divino dos ministérios:“Será perfeito o sacerdote se imitar a Deus, se se fizer cooperador de Deus, que é a mais divina de todas as ocupações” 101.
 Segundo Sto. Antonino 102, sacerdos significa sacra docens; e segundo Honório d’Autun 103, presbyter significa praebens iter. Assim, Sto. Ambrósio dá aos padres o título de guias e pastores do rebanho de Jesus Cristo 104. Por S.Pedro é chamado o clero um sacerdócio real, uma nação santa, um povo de conquista 105, povo destinado a conquistar, — o quê? Almas e não riquezas, conforme a reflexão de Sto. Ambrósio. Os próprios pagãos não queriam que os seus sacerdotes se ocupassem senão do culto dos seus deuses; por isso lhes era vedado o exercício de qualquer magistratura 106.
 Este pensamento fazia gemer S. Gregório, que dizia, falando dos padres: “Devemos pôr de parte todos os negócios da terra, para só nos darmos à causa de Deus; mas procedemos ao contrário: deixamos a causa de Deus e só vivemos para os interesses terrenos” 107. Moisés, estabelecido por Deus para só cuidar das coisas da sua glória, aplicava-se a decidir pleitos, mas Jetro advertiu-o e disse-lhe: Estás a gastar-te loucamente; deixa esse trabalho para cuidares do povo e das coisas relativas a Deus 108.
 Que diria Jetro se visse os nossos padres feitos negociantes, servos dos seculares, medianeiros de casamentos, e sem se importarem das obras de Deus? Se os tivesse visto, como observa S. Próspero, empenhados em se fazerem ricos, mas não melhores; em adquirirem mais honras, mas não mais santidade? 109
 Ó, exclamava a este respeito o venerável João de Ávila, que abuso subordinaro Céu à terra! Que miséria, ajunta S. Gregório, ver tantos padres que procuram adquirir, não os merecimentos duma vida virtuosa, mas as vantagens da vida presente! 110 É porque, nas funções do seu ministério, não intentam a glória de Deus, mas somente o lucro que auferem delas, diz Sto.Isodoro de Pelusa 111.


Notas:
72. Omnes sanctos reperio divini ministerii ingentem veluti molem formidantes (De Fest.pasch. hom. 1).
73. Nemo laeto animo creatur sacerdos.
74. Vota eligentium velociori praeveniens fuga, latebris incertis absconditur (Vit. S. Fulg. c. 16).
75. Quam resistebam, ne ordinarer! (Ep. 82).
76. Não se estranhe que os mesmos textos sejam repetidos em diversos lugares.
77. Omnis namque Pontifex, ex hominibus assumptus, pro hominibus constituitur in iis quae sunt ad Deum, ut offerat dona et sacrificia pro peccatis; qui condolere possit iis qui ignorant et errant (Hebr. 5, 1).
78. Fungi sacerdotio et habere laudem (Eccli. 45, 19).
79. Sicut angelorum est perpetim laudare Deum in coelis, sic sacerdotum officium est eumdem jugiter laudare in terris.
80. Amoris sui velut vicarium (Petrum) relinquebat (In L. 1. 10, c. ult.).
81. Sicut misit me Pater, et ego mitto vos (Jo. 20, 21).
82. Ego te clarificavi super terram; opus consummavi... Manifestavi nomen tuum hominibus (Jo. 17, 4).
83. Ego dedi eis sermonem tuum... Sanctifica eos in veritate... Sicut tu me misisti in mundum, et ego misi eos.
84. Sicut misit me Pater, et ego mitto vos.
85. Ignem veni mittere in terram; et quid volo, nisi ut accendaur (Luc. 12, 49).
86. Ideo vocati sumus a Christo, non ut operemur, quae ad nostrum pertinent usum, sed quae ad gloriam Dei... Verus amor non quaerit quae sua sunt, sed ad libitum amati cuncta desiderat perficere (Hom. 34).
87. Separavi vos a coeteris populis, ut essetis mei (Levit. 20, 26).
88. Sacramentorum Dei cooperatores et dispensatores (Opusc. 27, c. 3).
89. Duces et rectores gregis Christi (De dignit. sac. c. 2).
90. Verus minister altaris Deo, non sibi, natus est (In. Ps. 118, s. 8).
91. Separavit vos Deus Israël ab omni populo, et junxit sibi (Num. 16, 9).
92. Opprobria exprobantium tibi ceciderunt super me (Ps. 68, 10).
93. Fuit necessarium aliquos e populo selegi ac destinari, qui ad impendendum debitum Deo cultum, et sui status obligatione et institutione, intenderent (Scotus acad. De Ord. d. 1, a. 1, q. 1).
94. Exhibeamus nosmetipsos sicut Dei ministros (2. Cor. 6, 4).
95. Crucifixus est, ut destruatur corpus peccati (Rom. 6, 6).
96. Pro Christo legatione fungimur (2. Cor. 5, 20).
97. Dei enim sumus adjutores (1. Cor. 3,9).
98. Insufflavit, et dixit eis: Accipite Spiritum S... (Jo. 20, 22).
99. Ingenium sacerdotale essentialiter consistit in ardenti studio promovendi gloriam Dei et salutem proximi (De Ord. p. 3, c. 5, q. 3).
100. Quo significaretur quotidie clericos, abjecta caeterarum rerum cura, uni Deo prorsus vacare debere (Breviar. 31 dec.).
101. In hoc sita est sacerdotis perfectio, ut ad divinam promoveatur imitationem, quodque divinius est omnium, ipsius etiam Dei cooperatur existat (De Coelest. Hierarch. c. 3).
102. Summ. p. 3, tr. 14, c. 7, § 1.
103. Gemma an. l. 1, c. 181.
104. Duces et Rectores gregis Christi (De Dignit. sac. c. 2).
105. Regale sacerdotium, Gens sancta, Populus acquisitionis (1. Petr. 2, 9).
106. Officium quaestus, non pecuniarum, sed animarum (Serm. 78).
107. Dei causam relinquimus, et ad terrena negotia vacamus (In Evang. hom. 17).
108. Stulto labore consumeris... Esto tu populo in his quae ad Deum pertinent (Exod. 18, 18).
109. Non ut meliores, sed ut ditiores fiant, non ut sanctiores, sed ut honoratiores sint! (De Vita cont. 1. 1, c. 21).
110. Non virtutum merita, sed subsidia vitae praesentis exquirunt! (Mor 1. 23, c. 26).
111. Ad stipendia dumtaxat oculos habent (Epist. 1. 1, e. 447)
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

O manual de instruções do ser humano

Constanza Miriano é uma católica italiana, 41 anos, casada, mãe de quatro filhos (dois de cada tipo, como ela diz), autora do livro Case-se e seja submissa, formada em Letras Clássicas, mas é jornalista da RAI (tg3 nazionale) e colabora com Avvenire e Il Timone. Em suas próprias palavras: "É católica fervorosa e, convencida de que o Céu se alcança apenas por Q.I. [quem indica], procura sempre canais preferenciais para chegar ao Chefe Supremo. Particularmente, acredita que a Missa e o terço sejam os canais que melhor funcionam". Ela costuma ir à Missa todos os dias, sem ser, contudo, 'alinhada com a Tradição'. Os textos dela são leves, mas há certa profundidade, que, para mim, ela mais 'intui' do que 'sabe': como todo contemporâneo que se apercebe que há algo errado, mas não liga o nome à pessoa. Este texto, lido com o devido cuidado e reserva, prova justamente o que eu digo. Lendo-o, cheguei a ficar animada e esperei por um gran finale... que não veio. A conclusão lógica está ali, pronta para desabrochar das premissas quase que pressentidas, mas... ficou a desejar. Acabou de forma 'conciliar'. Nem é culpa dela. A percepção das coisas é também uma graça.



O manual de instruções do ser humano (replay)


por Costanza Miriano

As leituras da Missa eu as compreendo em parcelas, como nas piadas do meu amigo Paulo: eu sempre rio depois. E ainda bem que eu tenho o missal, porque, de manhã, ou chego tarde ou durmo; depois releio. 

O Evangelho de ontem, no início, não me pareceu tão perigoso. Há passagens que te incomodam – Lázaro que está no inferno[1], as bem-aventuranças, apartai-vos de mim ó malditos[2], e muitos outros – mas este parecia, afinal, inofensivo. Particularmente, tenho a minha playlist de páginas evangélicas preferidas, ouço com alegria as que me dão menos trabalho. As outras as ignoro com elegante negligência. Dou uma de João sem braços. 

No entanto, o Evangelho de ontem dizia: "até que passem o céu e a terra, não passará um só iota, uma só vírgula da Lei, sem que tudo seja cumprido"[3]

Suspiro de alívio, posso ir tranquilamente ao trabalho, aliás, voltar a vagar com a mente (não há nada melhor para fazer lembrar de todas as coisas atrasadas por fazer do que sentar em um desconfortável banco de madeira pela manhã: a mente voa como um foguete em direção às listas de compras a fazer, amigos a visitar, telefonemas a dar, transferências bancárias e contas atrasadas de todo tipo). 

Depois, porém, começo a pensar que, se nem mesmo um iota será mudado, não posso ignorar tantas páginas antipáticas. O iota é um sinalzinho minúsculo, que na época de Jesus nem se usava, porque o texto, em hebraico, não tinha vogal. E, se nem mesmo algo que nem está escrito pode ser mudado, estamos bem arranjados!

E se alguém se ativer à lógica da lei, estaremos mesmo encrencados! Mas uma solução nos é dada pela primeira leitura, o Deuteronômio, que diz: "esta grande nação é o único povo sábio e inteligente"[4].

Afinal, a Bíblia não é uma lista de prescrições, mas sabedoria e inteligência: o manual de instruções do ser humano. Quem procura segui-las não é melhor ou mais santo, apenas funciona melhor. 

Romano Amerio[5], um grande estudioso católico do século XX – autor do Iota unum, que é uma crítica "tradicionalista" de alguns aspectos da Igreja contemporânea – diz que a Igreja não deve trair o seu mandato de anunciar a Verdade inteira, exatamente sem mudar uma vírgula sequer, e diz, também (sempre se eu entendi direito, entre uma lista de compras e uma escapadela), que este dever vem antes ainda do amor. Em Deus vem antes a inteligência, depois o amor: não sou eu quem o diz, e nem Romano Amerio, mas o Evangelho e São Paulo e Santo Agostinho.

Atualmente, apelar para um amor universal e geral e indistinto está na moda, mas a Verdade deve vir antes.

Vem antes porque da Verdade deriva tudo, inclusive o amor, a fraternidade entre nós e as obras. Muitas vezes, as paroquias são autênticas agências de animação social, e se esquecem do anúncio.

A Verdade nos diz quem nós realmente somos – filhos amadíssimos do Todo Poderoso (prefiro em espanhol[6]) – e qual é a nossa verdadeira felicidade. 

Nós, contemporâneos, somos agora, de fato, intolerantes a qualquer tipo de gaiola, de restrição, de limite à nossa determinação totalmente arbitrária. 

Se quisermos conquistar alguém para Deus, devemos lhe falar não da lei, mas de felicidade, de alegria, de sucesso. De como somos feitos nós, todos nós, dAquilo pelo qual nosso coração inquieto é feito.


[1] Na verdade, Lázaro está no seio de Abrão e o rico está no inferno (Lucas, 16.19).
[2] "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos"(Mateus 25,41).
[3] Mateus 5,17-19.
[4] Deuteronômio, 4,6.
[5] Romano Amerio (1905-1997) foi o mais renomado teólogo, filólogo e filósofo suíço-italiano (Lugano). As suas posições fortemente críticas sobre os desenvolvimentos pós-conciliares na liturgia e na eclesiologia católica o levaram, em vida, a um longo período de isolamento e de ostracismo cultural, sobretudo por causa da questão lefebvriana, que colocou em lados opostos o Arcebispo tradicionalista da Fraternidade São Pio X, Mons. Marcel Lefebvre, e o Papa João Paulo II, fazendo com que sua obra fosse, em grande parte, ignorada ou esquecida. No Concílio Vaticano II, ele foi um dos peritos e foi também consulente do Card. Siri. Em seus escritos, Amerio individua três documentos do Magistério que foram, implícita e intelectualmente, negados nos trabalhos conciliares: a encíclica ‘Quanta cura’ de Papa Pio IX; o decreto ‘Lamentabili Sane Exitu’ de Papa Pio X; e a encíclica ‘Humani Generis’ de Papa Pio XII. Amerio criticou também a nova criatividade litúrgica pós-conciliar, por ele estar mais alinhado com o pensamento da Encíclica ‘Mediator Dei’ de Papa Pio XII. Nas modificações institucionais do Santo Ofício, defendeu que o abandono formal do termo ‘heresia’ nas investigações oficiais e nos procedimentos levaria a consequências dramáticas, tanto na vida da Igreja quanto nos estudos acadêmicos cristãos. Promotor da apologética, ele continuou fortemente ligado à tradição tomística e agostiniana, desaprovando profundamente o corriqueiro recorrer, por parte dos intelectuais católicos, ao kantismo, ao hegelianismo e ao espinozismo. Traduzida em seis línguas, a sua obra é reconhecida como o contributo maior à individuação da crise da Igreja no último século e à conservação da grade tradição filosófica tomista. Foi um dos sócios fundadores da primeira associação de católicos tradicionalistas: Una Voce (Foederatio Internationalis Una Voce). Durante o pontificado de Bento XVI, começou uma lenta obra de revalorização e de parcial reabilitação do teólogo suíço. Diz-se que foi ele o secreto (e involuntário) inspirador da Encíclica ‘Caritas in Veritate’. E, por causa da publicação do Motu Proprio Summorum Pontificum, o pensamento de Amerio foi surpreendentemente redescoberto, em 2007, pela revista dos Jesuítas, La Civiltà Cattolica
[6] A autora preferiu escrever Todo Poderoso (Espanhol) do que Onnipotente (Italiano). 

ABORTO - O GRITO SILENCIOSO

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