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domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Santo Natal!





NATAL

 Se tiveres amigos, procure-os,
O Natal é ENCONTRO.


Se tiveres inimigos, reconcilia-te,
O Natal é PAZ.


Se tiveres pobres por perto, ajude-os,
O Natal é DÁDIVA.


Se tiveres soberba, enterre-a,
O Natal é HUMILDADE.


Se tiveres dívidas, pague-as,
O Natal é JUSTIÇA.


Se tiveres pecados, converta-se,
O Natal é GRAÇA.


Se tiveres trevas, acende a tua lâmpada,
O Natal é LUZ.


Se tiveres tristeza, reaviva a tua alegria,
O Natal é SATISFAÇÃO.


Se tiveres errado, reflita,
O Natal é VERDADE.


Se tiveres ódio, esqueça-o,
O Natal é AMOR.

Caríssimos, é com esta poesia que quero enviar a vós todos
os meus mais caros e sinceros votos de um

 Feliz Santo Natal!

Giulia d'Amore di Ugento


Adeste Fideles

Adeste Fideles



Adeste Fideles laeti triumphantes,
Veníte, veníte in Bethlehem.
Natum vidéte, Regem Angelorum:

Veníte adoremus,
Veníte adoremus
Veníte adoremus Dóminum

Deum de Deo, lumen de lúmine,
gestant puellae viscera
Deum verum, genitum non factum:

Veníte adoremus,
Veníte adoremus
Veníte adoremus Dóminum

Cantet nunc io chorus Angelórum
cantet nunc aula caelestium:
Gloria in excelsis Deo:

Veníte adoremus,
Veníte adoremus
Veníte adoremus Dóminum

Ergo qui natus, die hodierna
Jesu, tibi sit glória
Patris aeterni Verbum caro factum:

Veníte adoremus,
Veníte adoremus
Veníte adoremus Dóminum

En grege relicto, Humiles ad cunas
Vocati pastores approperant;
Et nos ovanti gradu festinemus.

Veníte adoremus,
Veníte adoremus
Veníte adoremus Dóminum

Aeterni Parentis splendorem aeternum
Velatum sub carne videbimus,
Deum infantem, pannis involutum

Veníte adoremus,
Veníte adoremus
Veníte adoremus Dóminum

Pro nobis egenum Et foeno cubantem,
Piis foveamus amplexibus;
Sic nos anamtem quis non redamaret?

Veníte adoremus,
Veníte adoremus
Veníte adoremus Dóminum

Stella duce, Magi, Christum adorantes,
Aurum, thus, et myrrham dant munera;
Jesu infanti corda praebeamus.

Veníte adoremus,
Veníte adoremus
Veníte adoremus Dóminum





quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Da pedofilia e do papel da mídia

Não pude não assistir ao programa SBT REPORT ontem, por causa da perseguição, pública e notória (e antiga) à Igreja Católica Apostólica Romana, cujo Pontífice e Cabeça visível é o Santo Padre, o Papa Bento XVI, pela graça de Deus. Abaixo, reproduzo um mini texto que escrevi para o Facebook. Em seguida, outro mini texto sobre a campanha contra a TV RECORD:

E... sobre o SBT, de dizer que a propaganda anti-Igreja Católica levada a cabo, ontem, pelo eterno algoz Roberto Cabrini, é mais uma prova da protestantização da grade de programas do SBT, o que aumenta a suspeita de que Silvio Santos vendeu parte da TV para Edir Macedo ou, seu alter ego, RR Soares... 

Durante 99% do programa SBT repórter, Cabrini atacou a Igreja Catolica pelos atos de três sacerdotes pervertidos. No final, em poucos segundos, 'reconheceu' o papel sério da Igreja no combate à pedofilia, e concluiu com a belíssima imagem dos padres de batina. Para piorar, a ‘trilha sonora’ utilizada em partes importantes da matéria foi… o – pasmem – canto gregoriano! Pq ele não utilizou as músicas da Igreja Conciliar? Uma das famosas músicas do Pe Fabio de Melo, do Pe. Zezinho, do Pe. Marcelo Rossi? Pq conspurcar ainda mais o belíssimo canto gregoriano que nada tem a ver com a Igreja que ai está? A resposta é óbvia: Cabrini continua ao soldo dos heréticos perseguidores da Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica! Santa! Pq a Esposa de Cristo é Santa, como Santos são seus membros. Essa história de Igreja santa e pecadora é coisa do famigerado Concílio Vaticano II que mostra cada vez mais sua perniciosidade PARA e NA Igreja. 

Não se trata aqui da defesa dos 'padres pedófilos'. Pq não é. Eles merecem cadeia mesmo. Defendo, aqui e em todo lugar e sempre, "A" verdadeira Igreja de Cristo. 

Esses homens não são pedófilos PORQUE são padres, mas porque são PERVERTIDOS. Teriam feito o mesmo se fossem: deputados, professores, médicos, treinadores, pastores protestantes, padrastos ou pais... como, aliás, o é 99% dos pedófilos: homens comuns e CASADOS. O que derruba tb a tese, tão cara à TL, de que o problema da pedofilia NA Igreja é o celibato. 22 12 2012

Sobre esta onda de repúdio à TV RECORD: "católico não assiste TV Record", de dizer que católico não assiste TV [ponto final] Porque o problema na TV Brasileira não está na RECORD... apenas, mas em toda ela. Ou será que o SBT e a GLOBO possuem primores de programações? Católico que é católico usa da inteligência para refletir as questões cotidiana. E como pode usar da inteligência se ela está embotada pela doutrinação passiva que a televisão faz? Portanto, católico desligue sua televisão, ou simplesmente jogue-a fora!

Giulia d'Amore di Ugento

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mons. Marcel Lefebvre: Por que vou a Roma?

Um texto que interessa em vários aspectos, seja para conhecer mais um pouco essa figura gigantesca e humílima que foi Mons. Lefebvre, seja para aprender o que é respeito pelos superiores e seus limites, sempre direcionados pelo bom senso e o respeito, seja para refletirmos sobre nossas ações em todos os segmentos da vida em que somos inseridos pela graça e vontade de Deus.

Aplica-se, sobretudo, aos religiosos que tomaram gosto pela insubordinação gratuita e embasada em seus particulares juízos, e cuja ‘liberalidade’ afeta, aos poucos, também o universo tradicional católico, como uma peste negra.

Aplica-se também, de igual maneira, à juventude católica como um todo e à tradicionalista em particular, pois nesse ‘reduto’ todos são teólogos e tem urgência de serem ouvidos e admirados por sua grande sabedoria ao interpelar os superiores de igual para igual, como se graça de estado pudesse ser simplesmente ignorada.

Na internet – onde estamos – há uma preocupação excessiva em estar atualizado sobre tudo e todos, em se sentir incluído ‘digitalmente’ – seja lá o que isso possa significar –, em subir sobre um caixote virtual a mó de púlpito e premiar a todos com sua soberba eloquência e grande oratória… (sic). Há muita informação e pouca formação, como diz acertadamente um grande padre que eu tive a honra e a benção de conhecer.

Sem mais delongas, aqui vai o texto.

GdA


Por que vou a Roma?

Conferência dada aos seminaristas de Ecône.


Queridos amigos, antes de continuar com as poucas explicações e colóquios que pude ter aí, em Roma, queria mesmo assim precisar um pouco o porquê das tentativas que estou fazendo.

Temo que entre os senhores existam alguns que não o compreendam bem, e que inclusive não o compreendam em absoluto. Lamento-o porque – digo francamente – acredito que seja uma tendência ao cisma. Aqueles que acreditam que já não se deve ter mais nenhum contato nem com Roma, nem com os bispos, nem com tudo o que se faz na Igreja, têm uma tendência cismática. Pois bem, eu não quero ir em direção ao cisma. Quero continuar sendo “homem da Igreja”, e se na Igreja se encontram dificuldades, perigos, provas, dores, isso não dá motivo para dizer: “Agora vou embora, saio, deixo. Que façam o que quiserem. Eu me desvinculo desse. Vou embora”. É uma postura cismática. Vão a que Igreja? Aonde? A quem? Não importa. Não há mais autoridade, não há nada, nada, nada, nada.

Não se deve, pelo fato de existir enfermos ao nosso redor, na Igreja, pela autoridade estar enferma, dizer que esta autoridade já não exista. Apesar de estar enferma, precisamente por isso, temos que tentar mostrar o remédio, e tentar fazer algum bem. Esta foi a atitude daqueles que, na Igreja, ao longo da história, resistiram a Roma, ao Papa, aos bispos, às heresias que se sucederam na Igreja, que se difundiram na Igreja, através da Igreja.

Fazer isso é muito fácil, é demasiado simples, porque então já não há mais combate. Diria que já não há mais espírito pastoral, não há mais espírito sacerdotal. Se fraqueja, se vai embora, se abandona o combate, se vai, e deixa os demais para que lutem sós. Isso é pura e simples covardia. É abandonar o combate, abandonar o desejo de procurar o bem dos demais; porque ainda quando os outros estejam enfermos, apesar de que sejam superiores, alguém tem o dever de adverti-los – é o que diz Santo Tomás – de forma respeitosa e firme sobre os erros daqueles que são culpáveis. Se alguém diz “Eu já não reconheço os superiores. Acabou. Não há mais superiores, não tenho mais superiores. Não tenho ninguém. Vou embora, fico sozinho e faço o que quero, etc.”. Mas, por que estão aqui, os senhores, seminaristas que têm essa atitude? É melhor que vão embora, que não fiquem aqui, não vale a pena. Se os senhores querem ou preferem não ter superiores e viver sem superiores, assim sem mais, como na natureza…

É muito grave, muito grave, porque os senhores me apresentam um problema de consciência, porque me pergunto se posso ordenar os seminaristas que têm essas disposições. É absolutamente necessário lutar contra este espírito. É um mau espírito. É um espírito que não é cristão, que não é um espírito sacerdotal. Temos que ter cuidado com isso. Já o disse, repeti, digo novamente, mas alguns se fecham em sua mentalidade e não querem saber nada. Por isso digo que me é apresentado um problema de consciência, para saber se devo ou não ordená-los. É assim! O que querem? Porque eu ordeno sacerdotes, ordeno missionários, ordeno gente que quer converter o mundo inteiro, ordeno gente que quer ir ao redor do mundo, para ter contato com qualquer um, com os comunistas, com os protestantes… para falar com eles, convertê-los, levá-los à graça, a Nosso Senhor Jesus Cristo.

É evidente que às vezes é necessário fechar as portas. É claro que não se deve dar a comunhão aos protestantes: isso é evidente. Não se deve ordenar pessoas que não têm fé: é evidente. Mas é diferente. É diferente administrar as coisas sagradas aos que não têm fé. É outra coisa, não se trata disso. Trata-se de converter o povo, de levá-los a Jesus Cristo. Precisamente, é o contrário do ecumenismo. Exatamente: desse falso ecumenismo. É o contrário. Somos missionários. Não somos ecumênicos. Não queremos confundir todas as noções e fazer um compromisso entre os protestantes, os católicos, e os outros… misturar tudo. Não queremos isso. Não queremos.

Queremos professar nossa fé. Queremos agir de tal forma, que a gente se prepare para receber a graça do batismo ou da abjuração de seus erros. Por isso vou a Roma. Vou a Roma, acredito, como Santa Joana D’Arc ia na direção dos que a condenaram, ao tribunal que a condenara. Não pretendo ter a fortaleza de Joana D’Arc, nem sua virtude; mas em definitivo, penso que o Bom Deus me ajudará a falar diante dessa gente, diante dos que me interrogam, para dizer-lhes a verdade. Se não a querem, não a querem. É tudo. Não acontece nada. Não me faz mudar.
É incrível. É um espírito destruidor e muito desagradável, porque mata o espírito missionário. Então diz-se: “Vossa Excelência não deveria ir a Roma. Não deveria ir a Roma porque não são nada, e portanto, não tem que visitá-los”. Mas, o que é isto? “Não são nada. Nada”. É inimaginável! Não. Em todo caso, não é o espírito dessa casa. Não é o espírito da Fraternidade. Sempre disse aos que me perguntaram: “Sim. Se o Senhor converte seu bispo, se tem a intenção de convertê-lo – evidente, não a intenção de ser convertido por ele pelas suas ideias, se ele é liberal –”.
– “Mas Excelência, visitá-lo?
– “Sim. Se o Senhor tem a oportunidade, vá visitá-lo”. Se os senhores têm a oportunidade de visitar seu bispo – não digo que devam buscá-lo e estar permanentemente na casa do bispo… –, e se seu bispo lhes diz: “Gostaria de lhe falar, vê-lo, encontrar-me com o Senhor”. [Então, respondam[1]] “Com boa vontade Excelência!” [O bispo:] “O Senhor não tem que ir a Ecône! Ecône é cismático. Ecône é isso, é aquilo…” Então os senhores podem discutir e lhe dizer o que é Ecône. Podem-lhe dizer qual é sua fé, podem falar da defesa da fé católica. Podem dizer que em Ecône se faz o que sempre se fez. Portanto, se Ecône é cismático, a Igreja de dois mil anos é cismática, e tudo o que se fez antes é ruim, e… tudo o que ele mesmo fez quando era jovem é ruim!

É assim. Que se converse com ele. E muitas vezes, pelo simples fato dele ter visto os senhores, se os senhores mantiveram uma atitude respeitosa, diferente, mas ao mesmo tempo firme quanto aos princípios – mais uma vez, com deferência –, ainda que, aparentemente, quando vão embora, tenham a impressão de que não compreendeu nada, que está contra os senhores e que os condena totalmente: desiludam-se.

Talvez sempre, depois, quando reflita: “Contudo, tenho que reconhecer que este seminarista está bem formado. Além disso, é educado, firme em seus princípios”. Não vai lhes dizer isso na cara! Não. Mas talvez pense assim depois, em seu interior. Então os senhores lhe podem fazer algum bem. Podem-lhe procurar algum bem. Por isso, não digamos: “Para que visitou esse bispo? É um herege, um cismático, etc.!” O que querem? É necessário viver com as pessoas com quem Deus nos faz viver! O mundo de hoje é nosso mundo. Não vivemos em um mundo imaginário. Vivemos no mundo real. Então, é necessário ter cuidado! (…) Todos os autores espirituais falam desse espírito, que não é um espírito de caridade. Um espírito que põe a caridade onde não está[2].


Publicado no site do Distrito da América do Sul.
Fonte: site da FSSPX/Brasil

Notas:
[1] Aqui, Dom Lefebvre imagina um diálogo entre o seminarista e o bispo que foi visitar. O que está entre colchetes não é de Dom Lefebvre (Nota do Tradutor).
[2] Depois, para ilustrar suas afirmações, Dom Lefebvre cita os livros de Dom Marmión, Dom Chautard (A Alma de todo apostolado), Garrigou-Lagrange e a primeira encíclica de São Pio X, “E supremi apostolatus” (Nota do Tradutor).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Catecismo de Trento: o respeito devido aos pais e sacerdotes

DO RESPEITO DEVIDO AOS PAIS E SACERDOTES


Este é um breve texto que traduzi e que será ponto de partida de uma pesquisa maior sobre o assunto, no Catecismo do Concílio de Trento. Fica como reflexão sobre nossos atos em relação a nossos pais carnais e nossos pais espirituais
Entristece-me muito ver tanta falta de respeito para estes que são o Alter Christus a quem deveríamos beijar as mãos incessantemente. Vejo muitos jovens faltando com respeito aos sacerdotes e se achando no direito de criticá-los. A confusão modernista impregnou de tal forma a mente humana que se perdeu a noção das coisas: quem somos, quem são os outros, qual nosso lugar no tempo e no espaço. Impressiona-me, sobremaneira, a falta de decoro e de caridade nas palavras desses jovens que recém aportaram à Tradição e se tornaram o “Martelo de todos-os-que-não-pensam-como-eu”. Por duas linhas que foram lidas apressadamente em algum livro do qual nem conhecem a história, saem, armados até os dentes, atrás de vítimas a catequisar a qualquer custo. Ninguém é poupado, nem mesmo os pais. Principalmente os próprios pais. Pretendem que as pessoas se convertam instantaneamente, como se a conversão deles tivesse sido instantânea: nenhuma foi! Pois, se tu tens dezoito anos... está dezoito anos atrasado! Como podes cobrar de quem tem seu próprio tempo? Fora o fato de que conversão é Graça, e a Graça Deus dá a quem quer e quando quer. E a tira.
Há uma comichão doentia para estudar, por exemplo, São Tomás; no entanto, não se conhecem os rudimentos da Fé. Enverga-se (quando mulher) a saia até o chão, mas dentro é um sepulcro caiado. Não sabem o básico, esses pobres jovens, e querem ditar normas e pregar do púlpito. Quem os doutorou? Quem os investiu com tais poderes? Quem os conduz? Onde estão seus pais, responsáveis, diretores espirituais? Quanta imprudência deixar tais jovens ao léu, achando-se donos do próprio nariz, tanto física como espiritualmente. Do que diferem dos jovens modernos  que eles tanto criticam? Apenas no discurso, eventualmente pelas vestimentas, mas dentro... dentro vejo, por vezes, mais virtudes em pagãos.
Dir-me-iam que sou por demais dura. Talvez. Também diriam que não sou nem pai, nem mãe, nem diretor espiritual deles – isso com certeza, porque é a ‘frase padrão’ usada por esses moços e moças, por todo o Brasil, quando interpelados por seu comportamento inadequado! Mas eu penso que alguém deve alertá-los, ou se víssemos um cego indo para o abismo não o avisaríamos? E, vejam bem, disse “alertá-los”, não “instruí-los”, pois isto, sim, cabe aos responsáveis (morais e/ou espirituais). 
Mas me faz pena ver esses meninos e meninas empolgados em estudar coisas maiores do que eles quando negligenciam outras muito mais importantes para a própria santificação e, portanto, Salvação: o conhecimento e a busca pelas virtudes. Não seria isso mais importante que o tamanho de tua saia, menina? Ou qual escola teológica tem razão, menino? 
Um padre, certa vez, nos disse na homilia que “vivemos para comungar e ir para o céu”. O resto é palha! Estudem, sim, mas: as virtudes, o Catecismo, a vida dos santos... Quando tiverdes praticado tudo o que tiverdes lido, alimentem-se, então, do que seria mais uma suave e prazerosa sobremesa do que a principal refeição: todo o resto que é lícito e bom.
Eu não sei, ainda, se o Catecismo de Trento já tem sua versão em português, e se é confiável. Vou continuar minhas pesquisas nesse sentido e também as minhas orações por estes jovens que a Fé me faz amar mais do que qualquer outra coisa sobre a Terra. Quero vê-los todos no Céu. 

Giulia d'Amore di Ugento

CASTIGOS DE DEUS PARA QUEM DESONRA PAI, MÃE E SACERDOTES 


325 Castigo que espera os transgressores [...] De outro lado, se sobre aqueles que são agradecidos aos próprios pais chovem recompensas de Deus, terríveis castigos são reservados aos filhos desnaturados e ingratos. Está escrito: “Quem tiver lançado imprecações a seu pai e a suã mãe morrera de morte violenta" (Es 21,17; Lv 20,9); "Quem entristece seu pai e expulsa sua mãe é um ser infame e desgraçado" (Provérbios 19,26); "A luz daquele que terá maltratado seu pai ou sua mãe se apagará nas mais absolutas trevas" (Provérbios 20,20); "O olho de quem ridicularia o seu pai e ridiculariza o parto de sua mãe seja escavado pelos corvos das correntezas e devorado pelos filhos da águia" (Provérbios 30, 17). Lemos nas Sagradas Escrituras que muitos levaram ofensa a seus pais, mas também lemos que a ira de Deus enfureceu em vingança; Ele não deixou Davi sem vingança, mas a iniqüidade de Absalão impôs o devido castigo, punindo-o, por causa de seu pecado, com três golpes de lança (2 Sam 18,14). A propósito, então, de quem recusa obediência aos sacerdotes está escrito: "Quem soberbamente recusa obediência ao preceito do sacerdote quando em função, ou à sentença do juiz, morrerá" (Deuteronômio s 17,12).
(N. 325 do Catecismo do Concílio de Trento (1545) - Parte III, Quarto Mandamento: "Honra o pai e a mãe e viverás longamente sobre a terra que o Senhor teu Deus te dará").

Fontes:  
Catecismo de Trento (italiano): Maranatha.it
Tradução: Giulia d'Amore di Ugento

domingo, 18 de dezembro de 2011

Latim é a última moda na Iglaterra!

Na Inglaterra o boom do latim



Na Inglaterra explode o interesse pelo latim. O número dos estudantes que no começo deste ano [2011] escolheram como matéria a língua de Cícero conheceu um incremento impressionante.

O ministro da Educação Gove se atreveu a declarar que "o que estamos assistindo é o maior revival do latim desde os tempos da conquista de Júlio Giulio Cesar".
Entre os mais entusiastas promotores do ensino das línguas clássicas está o excêntrico e popularíssimo prefeito de Londres, o conservador Boris Johnson, que constituiu um grupo de sessenta voluntários com o encargo específico de ensinar o latim nas escolas primárias estatais.

Haveria muito que dizer sobre este fenômeno. Mas há uma observação que eu gostaria muito de fazer. O latim foi, até a revolução do final dos anos sessenta (uso o termo revolução propositalmente), a língua da liturgia católica. Paolo VI achou por bem abandoná-lo para aproximar a Igreja ao mundo moderno, para favorecer "a participação do povo, deste povo moderno cheio de palavra clara, inteligível, traduzível em sua conversação profana" (Alocução na audiência geral dos fieis, em 26 de Novembro de 1969).

Hoje, Anno Domini 2011, frotas de adolescentes na moderna e secularizada sociedade britânica fazem fila para inscrever-se às lições de latim. Nisso, Paolo VI não foi certamente profeta.

Giorgio Roversi - 09/11/11

Fonte: Bregwin 
Tradução: Giulia d'Amore di Ugento

Por quê retornar à Missa de São Pio V?

1ª Carta do pároco aos fiéis sobre a decisão de não mais celebrar a missa segundo o Novus Ordo

[Nota da Permanência] O Padre Louis Demornex é Pároco de Fontanaradina di Sessa Aurunca, na provincia di Caserta, Itália. Ao comunicar ao seu bispo sua decisão, recebeu repreensões e sanções. Foi afastado da paróquia. Mais tarde foi reintegrado, mas seu caso ainda está em "julgamento". Coisas da "Outra", como Corção gostava de chamar a nova Igreja de Vaticano II. Enquanto isso, o carnaval ecumênico de Dom Ivo Lorscheiter, em Santa Maria, ou os shows do Pe. Marcelo não precisam de "julgamento", pois fazem parte dos seus ritos. 

As cartas foram colhidas no site italiano Inter multiplices una vox

CARTA DE UM PÁROCO A SEUS PAROQUIANOS
PRIMEIRA CARTA


Por quê retornar à Missa de São Pio V
O motivo determinante é a questão dos Fragmentos consagrados que estão sendo profanados de todos os modos possíveis:

1 - Na distribuição da comunhão:

- sem a patena, os Fragmentos caem pelo corpo do comungante ou pelo chão e são pisados, varridos e dispersos;

- dada a Hóstia na mão, restam Fragmentos grudados na mão do Comungante ( Por quê até 1989 era sacrilégio tocar o Santíssimo e hoje isso virou ato de devoção? Onde está a verdade?);

- Nem sequer falamos do modo com que certas pessoas guardam a Partícula ou a levam embora com as mais diversas intenções.

2 - Depois da Comunhão, o Sacerdote:

- não purifica mais as mãos e nem se lava, mas simplesmente joga fora a água;

- grande desleixo no modo de purificar a patena ou a pisside com o purificatório, pelo qual os Fragmentos acabam ficando grudados no tecido e dispersos.
Tudo isso nos faz pensar numa mulher que joga o fruto da sua concepção na lata do lixo. Ora todos esses modos de agir há algum tempo atrás eram considerados sacrílegos. E por que não são mais?
- Ou não crêem mais que cada Fragmento seja Jesus Cristo inteiro e portanto são heréticos……

- Ou crêem e são sacrílegos.
Nós Católicos cremos na "transubstanciação", termo que significa a mudança de uma substância para uma outra. Por exemplo se o chumbo se tornasse ouro, mudaria sua substancia para aquela do ouro, de Pb se tornaria Au, até mesmo no nível do átomo que é a menor partícula, infinitamente pequena. Todos compreendem que um miligrama de ouro ou um quintal de ouro é sempre ouro.
O mesmo se dá com a Santa Missa: da substancia do pão se passa para a substancia do Corpo do Senhor e a ciência nos ajuda a compreender exatamente que tal passagem ocorre até mesmo a nível do "infinitamente pequeno". Esta é a fé de sempre mantida pela Igreja Católica. Dogma de fé que jamais poderá ser mudado já que o Dogma é a eterna Verdade revelada. E então como é possível justificar novidades tão negativas? De onde saiu um modo de agir tão irreverente, senão de um rito que leva a este triste êxito? Eis porque eu tive que tomar distância de um rito que de tantos modos profana o Santíssimo (comunhão na mão, tabernáculos removidos e esquecidos, Eucaristia na mão de "ministros extraordinários", quer seja homens ou mulheres, Missas inventadas, inculturadas etc)

È absolutamente impossível seguir tal anarquia e pretender espelhar a fé Católica constante. Portanto tudo isso me obriga a tomar uma decisão: rechaçar todas essas novidades, por amor à Verdade, à Eucaristia, à Igreja e às vossas almas que têm direito à salvação por meio da graça.
Vocês me perguntarão porque demorei tanto a chegar a estas conclusões. Pois bem, eu busquei comunicar a fé católica através desses novos ritos, eu busquei rezar a Missa voltado para o povo por dois anos na esperança de exprimir também assim a fé Católica. Mas a Missa voltado para o povo se torna obrigatoriamente oferta ao povo, na sua língua, com os seus cânticos. Torna-se um banquete, um convívio de festa, de fraternidade, uma reunião calorosa, dinâmica, participativa, alegre, enfim uma coisa da terra. Eu assisti certos ritos assim alegres e festivos que verdadeiramente , ainda que tivessem uma aparência simpática, faziam com que fosse impossível ver ali o Sacrifício do Calvário renovado na sua tremenda dramaticidade.
Temos então que nos confrontar com duas realidades totalmente diversas:

A - A Missa oficial atual; que se assemelha a um banquete, a uma comunhão fraterna entre os presentes para rezarem juntos celebrando a memória da última ceia de Jesus com os seus discípulos, pela qual Jesus está presente espiritualmente em meio aos fiéis

(cf. art. 7 do missal romano). Sendo este rito dirigido aos fiéis, é lógico que deve ser dito em alta voz, em uma língua compreensível, ( até mesmo dialetos) freqüentemente inventado ou improvisado, variando segundo o lugar, hora, estação, idade dos presentes, a sua classe. Sem falar da música!
Mas vocês estão seguros de que em todas essas variações, caprichos, evoluções, improvisações, fantasias está sendo sempre expresso integralmente o dogma, a Verdade Católica?
Vocês estão seguros de atingirem a plenitude da graça que provém do rito perfeito definido pela Igreja por ocasião do Concílio de Trento?
Desta anarquia, desordem, criatividade, confusão litúrgica surge obrigatoriamente a confusão espiritual do povo cristão que criou uma religião do comodismo: entrar numa igreja com vestes indecentes, bater papo sem nenhum constrangimento diante do Santíssimo, sem nem mesmo uma pequena genuflexão, uma saudação, simplesmente como se não existisse. E sobretudo pegar a Hóstia com a mão como se fosse um pedaço de pão ordinário, sem o menor cuidado com os Fragmentos, sem a Confissão prévia, fazer de tudo durante a Comunhão sem nenhuma disciplina moral ou espiritual, freqüentemente em estado de pecado mortal, o qual, por outro lado já dizem que não existe mais.

Quantas surpresas diante do tribunal de Deus ! Realmente é de causar tremor!

Por outro lado, o fato de que o rito dessa Missa seja praticado até mesmo por protestantes de tendência anglicano-calvinista (altar voltado para o povo), demonstra que ela não exprime mais o dogma Católico.
Vejam o que disse Lutero sobre a Missa Católica: «Afirmo que todos os homicídios, os furtos, os adultérios são ainda menos piores do que esta abominável Missa…… (Sermão do 1E° domingo de Advento). Quando a Missa for derrubada, penso que teremos derrubado o inteiro papado. (Tratado contra Henricum)».
Na sua carta ao Santo Padre Paulo VI, o cardeal Ottaviani, Prefeito do Santo Ofício (não um analfabeto qualquer, portanto, uma pessoa em posto de responsabilidade) disse a propósito da nova Missa: «O Novus Ordo Missae representa, seja no seu todo como nos particulares, um impressionante afastamento da teologia da Santa Missa, tal qual ela foi formulada na sessão XXII do Concilio Tridentino…», e anexou a essa carta um breve exame critico o qual até hoje não recebeu resposta.
B - A Missa Católica, que é a renovação não cruenta do único sacrifício do Calvário, onde Jesus, por meio de si mesmo como Sacerdote, se oferece a Deus Pai para obter o perdão dos pecados dos vivos e dos mortos, é o mistério terrível desta Vítima divina e eterna que renova a expressão máxima de sua compaixão pela humanidade arruinada, corrupta, atraída mais para o mal do que para o bem, excluída do Paraíso, presa à própria malícia e ao demônio.

A Missa católica é portanto súplica, a oferta do Redentor que se faz pecado para lavar no seu Sangue os nossos pecados.

Esta Missa deve ser seguida com respeito, profundo silêncio, contemplação devota, participação comovida do coração que contempla e se une à ação do seu Redentor que ali se apresenta, feito pecado, ao justo Juiz que sobre tudo faz um exame exato, e intercede a nosso favor para que sejamos perdoados. Jesus diz ao Pai: «Pai, olha para esta perfeita adoração, para esta perfeita reparação que te ofereço com o meu Sangue puríssimo tirado de uma Virgem para que se tornasse purificação dos pecados de todo o mundo. Olhando para o meu Sangue, o meu amor, a minha dor, a minha oração, perdoa-lhes, esqueça de seus pecados, olhe apenas para mim que te amo com amor eterno, perfeito, infinito, que os amo mais do que minha própria vida, por isso os tornei preciosos porque foram comprados a preço do meu próprio Sangue divino.» E nós expectadores, adoradores desta súplica, devemos unir nossos corações ao coração de Jesus que fala por nós, a nosso favor. Deixemo-lo falar com as palavras e os gestos que a Igreja definiu e canonizou através dos séculos.
Eis aqui alguns documentos da Igreja, referentes à Missa:

- Concilio de Trento: decreto e cânones sobre a Missa:
Cap. 4:

«E porque as coisas santas devem ser administradas santamente e, de todas, este é o sacrifício mais santo: A Igreja Católica, para que esse pudesse ser oferecido e recebido dignamente com todo o respeito, estabeleceu desde muitos séculos o sagrado cânon, de tal forma purificado de qualquer erro, que não contém nada que não exale grande santidade e piedade e não eleve a Deus a mente daqueles que o oferecem. Este, de fato, é composto seja das mesmas palavras do Senhor, seja da Tradição apostólica e também de tudo o quanto foi estabelecido piamente pelos Santos Pontífices.» (n° 1745).

O culto de adoração, a oferta do sacrifício é portanto algo definido pela Igreja, desde sempre e não pode ser modificado, alterado, proibido.
- Da Bulla Quo primum tempore de São Pio V de 14 de julho de 1570:
«Já que é soberanamente oportuno que, na Igreja de Deus, haja uma só maneira de salmodiar e um só rito para celebrar a Missa, parecia-nos necessário providenciar, o mais cedo possível, o restante desta tarefa, ou seja, a edição do Missal. Para tanto, julgamos dever confiar este trabalho a uma comissão de homens eruditos. …Restituíram o mesmo Missal na sua antiga forma segundo a norma e o rito dos santos Padres…

« A Missa não poderá ser cantada ou recitada de outro modo senão aquele prescrito pelo ordenamento do Missal por nós publicado…

« Por Nossa presente Constituição, que será valida para sempre, Nós decretamos e ordenamos, sob pena de nossa indignação, que o uso de seus missais próprios seja supresso e sejam eles radical e totalmente rejeitados; e, quanto ao Nosso presente Missal recentemente publicado, nada jamais lhe deverá ser acrescentado, nem supresso, nem modificado
.

« Além disso, em virtude de Nossa Autoridade Apostólica, pelo teor da presente Bula, concedemos e damos o indulto seguinte: que, doravante, para cantar ou rezar a Missa em qualquer Igreja, se possa, sem restrição seguir este Missal com permissão e poder de usá-lo livre e licitamente, sem nenhum escrúpulo de consciência e sem que se possa incorrer em nenhuma pena, sentença e censura, e isto para sempre. Da mesma forma decretamos e declaramos que os Prelados, Administradores, Cônegos, Capelães e todos os outros Padres seculares, designados com qualquer denominação, ou Regulares, de qualquer Ordem, não sejam obrigados a celebrar a Missa de outro modo que o por Nós ordenado; nem sejam coagidos e forçados, por quem quer que seja, a modificar o presente Missal, e a presente Bula não poderá jamais, em tempo algum, ser revogada nem modificada, mas permanecerá sempre firme e válida, em toda a sua força.

« Assim, portanto, que a ninguém absolutamente seja permitido infringir ou, por temerária audácia, se opor à presente disposição de nossa permissão, estatuto, ordenação, mandato, preceito, concessão, indulto, declaração, vontade, decreto e proibição.
Se alguém, contudo, tiver a audácia de atentar contra estas disposições, saiba que incorrerá na indignação de Deus Todo-poderoso e de seus bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo.
’’Por outro lado, como vocês puderam ver, o rito celebrado é um rito antigo confirmado pela imemorável tradição, canonizado pelo Concílio de Trento e por São Pio V, que muitos de vocês ainda recordam.
- Pelo Direito Canônico:
Antigo Código:
Titulus XII, De delictis contra religionem

Can. 2320 - Qui species consecratas abiecerit vel ad malum finem abduxerit aut retinuerit, est suspectus de hæresi; incurrit in excommunicationem latæ sententiæ specialissimo modo Sedi Apostolicææ reservatam; est ipso facto infamis, et clericus prææterea est deponendus.

(Quem profanar as espécies consagradas,apoderar-se delas ou retê-las com fins sacrílegos, torna-se suspeito de heresia, incorre na excomunhão latæ sententiæ reservada de modo especialíssimo à Sede Apostólica; o réu é ipso facto infame e além disso, se for um eclesiástico, deve ser deposto).

Novo Código:
Can 1367 - Qui species consecratas abicit aut in sacrilegum finem abducit vel retinet, in excommunicationem latææ sententiæ Sedi Apostolicæ reservatam incurrit; clericus prææterea alia pœœna non exclusa dimissione e statu clericali, puniri potest.

(Quem profana as espécies consagradas, ou então as carrega ou as conserva com objetivo sacrílego, incorre na excomunhão latææ sententiææ reservada à Sede Apostólica; o clérigo além disso pode ser punido com outra pena, não excluida a demissão do estado clerical).

Quem duvidará que a essa práxis atual da comunhão na mão não se possa aplicar esse cânon? Isso é o mesmo que dizer que muitos sacerdotes e bispos se encontram excomungados pela Igreja Católica! Os fatos são fatos e contra fatos não há argumentos! É bem verdade que não jogam fora os Fragmentos com propósito maligno, todavia sabem que os Fragmentos caem , sabem que em cada um desses Fragmentos está Deus Sacramentado. O que diríamos então de uma mãe que joga seu filho pela janela sem nenhuma maldade, sem querer? Se não é criminosa, é louca!

O horror, o ódio, a ojeriza absoluta pela Missa Tridentina tem qualquer coisa que ultrapassa a lógica, o raciocínio e até os motivos pastorais. Esta Missa moderna é um pesadelo, um pecado mortal que faz-nos recordar os comentários altamente teológicos de Lutero: «Quando a missa for derrubada, estou convencido de que juntamente com ela conseguiremos derrubar o inteiro papismo. O papismo, de fato, se apóia sobre a missa como sobre uma rocha, todo inteiro, com os seus mosteiros, bispados, colégios, altares, ministérios e doutrina, em uma palavra , com todo o seu bojo. Tudo isso cairá necessariamente quando cair a sua missa sacrílega e abominável. Eu declaro que todos os bordéis, os homicídios, os furtos, os assassinatos e os adultérios não são nada em comparação com aquela abominação que é a missa papista.» (Para quem tem uma obsessão por reabilitar Lutero!).
 
Como explicar esse fanatismo contra a Santa Missa?
A chamam "nostalgia pelo passado":

Mas será que um rito...
- feito segundo "a norma e o rito dos Santos Padres", isto é desde os primeiríssimos séculos da Igreja,

- que santificou a Igreja e foi celebrado pelos maiores santos,
- que reflete o eterno presente de Deus, isto é sem passado nem futuro, sempre idêntico a si mesmo,

- regulado pela norma habitual e à qual se anexa uma lei escrita, totalmente aprovada por atos infalíveis,

- universalmente celebrado na sua língua sacra e "estabelecido há muitos séculos",
pode por acaso este rito estar sujeito a um gosto ( nostalgia) ou desgosto pessoal?
Estes sentimentalismos e preferências são a característica do protestantismo, religião criada pelos gostos e pela soberba do homem, não revelada do Alto.
A acusam de "imobilismo litúrgico".

Na verdade, se deveria admirar a sua "estabilidade" ao longo dos séculos, como coisa não humana e sim divina, prova da sua perfeição. Certamente que não possuem o menor senso de humor estes "instáveis", os quais , sob o pretexto da participação, da compreensão por parte do povo, usando termos científicos como: "atualização contínua, inculturação, aprofundamento, a formação permanente...etc, dão asas a todos os seus anseios por novidades, tomando por lei tudo que não passa de capricho do momento.

E quando uma comunidade condena seu próprio passado, chamando de saudosistas aqueles que ainda o amam, seguramente acontecerá que num certo amanhã, esta mesma comunidade acabará por renegar também o seu presente.

Assim fazem os instáveis: para ocultar a sua fragilidade, estão sempre em busca, escrevem livros competentes, fazem elocubrações eruditas, mas nada disso não diminui o fato de que o mutante está sempre em necessidade, de agora em diante necessidade de uma contínua fuga avante, efeito de uma instabilidade de caráter, de um desejo de protagonismo, de uma ambição de escrever e reescrever a história, com contínuas correções ao ponto que no final agem etsi Deus non daretur, ""como se na Missa não se importassem mais se Deus está presente ou não, se nos fala e se nos escuta " (CARD. RATZINGER, La mia vita).
E no final eis o último achado: a comunhão na mão.
Todavia, desta vez a coisa se torna grave. São profanações claras e evidentes. O diz a Fé, a piedade cristã, o Direito Canônico.
Descobre-se que não sabem mais quem é Deus.

Celebram com convicção e algumas vezes com dignidade, mas um rito pessoal, onde a "comunidade celebra a si mesma, sem que valha a pena " (CARD. RATZINGER, La mia vita).

"Sejam bons atores", é o que tem dito ultimamente o bispo de B. aos seus sacerdotes.

É verdade, no teatro, os atores buscam envolver emotivamente os expectadores, caso contrário, que tipo de atores seriam?

Cria-se portanto comunhão, transmissão de uma mensagem. Com efeito, na busca da comunicação de homem para homem estão tão atarefados que se esquecem, por distração, da dimensão vertical do Sagrado.

O Sacerdote vai em busca do povo com grande afã, deve agradar ao povo, necessita do povo, não pode mais celebrar sem o povo.

Por outro lado, o Sacerdote colocou-se no lugar onde antes se encontrava Deus, manifestando assim a sua sede de poder, de aparecer, de presidir, de comandar, de ser valorizado.

E o povo dá sua opinião: "como ele celebra bem……", "mas ele não acaba nunca!……", "pelo menos esse aí celebra rápido!……", ""parece que essa Missa não anda……" Ouvimos de tudo, já que se trata dos ritos e das fantasias do celebrante.

"Se o sal perde o seu sabor... para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens" (Mt., 5, 13). O Sacerdócio é pisoteado juntamente com a Santíssima Eucaristia, já que agora são os leigos que mandam no Sacerdote: "Dá-me a hóstia na mão porque eu tenho esse direito". O sacerdote então é obrigado pelo leigo a cometer uma profanação.
Dirão que estão todos de acordo entre si. É verdade, mas na anarquia.
Dirão que estão todos juntos nisso. É verdade, mas a maioria não faz a Verdade.
Há quem corre na frente, quem permanece atrás, quem empurra e quem freia, quem segue despreocupado a novidade do momento, a sugestão mais aceitável. Do rito da missa ao repertório dos cânticos ( até isso de acordo com o local) se assiste a uma babel de funções, todas, cada uma mais disputada do que a outra, uma verdadeira confusão. Cada paróquia se torna um gueto com os seus ritos próprios, cânticos e usanças... Como no ecumenismo: unidade na diversidade, de fato são todos irmãos: na confusão.
A Igreja Católica ao invés diz: unidade na Verdade. A estabilidade litúrgica, a uniformidade dos ritos plasma cada sacerdote como numa estampa única, uniforme, fabricada na antiguidade, conservada e transmitida íntegra pela Autoridade.

O sacerdote se aniquila no rito porque nele é a Igreja que celebra. E então se pode estar seguro de que o dogma é transmitido, vivido, a graça se torna presente e é eficaz.

Em todos os lugares da Terra, o sacrifício é único, única a língua, único o canto, e portanto única a casa onde se encontram todos os católicos, irmãos na Verdade, na verdadeira adoração, na celebração de um rito puro, santo, completo, inspirado por Deus, agradável a Deus, alma da Igreja, luz dos corações. Rito que não tem nada de humano, totalmente despojado de elementos e tonalidades terrestres.
"Imobilismo" significa estabilidade, solidez, eternidade, verdade, segurança.
Quando no "Russicum" (Roma), foi proposto pelo Reitor de se cantar em italiano a epístola e o Evangelho, os romanos se encarregaram de imprimir os textos em italiano para os fiéis, desde que os textos fossem cantados em slavone.
Não me parece que nos outros ritos exista um movimento litúrgico de tipo latino, isto é "ecumênico-evolucionista manipulado pela base e imposto pela Autoridade".
De qualquer modo é claro que esta mentalidade atual não tem nada a ver com a mentalidade católica. A ruptura é evidente, primeiramente na mentalidade e depois nos fatos.« A promulgação da proibição do missal que havia se desenvolvido por séculos, desde o tempo dos sacramentos da antiga Igreja, comportou uma ruptura na história da liturgia, cujas conseqüências só podiam ser trágicas...……». « Estou convencido de que a crise eclesial na qual nos encontramos hoje se deve em grande parte à decadência da liturgia ». « A reforma litúrgica, … produziu danos extremamente graves para a fé». (CARD. RATZINGER, La mia vita, ed. San Paolo, 1997).
É provável também que a crise mundial dependa da abolição do sacrifício perpétuo. De fato no mesmo período ( anos 70):

- cerca de cem mil sacerdotes e bispos abandonaram o sacerdócio;

- Foram aprovadas leis sobre o divórcio e sobre o aborto ( em abril de 1997 só a Itália superou mais de um milhão de mortos por abortos e o total de abortos em todo o mundo supera o número de vítimas de todas as guerras da história humana e depois ainda fingem que a pena de morte já foi abolida!)

- As Brigadas vermelhas e o terrorismo na Itália;

- a droga;

- o satanismo.
"Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém. Então o tal ímpio se manifestará." (II Tess., 2, 7-8).
Teria sido esta reforma a causa desta apostasia?

Seria o Sacrifício da Missa o obstáculo que detinha o adversário?

«Caros filhos e filhas, Nós queremos mais uma vez convidá-los a refletirem sobre esta novidade que é o novo rito da missa, o qual será utilizado na celebração do santo sacrifício, a partir do próximo domingo, dia 30 de novembro, primeiro domingo do Advento. Novo rito da missa! É uma mudança que toca uma venerável tradição multisecular (…). Esta mudança se dá sobre o desenvolvimento das cerimônias da missa. Constataremos talvez um certo mal estar porque no altar, as palavras e os gestos não serão mais idênticos àqueles que estávamos de tal forma habituados que quase nem mais prestávamos atenção... Devemos nos preparar para estes múltiplos incômodos que são inerentes a todas as novidades que mudam os nossos hábitos.

« Os sacerdotes que celebram em latim, privadamente (…) poderão utilizar até o dia 28 de novembro de 1971, seja o Missal Romano, seja o novo rito. Se usarem o Missal Romano, poderão (…). Se usarem o novo rito, deverão seguir o texto oficial …» (PAOLO VI, Alocução da audiência geral do dia 26 de novembro de 1969).
Portanto o rito moderno é oposto ao rito romano tradicional. 
Fonte: Permanência

ABORTO - O GRITO SILENCIOSO

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