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segunda-feira, 16 de julho de 2012

A ONU na Nigéria

Da Itália, uma iniciativa para tentar parar os ataques islâmicos a igrejas e fieis cristãos na Nigéria. Mesmo se tratando de um pedido movido, aparentemente, por questões meramente humanitárias, como o direito à crença de livre escolha tanto ufanado, não deixa de chamar a nossa atenção e de levar-nos a indagar onde está o Brasil nisso tudo... Um Governo que alardeia a defesa combativa dos direitos do homem se cala diante da morte silenciosa e quase despercebida de milhares de seres humanos. Os novos mártires, os mártires da atualidade. Talvez se se tratasse de petróleo... Se já não lhes interessa obedecer à Lei de Deus, que obedeçam e defendam as leis que fizeram para si: o direito de rezar é um direito básico, como se alimentar, se agasalhar e estudar. Não queriam a liberdade religiosa? Que a defendam agora!Ou só vale para os não-cristãos?
Os signatários da moção são políticos italiano ligados ao Partido Il Popolo della Libertà, de Silvio Berlusconi; coloquei entre parênteses informações acerca de cada um deles. 


EPPUR SI MUOVE...


Três pequenas mulheres, Eugenia Roccella, Souad Sbai, Fiamma Nirenstein, decidiram não virar a o rosto para o outro lado, de romper o silêncio do Ocidente diante da chacina de cristãos na África. São as primeiras signatárias de uma moção apresentada sexta-feira à Câmara para que o Governo Italiano tome parte ativa junto à ONU para que forças de interposição sejam enviadas à Nigéria, para proteger as Igrejas cirstãs e seus fieis. Eis o texto:

A Câmara, tendo-se como premissa que: a matança de homens, mulheres e crianças em oração, por parte de fundamentalistas islâmicos, repugna à consciência de cada pessoa de boa vontade e constitui a mais elementar e evidente violação de cada direito do homem: "todo indivíduo tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; tal direito inclui a liberdade de mudar religião ou credo, e a liberdade de manifestar, isoladamente ou em comum, e seja em público que em privado, a própria religião ou o próprio credo no ensino, nas práticas, no culto e na observância dos ritos"; nenhum País que se diga civil pode permanecer indiferente ao massacre de inocentes, que se tornaram alvos de assassinos organizados apenas porque pertencentes a um credo religioso. Não obstante isso, nos últimos tempos temos assistido, impotentes, à matança sistemática de cristãos nigerianos, vítimas de ataques visando sobretudo as igrejas onde pessoas desarmadas vão rezar, e que, então, todo domingo se tornam alvo fácil de um terrorismo feroz e implacável; segundo o Osservatorio della Libertà Religiosa, os mortos em 2012 são mais de 600 [só na Nigéria], e aqueles mortos nos últimos 10 anos ultrapassam os 10.000: é necessário, mais do que tudo, reconhecer que o massacre dos cristãos em ação é uma grande emergência humanitária que deve ser enfrentada com instrumentos adequados; a impunidade com que os terroristas parecem atuar também confirma a sua força e poder aos olhos do mundo, e se corre o risco de suscitar iniciativas análogas por parte de outros grupos organizados, levando o massacre a outros territórios onde opera o terrorismo islâmico, em nome do ódio para com os cristãos e o Ocidente, identificado com a civilização judaico-cristã; deve-se por um fim a estas ações terroristas, pelo bem não somente da Nigéria, mas da inteira comunidade humana, que é sempre ameaçada em sua totalidade mesmo quando apenas uma parte dela seja diretamente atingida, com formas de violência como aquelas a que assistimos de forma constante em Nigéria; é necessário que à violência se responda com iniciativas concretas e eficazes, que parem as mãos assassinas, e sejam dissuasivas para quem quer alimente a intenção de acompanhar e apoiar os terroristas; servem iniciativas de solidariedade internacional em apoio ao Governo nigeriano, desde a cooperação bilateral até a uma possível intervenção dos boinas azuis. Nunca uma missão poderia ser mais humanitária do que esta: tropas de paz para rezar em paz, demonstrando que o primeiro interesse das nações é a defesa da liberdade de consciência, de pensamento, e de culto. Empenha o Governo Italiano: - a tornar-se ativo junto à ONU, para que forças de interposição sejam enviadas à Nigeria, em coordenação com o Governo nigeriano, para a proteção das Igrejas cristãs e os fieis; - de fato as condenações internacionais expressas pela Europa, EUA e outros países não surtiram efeitos, permanecendo letra morta. Somente uma mobilização internacional determinada a defender fisicamente as vítimas da perseguição contém as premissas para obter algum resultado concreto. 
Primeiras signatárias: Eugenia Roccella [1953 - jornalista e política italiana], Souad Sbai [1961 - jornalista e política italiana de origem marroquina], Fiamma Nirenstein [1945 - jornalista, escritora e política italiana]. Também subscreveram a moção: Isabella Bertolini [1963 - política italiana], Mara Carfagna [1975 - artista e política italiana], Manlio Contento [1958 - advogado e político italiano], Sabrina De Camillis [1969 - política italiana], Maurizio Del Tenno [1973 - político e empreendedor italiano], Domenico Di Virgilio [1939 - médico e político italiano], Maurizio Leo [1955 - advogado, editor de jornal e político italiano], Ugo Lisi [1967 - advogado e político italiano], Beatrice Lorenzin [1971 - política italiana], Alfredo Mantovano [1958 - político e magistrado italiano], Giorgia Meloni [1977- jornalista e política italiana], Alessandro Saro Alfonso Pagano [ecônomo e político italiano], Antonio Palmieri [1961 - filósofo e político italiano], Giuseppe Palumbo[1940 - médico, professor e político italiano], Fabio Rampelli [1964 - arquiteto e político italiano], Maurizio Scelli [1961 - advogado e político italiano], Gabriele Toccafondi [1972 - político italiano].

Fonte: http://lomosalvatico.wordpress.com/2012/07/14/eppur-si-muove/
Tradução: Giulia d'Amore


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